Chu Ming Silveira: A arquiteta por trás do projeto do orelhão

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Os orelhões são parte da paisagem urbana brasileira e sua forma icônica perpetuou-se no imaginário da população. Além de possibilitar a comunicação, o orelhão funcionava como um mobiliário urbano, ou mesmo como referência ou ponto de encontro antes da popularização dos telefones celulares. Seu projeto foi desenvolvido por Chu Ming Silveira, nascida em Xangai e formada em Arquitetura e Urbanismo na FAU-Mackenzie, em São Paulo, no ano de 1964. Em 1966, começou a trabalhar na Companhia Telefônica Brasileira (CTB), em São Paulo, realizando anteprojetos, supervisão e coordenação do desenvolvimento dos projetos de Centrais Telefônicas e Postos de Serviço, além de acompanhamento de obras.

Segundo o memorial descritivo, a principal demanda do projeto era encontrar uma solução em termos de design e acústica para protetores de telefones públicos, que apresentasse uma relação custo-desempenho e que fosse adequada às condições ambientais. Chu Ming inspirou-se na forma do ovo para propor uma estrutura forte, leve, resistente ao sol e à chuva, barata, e com um bom desempenho acústico. Isso porque a maior parte do ruído externo era refletido pela forma, enquanto que os sons produzidos internamente convergiam para o centro do raio de curvatura, localizado logo abaixo do ouvido do usuário médio, minimizando a interferência na comunicação.

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Apesar de o orelhão ter se tornado o formato mais popular, foram desenvolvidos estudos para três classes do problema: solução para ambientes fechados, para ambientes semi-abertos e para ambientes abertos. Para isso foram propostos os “orelhinhas”, as “conchas” e os “orelhões” propriamente ditos, respectivamente. Enquanto os “orelhinhas” contavam com dimensões menores, e eram feitos de acrílico, translúcidos, os orelhões eram mais robustos para suportar condições mais desfavoráveis: aplicação externa, a todo tipo de público. O material também os diferenciava, já que os orelhões eram feitos em fibra de vidro. As conchas, por outro lado, contavam com uma forma mais esférica que os outros dois e eram implantadas em postos de combustível, principalmente. As conchas e os orelhinhas eram fixados diretamente na parede, enquanto os orelhões em postes, permitindo um arranjo com dois ou mais aparelhos com apenas uma estrutura de apoio vertical. Com isso, era possível um aproveitamento de espaço superior às antigas cabines telefônicas, por exemplo, utilizando muito menos material e com uma construção simples.

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O projeto de Chu Ming teve um reconhecimento expressivo na mídia, popularizou-se em todo o território brasileiro e, inclusive, recebeu um texto de Carlos Drummond de Andrade. O orelhão e adaptações do projeto da arquiteta foram exportados para diversos países da América Latina, como Peru, Colômbia, Paraguai, e outros países como Angola, e até mesmo China. Chu Ming faleceu em 1997 e faria 76 anos hoje, dia 04 de abril de 2017. Seus filhos mantêm o acervo sobre o projeto no site orelhao.arq.br/.

Fonte: Arch daily

Como deixar a casa mais aconchegante com plantas

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Em um encontro de blogueiros em Paris, Igor Josifovic, autor do Happy Interior Blog, conheceu Judith de Graff, que comanda o Joelix. Logo de cara, o bate-papo entre os dois rendeu muito mais do que eles poderiam imaginar. Isso porque a dupla descobriu um amor em comum: plantas. Logo surgiu a ideia de criar um espaço para falar sobre o assunto. Assim, em 2013, nasceu o Urban Jungle Bloggers.

No blog, Igor e Judith trazem ideias de decoração com plantas e abordam os vários benefícios de ter verde em casa. Mas não fazem isso sozinhos, o espaço funciona como uma espécie de comunidade onde convidados também escrevem sobre o tema. Tudo que é publicado, no entanto, passa pela curadoria dos dois.

No dia a dia, a distância entre a dupla não atrapalha a dinâmica do site. Igor mora na Alemanha e Judith na França, mas a cumplicidade entre os amigos funciona tão bem que até um livro sobre o assunto eles lançaram. Homônimo ao blog, a obra Urban Jungle (Editora Callwey) aborda os benefícios de viver rodeado de verde.

Toda essa bagagem sobre a vida cercada por plantas foi tema do bate-papo que Casa e Jardim teve com a dupla. Confira abaixo e aproveite as dicas para trazer muito mais verde para dentro de casa. “Além de lindo, deixa o lar mais aconchegante e saudável”, afirma Igor.

