Conheça os riscos dos contratos de gaveta

Saiba como se proteger para não cair nas armadilhas deste antigo tipo de negociação imobiliária.

O famoso “jeitinho brasileiro” deu origem a uma antiga e perigosa prática de negociação imobiliária: os contratos de gaveta. Mesmo proibido desde 1964, o acordo verbal de cessão de direitos e obrigações, no qual uma pessoa que comprou um imóvel com financiamento habitacional vende o bem e transfere a dívida a um terceiro sem informar ao banco, ainda se faz presente nas negociações de compra e venda de imóveis.

Agora, os “gaveteiros” estão na mira do Ministério das Cidades, que prevê punir, com a perda da casa, o proprietário que repassar o bem adquirido por meio do programa habitacional ‘Minha Casa, Minha Vida 2’.

Diretor da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH/Nacional), Lúcio Delfino explica que, apesar de não haver lei específica, proprietário e mutuário que se envolvem nesse tipo de acordo podem sofrer penas.

Entre elas, ver o contrato de financiamento suspenso, ter de antecipar o pagamento das parcelas da dívida a vencer, sofrer restrição de crédito habitacional para aquisições futuras por até cinco anos e, inclusive, perder o bem.

“O controle desse tipo de prática pelos bancos é difícil. Mas os riscos ao comprador e vendedor são altos demais e não compensam. Se o mutuário não pagar a dívida, é o nome do dono, ou da esposa se for casado, que vai para o SPC ou Serasa. Para o comprador, não há o respaldo do seguro habitacional no caso de morte, por exemplo. Hoje, os bancos já promovem a transferência da propriedade e cessão do financiamento sem cobrar a mais. É preciso apenas estar com o nome limpo”, diz.

Vendedor

-Exija do comprador (mutuário) garantias para o pagamento da dívida assumida.

-Certifique-se da idoneidade do comprador. É o seu nome que vai aparecer perante o banco financiador.

-Se o “gaveteiro” não pagar, é o nome do proprietário que vai parar no SPC e no Serasa.

-A elaboração de contrato dá segurança ao titular do bem no caso da falta de pagamento da dívida.

Comprador

-Antes de fechar o negócio, peça ajuda de um advogado para elaborar o contrato de gaveta. Isso assegura que você não corra o risco de perder o imóvel:

-Caso o titular venha a morrer e os herdeiros dele se neguem a cumprir o acordo;

-Se atrasar o pagamento de parcelas.

-Quando uma ação de revisão da dívida é ajuizada, o contrato garante a devolução de valores ao mutuário.

Transferência no banco sem taxas e novas burocracias

Num contrato de gaveta, a morte de uma das partes pode gerar uma crise muito mais grave do que se imagina. Para a família do comprador (mutuário), há o risco de perda do bem pelo não pagamento das prestações futuras, já que não é possível ter a ajuda do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) nem do seguro habitacional para quitar a dívida.

Além disso, se o vendedor (proprietário) morrer, e os herdeiros não aceitarem passar o imóvel para o nome do mutuário, a questão terá de ser resolvida por ação judicial.

Para evitar dor-de-cabeça, a dica é regularizar a transferência da propriedade e da dívida no banco. É como se um novo pedido de financiamento habitacional fosse feito à instituição financeira, sem embaraços ou aumento das taxas ou prestações.

É o que recomenda o diretor da ABMH/Nacional. “A falta de informação e a restrição no nome, que não pode estar negativo, é que afastam compradores e vendedores. A cessão é simples e não há grandes restrições. O mutuário pode, inclusive, ter o auxílio do FGTS para fazer o pagamento do sinal de compra. O valor é pago diretamente ao proprietário, e o restante da dívida do imóvel pode ser financiado com o próprio banco”, afirma Delfino.

Transferência

Para fugir do contrato de gaveta, a orientação é que proprietário e mutuário entrem em contato, juntos, com o banco e formalizem a transferência do financiamento do bem.

Delfim destaca que hoje não há mais a cobrança de taxa extra para fazer a transferência da propriedade do bem. A única exigência é que as partes, titular e mutuário, tenham o nome limpo tanto no Serasa quanto no SPC.

Uso do FGTS

Ao fazer a negociação com o banco, o mutuário terá direito, inclusive, a utilizar o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para abater parte da dívida ou pagar o sinal que o proprietário vai cobrar pela venda do imóvel.

