Novos usos para a cor na arquitetura

Contemporâneos inserem tons de forma original
Brandhorst Museum, 2009, Munique, projeto de Sauerbruch Hutton (Foto: Annette Kislin)
Brandhorst Museum, 2009, Munique, projeto de Sauerbruch Hutton cuja fachada ostenta 23 matizes diferentes, distribuídos em 36 mil bastões verticais de cerâmica vitrificada

O uso da cor na arquitetura não é exatamente uma novidade. Mas arquitetos contemporâneos vêm encontrando maneiras cada vez mais originais de inseri-las nos projetos.

Apesar dos exemplos ainda isolados, a arquitetura atual tem abraçado as cores vibrantes sem preconceito, como a francesa Emmanuelle Moureaux, criadora de um conceito batizado de shikiri. A expressão, que vem da fusão de dois ideogramas japoneses, significa dividir espaços usando cores. “Esse princípio permeia meus trabalhos”, afirma a arquiteta, conhecida pela atmosfera lúdica dos projetos que assina para clientes tão diferentes entre si como as agências do Banco Sugamo Shinkin e as lojas Issey Miyake. Outros nomes relevantes nessa onda colorida são os dos escritórios Sauerbruch Hutton, de Berlim, e oKOZ, de Paris, que ilustram esta matéria.

Quem mais se destacou pelo uso de uma paleta vibrante na arquitetura do século 20 foi o mexicano Luis Barragán (1902-1988). Ao introduzir as cores da cultura popular do país natal em seus projetos, o ganhador do prêmio Pritzker de 1980 quebrou o rigor da arquitetura moderna – como mostra sua residência, construída em 1948 na Cidade do México, Patrimônio da Humanidade (Unesco) desde 2004, e hoje transformada em museu. “No Brasil, foram os azulejos azuis e brancos de Portinari que permitiram o uso da cor na nossa primeira grande obra modernista, o Ministério da Educação e Cultura, atual Edifício Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro, prédio de 1945. Mas a primeira proposta marcante do estilo é o Masp, de 1968, com o vermelho que Lina Bo Bardi escolheu para os quatro pilotis [eles, no entanto, foram coloridos apenas em 1990]”, explica o crítico de arquitetura André Corrêa do Lago.

A herança modernista privilegiou o branco ou o tom natural dos materiais aparentes, mas há exceções, como Vilanova Artigas (1915-1985). “Para ele, a cor desempenhava um papel estruturador do espaço, indo além do meramente decorativo”, pontua a filha do arquiteto, a historiadora Rosa Artigas. Adepto do azul, do vermelho e do amarelo, Artigas elegeu essas tonalidades para obras como o Edifício Louveira, de 1946, em São Paulo. Outro exemplo é a Casa Bettega, em Curitiba, de 1951, que possui o exterior inteiramente pintado de vermelho.

Centro de Esportes e Lazer de St. Cloud na França, 2010, projeto do escritório KOZ (Foto: divulgação)
Centro de Esportes e Lazer de St. Cloud na França, 2010, do escritório KOZ, com fachada principal de painéis laminados de vidro, que varia do verde ao vermelho
Centro de Esportes e Lazer de St. Cloud na França, 2010, projeto do escritório KOZ (Foto: divulgação)
Centro de Esportes e Lazer de St. Cloud na França, 2010, projeto mais colorido do escritório KOZ
Agência Ekoda do Banco Sugamo Shinkin, no Japão, 2012, projeto de Emmanuelle Moureaux (Foto: divulgação)
Agência Ekoda do Banco Sugamo Shinkin, no Japão, 2012, projeto de Emmanuelle Moureaux que usa seis cores básicas – amarelo, rosa, marrom, verde, azul e roxo – em quatro tons cada, do escuro ao claro
Edifício João Moura em São Paulo, 2010, projeto de Nitsche Arquitetos Associados (Foto: Leonardo Finotti)
Edifício João Moura em São Paulo, 2010, projeto Nitsche Arquitetos Associados, que tem na fachada painéis laminados em verde e azul

Fonte: Casa Vogue – Por Cynthia Garcia

Apartamento de um dormitório é foco do mercado imobiliário em SP

Apartamento de um dormitório é foco do mercado imobiliário em SP
Apartamento de um dormitório é foco do mercado imobiliário em SP
foto: Divulgação – Claudia Albertini & Chris Silveira Arquitetas

SÃO PAULO – Os imóveis de um dormitório continuam ganhando espaço no portfólio das incorporadoras e construtoras da capital paulista. Segundo especialistas, os apartamentos de até 44 metros quadrados atraem não apenas jovens solteiros, mas casais sem filhos, idosos e investidores que querem lucrar com o aluguel.

