Incorporadora x construtora: você sabe a diferença?

Incoporadora x construtora: você sabe a diferença?

Você que trabalha no plantão de um lançamento ou comercializa as unidades em sua imobiliária, sabe qual é a diferença entre construtora e incorporadora e quais são as suas respectivas responsabilidades? Conhecer as especificações do empreendimento, como: cláusulas contratuais, unidades disponíveis e formas de financiamento são informações valiosas na hora de apresentar um empreendimento ao seu cliente. Porém,  quem é o responsável por construir o empreendimento e quem é o responsável por atrasos na obra ?

Assim que é identificada uma necessidade de um novo empreendimento no mercado imobiliário, é realizado um levantamento junto ao público (clientes, comunidade local, possíveis compradores, comércio local e etc). Este levantamento de informações visa identificar as necessidades que o cliente possui, como por exemplo, ele está em busca de um imóvel de quantos dormitórios? Quantos metros de área útil? Qual faixa de valor? Além disso também mostrará todas as formas de impacto que este novo empreendimento irá gerar na sociedade, sejam eles impactos ambientais, de tráfego e/ou sociais. É com base nestas respostas que a  incorporadora realiza o projeto do empreendimento.

Para que posso iniciar a comercialização das unidades, deve ser realizado o registro no cartório de imóveis das especificações de como será o empreendimento, exemplo:  número de unidades, o tamanho de sua área interna, externa e de lazer, etc. Todas estas funções estratégicas e de gerenciamento, são atribuições de uma incorporadora. O cliente que comprar uma unidade do empreendimento em questão está adquirindo-o da incorporadora, ou seja, qualquer problema de descumprimento de contrato ela deve ser acionada.

Após formalizar o empreendimento junto ao cartório, a incorporadora contrata uma construtora para a execução da obra. A construtora tem um única finalidade: construir o empreendimento. Normalmente aconstrutora é contratada pela incorporadora para executar as obras do projeto. São de responsabilidades da construtora todos os riscos inerentes à construção, como: acidentes na obra, o atraso nos pagamentos, pagamento de impostos sobre a mão-de-obra, responsabilidade técnica, etc.

Em alguns casos a incorporadora também é construtora, ou seja,  atuando nos dois papéis. É importante identificar os responsáveis por cada etapa do empreendimento. Assim é possível manter o seu cliente informado, evitando possíveis desconfortos no pós-venda, principalmente aqueles que são oriundos do descumprimento de cláusulas contratuais, atrasos da obra ou ainda problemas estruturais.

Fonte: Comunidade Imobex

AABIC aponta leve aumento em custos condominiais

Diretor de Condomínios da Associação comenta o índice e faz previsão para os próximos meses

No último mês de junho, o cálculo do IPEVECON (Índice Periódico de Variação de Custos Condominiais) registrou um pequeno aumento de 0,54% dos custos condominiais em relação ao mês anterior. Sendo assim, no último período de 12 meses, atingiu variação acumulada de 3,49%, enquanto o IGPM (Índice Geral de Preços do Mercado) apresenta aumento de 0,75%, com variação de 6,31% no mesmo período.
De acordo com o diretor de Condomínio da AABIC (Associação de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo), Omar Anauate, a partir de julho, a comparação do IPEVECON com os índices de inflação deve se alterar sensivelmente. “Isso porque estaremos completando um ano da alteração da amostragem do índice, conforme dados de edifícios em relação ao número de dormitórios da EMBRAESP, concluindo uma etapa importante da evolução do índice”, ressalta.
Os custos condominiais médios mantiveram a tendência ao equilíbrio, e os grupos de despesas não apresentaram oscilação específica considerável. As despesas com pessoal apresentaram aumento de 1,88%, acompanhada pelo item “Encargos Sociais”, que oscilou 2,52%. “As demais despesas não refletiram variação significativa e contribuíram para manter o equilíbrio no resultado final do IPEVECON”, explica Anauate.
Ainda segundo o diretor da AABIC, o IPEVECON deverá manter um viés de equilíbrio nos próximos meses, não havendo fatores sazonais ou pontuais que justifiquem variação significativa.
Fonte: AABIC – Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo

O que vem por aí

A cada seis meses, São Paulo é sede das mostras de decoração e utilidades domésticas mais disputadas do país. Gente do Brasil inteiro vem atrás das novidades apresentadas em eventos como a Paralela Gift e a Abup. Por ali são antecipadas tendências e é possível traçar um mapa decorativo do que iremos encontrar nas lojas de decoração nos meses seguintes.