Casa e Jardim – Quando surgiu o amor pelas plantas?
Igor Josifovic:
 Plantas têm sido parte da minha vida desde a infância. Meus pais tinham muitas espalhadas pela casa. Quando mudei para o meu próprio apartamento foi natural trazer um pouco de verde. Claro, eu comecei com uma ou duas espécies. Hoje, tenho por volta de 50 plantas distribuídas no meu pequeno apê.

Judith de Graff: A casa da minha família nos anos 1980 era uma verdadeira “floresta urbana”, tinha plantas por todos os lados: nas cadeiras, mesas, janelas… Quando adolescente, eu trabalhei em uma floricultura. Mas a paixão pelo verde só despertou de verdade quando visitei o Jardim Exótico em Mônaco. Eu quis levar a sensação boa daquele lugar para dentro de casa. Foi aí que comecei a ter as minhas próprias plantas e nunca mais parei.

CJ – Desde o nascimento do Urban Jungle Bloggers, o lar de vocês mudou muito?
Igor:
 A sensação é que cada vez tem mais verde. Eu tenho tantas plantas de diferentes tamanhos. Constantemente tenho que doá-las a amigos e familiares.

Judith: Igualmente aqui. Minha casa está totalmente esverdeada. E eu também adoro brincar com vasos. Agora não tenho mais espaço para eles no chão e bancadas, a solução foi apostar em plantas penduradas. Tenho uma espécie de jardim vertical.

CJ – Vocês podem contar um pouco sobre decoração com plantas?
Igor:
 Eu sou um grande fã do estilo de decoração boho. Gosto de misturar elementos étnicos, texturas vintage, cerâmicas artesanais, objetos garimpados em brechós e lembranças de viagens para trazer a minha personalidade ao lar. As plantas são o acompanhamento perfeito para acentuar o estilo de vida boêmio à casa.

Judith: Eu amo ter uma casa iluminada e colorida com um estilo contemporâneo. Para isso, gosto de misturar peças de design com objetos que herdei. Tudo coroado com muitas espécies de plantas espalhadas pelo lar. Uma vez tentei deixá-las todas juntas em um só lugar, mas achei que o resto da casa ficou vazio e sem alma. O verde traz muito mais personalidade para os espaços.

CJ – Qual a sua maior inspiração na hora de escolher as plantas para decorar o lar?
Igor:
 Algumas plantas eu escolho da minha “lista de desejos”, outras eu encontro por acaso nas ruas. Tem aquelas que são lembranças de viagens a outros países, algumas são presentes e tem também as que descubro nas floriculturas locais. O mais importante, na minha opinião, é misturar espécies grandes e pequenas. Eu também gosto das suculentas por conta da folhagem tropical. A dica é imaginar a espécie escolhida na sua casa. Se combinar com o seu estilo e parecer certo: leve!

Judith: Assim como o Igor, eu também tenho a minha “lista de desejos”, mas muitas outras plantas chegam de diferentes locais: floriculturas, presentes de amigos, lembranças de viagens ou até trocas com outros amantes de plantas. Eu também sempre escolho novas espécies pensando em meus três gatos. Elas não podem ser tóxicas ou muito atraentes para eles. Eu adoraria ter plantas frondosas em minha mesa do escritório, mas, com certeza, eles derrubariam e ainda comeriam. Então, preciso mantê-las fora do alcance dos bichanos. Por sorte, eles não se interessam pelas minhas suculentas, que amo, e posso ter quantas quiser.

CJ – Quais são os maiores benefícios de ter plantas em casa?
Igor:
 Nós acreditamos que existem inúmeros benefícios. Primeiro, plantas transformam o lar e trazem vida a qualquer ambiente. Elas também melhoram o clima da casa, já que purificam e umidificam naturalmente o ar. Além disso, o verde tem um efeito relaxante em nossa mente e nos conecta à natureza. E por último, mas não menos importante, plantas transformam para melhor qualquer decoração. Em poucas quantidades ou uma “quase floresta” inteira, o importante é trazê-las para dentro de casa.

CJ – E como elas podem deixar o lar mais aconchegante?
Judith:
 As plantas adicionam, instantaneamente, vida e aconchego a um lar. Verde é, geralmente, a cor que relaxa e eleva a harmonia nos ambientes. Trazer espécies para dentro de casa nos lembra a beleza da natureza, além de deixar a atmosfera quente e confortável. E, principalmente, elas são o elemento perfeito para criar um ambiente de refúgio no lar.