Segundo o Sindicato de Habitação de São Paulo (Secovi-SP), o crescimento de vendas de moradias de um dormitório no primeiro semestre deste ano subiu 330%, de 964 para 4.147 empreendimentos, na comparação com o mesmo período de 2012. Com isso, a representação das unidades de um quarto passou de 8% para 23% do mercado paulistano.

Segundo Miro Quintaes, diretor de atendimento da consultoria de imóveis Lopes, se considerada a demanda, houve poucos lançamentos de um dormitório na capital paulista por vários anos. “De quatro anos para cá, a oferta voltou. Havia uma procura muito grande para esse tipo de apartamento.”

Conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2009 para 2011, a tendência de crescimento dos imóveis de um quarto já era visível. O número de domicílios com apenas um morador passou de 7 para 7,8 milhões, enquanto a quantidade de imóveis com quatro ou mais moradores caiu em 533 mil unidades.

Com a procura em alta, o diretor da Lopes afirma que este tipo de imóvel acaba sendo vendido mais rapidamente. “No Brooklyn (zona sul), vendemos todas as unidades em quatro meses. Já em outro empreendimento, na Av. Santo Amaro, praticamente resolvemos as vendas em uma semana. Tudo vendido na planta.”

A arquiteta Chris Silveira também diz que os pedidos por projetos de imóveis de um quarto aumentaram no último ano. “Estávamos trabalhando muito com apartamento de dois dormitórios, mas no último ano o perfil mudou um pouco.” Segundo ela, até 25% dos projetos são para unidades de apenas um dormitório.

“O que estamos sentindo com as incorporadoras é que a procura está muito grande, e a oferta deste tipo de imóvel é pequena. As unidades vendem muito rápido.” Segundo ela, há conjuntos de 250 apartamentos de 30 metros quadrados que esgotam em uma semana. (240 unidades).

A procura pelos apartamentos menores seria parte de uma tendência, também vista em metrópoles como Londres e Nova York, da preferência pela localização sobre o tamanho do imóvel. “E o mercado percebeu que São Paulo estava caminhando nesse sentido. Hoje, troca-se área privativa pela localização”, afirma Miro.

Segundo ele, os imóveis menores também são mais fáceis de alugar, o que atrai um público de investidores e acelera as vendas. Além disso, com a procura em alta, há casos em que aluguéis podem superar os de unidades de dois dormitórios, afirma a arquiteta Chris Silveira.

Perfil

Em localizações mais valorizadas, como a Vila Nova Conceição e Brooklyn, na zona sul, ou Jardim Paulista, na zona oeste, o preço das unidades de cerca de 40 metros quadrados pode ultrapassar a faixa dos R$ 450 mil e chegar até R$ 650 mil. Mesmo assim, em algumas localidades não há oferta de apartamentos deste perfil, afirma o diretor da Lopes.

O tamanho dos imóveis encomendados pelas incorporadoras varia de 29 a 44 metros quadrados. O público alvo inclui executivos, casais jovens, idosos, e pessoas já separadas, com filhos adultos. Em contrapartida ao espaço limitado, as áreas comuns são generosas: há lavanderia, academia, áreas com Internet sem fio, os chamados espaços gourmet (para receber convidados) entre outros.

Além da facilidade da localização, serviços pagos também fazem parte do atrativo dos imóveis. “Muitos oferecem serviços de limpeza, por exemplo; então você pode sair de casa sabendo que há uma faxineira que atende o prédio à disposição”, afirma Silveira. “E há empreendimentos que tem até 400 unidades. Como o custo desses serviços é diluído por todas as, não fica tão caro.”

