Corretor pode prever futuro econômico do imóvel

Trata-se do Estudo de Viabilidade Técnica (EVT), o documento é uma projeção dos fatores econômicos influentes no imóvel, como por exemplo, detalhes sobre o terreno, localização, comércio, entre outros. Na prática, o cliente saberá antes de construir, qual o tipo de construção será mais apropriado para que o investimento tenha retorno.

O estudo pode ser feito por engenheiros, arquitetos e corretores de imóveis. Além das questões técnicas, o entorno da obra é avaliado. A região é comercial ou residencial? Qual o produto mais procurado? Qual tem maior oferta? Certamente não seria conveniente construir um apartamento com três quartos em uma região onde já existem muitos edifícios nesse padrão. Ou seja, esses dados facilitam os trabalhos dos futuros comerciantes e por isso, tornam-se ainda mais importantes.

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Como fazer?

A Guia Amarela da cidade está disponível na prefeitura e é base para o EVT, pois constam dados de zoneamento, solo, sistema viário, entre outros. “Meu cliente iria comprar um terreno próximo à Linha Verde, em Curitiba, e acabou desistindo. A ideia era construir um conjunto de sobrados num lote de 12 meses. Pelo estudo do EVT, constatou-se na Guia Amarela, que a Linha Verde seria construída no local e a obra seria inviabilizada na metade da construção, os prejuízos seriam imensos e o cliente optou por outro investimento”, conta a arquiteta V.M.

O EVT não é obrigatório por lei, mas é um bom conselho para quem deseja negociar um imóvel. O preço tem um custo final de aproximadamente 3% do valor do empreendimento. O valor é significativo, mas deve ser encarado como um investimento. O custo traz a certeza de uma construção saudável, evitando prejuízos futuros.

O corretor de imóveis pode incorporar a atividade em seus serviços e oferecer para quem tem a intenção de comprar um terreno. O EVT é uma oportunidade para aumentar os ganhos no fim do mês.