Compra do imóvel: 4 dicas essenciais

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A compra do imóvel é um momento especial que merece comemoração. Ao mesmo tempo, para que o negócio seja um sucesso e sem possibilidade de arrependimentos futuros, o interessado precisa ter cautela e muita informação. Por isso, antes de fechar a compra, a recomendação é analisar com detalhes o local pretendido, além de conferir documentos tanto do proprietário quanto do bem em questão. Alguns deles são obrigatórios, e outros, apesar de opcionais, são importantes para detectar possíveis problemas adiante. Para ajudar nesta importante decisão, confira 4 dicas do gerente geral de locação e compra & venda da Apsa, Giovani Oliveira:

1. Finanças e valores
Para Oliveira, o fundamental no processo é verificar as condições financeiras do comprador e as que são oferecidas por quem vende. “Um financiamento compromete o orçamento, então, deve-se levar em consideração a capacidade de assumir o investimento frente às outras demandas da família, atuais e futuras”, recomenda. Para se certificar de que não está perdendo dinheiro, vale comparar preços de imóveis semelhantes da mesma região e os valores médios do metro quadrado.

2. Localização
A vizinhança também deve ser observada. Se o entorno do imóvel provocar situações incômodas, o comprador pode se arrepender depois. Verifique a intensidade do trânsito, se há pontos finais de linhas de ônibus, escolas ou equipamentos esportivos.

3. Conservação e infraestrutura
Outra questão diz respeito a possíveis problemas de infraestrutura. Quedas de energia são constantes? O fornecimento de água é estável? A rede de captação de esgoto dá vazão à demanda? São três questões ímpares para o bem estar de uma família e que devem ser cruciais para a tomada de decisão. Já no próprio imóvel, o executivo da Apsa recomenda visitá-lo várias vezes, em diferentes horários, para ver se agrada a incidência de luz, a corrente de ar, as temperaturas e outros fatores de ambiente.

4. Documentação para compra do imóvel
Superadas as outras avaliações, é hora de partir para a parte burocrática. “Pode ser cansativa, mas alguns papéis asseguram o negócio e podem evitar contratempos no futuro”, Oliveira. Conheça os documentos do vendedor e do imóvel:

  • Matrícula do imóvel/certidão de ônus reais;
  • Certificado negativo de ação cível e criminal do vendedor e de seu cônjuge (Justiça do Trabalho e Justiça Federal);
  • Certidão negativa de IPTU e da Situação Enfitêutica;
  • Certidão vintenária;
  • Certidão negativa de débitos com o condomínio;
  • Certidão negativa de utilidade pública do imóvel;
  • Certidão de interdição e tutela.

Fonte: Mercado Imobiliário

Mudanças nas regras de financiamento podem aquecer mercado imobiliário

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A medida traz à Caixa, que estava há 17 meses sem mexer nas taxas, “de volta para o jogo”

A redução das taxas de juros do crédito imobiliário e o aumento do percentual do valor do imóvel financiado anunciados esta semana pela Caixa Econômica Federal podem contribuir tanto para o próprio banco quanto para melhorar o cenário do mercado imobiliário no Brasil. É o que avaliam economistas entrevistados pela Agência Brasil. Os especialistas dizem que, apesar das condições favoráveis, compradores devem ter cautela antes de assumir dívidas e avaliar se as parcelas cabem dentro do orçamento.

As taxas mínimas da Caixa passaram de 10,25% ao ano para 9% ao ano, no caso de imóveis do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), e de 11,25% ao ano para 10% ao ano para imóveis enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI). As taxas máximas caíram de 11% para 10,25%, no caso do SFH, e de 12,25% 11,25%, no SFI. O banco também aumentou novamente o limite de cota de financiamento do imóvel usado, de 50% para 70%.

De acordo com o economista da Fundação Getulio Vargas (FGV) Alberto Ajzental, especialista no setor, a medida traz à Caixa, que estava há 17 meses sem mexer nas taxas, “de volta para o jogo”. A mudança equipara o banco em termos de juros para financiamento imobiliário no SFH ao Itaú Unibanco, que até então oferecia taxas mais vantajosas.

A decisão, segundo o economista, foi acertada uma vez que o cenário econômico está favorável com a queda da Selic, que é taxa básica de juros da economia, para 6,5% ao ano. Além disso, o banco está em um bom momento.