Fonte: DCI – Diário Comércio Indústria & Serviço – Por Roberto Dumke

Corretor de imóveis: 5 dicas para não se tornar um chato na venda

Realização de um sonho, mudança de vida, novos projetos, evolução profissional, independência, liberdade. Tudo isso são sensações que tornam a compra de um imóvel um momento de grande importância para um cliente, sobretudo, um momento de prazer, satisfação e realização.

Agora, perceba que algumas atitudes são capazes de desfigurar todo este cenário e gerar um grande incômodo. Atitudes estas, que você, corretor de imóveis, pode estar tomando, mas que a partir do post de hoje não terá mais.

Acredito que todo corretor que nos acompanha agora já tenha entrado em uma loja, por exemplo, e teve que lidar com um vendedor inconveniente, inoportuno, sufocante, o famoso CHATO. Tenho certeza de que esta situação não foi nada agradável. Então, por que muitas vezes transmitimos este mesmo incômodo para o nosso cliente? Você já pensou que alguns comportamentos levam o seu cliente a lhe taxar como um chato?

Normalmente, quando tentamos encontrar esta zona e somos abordados indevidamente por alguém, nossa vontade é de lutar ou fugir. Lutar aqui para nós deve ser entendido como se fechar para o diálogo e o fugir é, literalmente, ir embora.

Já perdi várias vendas justamente por não entender a vantagem de possibilitar ao cliente o espaço necessário para o encontro de sua zona de segurança e, depois de algumas frustrações, passei a estudar melhor estes comportamentos. Por isso, hoje compartilho o segredo para você não ser taxado como um corretor chato e arrebentar em vendas.

Para todos nós existe uma zona de segurança, onde desejamos ficar à vontade para fazer nossas escolhas. É quando estamos nesta zona que, de fato, concretizamos os nossos negócios.

corretor-nao-seja-chato-falar-muito

 #1. Sufoco não é atenção

Muitos profissionais pensam que ligar para o cliente a todo momento é uma forma de demonstrar atenção. Acenda o alerta vermelho! Este pode ser o seu pior erro. Não se deve confundir atenção com inconveniência ou pressão. Isso é muito chato!!!

Converse e, principalmente, ouça o seu cliente. Extraia dele os horários mais adequados para realizar a ligação no momento em que ele poderá lhe atender com calma.

Saiba interpretar cenários. Se o corretor liga várias vezes e o cliente não atende, há algumas conclusões que precisam ser avaliadas para que sejam elaboradas as melhores estratégias. Ou este cliente não pode lhe atender, ou ele realmente não quer comprar com você. Portanto, empenhe sua energia no que é de fato necessário. Às vezes pensamos que, se não insistirmos, o cliente não irá comprar com a gente, quando na verdade a sua insistência não estratégica pode ser o principal motivo da objeção, pois o cliente vai querer evitar lidar com um corretor chato.

Contudo, neste período de espera, não deixe de investir sua energia em outros atendimentos. Isto é fundamental para garantir a sustentabilidade dos seus negócios.

E não tenha dúvida, quando o cliente encontrar a sua zona de segurança, ele te procurará. Isso é claro, se você tiver feito um bom atendimento.

 #2. Não transfira suas metas para os clientes

A pressão para atingir as metas estipuladas pelo próprio corretor ou pela imobiliária/construtora parceira para quem o corretor trabalha pode torná-lo extremamente chato.

A ansiedade de vender, motivado especialmente pelo ímpeto de bater a meta, é um dos elementos que faz com que o corretor deixe de agir racionalmente e passe a ser guiado puramente por instintos. Isso é muito ruim, pois nos tira a capacidade de avaliar criticamente cada situação.

Metas devem sim ser estipuladas e alcançadas. Porém, acima delas deve estar o relacionamento com o cliente, uma vez que é esta relação que norteará o seu caminho para a conquista dos resultados esperados. Portanto não pressione o seu cliente e não transfira para ele a sua necessidade.

A maioria dos profissionais coloca o seu trabalho a serviço das metas, quando deveriam trabalhar por um propósito, ou seja, por algo que desse um significado para o seu envolvimento e melhoria permanente.