CJ – Vocês afirmam que as plantas também deixam o ambiente mais saudável. Como funciona?
Igor: 
Sim, as plantas deixam o lar mais saudável. Muitos estudos têm revelado que, além de purificarem o ar, elas também removem toxinas. Isso porque umidificam naturalmente os ambientes, o que traz oxigênio fresco. Esse é o processo que deixa nossa casa melhor e mais saudável.

CJ – E quais são as melhores espécies para se ter em casa?
Judith:
 Não existe uma regra. Depende muito do tamanho do lar e do estilo do morador. Uma preocupação a se levar em conta é se tem crianças e animais de estimação, afinal algumas espécies são tóxicas. Se a busca é por plantas que purifiquem o ar, opte por espada-de-São-Jorge, jiboia, babosa, samambaia americana ou clorofito.

CJ – Também podemos levar plantas para o escritório, certo? Qual a melhor espécie?
Igor:
 As plantas melhoram a nossa concentração e criatividade. E também renovam o oxigênio do escritório. Aqui é preciso levar em consideração a luz incidente no espaço. Mas existem algumas espécies bem resistentes. Aposte em espada-de-São-Jorge, aglaonema ou lírio da paz.

CJ – Para finalizar, como podemos decorar com plantas?
Judith:
 1. Crie um minijardim no parapeito de sua janela: combine várias plantas da mesma espécie, por exemplo cactos. Ou faça um mix de plantas de tamanhos e texturas diferentes para criar uma floresta urbana.

2. Faça seu próprio terrário: use uma jarra de vidro e aposte em plantas que amam umidade, como a peperomia, geastrales e outras.

3. Aposte em um jardim vertical. Com tutoriais disponíveis na internet é possível montar os suportes gastando pouco.

4. Uma única planta robusta em um ambiente funciona muito bem. Que tal uma árvore-da-borracha? Ou uma grande euphorbia? Um cacto alto também é uma excelente opção. Para completar, um quadro com uma imagem botânica traz ainda mais charme ao espaço.

5. Vários vasos de plantas. Aqui é um outra opção de faça você mesmo. Que tal desenhar e pintar seus vasinhos? Combine peças vintages com referências modernas.

Fonte: Casa e Jardim

 

 

Cinco feiras de arquitetura e decoração imperdíveis em 2017

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Quem está na área ou acompanha o mercado de arquitetura e construção, sabe a necessidade de estar constantemente se informando e reciclando conhecimentos. Não existe melhor forma para isso do que investir em feiras e capacitação, além de conteúdos que podem ser acessados na Revista Digital de Arquitetura e Construção. O calendário de 2017 já chega cheio de novidades e você pode conferir uma seleção com cinco feiras imperdíveis este ano.

ABUP Móvel

A Associação Brasileira de Utilidades e Presentes acontece em três segmentos: ABUP Show, ABUP Móvel e ABUP Têxtil. A feira divulga as novidades do mercado de decoração, presentes, móveis, tecidos e utilidades direcionadas para lojistas e profissionais do ramo. É interessante para decoradores, arquitetos, designers e fornecedores ficarem a par das últimas novidades. Na última edição, levaram muitas peças inspiradas na brasilidade utilizando cerâmica e madeira como matéria-prima, com destaque para stands com móveis estilo retrô.

Quando acontece: 5 a 8 de fevereiro

Onde acontece: Rua Samaritá, 230 – Casa Verde – São Paulo – SP

ABIMAD

Organizada pela Associação Brasileira das Indústrias de Móveis de Alta Decoração, a feira reúne novidades e tendências do setor. Além de fornecedores e lojistas, também conta com a presença de importadores, que trazem mais referências para o setor de decoração e móveis do Brasil.

Quando acontece: 7 a 10 de fevereiro

Onde acontece: Expo Center Norte – Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme – São Paulo – SP

Expo Revestir

Feira especializada em acabamentos, apresenta novidades do setor para projetos de arquitetura, decoração e engenharia. Além dos stands, estão programados, simultaneamente, debates e palestras em um ótimo espaço para networking. A edição de 2017 comemora os 15 anos da feira e do Fórum Internacional de Arquitetura e Construção, ou seja, você não pode perder esse evento, que também é conhecido como a “Fashion Week” do setor.

