Varandas anexadas são alternativa para valorização e renovação de imóvel

Cada vez mais populares em alguns estados, obras de acréscimo de varandas em edifícios já ocupados exigem consenso dos moradores e conhecimento de legislações municipais
Na área tombada de Brasília, o acréscimo de varandas é considerado ocupação de área pública, nas demais regiões do DF, varia conforme o Código de Edificações

Na área tombada de Brasília, o acréscimo de varandas é considerado ocupação de área pública, nas demais regiões do DF, varia conforme o Código de Edificações

A ideia de instalar varandas em prédios já construídos é um fenômeno que ganha cada vez mais espaço em algumas cidades brasileiras. Incentivados pela valorização do imóvel – que pode chegar a 30% – e pela vontade de desfrutar da nova área privativa externa, moradores desembolsam até R$ 200 mil por apartamento para erguer a estrutura.

Mas nem sempre esse tipo de intervenção é permitida. Segundo a Coordenadoria de Cidades do Distrito Federal, na área tombada de Brasília, por exemplo, o acréscimo de varandas é proibido por lei por ser considerada ocupação de área pública. Nas demais regiões é possível executar a obra desde que a área total do prédio não ultrapasse o máximo permitido, que vai variar conforme o Código de Edificações do Distrito Federal – legislação que estabelece parâmetros para execução de obras e padrões para as edificações.

Já no Rio de Janeiro a iniciativa agradou tanto a população que a Secretaria Municipal de Urbanismo da cidade decidiu tornar o processo mais viável. Assim, desde 2005 muitos prédios residenciais cariocas ganharam novo visual. Santos, em São Paulo, é outro exemplo de cidade que teve a legislação modificada, em 2008, para facilitar a construção de varandas anexadas. Antes disso, em ambas as cidades era necessário obter autorização da prefeitura em regime especial para executar o projeto.

Como a legislação varia de acordo com o plano diretor de cada cidade, o primeiro passo para aqueles que tem interesse em acoplar varandas nos edifícios residenciais é consultar a Prefeitura Municipal. Alguns aspectos importantes que pesam no momento de autorizar a construção é o recuo frontal do prédio, as interferências em estacionamentos e demais áreas de uso coletivo.

Pioneirismo

O responsável por popularizar a ideia de construir varandas em edifícios residenciais na capital carioca foi Hugo Hamann. O arquiteto, que trabalhou durante 10 anos com o urbanista Lucio Costa, foi quem levou até a Prefeitura do Rio de Janeiro o pedido de viabilizar a nova técnica. Desde então, a empresa de Hamann já projetou 12 prédios com varandas anexadas no Rio e está com outros três em execução. Além disso, foi ele também quem orientou a obra de um edifício em Santos.

O arquiteto explica que os prédios avarandados só trazem vantagens. “A técnica é uma saída barata para modernizar prédios, além de aumentar a captação de impostos pelo governo, valorizar os imóveis e, claro, agradar os moradores”, avalia. Segundo ele, a fase de concepção do projeto, que dura em média um ano. “A obra só deve acontecer com o consentimento de 100% dos condôminos, o que pode demandar bastante tempo, já que a construção das varandas implica aumento de até 20% no IPTU”, recomenda Hamann.

Fonte: CorreioWeb – Lugar Certo

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