Este ano nada ganhou no quesito “todo mundo deseja” dos utilitários com apelo retrô. Importadoras como a Prana, a Basic Kitchen e a All Import investiram pesado em carregamentos de latas de mantimentos, acessórios de confeitaria, vidros de conservas, suportes para canudos e guardanapos, saleiros, bandejas e até sacolas de compras com estampas e linhas inspiradas nos utilitários dos anos 1950 e 60.

Nunca se viu tamanha onda nostálgica nesse setor. E nem procura tão grande por parte dos lojistas – que se engalfinham nas mostras atrás de produtos novos para rechear seus estabelecimento comerciais.

O que justifica essa volta ao passado? Na minha sincera opinião, os fabricantes e importadores descobriram no universo decorativo vintage um segmento lucrativo. Os consumidores, por sua vez, se derretem por produtos que os levam para tempos mais singelos. Sentem saudade da avó, da tia que lhes preparava bolinhos no café da tarde, da mãe que acondicionava em latas com estampas de maçãs as bolachas de chocolate que iam para a lancheira da escola.

Tendências, têm a ver com vontades coletivas. Mas quando ganham valor de mercado, aí ninguém escapa a movimentação toda que provocam.

Fonte: Blog Tecnisa – Por Chris Campos

Mais que uma travessia, um destino

Ponte inglesa é também uma praça com jardim

  (Foto: Timothy Soar)

Na pequena cidade de Kingston upon Hull, nordeste da Inglaterra, ligar a Cidade Velha, localizada ao norte, à área industrial, ao leste, não era tarefa para simples passarela. Primeiro porque, apesar de estreito, o rio Hull comporta um certo tráfego de embarcações que não pode ser interrompido. Depois, porque além de uma alternativa de rota para pedestres, a cidade queria um novo lugar de passeio, como uma praça pública. Assim nasceu a Scale Lane, feita de aço, que se movimenta de acordo com o fluxo fluvial local – sem perturbar quem se encontra ali em cima.

Para idealização e execução foi necessário o trabalho conjunto das equipes de engenharia do M&E Quarter Hall, dos arquitetos McDowell+Benedetti e dos engenheiros estruturais da Alan Baxter Associates. A Scale Lane foi desenhada com um formato levemente curvado que remete à barbatana de um tubarão. Ali, bancos e jardins funcionam como área de descanso e um restaurante será inaugurado em breve.

  (Foto: Timothy Soar)

A coluna de suporte central é arqueada para que embarcações menores tenham espaço suficiente para passar. No caso de barcos maiores um mecanismo de acionamento elétrico é ativado movimentando a plataforma lentamente. Dessa maneira, os transeuntes podem continuar no local sem nenhuma agitação desagradável – só são alertados por uma sequência sonora de sinos rítmicos e luzes pulsantes.

O entorno da Scale Lane ganhou novos ares para receber os visitantes. Uma série de jardins foram feitos conduzindo ao Bairro dos Museus, uma das grandes atrações locais. “A abertura dessa ponte cria oportunidades para um novo desenvolvimento econômico, além de ser um projeto fantástico”, diz feliz Jacquie Boulton, gerente de áreas da agência de casas e comunidades local.

