Casa de vidro cilíndrica construída em volta de árvore tem vista privilegiada

Volume transparente de quatro andares é configurado valorizando a planta nas montanhas de Almaty, no Cazaquistão
 (A.Masow/Divulgação)
(A.Masow/Divulgação)

Situada nas montanhas de Almaty, no Cazaquistão, esta casa se aninha entre uma floresta de pinheiros. Desenhada como um grande volume cilíndrico envidraçado, ela foi configurada ao redor de uma generosa árvore, que ocupa todo o espaço central. A intenção, segundo os arquitetos, é criar a sensação de que a morada está fundida à natureza, dispensando algumas condições, comportamentos e coisas que seriam desnecessárias ao viver. O conceito, então, se aproxima de um retiro espiritual moderno, que favorece no usuário o desenvolvimento emocional, sensorial e criativo, partindo de uma experiência diferente de habitar.

Batizado de Tree in the house, o projeto é de autoria dos profissionais do A.Masow Design Studio, sob coordenação de Aibek Almasov. O cilindro de vidro se compõe em quatro andares, e a árvore que se encaixa no centro, dividida pelos pavimentos, é envolvida por uma escadaria branca em espiral. A estrutura permite que o morador ou o visitante suba pela casa rodeando a planta, até alcançar a copa, no último piso. O percurso é agraciado com a visão límpida e desimpedida para a rica paisagem da floresta.

Configurada para ser um instrumento de meditação, a Tree in the house faz referência abstrata a um labirinto das sortes, como ilustra Almasov na descrição da obra. Durante muito tempo, a humanidade concebeu caminhos em espiral que se dobram sobre si mesmos dentro de labirintos, aplicados por finalidades variadas, que vão desde princípios artísticos, meramente decorativos e arquitetônicos, até o caráter mítico propriamente dito. Por trás, a perspectiva de que a travessia por um caminho de única linha possibilita o desligamento do mundo exterior e a concentração no corpo individual interno. Assim, os labirintos seriam uma fonte de consolo e calma para a mente distraída e superreativa, ajudando a resolver o desconforto da alma, dos pensamentos e das emoções.

Como uma alternativa à rotina agitada das aglomerações urbanas com suas sufocantes estruturas, a construção translúcida é a união de uma habitação segura ao ambiente natural, sem permitir, entre eles, a separação visual. Por enquanto, o conceito está em fase inicial, mas em breve fará surgir um verdadeiro refúgio de tranquilidade na maior cidade daquele país.

 (A.Masow/Divulgação)
(A.Masow/Divulgação)

Fonte: Lugar Certo – Por Joana Gontijo

Estilo definido é coisa do passado

Zize Zink assina casa com design atual e instigante
  (Foto: André Klotz)
(Foto: André Klotz)

No ninho de de 400 m² feito para uma mãe e um filho em São Paulo, o que não falta é aconchego. Quando se aproximou da arquiteta Zize Zink, a proprietária solicitou um projeto com ambientes confortáveis, práticos e fluidos. Zize topou.

O primeiro movimento foi a clássica derrubada de paredes, que integrou os espaços. A ideia era manter a pequena família unida, mesmo no amplo apartamento paulistano.

A decoração criada pela arquiteta não segue um estilo definido, propositadamente. Embora seja irônico dizer: este é o estilo de Zize, o não estilo. E é isso que torna a residência extremamente contemporânea.

Para alcançar suas combinações paradoxais, ela cria uma mistura de peças de design atual, de cores neutras, e detalhes instigantes. Como resultado, poucos elementos, porém, de qualidade, garantem a atmosfera nitidamente contemporânea.

O living é tão espaçoso, que conta com dois ambientes menores, além do espaço de convivência em si. Um deles é um lounge relaxante, composto por uma chaise da Casual Interiores com almofadas Missoni Home, luminária de piso Onlight e a aquarela comprada na Galeria Eduardo Fernandes. O outro é uma pequena mesa de almoço.

