Palha de Viena garante leveza e circulação do ar em móveis clássicos

Também conhecida como palha natural, o material tradicional nas fazendas mineiras é utilizado para compor ambientes com um mobiliário clássico, aconchegante e sofisticado
Na cabeceira da cama a palha natural permite a circulação do ar, além de garantir maior visibilidade com aconchego e claridade no espaço (Divulgação/Gustavo Xavier)

Na cabeceira da cama a palha natural permite a circulação do ar, além de garantir maior visibilidade com aconchego e claridade no espaço

Popularizada em cadeiras e poltronas, a palha natural ganha novos móveis da casa com a promessa de garantir leveza, valorizar a ventilação e dar um toque clássico e sofisticado ao ambiente. O arquiteto e decorador Marco Dias Reis usou o material para criação de uma cabeceira e garante que a versatilidade do material – também chamada de palha de Viena – é enorme.

“Por ser uma trama aberta, permite a passagem de ar e luz, uma boa alternativa para ser aplicada na lateral de um closet e até na produção de um painel ou biombo para separação de ambientes”, afirma. No último caso, a palha impede a formação de uma barreira de luz e garante um ar de leveza ao cômodo. “Ao mesmo tempo em que oferece a privacidade desejada, também permite ver a silhueta de quem está passando”, afirma Marco.

A circulação de ar é outro benefício do material, que pode ser peça-chave em alguns ambientes da casa. Armários da cozinha, banheiro e guarda-roupa podem ficar livres da umidade se aplicados pequenos detalhes da palha. “Em armários americanos é muito comum o fechamento com a trama natural. Em dispensas, mantêm o alimento mais arejado”, observa Marco Dias. No quarto, o item de decoração pode ser a alternativa perfeita para dar adeus àquele cheiro de guardado típico das roupas que ficam muito tempo no fundo do armário esperando o dia em que serão escolhidas.

Na cabeceira da cama e até aplicada em berço, a palha oferece um ar de sofisticação, ao mesmo tempo em que garante sobriedade e delicadeza ao ambiente. “Esse material é antigo, utilizado em poltronas e cadeiras de reis como Luis XV. É daí que vem esse apelo mais chique e elegante”, observa Maria Cristina Bahia, decoradora e proprietária da loja Villa Maria. Quem quer ousar pode dar cor ao tom cru e pálido da palha, como a cadeira dourada da Villa Maria usada para decorar o quarto do bebê (veja foto). Ou simplesmente inovar no acabamento do móvel. “A palha permite essa mistura entre o contemporâneo e o clássico”, garante Maria Cristina.

Sintética ou natural

(Divulgação/Juliana Buli)

As duas versões estão disponíveis para aplicação em móveis, mas é preciso fazer a escolha certa para atingir o objetivo proposto pela decoração. “A sintética traz uma sensação de ser artificial, enquanto a beleza e sofisticação ficam por conta do trabalho artesanal da versão manual”, avalia Maria Cristina. O que não significa que a sintética não tenha seu espaço garantido na casa.

“Ela é mais resistente e durável. Pode, inclusive, ser exposta ao tempo, sendo uma boa opção para ambientes externos”, orienta o arquiteto Marco. Já a natural requer mais cuidado e não deve ficar sujeita a insolação, chuva ou demais intempéries climáticas. “A trama pode apodrecer. Além disso, quanto maior a área da palhinha natural, menor deve ser o contato direto”, lembra Marco.

Mesmo resistentes, as naturais exigem cuidados maiores com o manuseio. Sensível à fricção, a trama pode ceder e arrebentar. “No caso das cadeiras a área é muito pequena, o que garante um reforço maior. Mas na cabeceira que criei, por exemplo, o espaço é muito grande e por isso a chance de ruptura é grande”, explica Marco. Não é por acaso que a cabeceira de palha ficou mais alta e menos acessível no dia a dia. Quem gostou da versatilidade proposta pelo material deve procurar um artesão especializado.

Fonte: Lugar certo

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