Casas Quebra-Cabeças, uma solução para populações que crescem rapidamente

Cortesia de ECOnnect

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Hoje em dia, todos nós já ouvimos o mantra: em vinte anos, as cidades do mundo terão crescido de 3 para 5 bilhões de pessoas, e quarenta por cento das populações urbanas estarão vivendo na ou abaixo da linha de pobreza, enfrentando a ameaça constante do déficit habitacional – estatísticas assustadoras e implicações ainda mais.

ECOnnect, uma empresa de design sediada na Holanda, prevê uma solução para essas carências habitacionais futuras, podendo construir uma cidade de um milhão de habitantes por semana, durante os próximos vinte anos, por US $ 10.000 por família. Peter Stoutjesdijk, arquiteto da empresa, criou o conceito após a devastação no Haiti, causada por um forte terremoto que deixou centenas de milhares de pessoas desabrigadas dependendo de tendas para alívio temporário.

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Cortesia de ECOnnect

O conceito para a nova casa é análogo a um conjunto de quebra-cabeças. Stoutjesdik estima que o conjunto de peças fabricadas digitalmente intertravam-se para montar uma estrutura completa dentro de cinco horas. Construtores simplesmente precisam colocar as peças apropriadas uma ao lado da outra, como se estivessem brincando. Cada painel CNC moído, feitos de madeira reaproveitada e impermeabilizados com produtos químicos, seria articulado em três direções e, assim, criariam um vínculo forte, sem o uso de conectores metálicos, parafusos ou colas.

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Cortesia de ECOnnect

EConnect, juntamente com outras iniciativas, como o projeto Alastair Parvin’s WikiHouse, estão atentando para uma mudança de paradigma perturbadora no campo, desafiando a noção de glamour, de grandes arquiteturas, financiada por corporações ainda maiores. “As cidades que mais crescem não são as as cidades dos arranha-céus, mas as que são auto-construídas”, diz Parvin. As comunidades do Rio de Janeiro e as favelas de Mumbai são exemplos claros disso. Assim, o papel do arquiteto vai evoluir gradualmente a partir de apenas prestar serviços a “poucos com muito”, para “os muitos com pouco.”

A fim de minimizar a disseminação aparentemente evidente da pobreza urbana no futuro, precisamos abraçar projetos open-source e uma conexão com a internet é tudo que precisamos. Stoutjesdijk acredita que “como a primeira revolução industrial democratizou o consumo, a próxima está prevista para projetar e democratizar a produção através de redes digitais de conhecimento compartilhado e dispositivos de fabricação digital.”

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Fonte: Arch Daily – Por  – Traduzido por Eduardo Souza

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