De resto, encontram-se na sala de estar dois grandes sofás beges da Micasa, mesa de centro acrílica e negra, decorada com peças de murano, mesa redonda e poltronas, todas da Atrium, cadeiras Dpot, e persianas Shadow. Na parede, sobre um discreto suporte de acrílico, reúnem-se as estátuas de Fernando Arias – Humanos Derechos, de 2011.

O home theater tem sofá Micasa, cortina com tecido Empório Beraldin e estante executada pela Marvelar. Esta última peça, é o que caracteriza o ambiente. Assim, o home atua também como uma breve biblioteca. Na sala de jantar mobiliada com mesa e cadeiras da Micasa, os grandes atrativos, claro, são os pendentes FAS.

A casa é repleta de detalhes bonitos. Que o digam as fotos que ilustram essa página!

  (Foto: André Klotz)
(Foto: André Klotz)
(Foto: André Klotz)
  (Foto: André Klotz)
(Foto: André Klotz)
  (Foto: André Klotz)
(Foto: André Klotz)
  (Foto: André Klotz)
(Foto: André Klotz)
  (Foto: André Klotz)
(Foto: André Klotz)
  (Foto: André Klotz)
(Foto: André Klotz)
(Foto: André Klotz)
  (Foto: André Klotz)
(Foto: André Klotz)
  (Foto: André Klotz)
(Foto: André Klotz)
  (Foto: André Klotz)
(Foto: André Klotz)
  (Foto: André Klotz)
(Foto: André Klotz)
  (Foto: André Klotz)
(Foto: André Klotz)
  (Foto: André Klotz)
(Foto: André Klotz)
  (Foto: André Klotz)
(Foto: André Klotz)
  (Foto: André Klotz)
(Foto: André Klotz)

Fonte: Casa Vogue – Por Mariana Kindle; Fotos André Klotz

 

Entenda o mercado imobiliário com novo limite para uso do FGTS

A partir desta terça-feira (1º), o teto do valor imóvel sobe de R$ 500 mil para R$ 750 mil nos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e no Distrito Federal.

Começou a valer, nesta terça-feira (1º), o novo limite para o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na compra da casa própria. O repórter José Roberto Burnier mostra como fica o mercado imobiliário com a mudança.

Vai ficar mais fácil? Para quem tem dinheiro do Fundo de Garantia, vai. É que o governo elevou o valor máximo dos imóveis que os interessados podem comprar, utilizando o seu saldo do FGTS, tanto para o pagamento à vista, como para fazer financiamento pelo sistema financeiro da habitação, que cobra juros mais baixos.

A partir desta terça-feira (1º), o teto do valor imóvel sobe de R$ 500 mil para R$ 750 mil nos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e no Distrito Federal. Nos outros estados, o valor máximo passa para R$ 650 mil.

Alexandra tinha encontrado o apartamento ideal, mas o valor não permitia que ela usasse o FGTS. “Faz um ano que eu estou procurando. O valor está muito acima do que a gente consegue pagar. E agora com esse novo refresco, com essa oportunidade, eu vou conseguir comprar. É o que eu imagino”, afirma a relações públicas Alexandre Salomão.

O apartamento que Alexandra quer comprar tem 55 metros quadrados. Não é nada grande. E deve ficar pronto no final deste ano. A construtora está pedindo R$ 590 mil. Mas o preço que vai ser levado em consideração pelo agente financeiro na hora de liberar ou não o Fundo de Garantia não é o da construtora. E sim aquele que for estabelecido pelo avaliador do banco.

O governo atendeu a um pedido das construtoras. Como, durante a construção, os imóveis se valorizavam, muitas vezes, na hora de assinar o financiamento, o valor de mercado do imóvel já tinha ultrapassado o teto permitido para uso do FGTS.

Por outro lado, se facilita a compra, aumenta a procura. E se aumenta a procura, isso pode levar a um aumento de preço. Isso explica, em parte, o que aconteceu depois do último aumento do limite, feito em abril de 2009.

