Estilo kitsch traz peças fora do contexto e torna decoração exclusiva

Peças consideradas bregas por muitos podem ser usadas para dar um toque bem-humorado e divertido à decoração
 (Chico Aragão/Divulgação)

(Chico Aragão/Divulgação)

Jarra em formato de abacaxi, pinguim de geladeira, cofre de porquinho, mix exagerado de estampas, um toque de flores de plástico, um anão de jardim e muita, mas muita cor. Imaginou todos esses elementos na decoração e, mesmo assim, ficou bonito? É kitsch. Saiu do controle e causa desconforto? É brega. A linha que separa os dois estilos é bastante tênue.

A casa da Grande Família, por exemplo, é um clássico do estilo. Tem de tudo. Toalha de mesa de plástico, papel de parede estampado (assim como o estofado do sofá), molduras de todos os tamanhos e fotos de todas as épocas. Tudo junto era para ficar superbrega, mas a família é tão bem-humorada e se encaixa tão bem no espaço, que a casa é considerada kitsch.

“Coleções são kitsch. Todas as imitações, o parecer mais do que sou, é mal gosto mesmo. Mas, quando se faz a leitura do divertido, é aí que o objeto se transforma em kitsch”, afirma a arquiteta Stella Lopes. O estilo surge hoje como uma forma de tornar o cômodo mais leve e divertido. “Humor é essencial. Se o ambiente ficar sério demais, vira brega na hora”, resume.

 (Reprodução/Internet)

(Reprodução/Internet)

O termo kitsch, que vem do alemão, caracteriza-se pela produção de produtos em massa e pelo uso de objetos fora de contexto — nesse sentido, entram os pratos decorativos, as miniaturas de monumentos e as reproduções pouco fiéis de obras de arte. “O kitsch é conhecido como a estética do mau gosto e teve seu apogeu com o advento da indústria cultural, que se desenvolveu com a descoberta das técnicas de reprodução e divulgação em massa. O termo surgiu para suprir a demanda de uma classe média em ascensão, que não conseguia entender e aceitar a arte de vanguarda, com suas propostas inovadoras, mas desejava participar do universo da arte”, explica a arquiteta Angela Borsoi.

Para tornar o estilo mais aceitável na decoração moderna, a dica é usar seus elementos de forma pontual e, assim, dar um toque lúdico à decoração de um ambiente neutro. Pequenos objetos ou móveis coloridos com cores chamativas podem dar o tom que o cômodo precisa. Imitações de obras de arte, paredes cheias de quadros com molduras diferentes e vasos de planta coloridos usados com parcimônia também ajudam a tirar o peso e a seriedade típicos da decoração moderna.

 (Gavea Garage/Divulgação)

(Gavea Garage/Divulgação)

                            (Movin Concept/Divulgação)  (Sr. Mor/Divulgação)

Fonte: Lugar Certo

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