#dicadeouro: Se você ligou três ou quatro vezes e o cliente não lhe atendeu, mande um torpedo informando que você está à disposição. Se depois de um período de 15 dias (em média), o cliente não lhe retornar, você pode entrar em contato novamente, mas jamais cobre ou faça pressão começando o seu diálogo falando que você tentou falar com ele e o mesmo não o atendeu: isto é ser [chato]².

#3. Jamais diga o nome do cliente errado

Papel e caneta, tablet ou smartphone. Não importa a ferramenta,sempre anote o nome do seu cliente, pois a nossa mente pode nos pregar uma peça. Lidamos com muitas pessoas ao longo do nosso dia de trabalho e não podemos confiar apenas em nossa memória. Ela, às vezes, pode e vai falhar.

E não há situação mais chata do que errar o nome do seu cliente. Por mais difícil ou incomum que um nome possa ser, ele é a principal identidade da pessoa. Trocar ou errar o nome do cliente pode ser um erro fatal.

Imagine a situação…

Corretor: Então, dona Maria….

Cliente: Meu nome não é Maria, e sim Marina.

Corretor: Me desculpe Maria, ops, quero dizer Marina.

Nessa hora, a paciência do seu cliente já se esgotou e, certamente, ela não irá fazer negócio com você. E não pense que este diálogo ilustrativo não acontece na prática, ele é mais comum do que você imagina.

Desse modo, anote não só o nome do cliente como o de pessoas e o grau de relacionamento de quem o estiver  acompanhando, por exemplo, marido, esposa, filho. Perceba, se há outras pessoas no atendimento é porque estes elementos são importantes para o processo de escolhas, portanto, as envolva adequadamente na conversa.

#4. Falar demais

“Cala a boca Magda!”. A famosa frase do seriado “Sai de baixo” parece ser a mais adequada para muitos atendimentos e pode ter a certeza de que a vontade de verbalizá-la em alto e bom som é o desejo de muitos clientes. É muito chato o corretor que fala demais e não dá a oportunidade do cliente participar do diálogo.

Esse erro é tão comum e fatal que até fiz um post exclusivo para ele. Clique aqui e aprofunde a reflexão.

#5. Não seja vendedor

Parece contraditório, afinal, o objetivo do corretor é consolidar a venda. Porém, perceba a sutileza e a riqueza desta dica.

O palestrante e escritor Jeffrey Gitoner diz que as pessoas não gostam que você venda para elas, mas que elas adoram comprar. Este pensamento faz todo sentido quando entendemos que a venda deve ser fruto de um processo natural de envolvimento e não de algo forçado, imposto.

O cliente já tem o interesse da compra e cabe ao corretor canalizar este interesse em um relacionamento sustentável. Isso se dá por meio de uma audição ativa, da interpretação de palavras e ideias, do respeito à zona de segurança do cliente.

Por fim, temos que aprender a vender e não a trabalhar. Você pode se perguntar: Como assim Guilherme, você não acabou de dizer que é para não sermos vendedores?

Compreenda que a correta interpretação das palavras tem um poder extraordinário para suas vendas. Como dito, acredito que vender um imóvel é fruto de um processo natural de engajamento, dedicação e um bom atendimento. Já trabalhar traz consigo a conotação de algo penoso, árduo, repetitivo. E quando temos esta sensação, o processo não se dá de forma natural. Portanto reitero, precisamos aprender a vender e não a trabalhar.

Canalizar, interpretar estas dicas, adequá-las à sua realidade e começar a praticá-las são excelentes métodos para se libertar da faixa dos corretores medianos, chatos e, assim, se transformar em um corretor de alto desempenho.

Fonte: Blog Guilherme Machado

Hotel de luxo na Bahia terá condomínio com pista de pouso para aviões no quintal

Kiaroa lança empreendimento fly-in com lotes a partir de R$ 1 milhão e anuncia construção de marina em Camumu

Foram necessárias três reformas completas para que a pista de um quilômetro de comprimento em um braço de terra quase deserto na Península de Maraú, na Bahia, ficasse perfeita. A exigência não era puro capricho do italiano Ferruccio Bonazzi, proprietário do resort Kiaroa , mas uma necessidade básica para garantir a chegada dos clientes dispostos a pagar até R$ 4.500 por um fim de semana de conforto e sossego extremos. “Noventa por cento dos hóspedes vêm de táxi aéreo de Salvador ou dejato privado , direto de São Paulo, e desembarcam a 100 metros da recepção”, diz o empresário.