Naquela época, o valor máximo passou de R$ 350 mil para R$ 500 mil. O aumento no limite, associado ao crescimento da economia e da geração de emprego e renda, fizeram os preços subirem, de abril de 2009 a agosto de 2013, 127% na cidade de São Paulo, 177% no Rio de Janeiro e 75% em Belo Horizonte.

“Se nós analisarmos essa medida isoladamente, o impacto é de pressão dos preços, principalmente num prazo mais curto, mas a gente precisa também levar em conta as outras questões que afetam o mercado imobiliário. Eu chamo atenção em particular para o mercado de trabalho, que já não vive um momento tão brilhante como viveu nos anos recentes”, avalia o economista Eduardo Zylberstajn, coordenador do Índice FipeZap.

Fonte: G1

Prefeitura de SP prevê aumento médio de 52% no IPTU até 2017

Valor representa o reajuste acumulado entre 2014 e 2017. Imóveis comerciais serão os mais afetados, com reajuste de 88,5%.

A Prefeitura de São Paulo prevê um aumento médio de 51,73% no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) somando-se os reajustes que estão previstos para imóveis residenciais e comerciais em 2014, 2015, 2016 e 2017.

O aumento foi aprovado pela Câmara de São Paulo na terça-feira (29) e agora precisa apenas ser sancionado pelo prefeito Fernando Haddad (PT). No total, há 3,1 milhões de contribuintes de IPTU na cidade, segundo dados da Prefeitura, sendo cerca de 1 milhão isentos do pagamento.

O cálculo foi feito pelo G1 a partir da previsão dos reajustes anuais divulgados pela Prefeitura, excluindo os moradores isentos. O impacto maior será para imóveis comerciais, que pagarão um valor perto do dobro do que desembolsam hoje, com um aumento médio de 88,56%. Já os residenciais, que são a maioria da cidade, terão reajuste médio de 43,75%.

Entenda o aumento do IPTU em SP

O aumento médio de 51,73% considerando residenciais e comerciais juntos leva em conta que a valorização dos imóveis não será repassada ao IPTU de uma só vez.

A Prefeitura de São Paulo criou travas para dividir o aumento ao longo dos anos. Em 2014, o aumento médio será de 14,1% na cidade. Entre os bairros que terão maior reajuste estão Sé, Vila Mariana e Alto de Pinheiros.

Aumento previsto em lei
O reajuste do IPTU estava previsto em lei de 2009, aprovada na gestão Gilberto Kassab (PSD). O imposto tem como principal item em seu cálculo o valor venal do imóvel, que muda para cada região fiscal da cidade. Sobre o valor venal é aplicada uma alíquota (que não sofreu aumento). A Prefeitura diz que também vai considerar a condição dos imóveis no cálculo do IPTU.

Se a Prefeitura tomasse por base apenas a valorização dos imóveis verificada desde 2009, o reajuste poderia ser maior que 100% em alguns bairros.

Com inflação
As previsões divulgadas pela Prefeitura de São Paulo são valores nominais que já incluem uma previsão de inflação de 6%. Se a inflação for abaixo disso, as médias de aumento serão inferiores.

A atual revisão do IPTU prevê que o aumento seja diluído pelo menos até 2018 para 49,7% dos contribuientes – 1,5 milhão de imóveis. No entanto, em 2017, quando a PGV deverá ser revisada novamente, a administração municipal vai discutir como esses resíduos serão cobrados em 2018.

Receita
A negociação da revisão da PGV nas últimas semanas na Câmara fez a prefeitura ceder em relação às travas de aumento máximo que queria impor. Com a repercussão negativa do aumento do IPTU, os vereadores pressionaram para que as travas fossem as menores possíveis. Assim, a prefeitura teve de baixar o aumento máximo em 2014 de 30% para 20%, no caso dos imóveis residenciais, e de 45% para 35%, no caso dos comerciais.

A negociação fará a arrecadação da Prefeitura de São Paulo cair de R$ 6,8 bilhões para R$ 6,7 bilhões em 2014. Em 2015, a queda na arrecadação em 2015 vai de R$ 7,5 bilhões para R$ 7,3 bilhões.