Quando acontece: 7 a 10 de março

Onde acontece: Transamérica Expo Center – Avenida Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387 – Santo Amaro – São Paulo – SP

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Com público composto por engenheiros, decoradores e arquitetos, a feira é o Salão Internacional da Construção. 24 anos de história em uma feira inspiracional, que reúne todos os setores da construção civil e seu mercado.

Quando acontece: 4 a 8 de abril

Onde acontece: São Paulo Expo – Rodovia dos Imigrantes, s/n – Vila Água Funda – São Paulo – SP

XXI Congresso Brasileiro de Arquitetura

Apesar de não ser uma feira, o congresso é parada obrigatória para quem é da área. Além de palestras e debates, servirá como um degrau para o 27º Congresso Mundial da União Internacional dos Arquitetos, que acontecerá em 2020. O evento acontece em Brasília e é apoiado pelo IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil).

Quando acontece: 18 a 21 de abril

Onde acontece: Centro de Convenções Ulysses Guimarães – Setor de Divulgação Cultural – Brasília – DF

Fonte: JEonline

Casa sustentável é feita de papelão e dura 100 anos

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É isso mesmo o que você leu. Essa casa é feita de papelão e não se desfaz com a chuva. Aliás, ela não se desfaz por nada e é capaz de durar 100 anos! Os criadores são integrantes do estúdio de design holandês Fiction Factor. Batizada de Wikkel House, o lar é construído em apenas 24 horas e tem 50 anos de garantia.

Você deve estar se perguntando: “Mas como é que ela dura tanto tempo e sobrevive às mudanças climáticas sendo de papelão?”. A responsável por tudo isso, segundo os desenvolvedores, é uma supercola que é aplicada em todas as camadas e, depois, a casa é revestida de madeira ou outro material à escolha do cliente.

Optar pela casa de papelão é três vezes mais sustentável do que escolher uma tradicional de alvenaria. Além disso, ela é mais barata. Custa cerca de 25 mil euros, aproximadamente R$ 90 mil. E sabe o que mais? Ela é construída em blocos e, por isso, pode ser desmontada, transportada e se adaptar ao tamanho que você quiser.

O imóvel funciona perfeitamente, com instalações hidráulicas e elétricas. Você pode também customizar o interior, que é todo de madeira, com cores, estampas ou como preferir. Atualmente existem 12 unidades construídas, todas na Europa. Na verdade, ela pode ser o que você quiser: uma casa de praia, uma cabana no interior, um escritório ou o lar da sua família.

Confira as fotos abaixo:

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O segredo para o papelão não se desfazer com as mudanças climáticas é uma supercola aplicada em todas as camadas  (Foto: Divulgação/Wikkel House)

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Depois de receber a supercola, a casa é revestida de madeira ou outro material à escolha do cliente (Foto: Divulgação/Wikkel House)

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A casa pode ser construída em qualquer lugar: praia, campo ou cidade (Foto: Divulgação/Wikkel House)

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O imóvel é capaz de receber instalações elétricas e hidráulicas (Foto: Divulgação/Wikkel House)

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Além de ser três vezes mais sustentável que uma casa de alvenaria comum, a Wikkel House sai por cerca de R$ 90 mil (Foto: Divulgação/Wikkel House).

 

Fonte: Revista Casa e Jardim

Arquitetura com personalidade para todos os tamanhos

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É possível desenvolver um ambiente moderno, multifuncional e cheio de personalidade, mesmo com apartamentos e casas cada vez menores. A ideia fica evidente no projeto assinado pelos arquitetos Diogo Luz e José Guilherme Carceles, da Casa 100 Arquitetura, para o apartamento de 65 m² localizado em São Paulo, batizado de Poledance.

Projetado para um jovem advogado, solteiro e que gosta de receber amigos, a morada surpreende pela sua multifuncionalidade e design de interiores. Com todo o desenho de marcenaria desenvolvida pelos arquitetos, a proposta do projeto foi criar um ambiente amplo e que atendesse todas as necessidades do cliente. Os móveis baixos que contornam toda a sala, foram pensados para servir de bancos, apoios ou mesa.

“O cliente queria um espaço para dar festas e receber os amigos. Quando perguntamos o que ele queria no projeto, ele respondeu ‘Quero um Poledance’. Por isso o nome. A partir disto, criamos um ambiente leve, mutável, multifuncional, contemporâneo, urbano e livre“, conta o arquiteto Diogo Luz.

Além de pensar no design e no uso dos espaços, Diogo e José Guilherme desenvolveram um projeto luminotécnico com luz indireta na sanca de gesso, que possui duas funções: a iluminação comum do dia a dia ou a colorida para festas. Por estarem sobre a sanca, elas não aparecem, deixando o espaço mais agradável.

