Nunca vi um instrumento de renda tão eficiente”, diz gestor sobre fundo imobiliário

Os fundos imobiliários permitem que o investidor tenha lucros de duas maneiras: com a valorização das cotas negociadas na bolsa e com o rendimento mensal distribuído aos cotistas, proveniente dos aluguéis pagos pelos locatários dos imóveis que pertencem ao fundo.

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Para o diretor comercial de clientes pessoa física da Rio Bravo Investimentos, Julio Ortiz, esta característica de renda dos FIIs é bastante interessante. “Em 30 anos de mercado, nunca vi um instrumento de renda tão eficiente. Todo mês cai um valor na sua conta sem que você precise fazer nenhum resgate”, afirma. O executivo acrescenta que a renda é corrigida pela inflação, já que os aluguéis são corrigidos por índices de preços. “Isso faz com que seu poder de compra seja garantido”.

Ao mesmo tempo, ele lembra que apesar de ter uma renda todos os meses, os fundos imobiliários são investimentos de renda variável, já que o valor da cota pode aumentar ou diminuir. “É parecido com comprar uma ação que paga bons dividendos, mas a bolsa é mais volátil. Os fundos não oscilam tanto. Acho que os fundos são um pouco híbridos (entre renda fixa e renda variável)”, afirma.

Crescimento e valorização nos últimos anos
O executivo lembra, mesmo tendo crescido nos últimos anos, até o final do ano passado, o patrimônio líquido da indústria de fundos imobiliários estava em cerca de R$ 25 bilhões, enquanto o patrimônio da indústria de fundos abertos (renda fixa, ações, multimercados, etc) ultrapassa os R$ 2,2 trilhões. “A diferença ainda é muito grande. É muito pouco dinheiro nos fundos imobiliários para absorver os clientes insatisfeitos da indústria de fundos abertos”, afirma.

Ao mesmo tempo, ele lembra que os fundos imobiliários tiveram uma valorização grande recentemente, e existem muitos fundos que já estão caros. Por isso, o investidor deve fazer um trabalho de seleção cada vez mais detalhado. “Tem fundo que traz retornos de menos de 5% ao ano. Então o investidor precisa tomar cuidado. Temos visto pessoas comprando fundos por preços que nós não pagaríamos”, alerta.

Segundo Ortiz, antes de comprar as cotas de um fundo imobiliário, o investidor deve analisar tanto a qualidade do gestor, como a qualidade do ativo (imóveis que fazem parte do portfólio do fundo). “É importante ter uma perspectiva de longo prazo. Pensar como enxerga aquele ativo daqui a 3,5,10 anos. Tudo isso você tem que levar em conta”, diz.

A qualidade do inquilino que está locando aquele empreendimento também deve ser levada em consideração. “O risco de vacância (desocupação) existe para qualquer fundo. Você tem que analisar isso e questionar: será que terei dor de cabeça lá na frente?”, aconselha.

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