Marcelo Lara Negócios Imobiliários

Mensagem em aplicativo de celular serve como prova de rescisão de contrato de corretagem

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Um corretor de imóveis ajuizou ação contra um casal pedindo R$ 21 mil de comissão de corretagem pela venda de um imóvel, mais R$ 10 mil de indenização por danos morais. Segundo os autos, o autor foi procurado pelos réus para realizar a venda de um imóvel situado no Sudoeste, assinando contrato de exclusividade. O corretor revelou que seria pago o percentual de 5% sobre o efetivo preço da transação, e que o contrato teria o prazo de 60 dias, sendo automaticamente renovado caso não houvesse desistência formal com 30 dias de antecedência. Ainda, a comissão de corretagem seria igualmente devida se os réus realizassem venda do imóvel na vigência do contrato.

A controvérsia dos autos envolveu verificar a possibilidade de estipulação de cláusula de renovação automática, existência da desistência do contrato, necessidade de pagamento pelos serviços do autor e a ocorrência de danos morais. “O contrato é um negócio jurídico constituído através do acordo de vontades das partes envolvidas, as quais estabelecem os parâmetros pelos quais aquele vínculo será pautado. Tratando-se de relação jurídica entre particulares, são permitidas quaisquer estipulações que, não sejam contrárias à lei, à ordem pública ou aos bons costumes”, lembrou a juíza que analisou o caso.

Quanto à cláusula de renovação automática do contrato, a magistrada entendeu que não era abusiva, pois não impunha vantagens apenas para uma das partes, o corretor de imóveis, já que este também teria o dever de diligência em anunciar o imóvel e apresentar ofertas aos proprietários. Em relação à desistência do contrato, foi observado que as partes se comunicavam por e-mail e, com mais frequência, por aplicativo de mensagens de celular – quando, por essa via, ocorreu a manifestação de desinteresse dos réus no prosseguimento do contrato.

Diante do contexto dos autos e da evolução tecnológica das comunicações, a juíza considerou como possível e válida a manifestação pelo aplicativo de mensagens, no intuito de rescindir o contrato entabulado entre as partes. “Ademais, o réu deixou bem explícita a sua vontade, junto ao sócio do autor, com quem mantinha conversas, inclusive motivando a rescisão em face da ausência de contatos: ‘Paulo, em função da falta de contato há 1 semana favor informar ao Raphael que não tenho mais interesse na parceria, obrigado’ “.
Assim, o 4º Juizado Especial Cível de Brasília considerou o contrato rescindido em agosto de 2015, tendo por base a data da mensagem. A venda do imóvel, conforme informado pelos réus, ocorreu por intermédio de outro corretor, em dezembro daquele ano – ocasião em que o autor voltou a entrar em contato, desde a mensagem recebida pelo sócio. “Desse modo, entendo que não é devido qualquer pagamento ao autor a título de danos materiais, em face de suposta corretagem prestada, motivo por que rejeito o pedido”, confirmou a magistrada, negando também o pedido de indenização por danos morais.

Fonte: Resumo Imobiliário 

Compra do imóvel: 4 dicas essenciais

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A compra do imóvel é um momento especial que merece comemoração. Ao mesmo tempo, para que o negócio seja um sucesso e sem possibilidade de arrependimentos futuros, o interessado precisa ter cautela e muita informação. Por isso, antes de fechar a compra, a recomendação é analisar com detalhes o local pretendido, além de conferir documentos tanto do proprietário quanto do bem em questão. Alguns deles são obrigatórios, e outros, apesar de opcionais, são importantes para detectar possíveis problemas adiante. Para ajudar nesta importante decisão, confira 4 dicas do gerente geral de locação e compra & venda da Apsa, Giovani Oliveira:

1. Finanças e valores
Para Oliveira, o fundamental no processo é verificar as condições financeiras do comprador e as que são oferecidas por quem vende. “Um financiamento compromete o orçamento, então, deve-se levar em consideração a capacidade de assumir o investimento frente às outras demandas da família, atuais e futuras”, recomenda. Para se certificar de que não está perdendo dinheiro, vale comparar preços de imóveis semelhantes da mesma região e os valores médios do metro quadrado.

2. Localização
A vizinhança também deve ser observada. Se o entorno do imóvel provocar situações incômodas, o comprador pode se arrepender depois. Verifique a intensidade do trânsito, se há pontos finais de linhas de ônibus, escolas ou equipamentos esportivos.