Fonte: Meu site imobiliário

Aprenda truques para decorar pequenos ambientes

Um espaço pequeno pode ganhar amplitude através das cores, dos móveis e da iluminação escolhida para a decoração
Foto: Para ampliar visualmente um ambiente, use espelhos, cores claras e procure iluminar totalmente o espaço / Crédito: Divulgação
Para ampliar visualmente um ambiente, use espelhos, cores claras e procure iluminar totalmente o espaço / Crédito: Divulgação

Decorar um ambiente pequeno é, com certeza, um desafio. Em cada mínimo detalhe pode existir uma maneira de driblar a falta de espaço. É preciso apenas descobrir qual. Com um bom planejamento estratégico – e uma pitada de boas ideias – é possível criar um ambiente aconchegante mesmo que o número de metros quadrados disponíveis seja um pouco apertado. “Tudo deve ser escolhido com muito critério”, aconselha Daniella de Barros, arquiteta. Aqui, Daniella e a designer de interiores Cristina Barbara dão dicas para você otimizar o espaço que tem disponível em casa.

Móveis

Em se tratando de cômodos pequenos, todo “cantinho” tem que ser aproveitado. E os móveis podem ser os principais responsáveis por otimizar – ou não – estes ambientes. Peças muito grandes e profundas ou que não oferecem praticidade podem limitar ainda mais um espaço que já é reduzido. Portanto, móveis planejados e  multifuncionais são as melhores alternativas. “Com eles, dificilmente, vai faltar espaço livre, mas é preciso atentar-se aos detalhes. Dá para economizar bastante espaço com o guarda-roupa, por exemplo, se ele tiver portas de correr ou até mesmo se a televisão estiver dentro dele”, afirma Daniella de Barros, arquiteta. Já os móveis multiuso, como a beliche com escrivaninha ou sofá com encosto removível, ocupam o espaço de uma peça, mas oferecem mais de uma funcionalidade.

Vidros e espelhos

Uma dica para ganhar espaço – ao menos no campo visual – é usar espelhos. “Eles garantem profundidade e, com isso, criam a ilusão de que o espaço é maior”, afirma Cristina Barbara, designer de interiores. Outra forma de ampliação é promover uma integração entre cômodos. “Usando apenas uma porta de vidro para separar dois ambientes você ganha espaço porque integra os cômodos e porque é possível enxergar o outro lado”, aconselha a designer.

Cores

Até mesmo as cores, por incrível que pareça, exercem influência na maneira como as pessoas percebem o ambiente, amplo ou não. “Cores claras ajudam a aumentar o espaço”, diz Daniella de Barros. Mas isso não significa que uma casa pequena deva ser inteiramente clara. Quem não abre mão de um toque de cor forte pode criar um espaço com paredes em tons neutros e combinar objetos coloridos, como almofadas e abajures. Cristina Barbara dá outra sugestão: “pinte apenas uma parede e deixe as demais brancas ou de tons claros. Isso dá profundidade”.

Iluminação

Quanto maior o alcance da luz, mais amplo o espaço parecerá. “Para conseguir o efeito, opte por uma iluminação geral, que abrange todo o ambiente. Fazer uma sanca é uma ótima alternativa. E lembre-se de evitar iluminar detalhes”, sugere a decoradora Daniella. O efeito da luz pode, inclusive, fazer o pé direito do espaço parecer maior. Basta saber usá-la a seu favor.

Em ambientes pequenos opte por móveis multifuncionais como a beliche usada pela designer de interiores Cristina Barbara no projeto de um quarto infantil
Procure criar uma sensação visual de amplitude e profundidade

Fonte: Revista Caras Uol – Por Juliana Cazarine

Brasil é o segundo melhor lugar do mundo para os investidores do mercado imobiliário

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Subindo uma posição, o país ultrapassou a China em levantamento mundial. Antes em 26º lugar entre as cidades mais promissoras, São Paulo atingiu a quarta posição

No ranking dos melhores países para se investir em imóveis, o Brasil ocupa a segunda posição neste ano – em 2011 o país estava em quarto lugar. Mas a maior surpresa para nós, brasileiros, ficou por conta da cidade de São Paulo, que subiu da 26ª colocação na mesma lista, para o cobiçado 4º lugar.
A avaliação é da Associação de Investidores Estrangeiros em Imóveis (Association of Foreign Investors in Real Estate, Afire), que lançou recentemente seu levantamento anual, com os principais lugares em que seus membros estão mais interessados em comprar imóveis.