O balcão da cozinha foi desenhado com um fecho “toque”, ficando maior conforme o desejo do morador. E para fazer o papel da mesa de jantar foi usado um quadro grafitado, que quando não está sendo utilizado, está pendurado na parede. Um pendente foi instalado sobre o balcão, coroando o ambiente.

Fonte: NH

As cores de 2017

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As principais marcas de tintas apontam as tonalidades que serão tendência no próximo ano. Está aí uma boa desculpa para mudar o astral da casa!

A beleza natural do Brasil serviu de inspiração para a nova coleção da marca americana Colorhouse. A colorista carioca Fabiane Mandarino colaborou na criação de seis novas cores, entre elas, este rosa suave, chamado Bromélia. Apesar da homenagem, a empresa ainda não entrega no país.

O azul-claro fresco Mergulho Sereno é a aposta da Coral. A coleção 2017 da marca conta com outras 44 tonalidades divididas em quatro tendências.

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A mistura do cinza com o marrom deu origem à cor Poised Taupe (SW 6039), da Sherwin-Williams.

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A Lukscolor elegeu como cor do ano um marrom com toques de amarelo queimado, que ganhou o nome de Lizard (LKS 2275).

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Cortina de teatro é o nome da cor escolhida pela Suvinil. O tom, que mistura vermelho e violeta, é o mesmo encontrado na brasilina, um corante extraído do pau-brasil.

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O azul vibrante Arquipélago é a escolha da Eucatex. A marca apresentou outras 20 cores, divididas em quatro grupos.

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Fonte: Revista Casa e Jardim

 

Brasileiro inova com tecnologia de “quebra-cabeça” imobiliário

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Arquiteto e engenheiro Saulo Suassuna Fernandes Filho promete revolucionar o mercado americano de imóveis, começando por Miami.

Imagine brincar de Lego no lar, desmembrando – como um quebra-cabeças – módulos reais no seu imóvel?

Parece um jogo, mas é uma nova realidade imobiliária, batizada como “Molegolar” (Módulos + Ligações moleculares + Lar).

A startup “Molegolar”, criada há um ano, e já com 18 projetos em desenvolvimento no Brasil, promete transformar também o mercado imobiliário americano, começando por Miami.

“Steve Jobs [fundador da Apple] disse que a Apple atingiu todo sucesso simplesmente por reinventar indústrias que estavam ultrapassadas – ele fez isso com a indústria da música; indústria dos filmes e até fotografia. A gente está propondo a reinvenção do apartamento”, diz o criador do conceito, o arquiteto e engenheiro Saulo Suassuna Fernandes Filho, pernambucano de 36 anos, do Grupo Suassuna Fernandes. “A indústria do mercado imobiliário está muito ultrapassada – você não tem novos conceitos – e este conceito [Molegolar] realmente reinventa a indústria imobiliária- não conheço em lugar nenhum nada parecido.”

Um edifício Molegolar dispõe de uma estrutura diferenciada que permite que seus módulos (apartamentos) sejam facilmente incorporados uns aos outros sem as restrições/limitações das edificações do modelo tradicional. Assim, os apartamentos se tornam “desmembráveis”, com plantas desenhadas para fácil reconfiguração.
Saulo acaba de firmar sua primeira parceria internacional com a Integra, uma grande incorporadora de Miami, fundada também por brasileiros. O acordo dá inicio a um estudo para avaliar a legislação local e as regiões mais propícias para a construção desse novo conceito imobiliário.

“Vamos submeter a Molegolar a um processo de ‘destropicalização'”, diz o arquiteto. “Quando você tem uma tecnologia de fora para levar ao Brasil, dizemos que precisamos ‘tropicalizar o produto no Brasil'”.

O processo agora é o inverso, diz ele. “Precisamos adequar o hábito de morar do americano e ver o que a flexibilidade da Molegolar traz de benefícios para ele.”

Saulo retorna a Miami no mês que vem para visitas preliminares às prefeituras de municípios com potencial para desenvolver o primeiro projeto Molegolar nos Estados Unidos. Se tudo correr bem, entre 60 e 90 dias, estará pronto para relatar o estudo aos incorporadores e dar início à obra, que normalmente leva cerca de 24 meses.