3. Conservação e infraestrutura
Outra questão diz respeito a possíveis problemas de infraestrutura. Quedas de energia são constantes? O fornecimento de água é estável? A rede de captação de esgoto dá vazão à demanda? São três questões ímpares para o bem estar de uma família e que devem ser cruciais para a tomada de decisão. Já no próprio imóvel, o executivo da Apsa recomenda visitá-lo várias vezes, em diferentes horários, para ver se agrada a incidência de luz, a corrente de ar, as temperaturas e outros fatores de ambiente.

4. Documentação para compra do imóvel
Superadas as outras avaliações, é hora de partir para a parte burocrática. “Pode ser cansativa, mas alguns papéis asseguram o negócio e podem evitar contratempos no futuro”, Oliveira. Conheça os documentos do vendedor e do imóvel:

  • Matrícula do imóvel/certidão de ônus reais;
  • Certificado negativo de ação cível e criminal do vendedor e de seu cônjuge (Justiça do Trabalho e Justiça Federal);
  • Certidão negativa de IPTU e da Situação Enfitêutica;
  • Certidão vintenária;
  • Certidão negativa de débitos com o condomínio;
  • Certidão negativa de utilidade pública do imóvel;
  • Certidão de interdição e tutela.

Fonte: Mercado Imobiliário

Mudanças nas regras de financiamento podem aquecer mercado imobiliário

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A medida traz à Caixa, que estava há 17 meses sem mexer nas taxas, “de volta para o jogo”

A redução das taxas de juros do crédito imobiliário e o aumento do percentual do valor do imóvel financiado anunciados esta semana pela Caixa Econômica Federal podem contribuir tanto para o próprio banco quanto para melhorar o cenário do mercado imobiliário no Brasil. É o que avaliam economistas entrevistados pela Agência Brasil. Os especialistas dizem que, apesar das condições favoráveis, compradores devem ter cautela antes de assumir dívidas e avaliar se as parcelas cabem dentro do orçamento.

As taxas mínimas da Caixa passaram de 10,25% ao ano para 9% ao ano, no caso de imóveis do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), e de 11,25% ao ano para 10% ao ano para imóveis enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI). As taxas máximas caíram de 11% para 10,25%, no caso do SFH, e de 12,25% 11,25%, no SFI. O banco também aumentou novamente o limite de cota de financiamento do imóvel usado, de 50% para 70%.

De acordo com o economista da Fundação Getulio Vargas (FGV) Alberto Ajzental, especialista no setor, a medida traz à Caixa, que estava há 17 meses sem mexer nas taxas, “de volta para o jogo”. A mudança equipara o banco em termos de juros para financiamento imobiliário no SFH ao Itaú Unibanco, que até então oferecia taxas mais vantajosas.

A decisão, segundo o economista, foi acertada uma vez que o cenário econômico está favorável com a queda da Selic, que é taxa básica de juros da economia, para 6,5% ao ano. Além disso, o banco está em um bom momento.

No ano passado, alegando falta de recursos, a Caixa reduziu para 50% do valor do imóvel o limite máximo de financiamento de imóveis usados. No mês passado, no entanto, o banco mostrou melhoras, anunciando um lucro líquido recorde de R$ 12,5 bilhões, em 2017. O crescimento em relação a 2016 chegou a 202,6%.

“Isso ajuda a ter liquidez. Ao longo do ano passado a Caixa não estava se vendo em condições de fazer isso. Acertadamente, olhou para a empresa e não para a pressão política e populista. A empresa tem que ser preservada”, diz.

O professor do Ibmec-DF José Kobori concorda com a análise. “A Caixa estava mais cara que os bancos privados, agora não apenas se equiparou, como ficou pouca coisa abaixo”, compara.

Segundo Kobori, a ação da Caixa poderá aquecer o mercado imobiliário e impulsionar a construção civil, mas é possível que isso não tenha um efeito muito significativo imediatamente, devido ainda a altas taxas de desemprego e endividamento das famílias. “Não podemos ser pessimistas, mas não podemos ser otimistas demais”, pondera. “Se olhar da maneira racional, o endividamento ainda é alto e a massa salarial não cresce de forma suficiente para retomada mais forte da economia”.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há 12,7 milhões de pessoas desocupadas – a taxa de desemprego tem se mantido estável desde o ano passado. Já o percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso aumentou em março pela primeira vez no ano, atingindo 25,2%, uma alta de 0,3 ponto percentual, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic).