Os EUA ainda são o lugar favorito entre os investidores. A China, segunda na lista em 2011, cedeu seu lugar para o Brasil em 2012. De acordo com a pesquisa, conduzida pela Wisconsin School of Business (EUA), os imóveis mais cobiçados neste ano estão nos seguintes países:

1. EUA (1º lugar há várias edições)
2. Brasil (4º lugar no ano passado)
3. China (2º lugar no ano passado)

As principais cidades no mundo para o investimento em 2012 são:

1. Nova York (1º lugar ano passado)
2. Londres (3º lugar no ano passado)
3. Washington, DC (2º lugar no ano passado)
4. São Paulo (26º lugar no ano passado)
5. São Francisco (10º lugar no ano passado)

Brasil

O destaque dado ao Brasil e à São Paulo é compreensível: o mercado interno brasileiro está crescendo incrivelmente. Empresas como a Caterpillar e a Deere estão investindo em operações de manufatura no país para crescer rapidamente no mercado de equipamentos de construção.

A indiana Tata Motors, proprietária das marcas Jaguar e Land Rover, também estaria construindo uma fábrica por aqui com o objetivo de atender à demanda de automóveis e, provavelmente, para evitar mais impostos sobre os carros importados, já que o governo aumentou recentemente a tributação sobre este segmento. Ditto, Nissan Motors e possivelmente a Volkswagen também planejam fazer o mesmo.

Para reportagem da Forbes, a história maior por trás desses números é que os EUA estão levando uma surra por conta das dificuldades internas do Congresso (a dificuldade em aprovar o aumento do teto da dívida americana é um bom exemplo) e da lenta recuperação econômica.

A Afire ressalta em sua pesquisa que os EUA continuam a ocupar a primeira posição em termos de potencial de valorização de imóveis, mas sua vantagem está diminuindo. A diferença que separa os países do primeiro e segundo lugar no ranking deste este ano é de 23,8 pontos percentuais, a menor desde 2008.

Fonte: Época Negócios

Imóveis de alto luxo têm venda certa

Prédio de luxo em construção no Itaim Bibi deve ficar pronto no ano que vem
Preços dos imóveis podem superar os R$ 8milhões

Estratégia das empresas é lançar prédios com altíssimo valor agregado; média de preço é R$ 4 milhões.

Imóveis com valor acima de R$ 4 milhões, definitivamente, não são para o bolso de qualquer um. Mas, sim, tem quem compre. E, para atrair esse público, as construtoras que apostam em empreendimentos de altíssimo luxo usam de estratégias diferenciadas e extremamente focadas. Grupo EPO, Conartes e RKM Engenharia estão entre as empresas que atuam nesse ramo e, para conquistar o comprador, elas apostam em prédios com altíssimo valor agregado e eventos para um mailing super exclusivo de clientes na hora do lançamento.

O Grupo EPO está construindo um prédio considerado de altíssimo luxo. Trata-se do Edifício Sol, que faz parte do complexo Botânico Casa Natureza, que fica no Vale do Sereno, em Nova Lima, Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Com 28 pavimentos, o edifício conta com 21 apartamentos. Cada um mede 572 metros quadrados. A cobertura é ainda maior, com mais de mil metros quadrados. O preço das unidades varia de R$ 4,3 milhões a R$ 8,5 milhões.

Os apartamentos terão três suítes com closet e varanda, uma suíte master com closets independentes e varanda, espaço gourmet com churrasqueira, sala de estar integrada a varanda, lareira a gás sem exaustão, family room integrado ao SPA, banho social que pode ser convertido em sauna, armário para cristais, jardineiras nas janelas com sistemas de irrigação e banheiro com hidro. A área de lazer do prédio conta ainda com playground, quadra de tênis, salão de jogos, home cinema, quadra de squash, piscina infantil e adulto aquecidas, sauna, SPA, entre outras coisas.

O gerente comercial do Grupo EPO, Marcelo Carvalho, destaca que esse é um empreendimento voltado para uma parcela pequena da população. “Como todo nicho de mercado, o alto luxo também tem seu tamanho. São poucas pessoas que podem adquirir um imóvel como esse, então não adianta lançar vários empreendimentos nesse padrão”, observa. Ele destaca, no entanto, que existem pessoas que têm essa necessidade. “São antigos moradores de casas que estão em outro patamar de vida. Os filhos casaram, saíram de casa e eles querem poder viajar e deixar seu imóvel em segurança”, diz.