Um dos grandes diferenciais da tecnologia Molegolar, diz Saulo, é que o proprietário de uma habitação modular pode optar em morar a vida inteira em um mesmo endereço, com metragem quadrada distinta em relação às suas necessidades e condições financeiras. Em uma fase da vida, um confortável apartamento de quatro quartos pode ser transformado em 2, 3 ou 4 apartamentos menores.

“Geralmente uma pessoa compra um imóvel por causa de um momento de vida: se está casado, solteiro, tem filhos ou não tem. E é uma coisa que tem um prazo de validade relativamente curto”, diz Saulo. “As fases de vida das pessoas vão mudando. Nesse caso, você pode aumentar ou diminuir sua casa, e passar a vida inteira num imóvel.”

A flexibilidade é o segredo do sucesso, diz ele, que descreve uma situação comum para muitas famílias: um casal recém-casado precisa de um apartamento pequeno e compra dois módulos. Nasce o primeiro filho, pode comprar mais um módulo, e acoplar, como se acrescentasse peças de um quebra-cabeça. O filho se casa, e não há mais a necessidade do módulo extra. A família aí reduz novamente o espaço, sem precisar enfrentar uma mudança, altos gastos ou fazer novos investimentos. “Apartamento é coisa do passado”, diz, confiante, o arquiteto que lançou também a “Rede Mundial Molegolar”, que já conta com 24 grandes empresas cadastradas, entre elas, imobiliárias, agências de publicidade, escritórios de advocacia, arquitetura e outras, para trocarem ideias.

O primeiro edifício de “Habitação Modular” no mundo deverá ser entregue no final do ano que vem, no Recife.

No Brasil, os módulos vão de 30 m² – 125 m² e os valores dos imóveis de R$ 180 mil – R$ 1,1 milhão. Nos Estados Unidos, os números ainda não foram definidos. Depende de vários fatores, inclusive o padrão de preço da região onde será construído.

Saulo acredita que o conceito será muito bem recebido nos Estados Unidos, e também uma boa oportunidade para brasileiros querendo comprar um apartamento em Miami para investimento, férias ou mesmo morar, sem incorrer em riscos na mudança de câmbio, situação econômica ou até uma dificuldade de adaptação num novo país.

“É um contrato parcial”, explica. “Se a pessoa perdeu o empregou, diminuiu a renda, etc, ela consegue devolver parte dos módulos; não precisa entregar ou perder sua moradia inteira. Você pode diminuir sua casa, devolvendo uma parte dos módulos”.

É a reinvenção da indústria, diz ele. “Vai revolucionar o mercado imobiliário.”

“Se na época da crise de 2008 tivesse a Molegolar, as pessoas que perderam a renda completamente poderiam ter reduzido seu apartamento, quitado quantos módulos fossem possíveis e devolvido o restante para o banco, mas as pessoas não tinham como pagar a parcela, ficaram inadimplentes e os bancos tomaram suas casas e ficaram com aqueles imóveis parados, e os moradores no meio da rua. Descapitalizou os bancos e desestruturou todo o sistema financeiro, fora o impacto social”, diz. “Se houvesse a Molegolar em 2008, a crise não teria acontecido, ou poderia ter tido um final menos infeliz com a Molegolar. Reinventaria a história.”
Fonte: Estadão

Está pensando em construir sua casa? Veja o que você precisa saber antes de começar

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Conquistar a casa própria talvez seja o maior objetivo de muitas famílias no Brasil. Mas também existem os empreendedores, que querem investir na construção de imóveis para locação e venda. Contudo, para que tudo saia da melhor forma possível, é preciso redobrar a atenção para detalhes importantes, como viabilidade do projeto e localização e custo com fornecedores e prestadores de serviço. Veja aqui tudo o que você precisa saber antes de começar a construção da sua casa nova!
Planejamento do orçamento

Faça uma simulação de tudo o que será necessário para a construção da sua nova casa. Coloque no papel custos com mão de obra, fornecedores, materiais de construção, terreno e documentação. Com a estimativa de custos em mãos, fica mais fácil verificar a viabilidade do investimento e definir o melhor tipo de projeto de construção e localização, além de estimar com maior precisão o tempo para o término da edificação.
A localização

Definir a região em que se pretende morar é o primeiro passo. Escolher um terreno em uma localidade distante por ser mais barato talvez traga prejuízos no futuro. Leve em consideração que você irá morar nessa nova casa por muito tempo, portanto, verifique as condições do bairro, a distância dessa região ao seu local de trabalho etc.
Escolher o melhor local para a construção de sua casa requer, também, alguns cuidados e burocracias. A primeira delas é verificar com a prefeitura qual é a documentação necessária para a edificação e, também, se o terreno escolhido está adequado e regulamentado para habitação. Depois, é importante pesquisar acerca da situação da imobiliária perante ao CRECI (Conselho Regional de Corretores de Imóveis).
Como escolher o tipo de terreno certo para a construção?

