Empresas brasileiras dominam mercado de imóveis nos Estados Unidos

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Após o estouro da bolha do mercado imobiliário americano, o mundo viu os preços dos imóveis no centro do sonho capitalista despencar. Algumas unidades tiveram redução de, até, 60%. O sonho do brasileiro de passar as férias perto da Disney ficou possível. Era mais barato ter uma casa em Miami ou Orlando do que em São Paulo e Rio de Janeiro. Enquanto no país a crise e a inflação fazia com que os números em aluguéis tivessem queda em mais de 5%, os preços nos Estados Unidos ficaram estáveis. Além do consumidor final, muitas empresas enxergaram antecipadamente um nicho de mercado, especializaram-se e conquistaram o mercado com os seguintes fatores: A forma de lidar com questões contratuais, já que é possível uma mudança no contrato caso o pagamento em um aluguel não ocorra – algo que não é possível no Brasil – e também a questão cultural, pois um comprador brasileiro prefere ser atendido por um corretor também brasileiro.

Seguro na rentabilidade, os investidores brasileiros visam o mercado americano pela segurança da economia. A busca por imóveis tem o foco de aumentar seu campo de atuação no mercado financeiro. No Brasil em meio à crise, os números são baixos, mas nos Estados Unidos – mais precisamente no litoral americano – a procura é alta por aluguéis e compras, alguns podem ser adquiridos pelo custo de US$ 130 mil e US$ 178 mil. Esta atitude financeira foi determinante para algumas empresas conseguirem atuar na ligação entre a América do Sul e a América do Norte, inclusive na área de câmbio. As transações entre os dois países chegam a mais de mil anualmente, com o montante ultrapassando valores de US$ 50 milhões de dólares, só no último ano.

Atualmente, muitas imobiliárias nos EUA são comandadas por brasileiros. Empresários visionários perceberam antes de todos o que ocorreria no futuro próximo e se anteciparam. Hoje, colhem os frutos do investimento. A assessoria de câmbio FB Capital, líder de mercado no envio de remessas de câmbio para a compra de imóveis nos Estados Unidos, soube explorar bem o mercado. Seu sócio, Fernando Bergallo, atua nesse segmento desde 2006, época na qual as assessorias de câmbio não percebiam o potencial de tal segmento, por se tratar de operações de valores não expressivos quando comparados a operações de importação e exportação, por exemplo. “Especializamo-nos em atender a um público que exige atenção rápida e personalizada. Temos dois clientes que demandam que a operação aconteça de forma rápida e segura: o comprador do imóvel e o corretor que precisa finalizar a venda. Ambos são igualmente importantes”, explica Bergallo.

Hoje, a FB Capital domina grande parte do mercado e possui parceria com dezenas de corretores e escritórios de advocacia. “Nós não vendemos serviço de assessoria de câmbio. Nós vendemos credibilidade. Este é nosso maior ativo”, ressalta Bergallo. Os exemplos estão no depoimento do cliente. “A FB Capital me assessorou de forma muito eficiente, reduzindo o prazo do processo burocrático para o envio de uma remessa para o exterior e me dando toda a orientação do pós venda. Na informação de como devo declarar o valor no imposto de renda entre outras regularidades que são exigidas pela legislação brasileira de câmbio e tributária.”, diz o cliente da área jurídica que está expandindo seus negócios. Em 2016, a empresa intermediou mais de US$ 50 milhões no segmento de imóveis. Foram mais de 1.200 operações para seus mais de 700 clientes. Com a recuperação da economia brasileira e a provável queda da cotação da moeda americana, o ano de 2017 deve ser ainda melhor. A assessoria tem como meta crescer 50%, com a realização de US$ 75 milhões de volume e 1.600 operações.

Fonte: Exame

Brasileiros inovam e empreendem nos EUA

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Empreender nem sempre é fácil. Transformar uma ideia em algo concreto não é simples e exige esforço. O empreendedorismo está muito relacionado à inovação, onde o objetivo é criar algo novo e único ou inovar em algum setor que já existe.

A brasileira Mariana Valentim, fundadora da Cochic, está há mais de 10 anos na Flórida, e sempre trabalhou com eventos para a comunidade brasileira e norte-americana no sul da Flórida, servindo uma variedade de produtos típicos da cozinha brasileira. Após perceber a aceitação de petiscos brasileiros em solo americano, principalmente a coxinha, surgiu a ideia de profissionalizar o negócio e criar a Cochic – uma empresa que produz coxinhas gourmet de diferentes sabores para delivery e eventos em geral.

“A ideia foi criar uma nova linha gourmet do tão famoso aperitivo brasileiro no mercado americano”, enfatiza.

A Cochic Gourmet foi lançada ao público em setembro de 2016, em um grande evento em Boca Raton. A empresa trouxe ao mercado a novidade de coxinhas servidas em copinhos, em variados sabores: frango, presunto e queijo, milho e queijo, queijo, kielbasa, nutella e doce de leite.

Com preços acessíveis (1 copo, $6; 2 copos, $10 dólares), o produto logo fez sucesso e a barraca da Cochic teve fila de consumidores interessados em provar as delícias.

Sobre empreender nos EUA, Rafael Silva, marido e sócio de Mariana no empreendimento, destaca que não foi tão fácil passar pela parte burocrática para legalizar o negócio e colocar a ideia em prática na América.