Pagamento – Carvalho ressalta ainda que esses edifícios precisam oferecer todo conforto que essas pessoas buscam. “Existem outras coisas que precisam vir agregadas além do tamanho dos apartamentos”, afirma. Ele garante que existe demanda por esses imóveis e que, por isso, de anos em anos o Grupo EPO aposta em um empreendimento de alto luxo. O Edifício Sol foi lançado em 2011 e será entregue em 2015. Dos 21 apartamentos, 16 já foram vendidos. O gerente comercial do Grupo EPO explica que, na maioria das vezes, esses imóveis são adquiridos na planta e os compradores quitam o valor até a entrega das chaves. “Não são feitos financiamentos a longo prazo”, diz.

A coordenadora de comunicação do Grupo EPO, Carolina Lara, explica que para vender um apartamento como esse são necessárias ações de relacionamento.

“São empreendimentos com valor agregado muito alto, então uma publicidade feita para um público grande pode não atingir as pessoas que realmente nos interessa”, afirma. Ela diz que no caso do Edifício Sol as vendas foram feitas para um público de relacionamento da própria empresa.

“Nossos consultores imobiliários já conhecem as pessoas com perfil para comprar esses imóveis, então nos trabalhamos nessa base de relacionamento. O produto é muito forte e único, então ele se vende facilmente quando divulgado para o público correto. Não é necessário um investimento alto em marketing“, diz. Anúncios foram divulgados em veículos especializados e a empresa também fez um hotsite na internet com informações do residencial. Ainda de acordo com ela, foi elaborado um brinde especial para os compradores. “Os próprios clientes do Grupo EPO nos indicam possíveis compradores. Nesse meio a questão da confiança e do conhecimento faz a diferença”, observa.

Fonte: Icorretores

Volumetria nada convencional quebra paradigmas da arquitetura em São Paulo

Projeto pretende mudar a proposta de empreendimentos comerciais com soluções para a distribuição e harmonia com as edificações adjacentes
A pretensão é tirar do convencional os empreendimentos comerciais e ainda, propor diálogo com os demais prédios e a cidade como um todo (Divulgação/Aum Arquitetos)
A pretensão é tirar do convencional os empreendimentos comerciais e ainda, propor diálogo com os demais prédios e a cidade como um todo

A fim de romper alguns paradigmas presentes nos projetos voltados para os empreendimentos comerciais, um escritório paulista desenvolveu uma proposta criativa e volumétrica. A pretensão é tirar do convencional estes empreendimentos e ainda, propor um novo edifício comercial no bairro de Pinheiros, em São Paulo.

Segundo o arquiteto André Dias Dantas, o projeto desenvolvido revela soluções muito próprias. “Tanto para a distribuição e formatação dos conjuntos que forma o prédio, quanto para a utilização do térreo, tudo é capaz de proporcionar diálogo entre os demais prédios e a cidade como um todo”, disse.

Em cumprimento à legislação, o prédio tem a altura máxima, 25 metros. “O edifício é formado por oito pavimentos, que apesar de seguirem uma padronização, desenham volumetria de forma dinâmica a partir de terraços desalinhados”, explica Dantas. Além disso, o projeto inclui dois subsolos reservados para estacionamento e áreas técnicas.

 (Divulgação/Aum Arquitetos)

A forma como a torre foi implantada no terreno, proporciona que boa parte do pavimento térreo se transforme em um jardim aberto ao público. Com boa insolação e ventilação, a proposta se torna agradável e aconchegante. O acesso por parte dos pedestres é feito no mesmo nível da calçada, eliminando a necessidade de rampas e escadas, além de fazer da recepção uma extensão do jardim, como espaço público.

Projetada para ser um espaço de convivência para o prédio, o espaço público conta ainda com um café e conjuntos comerciais, que podem ser integrados horizontal e verticalmente. Os jardins privativos comportam grande flexibilidade de usos e configurações.

A cobertura dessa edificação cria mais uma área de convívio, na forma de um terraço ajardinado que também serve como espaço de contemplação. ”Na fachada os revestimentos escolhidos também se alternam de acordo com a estética dos conjuntos, que buscam enfatizar o aspecto instigante”, revela o arquiteto.

 (Divulgação/Aum Arquitetos)

 (Divulgação/Aum Arquitetos)

Fonte: Correio Web – Blog Lugar Certo