Oito regras para degustar o champanhe como um expert

Todo vinho espumante é champanhe? Qual a temperatura certa para servir? Desvende estas e outras dúvidas comuns sobre a bebida que é sinônimo de festa
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Estojo térmico Moët Golden Glimmer, mantém o champanhe na temperatura ideal por até duas horas. Vem com garrafa de Moët Impérial Brut 750 ml. R$ 300. Foto: Divulgação

O simples espocar de uma rolha de champanhe já é indício de festa e celebração. O que não significa que seja preciso sacodir a garrafa, deixar a rolha voar longe e dar um banho no convidado mais próximo, como fazem os pilotos de Fórmula 1, para enfatizar o clima. Pelo contrário.

Produzido em uma região de apenas 32 mil hectares, por um longo e cuidadoso processo de vinificação, o champanhe merece respeito. A começar pela distinção dos demais vinhos espumantes. Confira abaixo oito regras básicas para brindar com borbulhas como se fosse um expert.

1- Nem todo vinho espumante é champanhe, mas todo champanhe é um espumante

Champanhe é apenas o vinho espumante produzido na região francesa de mesmo nome, a Leste de Paris, com as uvas pinot noir, chardonnay e pinot meunier. De acordo com a sommelière Khátia Martins, do clube de vinhos Wine, “o processo de elaboração utiliza o método champenoise, no qual o vinho de base (sem gás carbônico) sofre uma segunda fermentação dentro da própria garrafa”. O método também é usado em outros países, como no Brasil e no Chile, mas nem por isso os espumantes resultantes desse processo podem ser considerados champanhes. Na Itália, o vinho espumante mais conhecido é o Prosecco, feito com uvas prosecco pelo método charmat (no qual a segunda fermentação ocorre em tanques fechados). O similar espanhol é o Cava, produzido com uvas macabeo, parellada e xarello, com método champenoise.

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Case InBloom Fresh Box by Benjamin Graindorge para a Perrier-Jouët. R$ 240 para a versão Grand Brut e R$ 255 para a Blason Rosé . Foto: Divulgação

2- Não sacuda a garrafa antes de abrir
Uma garrafa de champanhe tem mais gás acumulado do que um pneu de carro. Com a diferença de que esses gases levaram um longo período para serem incorporados ao vinho. Assim, balançar a garrafa e deixar metade do líquido se perder ao liberar a rolha acaba sendo um enorme desperdício. Segundo Khátia, a forma correta de abrir é segurar a garrafa em ângulo de 45°, retirar a gaiola (arame que protege o vedante) segurando a rolha com o polegar para evitar um deslocamento inesperado e só então girar vagarosamente a rolha até que ela espoque.

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A clássica banqueta Tam Tam, da década de 60, volta para ser usada como balde de gelo. Foto: Divulgação

3- Sirva na temperatura correta
Espumantes simples devem ser servidos entre 6°C e 8°C, enquanto os safrados, que possuem mais corpo e complexidade, precisam estar um pouquinho mais quente, entre 9°C e 12°C para mostrarem seus aromas e sabores. Na hora de gelar, esqueça o congelador. Prefira um balde de gelo com água para resfriar a bebida aos poucos, uniformemente.

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Vem com uma garrafa de Veuve Clicquot e quatro flutes de acrílico. R$ 840. Foto: Divulgação

4- Colocar gelo no champanhe pede edições especiais
O hábito de tomar champanhe com gelo vem ganhando adeptos nos balneários mais sofisticados da Europa, mas cuidado. Não é qualquer espumante que se adequa à modinha, que pode tornar a bebida aguada e sem graça. Se for experimentar, aposte naqueles com sabores mais intensos e concentrados, como o Moët & Chandon Imperial e o Chandon Passion, desenvolvidos especialmente para serem degustados desta forma.

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Jeff Koons assina o novo estojo do champanhe Dom Pérignon. O kit, em edição limitada vem com uma garrafa de Dom Pérignon Vintage 2004 e outra de Rosé Vintage 2003. R$ 750.

5- A taça certa garante aromas e borbulhas por mais tempo
Servir o espumante na taça tipo flûte, com corpo mais alongado e boca estreita não é frescura. O formato ajuda a conservar o pérlage (borbulhas) e a realçar os aromas. Para que a bebida não esquente rapidamente, segure pela haste.

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Pack Chandon Colors Collection, vem com uma garrafa de Chandon Réserve Brut de 750ml e duas taças coloridas . Foto: Divulgação

6- Apenas champanhes excepcionais têm a safra indicada
Ao contrário dos vinhos regulares, os espumantes raramente têm a data da colheita determinada na garrafa, o que não significa uma bebida menor. Espumantes simples são mais versáteis e agradam com facilidade nas festas. Ao contrário dos safrados, que indicam uma bebida especial, mais encorpada e com maior complexidade, que pede acompanhamentos estruturados. Entre as safras de destaque estão as de 2002, 1998, 1996, 1975 e 1971, aponta Khátia.

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Kit com duas garrafas de champanhe: uma Jacquart Brut Mosaïque e outra Montaudon Brut. Na Wine.com.br, R$ 248. Foto: Divulgação

7- Escolha o espumante pela doçura
As palavras brut, demi-sec e extra-dry que geralmente aparecem nos rótulos dos espumantes indicam a quantidade de açúcar residual existente em cada litro da bebida. O primeiro possui até 15 g de açúcar por litro. O extra-dry, geralmente mais seco, aceita de 12 g a 20 g de açúcar por litro. Já o demi-sec tem doçura bem intensa, com entre 33 g e 50 g de açúcar por litro.

8- O tipo do champanhe determina as melhores harmonizações
O mais versátil de todos os espumantes é, sem dúvida, o brut, que acompanha do coquetel (incluindo saladas, frituras e carnes leves) ao prato principal. “Massas com frutos do mar, risoto de aspargos ou até mesmo queijos variados farão bonito ao lado deste espumante”, afirma Khátia. O extra-dry vai bem com pratos mais ácidos ou gordurosos como ceviches, saladas, ostras e carnes leves com molhos cítricos. Para a sobremesa, prefira os demi-sec. “Os doces natalinos são perfeitos para este estilo, que enriquece ainda mais o sabor de panetones, frutos secos e sobremesas à base de frutas”, completa a especialista.

Fonte: IG Luxo – Por Juliana Bianchi

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