A recomendação geral é que a área do terreno tenha medidas parecidas em cada um dos quatro lados. Contudo, inicialmente, necessita-se a definição de uma ideia de construção, ou seja, a elaboração do projeto arquitetônico da residência. Assim, você saberá o tamanho e o formato ideal do terreno que precisa.
Nesse caso, é importante conversar com um profissional da área de arquitetura. Mesmo que haja a possibilidade de gerar um custo elevado, é uma medida importante levando em conta que você viverá nessa casa por muito tempo.
Cuidados para a contratação de fornecedores e de mão de obra especializada

Pesquise pelos fornecedores da região em que você pretende realizar a edificação. O indicado é verificar mais de uma opção de fornecedor e pedir orçamentos. No site http://www.aecweb.com.br/ ,especializado em arquitetura e construção, você encontra indicações de fornecedores, além de dicas de soluções para construção.
A contratação de mão de obra deve ser verificada também. Certifique-se que os profissionais responsáveis pela construção sejam experientes e não deixe de verificar as condições de segurança para a realização do trabalho.

Fonte: Jornal Agora MS

Livros falam de arquitetura e urbanismo para crianças

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Cortes, plantas, elevações e explicações sobre como as cidades cresceram e foram organizadas. Ainda que lentamente, o universo da arquitetura e do urbanismo está migrando das prateleiras de livros técnicos para as estantes destinadas às crianças e aos livros infantojuvenis.

O movimento é tendência principalmente nos Estados Unidos, onde o catálogo oferece uma variedade de títulos que despertam o leitor para ideias já usadas diariamente em brincadeiras, seja na hora de criar uma casa para as bonecas ou de espalhar pecinhas de Lego pelo chão.

No Brasil, as poucas obras publicadas costumam se dividir entre apresentações de arquitetos famosos, como Oscar Niemeyer e Lina Bo Bardi, e explicações de questões relacionadas às cidades e construções. O último livro do gênero lançado foi “Casacadabra”, da editora Pistache, cuja ilustração abre este texto.

Veja abaixo três livros que abordam arquitetura e urbanismo para crianças.

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CASAS MALUCAS

Existem prédios por aí que mais parecem saídos da cabeça de uma criança. Uns têm formato de bola de futebol, outros ganham cores de dragão, há ainda os que levam jeito de inseto ou outras maluquices.

“Casacadabra” apresenta ao público infantojuvenil dez casas desse tipo, feitas ao redor do mundo por arquitetos famosos –entre eles, três brasileiros: Oscar Niemeyer, Lina Bo Bardi e Eduardo Longo, que criou uma residência em formato de bola em São Paulo. Além deles, há também construções do espanhol Antoni Gaudí, do japonês Sou Fujimoto e do chileno Alejandro Aravena, que ganhou o prêmio Pritzker, considerado o Nobel da arquitetura.

Todo ilustrado, o livro não traz fotos reais das casas sobre as quais fala –o que é uma pena e deixa uma coceira para procurar imagens de todas elas na internet.

“Casacadabra”

Autoras Bianca Antunes e Simone Sayegh
Ilustradora Carolina Hernandes
Editora Pistache
Preço R$ 70 (2016, 80 págs.)
Leitor intermediário + leitura compartilhada

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RIOS FANTASMAS

Quem mora em São Paulo muitas vezes esquece –mas carros e pessoas passam literalmente por cima de rios e córregos todos os dias. No processo de expansão da cidade, muitos dos cursos d’água foram “enterrados” para dar lugar a ruas, avenidas e calçadões.

É o que conta o tio do garoto Breno no livro “A Cidade dos Rios Invisíveis”. Costurando a história do menino com o passado de São Paulo, a obra tem o poder de fazer o leitor refletir sobre como a metrópole chegou a um cenário que conta com rios poluídos, córregos substituídos por asfalto e problemas de enchente a cada estação chuvosa.

Sabia que Pacaembu, Itaquera, Aricanduva e muitos outros nomes de bairros estão relacionados a rios e a uma época em que era possível caçar rãs pela cidade e ver lavadeiras onde hoje só tem trânsito?