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Perspectiva ilustrativa do condomínio Kiaroa Fly-in. A pista homologada pela Anac servirá o hotel e o condomínio. Foto: Divulgação
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A pista de pouso de 1 quilômetro teve de ser refeita três vezes até chegar ao grau de excelência esperado . Foto: Divulgação
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Perspectiva do condomínio próximo à praia, o hotel e a pista de pouso. Foto: Divulgação
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Vista aérea da praia privativa do Kiaroa. Foto: Divulgação
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Vista aérea do resort Kiaroa, na Península de Maraú. Foto: Divulgação
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Prestes a completar 10 anos, o Kiaroa Resort é um dos mais exclusivos do Brasil. Foto: Divulgação
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A piscina de 800 m² com borda infinita envolve boa parte do empreendimento. Foto: Divulgação
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Na praia em frente aos empreendimentos Kiaroa, mais de 5 quilômetros de praia. Foto: Divulgação
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Uma das 23 acomodações do hotel. Atenção a cada detalhe. Foto: Divulgação
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Vista noturna do restaurante do hotel, que poderá ser usado pelos condôminos. Foto: Divulgação
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O spa L’Occitane também estará à disposição dos condôminos do fly-in. Foto: Divulgação
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As massagens também podem ser feitas ao ar livre. Foto: Divulgação
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Piscina coberta do hotel, para os raros dias de frio. Foto: Divulgação

Acostumado a ver o pátio cheio de aeronaves e a ouvir clientes fazendo promessas de aproveitar mais a vida, Bonazzi decidiu se movimentar. Comprou o terreno de 60 mil m² ao lado da pista de pouso homologada e transformou-o no primeiro condomínio tipo fly-in da região, de olho em um público muito parecido – se não o mesmo – com aquele que lota as nove suítes e os quatorze bangalôs do hotel desde 2003.

Lançado no início de setembro, o empreendimento de alto padrão terá 30 lotes, com metragens que variam de 1.300 m² a 2.500 m², prontos para receber casas de veraneio a cerca de 300 metros de distância da pista de pouso e do mar. “No lugar de carros teremos de 10 a 12 jatos de US$ 15 milhões, US$ 20 milhões estacionados no pátio”, diz Bonazzi, vislumbrando a intensificação de uma cena já conhecida.

A cargo da loja Tools and Toys, do grupo Ferretti, cada lote do empreendimento custará a partir de R$ 1 milhão e contará com cerca viva, cabeamentos subterrâneos e ruas de paralelepípedos. “A expectativa é que se tenha de 12 a 18 condôminos, no máximo”, afirma Luca Morando, diretor geral do Ferrettigroup Brasil. “A maioria deve comprar pelo menos dois lotes de uma vez. Não necessariamente para construir, mas para garantir privacidade”, explica Luca, que antes mesmo de apresentar oficialmente a oportunidade ao mercado, já tinha seis lotes vendidos.

Segundo as regras do condomínio, a propriedade da terra garante, além do uso da pista e da hangaragem, o compartilhamento das estruturas sociais do hotel , incluindo o beach club, apiscina , o spa L’Occitane e o restaurante, além da possibilidade de se contratar o serviço de camareira e concierge para garantir a limpeza, manutenção e abastecimento das residências.

Mas as expectativas de negócios de Bonazzi na região não param por aí. Com um terreno de 370 mil m² já comprado próximo ao hotel, na Costa do Dendê (Sul da Bahia), o empresário italiano tem planos para criar a primeira marina da Baía de Camumu. “Teremos um píer flutuante para 200 barcos de até 100 pés, um pequeno iate clube, heliponto , uma pousada e, atrás, um condomínio com uns 60 lotes”, conta, prevendo o lançamento oficial para 2015. “Com a marina, teremos um lugar perfeito, inacessível e exclusivo, para usufruir a natureza e brinquedos de adulto, como o avião e o barco , a menos de duas horas de São Paulo”, diz Morando, que garante: 50% dos clientes do Kiaroa já possuem barcos Ferretti.