Cuidados na compra

Após período de baixa, o volume de imóveis vendidos no país cresceu 9,4% no ano passado, na comparação com 2016, segundo levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e do Senai Nacional. Foram vendidas 94.221 unidades em 2017, contra 86.140 unidades de 2016. A aposta é que a redução de juros ajude a impulsionar ainda mais o mercado este ano.

Na avaliação de Ajzental, após a recessão dos últimos três anos, o país está em um cenário de estabilidade. “Enquanto está caindo não se sabe se vai afundar junto com o barco, se tem que pular no mar. Na hora que parou de afundar, fica claro quem está no barco e quem está no mar. Quem se manteve, volta a pensar em consumir, obviamente não é o mercado consumidor que tinha pleno emprego, mas é quem está pensando em trocar de carro, trocar de imóvel”, diz.

Para aqueles que querem adquirir um imóvel, a notícia é boa, de acordo com Kobori, pois irão conseguir comprar a casa própria em um bom momento, com taxas baixas. Emprego fixo e estabilidade econômica são segundo ele, requisitos necessários por aqueles que desejam buscar um financiamento. É necessário também avaliar se a parcela do financiamento cabe dentro do salário.

Apesar de ser possível financiar até 70% do imóvel, a dica é quitar o máximo a vista. “A taxa de juros está sempre contra de quem precisa”, diz e acrescenta: “melhor é não financiar, mas se for financiar, a casa própria é melhor do que buscar crédito para trocar de carro, por exemplo. Para cartão de crédito então, nem pensar”, diz.

A Caixa é líder no mercado imobiliário, detendo atualmente cerca de 70% de participação. O banco fechou 2017 com saldo na carteira imobiliária de R$ 421,7 bilhões. Segundo o presidente da Caixa, Nelson Antônio de Souza, o objetivo da redução das taxas de juros é oferecer melhores condições para os clientes, além de contribuir para o aquecimento do mercado imobiliário e suas cadeias produtivas.

Fonte: Exame

Investidor que vive de fundos imobiliários explica o que realmente gera alta nos preços dos imóveis

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SÃO PAULO – A oferta de financiamento imobiliário é um dos fatores que possibilitaram a enorme valorização deste mercado no Brasil, mas é “balela” auferir que apenas o financiamento deixa os imóveis caros. A análise é de André Bacci, investidor cuja renda para sobreviver provém de Fundos Imobiliários e autor do livro Introdução aos Fundos de Investimento Imobiliário.

Após análise histórica dos preços do mercado imobiliário brasileiro, Bacci descobriu alguns fatores que contribuíram muito para a alta dos preços, não apenas durante a euforia iniciada em 2008. Entre eles, destaca a moeda brasileira e, principalmente, a complexidade do ambiente urbano. “Imóveis são caros porque moramos uns perto dos outros”, diz.

O investidor foi convidado do programa Fundos Imobiliários, apresentado pelo professor do InfoMoney Educação Arthur Vieira de Moraes todas as sextas-feiras, às 15h40, no InfoMoneyTV. Confira a entrevista no Info Money.

Fonte: Info Money

 

Casa feita com impressão 3D custa US$ 10 mil e pode ser construída em um dia; veja vídeo

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Já é possível imprimir residências completas, conforme demonstrou a empresa ICON nesta semana durante o evento SXSW (South by Southwest). Suas impressoras construíram com sucesso a primeira delas em Austin, Texas, gastando apenas US$ 10 mil em 24 horas.

Com o objetivo de abrigar um bilhão de pessoas sem-teto, o projeto de construção de casas sem fins lucrativos terá início em 2019 com a construção de 100 residências em El Salvador, usando Vulcan Printer. É a primeira vez que se usa tecnologia impressão 3D na construção de casas de cimento (material universal) e in loco.

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Por ora, a impressora não é capaz de eliminar todo o trabalho humano envolvido na construção de uma casa: a instalação de janelas, encanamento e cabeamento elétrico, por exemplo, devem ser feitas manualmente, bem como a escavação do local antes de subir as paredes.

inda assim, a solução da companhia é impressionante: segundo o site da empresa, sua impressora é capaz de construir casas de até 800 metros quadrados e demora entre 12 e 24 horas para subir uma residência pequena do zero.