  (Foto: Timothy Soar)

  (Foto: Timothy Soar)

  (Foto: Timothy Soar)

  (Foto: Timothy Soar)

  (Foto: Timothy Soar)

  (Foto: Timothy Soar)

  (Foto: Timothy Soar)

Fonte: Casa Vogue; Fotos Timothy Soar

Horizonte à vista

Com skyline privilegiado da cidade de São Paulo, este apartamento, de 345 metros quadrados, teve a planta desconstruída para integrar a varanda à sala de estar. No novo projeto, ele ganhou espaço, paredes envidraçadas e móveis estrategicamente dispostos — tudo para observar de camarote a vida lá fora
<p>	As paredes e os pilares têm três tipos de revestimento: madeira africana ébano de macassar, aço inox e limestone. A pedra também foi usada no piso</p>As paredes e os pilares têm três tipos de revestimento: madeira africana ébano de macassar, aço inox e limestone. A pedra também foi usada no piso (Foto: Roberto Wagner )
<p>	Sala de estar: tapete persa, sofá de linho e estante de madeira. Sobre o sofá de couro azul com drapeados de Patricia Urquiola, luminária Philippe Starck</p>Sala de estar: tapete persa, sofá de linho e estante de madeira. Sobre o sofá de couro azul com drapeados de Patricia Urquiola, luminária Philippe Starck (Foto: Roberto Wagner )

<p>	Sala de jantar: mesa de madeira laqueada azul-carbono e cadeiras de couro da mesma cor assinadas pelo arquiteto</p>

Sala de jantar: mesa de madeira laqueada azul-carbono e cadeiras de couro da mesma cor assinadas pelo arquiteto (Foto: Roberto Wagner )
<p>	Sala de jantar: lustre modular de alumínio e fotografia do mineiro Lufe Gomes</p>Sala de jantar: lustre modular de alumínio e fotografia do mineiro Lufe Gomes (Foto: Roberto Wagner )
<p>	Home theater: sofá de jeans e o mesmo tapete da sala de estar. O quadro é de Valentino Fialdini, e a fotografia de carro é de Lufe Gomes</p>Home theater: sofá de jeans e o mesmo tapete da sala de estar. O quadro é de Valentino Fialdini, e a fotografia de carro é de Lufe Gomes (Foto: Roberto Wagner )

<p>	Cozinha: obra de Lufe Gomes reproduz engradados e dá profundidade à parede da cozinha</p>

Cozinha: obra de Lufe Gomes reproduz engradados e dá profundidade à parede da cozinha (Foto: Roberto Wagner )
<p>	No banheiro, o closet tem portas espelhadas e sem maçanetas, para simular paredes. O piso é de madeira de demolição , e a pia, de Corian</p>No banheiro, o closet tem portas espelhadas e sem maçanetas, para simular paredes. O piso é de madeira de demolição , e a pia, de Corian (Foto: Roberto Wagner )

<p>	Quarto de casal: o papel de parede reproduz textura de pedra. A fotografia erótica da Barbie é de Patricia Kaufmann, e a luminária, de Vico Magistretti. O tapete é de pelo de ovelha</p>

Quarto de casal: o papel de parede reproduz textura de pedra. A fotografia erótica da Barbie é de Patricia Kaufmann, e a luminária, de Vico Magistretti. O tapete é de pelo de ovelha (Foto: Roberto Wagner )

Quando foi contratado para desenhar o novo projeto de um apartamento no 20º andar de um prédio em Moema, Zona Sul de São Paulo, o arquiteto paranaense Guilherme Torres não teve dificuldade para decidir qual seria seu norte. Grande atração da casa, a vista do imóvel — para lugares como o Parque do Ibirapuera e o Aeroporto de Congonhas — continuaria com o status de estrela do lugar, e o restante do espaço seria usado para potencializá-la. Assim, durante uma reforma que durou um ano, ele pôs abaixo as paredes da varanda, removeu portas e janelas e nivelou o piso para integrá-la à sala (a área social aumentou de 58 para 125 metros quadrados). Para o entorno, escolheu cores, acabamentos e móveis sóbrios, dispostos em ambientes delimitados por paredes solteiras (que não se ligam entre si), o que faz do apartamento quase um labirinto. “À noite, é legal apagar todas as luzes e abrir as cortinas, para deixar quea cidade o ilumine”, diz Torres.

Fonte: Veja São Paulo – por Patricia Moterani