Vendas de imóveis novos em SP caem 50% em fevereiro

Número de unidades residenciais vendidas despencou em relação ao mesmo período do ano passado; volume de vendas no bimestre é o pior desde 2004
Visão aérea do Parque Ibirapuera, em São Paulo

Vista do Parque Ibirapuera, em São Paulo: em volume de vendas primeiro bimestre de 2014 é o pior primeiro bimestre desde 2004

São Paulo – A venda de imóveis novos residenciais na cidade de São Paulo caiu 49,1% em fevereiro deste ano com relação ao mesmo mês do ano passado, divulgou nesta terça o Secovi-SP, sindicato das empresas do ramo da habitação.

Além disso, os dois primeiros meses de 2014 tiveram o volume de vendas em reais mais baixo para um primeiro bimestre desde 2004.

Em fevereiro, foram vendidas 981 novas unidades residenciais, uma redução de 49,1% em relação às 1.927 unidades vendidas em fevereiro de 2013. Em relação a janeiro deste ano, quando foram vendidas 1.030 unidades, a queda foi de 4,8%.

De acordo com o Secovi-SP, as vendas em fevereiro totalizaram 485,4 milhões de reais, uma redução de 48,7% sobre o volume movimentado em fevereiro do ano passado, de 945,9 milhões de reais, já atualizados pela inflação do setor, o INCC (Índice Nacional da Construção Civil).

As vendas nos primeiros dois meses do ano também apresentaram queda em relação ao mesmo período do ano passado. Em janeiro e fevereiro foram vendidas 2.011 unidades residenciais na cidade de São Paulo, 27,5% menos do que no primeiro bimestre de 2013, quando foram comercializadas 2.775 unidades.

O volume de vendas em janeiro e fevereiro somou 971,2 milhões de reais, uma queda de 30,0% em relação ao mesmo período do ano passado, quando as vendas de imóveis novos totalizaram 1,39 bilhão de reais, já atualizado pelo INCC.

Houve queda também nos lançamentos

O número de lançamentos em fevereiro também caiu. Foram 940 unidades lançadas, 48,2% menos do que as 1.816 unidades lançadas em fevereiro de 2013.

Houve, contudo, crescimento em relação a janeiro: houve 127,6% mais lançamentos em fevereiro do que em janeiro, quando foram lançadas apenas 413 unidades.

Em janeiro e fevereiro, o volume de lançamentos em reais foi o menor para um primeiro bimestre desde 2006.

Explicação

Para o vice-presidente do Secovi-SP, Emílio Kallas, parte deste resultado pode ser atribuída às incertezas dos empreendedores em relação aos rumos da economia.

Além disso, o encarecimento dos terrenos em função da incidência da exigência de contrapartidas e outorgas, assim como os debates sobre a apresentação do novo Plano Diretor Estratégico da cidade podem ter afetado, disse Kallas, em nota divulgada pelo Secovi-SP.

Para o presidente da entidade, Claudio Bernardes, ainda é cedo para se falar em mudança de tendências, e está mantida a projeção de estabilidade nas vendas para este ano.

Imóveis de dois e três quartos foram os mais vendidos

Os imóveis de dois e três quartos totalizaram 87,3% das vendas do mês. Só as unidades de dois dormitórios responderam por pouco mais da metade do volume (56,9% ou 558 unidades).

De acordo com a Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), os imóveis de dois e três dormitórios representaram 77,3% das unidades lançadas em fevereiro.

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