Confira o vídeo de divulgação: 3D Printed House Technology- I Saw Ep.1

Fonte: Info Money

 

Mercado imobiliário brasileiro pode crescer 10% em 2018

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Estimativa da CBIC sinaliza aceleração do crescimento em relação ao ano passado, quando lançamentos subiram 5,2 por cento e vendas aumentaram 9,4 por cento

Lançamentos e as vendas de imóveis residenciais no Brasil em 2018 devem crescer cerca de 10 por cento ante o ano passado, disse nesta segunda-feira um representante Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

A estimativa para este ano sinaliza uma aceleração do crescimento em relação ao ano passado, quando os lançamentos subiram 5,2 por cento e as vendas aumentaram 9,4 por cento, de acordo com o levantamento da CBIC, com base em 23 cidades e regiões metropolitanas do país.

Mas as projeções da entidade para o mercado imobiliário em 2018 seriam ainda melhores, não fosse pela decisão do governo de adiar a reforma da previdência, destacou o presidente da Comissão da Indústria Imobiliária da CBIC, Celso Petrucci.

“Se tivessem aprovado a reforma da Previdência, nossa expectativa seria muito mais positiva, mas parece que isso ficou para o próximo presidente, então esperamos crescimento em torno de 10 por cento tanto para vendas quanto lançamentos”, disse Petrucci ao apresentar o balanço de 2017.

O presidente da Cbic, José Carlos Martins, destacou ainda que a alta de 10 por cento estimada para 2018 está condicionada a alguns fatores, entre eles a disponibilidade de crédito e a regulamentação dos distratos.

Segundo ele, a Caixa Econômica Federal responde por aproximadamente 70 por cento do financiamento imobiliário e ainda não solucionou seus problemas de enquadramento de capital. Além disso, acrescentou Martins, a caderneta de poupança ainda não se recuperou o suficiente para atender à demanda reprimida no mercado.

“Temos que ter outras formas para entrada de recursos, a Letra Imobiliária Garantida (LIG) é uma delas, mas ainda requer regulamentação”, afirmou o presidente da Cbic.

Ele também ressaltou a importância de se reduzir os juros ao consumidor final, que na avaliação dele devem caminhar para algo em torno dos patamares apurados em 2009 e 2010, entre 8,5 a 9,5 por cento ao ano. “É a taxa que cabe no bolso do consumidor brasileiro”, disse Martins.

Petrucci acrescentou que a Cbic vê potencial de recuperação no preço dos imóveis em 2018, mas alertou que a maior proporção de empreendimentos enquadrados no Minha Casa Minha Vida (MCMV) pode limitar o aumento do valor médio do metro quadrado, em particular na cidade de São Paulo. Em 2017, o preço médio do metro quadrado de área privativa no país foi de 5.999 reais, mostrou a pesquisa.

Fonte: Exame

Preço dos imóveis sofre queda real de 0,38% em fevereiro

sextaFevereiro teve preços estáveis nos imóveis residenciais à venda. Veja o preço médio do metro quadrado à venda na sua cidade.

São Paulo – O preço dos imóveis residenciais à venda ficou estável em fevereiro, o que mostra que a esperada recuperação do mercado imobiliário está só começando. O Índice FipeZap, que acompanha o preço de imóveis anunciados para venda em 20 cidades brasileiras, sofreu uma leve queda de 0,05%.

Ao considerar a inflação esperada para fevereiro, de 0,33%, o índice registrou queda real de 0,38% . A queda real é registrada quando o valor de um determinado bem tem uma alta menor que o aumento generalizado dos preços, medido pelo IPCA.

Vale destacar que a variação real não é obtida com uma simples subtração. Para realizar o cálculo, é preciso dividir a oscilação dos preços pela variação da inflação.

O comportamento dos preços não foi homogêneo entre as cidades monitoradas pelo Índice FipeZap. Oito  das vinte cidades apresentaram queda no preço de venda em fevereiro, com destaque para para Belo Horizonte (-0,41%), Niterói (-0,37%) e Distrito Federal (-0,36%). Entre os municípios que maior aumento de preço, estão São Caetano do Sul (+0,56%), Vila Velha (+0,51%) e Florianópolis (+0,34%).

O valor médio dos imóveis à venda anunciados nas 20 cidades encerrou janeiro valendo  7.549 reais por metro quadrado. Rio de Janeiro se manteve como a cidade mais cara do país, com metro quadrado médio de 9.686 reais.

Nos últimos 12 meses, o preço dos imóveis residenciais à venda acumulou queda de  0,72% e queda real, ao considerar a inflação, de 3,48%.