“A Cidade dos Rios Invisíveis”

Autora Solange Sánchez
Ilustrador Félix Reiners
Editora Matrix
Preço R$ 19,90 (2016, 48 págs.)
Leitor intermediário

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MUNDO DE LINA

A C4, editora especializada em livros de arquitetura, lançou no ano passado a coleção Arranha-Céu, que conta para crianças a história de algumas das principais construções brasileiras. A estreia foi com “A Cidadela”, sobre a vida de Lina Bo Bardi e o projeto do Sesc Pompeia.

Na história, pisos, paredes, telhados, cimentos e tubulações transformam-se em elementos lúdicos que conduzem o leitor pelo trabalho da arquiteta na recuperação dos galpões de uma antiga fábrica e construção dos edifícios de concreto que definem hoje a unidade do Sesc e mudaram a paisagem do bairro.

A arquiteta também é responsável por locais icônicos da paisagem de São Paulo, como o Masp, a Casa de Vidro e o teatro Oficina.

“A Cidadela”

Autores Baba Vacaro, Daniel Almeida e Rogério Trentini
Editora C4
Preço R$ 20 (2015, 36 págs.)
Leitor iniciante + leitura compartilhada

Fonte: UOL

As 10 cidades mais coloridas do mundo

Levante a mão quem ama arco-íris! Se você levantou, prepare-se: separamos 10 lugares que, de tão coloridos, parecem versões físicas do fenômeno natural. Confira:

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Pelourinho, Brasil
Popularmente chamado de Pelô, o bairro de Salvador é conhecido por ter uma vida noturna agitada, culinária ímpar e seus lindos e coloridos edifícios antigos.

Pelourinho, Brasil (Foto: Reprodução / Facebook)

Comunidade de Las Palmitas, na cidade de Pachuca, México
As cores que transformam o violento bairro em uma verdadeira obra de arte é um trabalho do grupo de arte alemão Crew. Com cores vivas como amarelo, azul, rosa, vermelho e verde a vista é realmente fascinante.

Palmitas, México (Foto: Reprodução / House Beautiful)

Burano, Itália
A ilha, que fica na Lagoa de Veneza, é bem famosa pelas suas cores. As casas coloridas, na verdade, fazem parte de uma antiga tradição dos pescadores, que costumavam pintar seus lares para que pudessem vê-los de longe, quando estavam pescando.

Burano, Itália (Foto: Reprodução / Facebook)

Bo-kaap, África do Sul
Ao contrário de Burano, as casas por aqui nem sempre foram coloridas – na verdade elas eram todas brancas. As cores são resultado de uma grande celebração da identidade mulçumana do bairro.

Bo-kaap, África do Sul (Foto: Reprodução / House Beautiful)

Júzcar, Espanha
A cidade foi dominada pelo azul após uma ação da Sony Pictures para promover o filme infantil Smurfs.

Júzcar, Espanha (Foto: Reprodução / Facebook)

Melbourne, Austrália
Por toda areia da praia de Brighton, em Melbourne, é possível ver as famosas casinhas coloridas e elas são realmente encantadoras! Os imóveis, que roubam a cena, fazem parte da cultura local há mais de um século e foram pintadas todas pelos seus respectivos donos.

Melbourne, Austrália (Foto: Reprodução / Facebook)

Nuuk, Gronelândia
As casas coloridas que formam uma linda paisagem estão ali por uma razão: cada cor serve para identificar o uso das propriedades. Por exemplo, os imóveis comerciais são vermelhos, os hospitais amarelos e assim por diante.

Nuuk, Gronelândia (Foto: Reprodução / House Beautiful)

Havana, Cuba
Durante o século 20, a cidade seguia um regulamento arquitetônico que influenciou nas varandas, decoração e cores dos imóveis. O resultado são ruas recheadas de lindos e edifícios até hoje.

Havana, Cuba (Foto: Reprodução / House Beautiful)

Guatapé, Colômbia
Conhecida pelos edifícios coloridos, a vila têm seus motivos: durante muitos anos apenas as famílias ricas costumavam ter casas que chamavam atenção, mas em 2007, o prefeito disponibilizou materiais para todos. Dessa maneira, a diferença visual entre os ricos e pobres deixou de ser tão drástica.

Guatapé, Colômbia (Foto: Reprodução / Facebook)

Valparaíso, Chile
O apelido dessa cidade é “joia do Pacífico” e não à toa: são inúmeros edifícios lindos, coloridos e com cultura única.

Valparaíso, Chile (Foto: Reprodução / House Beautiful)

Fonte: Revista Casa e Jardim