Mudança: o que fazer com móveis durante uma ausência temporária?

Frente a uma oportunidade de estudos ou trabalho que o faça mudar de cidade por certo período, você provavelmente se questionará quanto a que atitude tomar em relação ao mobiliário da casa, independente se mora em imóvel próprio ou se é inquilino. Para aqueles que não querem se desfazer completamente dos móveis, o UOL Casa e Decoração reuniu alternativas e explica como alugar um box de empresas do tipo self storage.

Assim, diante desta mudança temporária, calcule, escolha a melhor opção e viaje sem preocupações. Casa própria ou aluguel? Para quem é dono do imóvel onde mora, uma boa solução é alugá-lo pelo período exato da viagem. Para o instrutor sênior da empresa MoneyFit e especialista em educação financeira, Antônio De Julio, esta é uma forma de fazer dinheiro e custear a manutenção fixa da residência como IPTU, energia elétrica e condomínio sem ter que mexer no bolso. “Para evitar problemas futuros, convém fazer um contrato com o locatário para que este fique ciente do dever de entregar a casa em ordem ao final do tempo estimado de locação”, aconselha De Julio. E o que fazer com os móveis? O educador financeiro considera que um imóvel mobiliado tem um “plus” quando comparado com um imóvel sem mobília e eletrodomésticos. Entretanto, é preciso se desapegar completamente ou alugar um box em empresas conhecidas como guarda-móveis, apenas para aquelas peças de valor afetivo e familiar. “É fazer as contas e ver se realmente vale a pena”, conclui.

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Por outro lado, se você mora em uma casa alugada, De Julio não aconselha manter o contrato durante a ausência, mesmo que por poucos meses. “É preciso calcular minuciosamente os gastos caso queira continuar pagando a locação, porque haverá também as despesas com o imóvel em outra cidade. O aconselhável é que estes ônus com moradia não ultrapassem 15% da renda mensal”, explica. Uma saída mais financeiramente saudável é, se o proprietário do imóvel permitir, relocar a casa ou apartamento durante o tempo da viagem.

Alugar um box, doar ou vender?

Para a personal organizer e uma das sócias da empresa Espaço Ordenado, Ana Paula Vanzan, mudar de cidade, mesmo que temporariamente, é sempre um proveitoso momento para avaliar seu mobiliário e definir o que preservar e o que colocar à venda ou doar.  “Use as redes sociais para anunciar os itens a serem vendidos e pesquise quais as instituições que aceitam doações; existem aquelas que até mesmo agendam e retiram sem custo peças em bom estado”, recomenda a organizadora.

Contudo, analise as opções oferecidas por empresas de self storage (expressão em inglês que significa auto-armazenamento) ou de guarda-móveis para aquelas peças que deseja preservar e não pode ou quer manter dentro de casa. Nos boxes para locação do self storage, além do mobiliário propriamente dito, é possível guardar documentos, mercadorias, livros, equipamentos de esporte, objetos de decoração, roupas, sapatos e entre outros.

Neste tipo de serviço, o cliente pode escolher o box privativo no tamanho adequado à sua necessidade e pelo tempo que quiser. Para a gerente de marketing da empresa Rent a Box, Márcia Fruchtengarten, o que diferencia o sistema de armazenamento normal utilizado por muitas transportadoras do self storage é a privacidade, organização e segurança. “Somente o cliente tem acesso ao box e todo espaço tem monitoramento 24 horas, garantindo que tudo permanecerá em perfeito estado”.

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O gerente de marketing da empresa StokArea, Rafael Matos, explica que o custo deste tipo de serviço depende do tamanho do box a ser alugado para comodar móveis e objetos. “Em média, o custo inicial de um depósito com dimensões entre dois e três metros quadrados é de R$ 200”, diz.

Entretanto, para saber se o custo-benefício do serviço é viável, faça um levantamento dos valores dos móveis e objetos a serem armazenados segundo seu estado atual e, em seguida, verifique o custo do box necessário para guardar todos os itens, calculando o dispêndio pela dimensão e tempo de aluguel do espaço.

Como você pagará por cada metro quadrado do depósito, o ideal é, quando possível, desmontar as peças. “Fique atento e condicione em um saco todos os parafusos, porcas e outras pequenas partes, junto ao móvel desmontado”, lembra Vanzan.

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