No ano passado, alegando falta de recursos, a Caixa reduziu para 50% do valor do imóvel o limite máximo de financiamento de imóveis usados. No mês passado, no entanto, o banco mostrou melhoras, anunciando um lucro líquido recorde de R$ 12,5 bilhões, em 2017. O crescimento em relação a 2016 chegou a 202,6%.

“Isso ajuda a ter liquidez. Ao longo do ano passado a Caixa não estava se vendo em condições de fazer isso. Acertadamente, olhou para a empresa e não para a pressão política e populista. A empresa tem que ser preservada”, diz.

O professor do Ibmec-DF José Kobori concorda com a análise. “A Caixa estava mais cara que os bancos privados, agora não apenas se equiparou, como ficou pouca coisa abaixo”, compara.

Segundo Kobori, a ação da Caixa poderá aquecer o mercado imobiliário e impulsionar a construção civil, mas é possível que isso não tenha um efeito muito significativo imediatamente, devido ainda a altas taxas de desemprego e endividamento das famílias. “Não podemos ser pessimistas, mas não podemos ser otimistas demais”, pondera. “Se olhar da maneira racional, o endividamento ainda é alto e a massa salarial não cresce de forma suficiente para retomada mais forte da economia”.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há 12,7 milhões de pessoas desocupadas – a taxa de desemprego tem se mantido estável desde o ano passado. Já o percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso aumentou em março pela primeira vez no ano, atingindo 25,2%, uma alta de 0,3 ponto percentual, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic).

Cuidados na compra

Após período de baixa, o volume de imóveis vendidos no país cresceu 9,4% no ano passado, na comparação com 2016, segundo levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e do Senai Nacional. Foram vendidas 94.221 unidades em 2017, contra 86.140 unidades de 2016. A aposta é que a redução de juros ajude a impulsionar ainda mais o mercado este ano.

Na avaliação de Ajzental, após a recessão dos últimos três anos, o país está em um cenário de estabilidade. “Enquanto está caindo não se sabe se vai afundar junto com o barco, se tem que pular no mar. Na hora que parou de afundar, fica claro quem está no barco e quem está no mar. Quem se manteve, volta a pensar em consumir, obviamente não é o mercado consumidor que tinha pleno emprego, mas é quem está pensando em trocar de carro, trocar de imóvel”, diz.

Para aqueles que querem adquirir um imóvel, a notícia é boa, de acordo com Kobori, pois irão conseguir comprar a casa própria em um bom momento, com taxas baixas. Emprego fixo e estabilidade econômica são segundo ele, requisitos necessários por aqueles que desejam buscar um financiamento. É necessário também avaliar se a parcela do financiamento cabe dentro do salário.

Apesar de ser possível financiar até 70% do imóvel, a dica é quitar o máximo a vista. “A taxa de juros está sempre contra de quem precisa”, diz e acrescenta: “melhor é não financiar, mas se for financiar, a casa própria é melhor do que buscar crédito para trocar de carro, por exemplo. Para cartão de crédito então, nem pensar”, diz.

A Caixa é líder no mercado imobiliário, detendo atualmente cerca de 70% de participação. O banco fechou 2017 com saldo na carteira imobiliária de R$ 421,7 bilhões. Segundo o presidente da Caixa, Nelson Antônio de Souza, o objetivo da redução das taxas de juros é oferecer melhores condições para os clientes, além de contribuir para o aquecimento do mercado imobiliário e suas cadeias produtivas.

Fonte: Exame

Investidor que vive de fundos imobiliários explica o que realmente gera alta nos preços dos imóveis

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SÃO PAULO – A oferta de financiamento imobiliário é um dos fatores que possibilitaram a enorme valorização deste mercado no Brasil, mas é “balela” auferir que apenas o financiamento deixa os imóveis caros. A análise é de André Bacci, investidor cuja renda para sobreviver provém de Fundos Imobiliários e autor do livro Introdução aos Fundos de Investimento Imobiliário.

Após análise histórica dos preços do mercado imobiliário brasileiro, Bacci descobriu alguns fatores que contribuíram muito para a alta dos preços, não apenas durante a euforia iniciada em 2008. Entre eles, destaca a moeda brasileira e, principalmente, a complexidade do ambiente urbano. “Imóveis são caros porque moramos uns perto dos outros”, diz.

