Design brasileiro de móveis é tema de exposição no Museu Histórico Nacional

No Rio de janeiro, inúmeras obras de tipos de assentos criados por renomados designers brasileiros estão em exposição até domingo (22/9)
Poltrona Mole, clássico moderno do designer Sergio Rodrigues (1957) (MHN/Divulgação)

Poltrona Mole, clássico moderno do designer Sergio Rodrigues (1957) (MHN/Divulgação)

Termina no domingo (22/9) a mostra “Do moderno ao contemporâneo – o design brasileiro de móveis”, em exposição no Museu Histórico Nacional do Rio. O acervo é composto por diferentes tipos de assentos criados por Oscar Niemeyer, Sergio Rodrigues, Domingos Tótora e Irmãos Campana, entre outros renomados designers brasileiros.

Com curadoria de Marcelo Vasconcellos, sócio da Galeria MeMo – Mercado Moderno, e do designer carioca Zanini de Zanine, a mostra apresenta clássicos do mobiliário moderno, as principais peças da produção contemporânea e itens menos notórios de ambas.

Para facilitar a interpretação do público sobre a diversidade de linguagens apresentada, os curadores optaram por expor apenas assentos. “O design tem uma atuação muito ampla, mas as cadeiras, poltronas e outros assentos são um de seus vieses mais expressivos historicamente”, afirma Zanini de Zanine.

Cadeira Augusto, da designer Aida Boal, uma das grandes criadoras do design moderno (1991) (MHN/Divulgação)

Cadeira Augusto, da designer Aida Boal, uma das grandes criadoras do design moderno (1991) (MHN/Divulgação)

A exposição conta com cerca de 80 peças assinadas por dez designers modernos e 20 contemporâneos, entre as quais se destacam as poltronas Xibô e Mole, desenvolvidas por Sérgio Rodrigues, a poltrona Favela, dos Irmãos Campana, e os móveis clássicos da Linha Z, de Zanine Caldas.

Em homenagem a designer Aida Boal, uma das grandes criadoras do design moderno – dentre suas obras, encontra-se o portão principal do Maracanã –, a mostra traz, ainda, uma sala dedicada ao seu trabalho. “Nosso objetivo foi combinar móveis clássicos dos dois períodos já bastante conhecidos com outros que vão surpreender o público. E a homenagem à Aida, neste cenário, é muito oportuna, porque ela tem um trabalho de enorme consistência e grande reconhecimento para quem é do ramo, mas é pouco lembrada publicamente”, conclui Marcelo Vasconcellos.

Poltrona Favela, dos Irmãos Campana (2001) (MHN/Divulgação)

Poltrona Favela, dos Irmãos Campana (2001) (MHN/Divulgação)

Banco Solo de Domingos Tótora (2010) (MHN/Divulgação)

Banco Solo de Domingos Tótora (2010) (MHN/Divulgação)

Fonte: Lugar Certo

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