Fonte: IG São Paulo – Por Juliana Bianchi

30 M². Precisa de mais?

Veja três projetos de apartamentos minúsculos, de 25, 28 e 30 m². No melhor estilo quitinete, eles são cheios de soluções para quem vive em poucos metros. Materiais de boa qualidade, unidade visual e transparência são algumas das dicas. Conheça:
quitinete (Foto: André Fortes)
Foto: André Fortes

Sofisticação em 25 m² 
É possível viver confortavelmente em um apartamento de apenas 25 m²? Na opinião da arquiteta Fabiana Frattini e da decoradora Carla Manfrini, sim. Ao repaginar este espaço, as duas sócias provaram que, mesmo em poucos metros, podem-se unir criatividade, praticidade e bom gosto. O que parecia um grande quarto sem vida hoje é uma espécie de quitinete de luxo, repleta de bons materiais, tons aconchegantes e tecnologia. A ideia era produzir uma decoração sóbria e marcadamente masculina. O piso foi trocado por assoalho de peroba ebanizada e as paredes foram pintadas de fendi, tom que confere aconchego. A cozinha apenas foi atualizada com novos puxadores e uma nova bancada de granito preto. Os demais móveis foram feitos sob medida, em carvalho, carvalho ebanizado e freijó composto. O suporte pivotante de aço inox que sustenta a TV de plasma divide os ambientes e dá o toque high-tech, bem-vindo quando se quer modernizar um espaço.

quitinete (Foto: André Fortes)
Foto: André Fortes
quitinete (Foto: Edu Castello)
Foto: Edu Castello

28 m² e muitos balangandãs
Quando decidiu se mudar do Rio de Janeiro para São Paulo, a arquitetaAlexandra Albuquerque tinha poucas definições sobre o futuro. Uma delas, porém, era certa: morar no Copan. Pois foi no vigésimo-sexto andar que a carioca decidiu montar sua casinha. Casinha mesmo: são apenas 28 m², com quarto que também é sala, cozinha e banheiro. Com a ajuda do amigo e designer de interioresGabriel Valdivieso, Alexandra criou um espaço que tem muito a dizer. O papel de parede floral, por exemplo, sinaliza ser este um lar de menina. Garimpados em antiquários, os móveis prestam homenagens ao passado. Desafiado a palpitar na decoração deste espaço tão pequeno, Gabriel adotou como ponto de partida o formato retangular do imóvel. “Para darmos unidade visual, a pintura da parede e a cortina foram feitas idênticas: metade amarela, metade branca.” Na quitinete, não há sofá. Amigos, quando visitam, sentam-se na rede, na cama ou na poltrona de vime.

quitinete (Foto: Edu Castello)
Foto: Edu Castello
quitinete (Foto: André Fortes)
Foto: André Fortes

Transparências em 30 m²
Cinco armários cumprem a tarefa de acomodar absolutamente tudo neste apartamento de incríveis 30 m². O da sala guarda a TV, livros, revistas e CDs. Os dois móveis da cozinha acomodam louças, panelas e mantimentos, além do microondas. No armário do quarto ficam roupas, lençóis e cobertores e, no do banheiro, toalhas e produtos de higiene. Móveis com dupla função e o uso apropriado do acrílico completam as soluções que driblam a metragem enxuta. O apartamento pertence a um empresário norte-americano que vive em Miami, nos Estados Unidos, e passa uma pequena parte do mês na capital paulista, onde trabalha. As medidas ínfimas obrigaram as arquitetas Mariana Simas e Fernanda Moreira, responsáveis pela reforma e pela decoração, a reforçarem, em cada etapa do projeto, a sensação de amplidão. Começaram pelo piso, usando epóxi branco de alta resistência na sala e na cozinha. “O epóxi não tem nuances, o que faz o lugar parecer realmente maior”, diz Mariana. Com a mesma intenção, elas optaram por trocar a parede que separa a sala do quarto por uma porta de acrílico transparente. “Assim, o olhar percorre todo o espaço, que nem parece tão pequeno”, explica. Por sua suavidade e limpidez, o acrílico aparece ainda nas cadeiras da bancada de refeições e nos cubos usados como mesas de cabeceira.

quitinete (Foto: André Fortes)
Foto: André Fortes

Fonte: Casa e Jardim – Por Casa e Jardim online