O investidor foi convidado do programa Fundos Imobiliários, apresentado pelo professor do InfoMoney Educação Arthur Vieira de Moraes todas as sextas-feiras, às 15h40, no InfoMoneyTV. Confira a entrevista no Info Money.

Fonte: Info Money

 

Casa feita com impressão 3D custa US$ 10 mil e pode ser construída em um dia; veja vídeo

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Já é possível imprimir residências completas, conforme demonstrou a empresa ICON nesta semana durante o evento SXSW (South by Southwest). Suas impressoras construíram com sucesso a primeira delas em Austin, Texas, gastando apenas US$ 10 mil em 24 horas.

Com o objetivo de abrigar um bilhão de pessoas sem-teto, o projeto de construção de casas sem fins lucrativos terá início em 2019 com a construção de 100 residências em El Salvador, usando Vulcan Printer. É a primeira vez que se usa tecnologia impressão 3D na construção de casas de cimento (material universal) e in loco.

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Por ora, a impressora não é capaz de eliminar todo o trabalho humano envolvido na construção de uma casa: a instalação de janelas, encanamento e cabeamento elétrico, por exemplo, devem ser feitas manualmente, bem como a escavação do local antes de subir as paredes.

inda assim, a solução da companhia é impressionante: segundo o site da empresa, sua impressora é capaz de construir casas de até 800 metros quadrados e demora entre 12 e 24 horas para subir uma residência pequena do zero.

Confira o vídeo de divulgação: 3D Printed House Technology- I Saw Ep.1

Fonte: Info Money

 

Mercado imobiliário brasileiro pode crescer 10% em 2018

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Estimativa da CBIC sinaliza aceleração do crescimento em relação ao ano passado, quando lançamentos subiram 5,2 por cento e vendas aumentaram 9,4 por cento

Lançamentos e as vendas de imóveis residenciais no Brasil em 2018 devem crescer cerca de 10 por cento ante o ano passado, disse nesta segunda-feira um representante Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

A estimativa para este ano sinaliza uma aceleração do crescimento em relação ao ano passado, quando os lançamentos subiram 5,2 por cento e as vendas aumentaram 9,4 por cento, de acordo com o levantamento da CBIC, com base em 23 cidades e regiões metropolitanas do país.

Mas as projeções da entidade para o mercado imobiliário em 2018 seriam ainda melhores, não fosse pela decisão do governo de adiar a reforma da previdência, destacou o presidente da Comissão da Indústria Imobiliária da CBIC, Celso Petrucci.

“Se tivessem aprovado a reforma da Previdência, nossa expectativa seria muito mais positiva, mas parece que isso ficou para o próximo presidente, então esperamos crescimento em torno de 10 por cento tanto para vendas quanto lançamentos”, disse Petrucci ao apresentar o balanço de 2017.

O presidente da Cbic, José Carlos Martins, destacou ainda que a alta de 10 por cento estimada para 2018 está condicionada a alguns fatores, entre eles a disponibilidade de crédito e a regulamentação dos distratos.

Segundo ele, a Caixa Econômica Federal responde por aproximadamente 70 por cento do financiamento imobiliário e ainda não solucionou seus problemas de enquadramento de capital. Além disso, acrescentou Martins, a caderneta de poupança ainda não se recuperou o suficiente para atender à demanda reprimida no mercado.

“Temos que ter outras formas para entrada de recursos, a Letra Imobiliária Garantida (LIG) é uma delas, mas ainda requer regulamentação”, afirmou o presidente da Cbic.

Ele também ressaltou a importância de se reduzir os juros ao consumidor final, que na avaliação dele devem caminhar para algo em torno dos patamares apurados em 2009 e 2010, entre 8,5 a 9,5 por cento ao ano. “É a taxa que cabe no bolso do consumidor brasileiro”, disse Martins.

Petrucci acrescentou que a Cbic vê potencial de recuperação no preço dos imóveis em 2018, mas alertou que a maior proporção de empreendimentos enquadrados no Minha Casa Minha Vida (MCMV) pode limitar o aumento do valor médio do metro quadrado, em particular na cidade de São Paulo. Em 2017, o preço médio do metro quadrado de área privativa no país foi de 5.999 reais, mostrou a pesquisa.

Fonte: Exame