A seguir, confira o preço médio do metro quadrado anunciado para venda e a variação dos preços nas 20 cidades pesquisadas pelo Índice FipeZap:

Cidade Preço médio do metro quadrado Variação do preço em fevereiro Variação do preço nos últimos 12 meses
Rio de Janeiro R$9.689 -0,34% -4,99%
São Paulo R$8.703 0,18% 1,56%
Distrito Federal R$7.814 -0,36% -2,67%
Niterói R$7.258 -0,37% -2,65%
Florianópolis R$6.870 0,34% 5,01%
Belo Horizonte R$6.395 -0,41% 0,86%
São Caetano do Sul R$5.985 0,56% 0,06%
Recife R$5.913 -0,09% 0,28%
Fortaleza R$5.872 -0,35% -2,34%
Curitiba R$5.756 0,23% 1,51%
Vitória R$5.736 0,14% 1,05%
Porto Alegre R$5.662 0,18% -0,10%
Campinas R$5.585 0,17% 0,02%
Santo André R$5.285 -0,03% -0,39%
Santos R$5.273 -0,24% -0,94%
São Bernardo do Campo R$4.915 0,07% 0,16%
Salvador R$4.897 0,13% -0,93%
Vila Velha R$4.674 0,51% 1,58%
Goiânia R$4.113 0,04% 0,78%
Contagem R$3.510 0,03% -1,03%

Fonte: Exame

Preço de moradia em São Paulo tem nova queda trimestral e anual

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Na conta com ajuste pela inflação, São Paulo é o 10º mercado imobiliário mais fraco entre os 46 analisados pelo Global Property Guide,

São Paulo – Os preços de moradia na cidade de São Paulo caíram no 3º trimestre de 2017, de acordo com dados divulgados no começo do ano pelo Global Property Guide.

A queda foi de 0,20% em relação ao trimestre anterior e de 1,13% em relação ao mesmo período do ano anterior, em números ajustados pela inflação.

É uma reversão do cenário do trimestre anterior, mas a queda foi relativamente moderada. No mesmo ponto de 2016, o ritmo de redução estava em 8% na medida anual.

Quando os números não são ajustados pela inflação, a coisa muda de figura e é verificada alta de preços de moradia na cidade de 0,39% na conta trimestral e 1,38% na conta anual.

Com ajuste pela inflação, São Paulo é o 10º mercado imobiliário mais fraco dos 46 analisados. Sem ajuste pela inflação, é o 14º mais fraco.

Mundo

Os preços de moradia subiram em 24 dos 46 mercados no 3º trimestre, mas o ímpeto de crescimento está arrefecendo: apenas um terço dos mercados mostraram força maior do que um ano antes.

De acordo com o relatório, a Europa é um dos destaques positivos e está vivendo um verdadeiro boom, reunindo 6 dos 10 mercados mais fortes do planeta.

A retomada do continente é visível em vários indicadores. O Eurostat indicou nesta semana que o desemprego na zona do euro retrocedeu a 8,7%, seu nível mais baixo desde janeiro de 2009.

Na Ásia, há grande divergência: os preços caíram em 7 dos 11 mercados analisados, mas alguns dos que sobem estão entre os mais fortes.

Vale destacar o caso da China, que está desacelerando rapidamente diante do aperto das políticas monetária e regulatória.

Os mercados imobiliários mais fortes do planeta na conta ajustada pela inflação são Islândia (alta anual de 18,76%), Hong Kong (13,14%), Macau (10,53%), Canadá (9,69%) e Romênia (9,36%).

Já os mais fracos, pelos mesmos critérios, foram Egito (queda anual de 8,68%), Kiev na Ucrânia (-6,81%), Rússia (-6,69%), Mongólia (-5,7%) e Catar (-2,85%).

Fonte: Exame

Mercado imobiliário cresce após 3 anos de recuo, diz Secovi-SP

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As vendas de imóveis atingiram 23.629 unidades em 2017, expansão de 46,1% em relação a 2016.

São Paulo – Após três anos consecutivos em baixa, o mercado imobiliário da cidade de São Paulo voltou a crescer no ano passado. As vendas de imóveis atingiram 23.629 unidades em 2017, expansão de 46,1% em relação a 2016. Os lançamentos de novos projetos totalizaram 28.657 unidades, aumento de 48,0%, e R$ 13,8 bilhões em valor geral de vendas (VGV), avanço de 29%.