Entidades fazem críticas
Seis entidades de São Paulo encaminharam um ofício ao prefeito pedindo a revisão do projeto. Em nota, o presidente da Associação Comercial de São Paulo, Rogério Amato, informou que “antecipar a votação do aumento do IPTU é um golpe”. A Associação dos Moradores do Jardins América, Europa, Paulista e Paulistano (Ame Jardins) também divulgou nota para criticar a antecipação da votação.

A Ordem dos Advogados do Brasil do Estado de São Paulo (OAB-SP), a Federação de Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), o Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP), a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e o Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis do Estado de São Paulo (Sescon-SP) são contra o projeto.

Uma pesquisa inédita do Sebrae, feita nesta terça-feira (29) com empresários do comércio, serviço e indústria, revelou que metade dos comerciantes diz que irá repassar o aumento para o preço de produtos e serviços. O Sebrae ouviu, por telefone, 559 donos de pequenos negócios na cidade de São Paulo. A margem de erro da pesquisa é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

Veja variação média do IPTU em São Paulo em 2014 (Foto: Arte/G1)
Fonte: G1 – Por Márcio Pinho

Dicas para vender um terreno a uma incorporadora

Assim como para vender qualquer coisa é preciso conhecer o produto ou serviço que você vai comercializar, vender um terreno também exige requisitos não tão simples como alguns podem imaginar, tais como paciência, um bom jogo de cintura, bons conhecimentos técnicos e certa dose de sorte.

Um corretor de imóveis que busca se profissionalizar e segue procedimentos básicos encontrará, com certeza, grandes chances na efetivação de negócios no mercado imobiliário. A venda de um terreno não é feita apenas através de persuasão, mas também com o uso de argumentos racionais, muita técnica e conhecimento de dados sobre o setor (números das viabilidades internas, taxas de retorno, lucro, valor geral de venda, entre outros).

Para enumerar algumas boas razões que vão auxiliar você, profissional da área imobiliária, na sua venda, aqui vão 10 dicas importantes:

1 – Visite o terreno, sempre! Circular pela região onde situa a área, conhecer o quarteirão e o bairro, sentir o ambiente ao redor, a vizinhança e o comércio, descobrir as acessibilidades, e outros detalhes quanto à localização é fundamental.

2 – Crie uma “sintonia” pessoal com os vendedores, promova uma boa apresentação pessoal, estabeleça afinidades, mostre conhecimento e domínio de seu trabalho.

3 – Sonde como estão os preços, procure saber sobre outros terrenos similares, para obter parâmetros comparativos.

4 – Após a etapa de sondagem, avalie de maneira mais técnica o valor de venda do terreno, se está dentro de uma normalidade ou muito acima do mercado.

5 – Descubra o histórico do terreno, pergunte aos vendedores desde quando são proprietários, veja, por exemplo, como está à situação do inventário, quem são os herdeiros e assim por diante.

6 – Levante informações sobre inquilinos, contratos em andamento, prazo de mudança ou mesmo sobre os próprios moradores, se têm outro imóvel para a mudança.

7 – Organize uma prévia análise técnica de zoneamento e diretrizes, checando informações sobre a possibilidade ou não de incorporação, a documentação básica (como capa de IPTU e matrícula), e também sabendo mais na Prefeitura quanto à legislação local, normas de construção e assim por diante.

8 – Prepare uma boa apresentação visual sobre o terreno para a incorporadora, com informações dentro de um padrão formal e profissional, incluindo aspectos como imagens de um mapa com a localização geográfica via Google e demais detalhes que atraiam o interesse, além de expor outras informações importantes que transmitam o máximo de dados técnicos e comerciais sobre a área.

9 – Paciência: o processo natural de uma intermediação na negociação de terrenos envolve idas e vindas, e muita paciência!

10 – Foco no fechamento! Foco no fechamento! Foco no fechamento!

A principal dica que fica é levantar cedo e buscar as oportunidades no mercado. O pensamento positivo que dará tudo certo também é fundamental!

Fonte: Meu Site Imobiliário – Por Gustavo Feola