Parmigiani Fleurier chega ao Brasil disposta a atingir público AAA

Com produção artesanal de apenas 5 mil peças por ano, relojoaria suíça terá relógios cujo preço médio é US$ 60 mil

relojoaria suíça Parmiani Fleurier não tem loja no mundo inteiro, não conta com celebridades como garoto-propaganda, muito menos investe em grandes campanhas publicitárias. Na verdade, se vistos na rua, seus relógios dificilmente serão reconhecidos pelo público em geral. E é exatamente assim que o CEO da marca, Jean-Marc Jacot, quer seja. “Não queremos ser como Rolex , que até mesmo quem usa um modelo falsificado corre o risco de ser assaltado. Queremos ser conhecidos, claro, mas de forma discreta, mantendo um certo mistério, para atender a um cliente que quer algo único”, afirma o executivo, que esteve em São Paulo na última semana para a inauguração de um pequeno estúdio da marca dentro da loja Tolls & Toys, no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo

O modelo Pershing adaptado para a parceria com a CBF, com estojo em titânio e a moldura em ouro rosa ou branco. Foto: Divulgação

A presença sutil dentro da loja que vende de imóveis a barcos é proposital. Afinal, pela filosofia da marca, atende-se o cliente onde quer que ele queira: em casa, na empresa ou no apartamento finamente montado junto ao escritório brasileiro. “Vendemos um produto que não é, de fato, importante para o mundo, é o supérfluo do supérfluo, onde o luxo vem de uma adição de detalhes. Então, precisamos levar muito a sério nossa missão de fazer feliz quem ama relógios ”, diz Jacot.

E ele não está se referindo a um público amplo. Seu foco é restrito àqueles que prezam a exclusividade, a customização e podem pagar de US$ 20 mil a mais de US$ 1 milhão pelo acessório de status. Sim, porque há muito o relógio deixou de simplesmente contar o tempo para se tornar símbolo do poder e posição social, seja ela real ou não. “Assim como o carro, o relógio é uma forma de se diferenciar e marcar seu lugar na sociedade. Principalmente entre os homens”, explica o executivo.

Com cinco fábricas próprias para produzir todos os componentes de seus 20 modelos, a Parmigiani pode se dar ao luxo de oferecer, com facilidade, relógios totalmente personalizados aos clientes que desejarem algo realmente único. Mas com a produção anual reduzida a pouco mais de 5 mil peças artesanais, feitas com materiais e pedras nobres, será difícil encontrar um modelo idêntico no pulso de outra pessoa. “Nosso produto é como alta-costura . Não temos mais de 20 mil pessoas realmente interessadas nesse tipo de relógio”, diz Jacot, referindo-se a colecionadores e verdadeiros amantes da relojoaria e suas complexidades. “No Brasil, vamos focar apenas nos modelos mais especiais e de alto valor. Se chegarmos a 300 relógios vendidos nesse primeiro ano ficaremos realmente felizes”, completa.

Para ajudar a atingir a meta mais facilmente, a Parmigiani firmou acordo com a CBF para o lançamento de modelos temáticos especiais. Caso do Pershing (R$ 73.400 o feminino) e do Transforma – um box com dois relógio (um esportivo e outro clássico), para serem usados no pulso ou no bolso (acompanhe a transformação no vídeo anexo) –, à venda por R$ 168.300. Veja na galeria de fotos outros modelos da marca.

Modelo Parmigiani Bugatti Super Sport

Serviço:
Parmigiani Fleurier
Tel: (11) 2592-0009

Tools & Toys
Shopping Cidade Jardim
Av. Magalhães Castro, 12000, 3º piso – São Paulo (SP)
Tel: (11) 3552-4000

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