A pesquisa foi divulgada nesta terça-feira, 20, pelo Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP) e considera apenas os imóveis residenciais novos. O avanço dos lançamentos e das vendas ficou bem acima da projeção inicial divulgada pela instituição no início de 2017, que apontava para um crescimento de 5% a 10% no ano.

O mercado na capital paulista chegou a uma inflexão após três anos marcados por uma forte retração.

As vendas na cidade caíram de 33,3 mil unidades (2013) para 21,6 mil (2014), 20,1 mil (2015) e 16,0 mil (2016). Por sua vez, os lançamentos recuaram de 34,2 mil (2013) para 34,0 mil (2014), 23,0 mil (2015) e 17,6 mil (2016). Com isso, o setor registrou, em 2016, a menor quantidade de vendas e lançamentos da série histórica, iniciada em 2004.

“Os números do mercado imobiliário em 2017 nos surpreenderam”, avaliou o presidente do Secovi-SP, Flávio Amary, durante entrevista à imprensa.

O executivo atribuiu o forte crescimento do setor à recuperação da economia brasileira, com redução dos juros e estabilidade no nível de empregos, ajudando a recompor parcialmente a confiança de consumidores. “Houve uma melhora do cenário macroeconômico. Vemos nos plantões de venda a percepção de melhora entre os consumidores e o aumento da confiança em assinar o cheque”, comentou.

Amary também disse que parte significativa dos novos projetos está relacionada ao crescimento do Minha Casa Minha Vida, que tem demanda mais aquecida e boas condições de crédito. O programa habitacional foi responsável por 4.154 lançamentos em São Paulo em 2016, ou 23% do total. Já em 2017, essa participação subiu para 10.343 unidades, 36% do total.

O presidente do Secovi-SP observou ainda que o preço das moradias, em geral, não tem subido no mesmo ritmo do reaquecimento do mercado. “Os preços ainda não estão acompanhando a recuperação, eles seguem estáveis. Algumas regiões têm os mesmos preços de meses ou até anos atrás.Essa conjunção toda faz com que o momento seja propício para a aquisição de imóveis”, disse.

Fonte: Exame

 

Venda de imóveis residenciais em SP pode crescer até 10% em 2018

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Segundo Secovi-SP, a materialização das estimativas depende da manutenção de juros e inflação em “patamares aceitáveis”

São Paulo – As vendas de imóveis residenciais na cidade de São Paulo devem crescer entre 5 e 10 por cento em 2018, enquanto os lançamentos devem ficar próximos aos níveis de 2017, disse nesta terça-feira o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), citando a expectativa de maior diversificação de produtos.

O Secovi-SP ressaltou, contudo, que a materialização das estimativas depende da manutenção de juros e inflação em “patamares aceitáveis”, bem como do avanço da reforma da previdência no Congresso Nacional.

“Estamos seguros que em janeiro teremos mais unidades lançadas e vendidas do que em 2017”, disse o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci.

Em 2017, os lançamentos de imóveis residenciais na cidade de São Paulo cresceram 48 por cento sobre 2016, para 28,7 mil unidades, interrompendo uma série de três anos consecutivos de queda, informou o sindicato, com base em dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp).

Ainda assim, o nível ficou abaixo da média histórica de 30 mil unidades na capital paulista.

Já as vendas de imóveis residenciais cresceram 46,1 por cento no ano passado, para 23,6 mil unidades, de acordo com o Secovi-SP.

Em 2017, a queda do preço real desacelerou, recuando 4,4 por cento, ante queda de 7,3 por cento em 2016. Petrucci afirmou que a tendência é o setor sair dessa curva de perda real até o terceiro trimestre de 2018.

“No final deste ano devemos ver a volta do aumento real de preços em unidades lançadas”, disse.

Regulamentação
Falando sobre o marco regulatório que tramita no Congresso Nacional sobre distratos, o presidente do Secovi-SP, Flávio Amary, afirmou que “para o setor é muito importante termos a ‘regra do jogo’ e que o projeto tenha a qualidade de desestimular a compra de imóvel de caráter especulativo”, disse Amary.

Em 2017, os distratos caíram do pico de 23,5 por cento registrado em agosto de 2016, para 11,9 por cento.

Amary comentou ainda que as alterações na lei de zoneamento deverão criar “uma demanda por novos terrenos no segundo semestre do ano, conforme as construtoras procuraram terrenos que possam atender esses novos padrões”.

Fonte: Exame

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