A Consolidação do Mercado de Luxo no Brasil

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Poucas categorias de produtos e serviços denotam tanto interesse para os profissionais e clientes em geral, como as do mercado do luxo. Esse interesse esta em como um produto ou serviço pode gerar uma carga simbólica e emocional em um consumidor, a ponto de fazê-lo gastar mil ou milhões de reais para satisfazer esse desejo ou sonho. Com isso, verifica-se que os produtos e serviços do universo do luxo expressam os desejos e as emoções de um indivíduo.

           O mercado do luxo no Brasil movimentou aproximadamente 20 bilhões de reais em 2012 e vem crescendo a passos mais largos do que o PIB (produto interno bruto) brasileiro. Esse mercado brasileiro está se firmando como o mais importante na América Latina e o segundo nesse segmento nas Ámericas, atrás apenas dos Estados Unidos.

        O volume de investimentos que serão injetados no Brasil nos próximos anos pelo fato de o Brasil ser sede de dois grandes eventos mundiais: a Copa do mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016, repercutirá em um aumento expressivo no mercado do luxo no Brasil com a vinda e a melhoria dos segmentos da moda, hotelaria, cias áreas, private banks, joalherias, cosméticos, gastronomia, construção civil, bem-estar, náutica, educação (mais cursos especializados nesse segmento), além do turismo do luxo.

Entretanto, as dificuldades que os investidores estrangeiros no segmento do luxo enfrentam quando pensam em Brasil são os impostos altos, a burocracia, a segurança pública e a falta de infra-estrutura. Ha ainda outras barreiras que impendem um crescimento mais robusto desse mercado como  a desigualdade social e a concentração do mercado do luxo em São Paulo.

As taxas de crescimento do Brasil, ainda estão aquém das de outros membros do BRIC, especialmente a China. No entanto, a qualidade do crescimento brasileiro é indiscutivelmente melhor do que o da China, como no aspecto do melhor tratamento do meio ambiente e do trabalho, juntamente com a igualdade crescente. Porém, diante desses países, o Brasil enfrenta obstáculos que inclui um sistema de ensino fraco e baixas taxas de poupança.

O Brasil tem vantagens, principalmente político e cultural, inquestionáveis em comparação com os outros países do BRIC. Na China, Índia, e Rússia, o percentual de endividamento em hipotecas imobiliárias é de 12%, contra apenas 3% dos brasileiros,  já nos países europeus a média salta para 64%.

Também temos ao nosso favor o fato de sermos uma democracia  diferentemente da China; de não termos movimentos armados (conflitos étnicos ou religiosos) ou vizinhos hostis, diferentemente da Índia; importar mais petróleo que armas e respeitar os investidores estrangeiros, diferentemente da Rússia.

Para se falar em mercado do luxo há de se compreender o seu  consumo que vai além de uma compra, ele representa uma senha para entrar em um novo universo, conferindo status. O Brasil já conseguiu espaço para entrar nesse clube, embora ainda não esteja no mesmo patamar da Europa e dos Estados Unidos.

A porta de entrada para o mundo das grifes no país são os acessórios, principalmente bolsas e óculos. A maioria dos brasileiros, pode não comprar uma bolsa de  10 mil reais, mas adquire um chaveiro de 500 reais.

Para ser bem-sucedido é preciso conhecer bem as aspirações do consumidor e entender que ele não vai comprar qualquer coisa. O brasileiro é globalizado, é antenado e tem essa característica “de ver e ser visto”. No Brasil, São Paulo é a cidade líder em consumo de luxo, responsável por 67% deste mercado. Em seguida vem o Rio de Janeiro que embora responda por menos da metade dessa porcentagem, tem crescido muito e com ótimas oportunidades para os próximos anos. Depois vem Brasilia que vem crescendo muito e já possui um portfolio bom de grifes internacionais e esse ano muitas marcas irão aportar em Brasilia.

O mercado do luxo brasileiro dá sinais notórios da sua solidez, pois além da participação das empresas estrangeiras afamadas (que por sinal tem grande influência nesse mercado brasileiro, haja vista o tamanho da sua presença) há também a presença de empresas nacionais, dentro de um estágio ainda embrionário, que expandiram para o mercado do luxo internacional e ganharam reconhecimento nesse mercado, é o caso da H. Stern, Fasano, Embraer, Carlos Miele, entre outras. O caminho delas é exemplo para  as outras marcas de luxo brasileiras, que queiram usufruir do caminho  do sucesso no Universo do luxo.

Fonte: Terapia de Luxo – Por Claudio Diniz

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