“Talvez seja mais difícil do que no Brasil, tendo em vista o rigor maior para se conseguir licenças. Nem tudo é permitido aqui, como por exemplo, vender alimentos na rua. A fiscalização é mais rigorosa, tem multas se você não atua sob a lei, mas depois de tudo resolvido, o retorno também é garantido”, declara.

Além de trabalhar com delivery nas áreas de Deerfield Beach, Boca Raton e Pompano, e atuar em eventos, a ideia do casal de empreendedores é expandir o negócio e abrir uma loja física até o fim do ano em Deerfield Beach.

Água de coco: da caixinha para a garrafinha
Os brasileiros Mário Cebrian e Mário Caldas também inovaram e trouxeram para o sul da Flórida a água de coco vendida em carrinhos e servida in natura. Os empresários e sócios contam que a criação da Only Miami surgiu após idas e vindas aos Estados Unidos, onde perceberam que havia apenas a água de coco em caixinhas nos supermercados. “Desde a época que fiz high school através de um intercâmbio, em 1992, percebi que os americanos em geral consomem água de coco somente em caixinhas e isso me intrigava”, conta.

Mesmo na Flórida, um estado com grande quantidade de coqueiros, perceberam que a fruta era pouco ou raramente consumida ao natural e em sua maioria jogada fora.

“As empresas preferem comercializar a água de coco em caixinha, que fica na prateleira do supermercado por dois anos. Isso não é bom, a água de coco dessa forma não é natural, não faz bem pra saúde”, declara Cebrian.

Como a Flórida tem um clima quente e pela dificuldade em encontrar água de coco fresca e geladinha, servida no próprio coco ou em copos, como geralmente se vê no Brasil, os sócios decidiram trabalhar a ideia e, após pesquisarem sobre a viabilidade do projeto, resolveram trazer um carrinho do Brasil.

No entanto, para poder usá-lo em solo americano, foi preciso adaptá-lo conforme as instruções do Departamento de Agricultura da Flórida e fazerem cursos, até que em 2015 conseguiram a aprovação e começaram a comercializar o coco na praia de Sunny Isles.

“Foi o primeiro carrinho de água de coco licenciado e autorizado para vender em área livre, na praia ou na rua, em todo o estado”, conta.

Hoje, após passadas as etapas de implantação e aceitabilidade, o negócio está em expansão e a empresa conta com três carrinhos e quatro funcionários.

Questionados sobre como é empreender nos EUA, os sócios concordam que a parte burocrática de documentação e fiscalização é mais rigorosa que no Brasil. A Only Miami recebeu recentemente o selo de qualidade “Fresh from Florida” do Departamento de Agricultura estadual, um certificado para produtos locais, frescos e naturais.

A Only Miami comercializa a água de coco na praia em garrafinhas ou no próprio coco in natura, por $6 dólares, em alguns pontos de Sunny Isles, mas também participa de eventos pelas cidades da Flórida. “Temos recebido convite para participar de eventos de hospitais, academias e outros locais que promovem a saúde, uma vez que trabalhamos com um produto focado no bem-estar e na vida saudável. Esse é o nosso diferencial”, relata.

Cebrian conta ainda que estão à procura de parceiros para levar o negócio a outros pontos do estado e pretendem expandir ainda mais, com propostas para franquias para o primeiro trimestre de 2017.

Fonte: Gazeta News

Volume de vendas de imóveis nos EUA cai, mas faturamento se mantém

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Miami continua sendo a cidade americana que mais atrai brasileiros quando o assunto é comprar imóveis de veraneio ou para investir. Hoje, porém, isso ocorre em volume menor.

Segundo Léo Ickowicz, sócio presidente da Elite International Realty, no período do boom imobiliário, entre 2010 e 2014, muita gente adquiriu casas e apartamentos de até US$ 500 mil e pela imobiliária foram vendidos 300 imóveis, número que, em 2015, caiu para 200, e para 100 até agora, em 2016. Atualmente, os bens atingem um público de classe AA, com valores entre US$ 1 milhão e US$ 2 milhões.

“Apesar de tudo isso, o faturamento vem se mantendo próximo ao anterior por conta dos valores mais elevados dos imóveis comprados. Hoje em dia o imóvel mais vendido é de US$ 1 milhão para cima. Nós percebemos que o brasileiro que tem um poder aquisitivo maior quer ter cerca de 20% do seu patrimônio no exterior”, complementa Léo.

“O preço do metro quadrado em dólar teve uma grande valorização, algo em torno de 70%, desde 2012 e, com a alta do dólar, as vendas começaram a cair no ano passado ”, conta Léo.

“Esse público que compra um imóvel residencial aproveita e fecha negócio com um comercial, também, que vem gerando um rendimento de 5% a mais de 7% ao ano. Nós temos um departamento exclusivamente comercial”, afirma seu filho e sócio, Daniel Ickowicz.

Quando o cliente compra à vista, é possível fazer a escritura por e-mail. Se for financiar, é preciso comprovar renda e o novo proprietário tem de ir aos EUA para fechar o negócio. Ao declarar no Imposto de Renda que tem salário fixo ou rendimentos oriundos de aluguel, é mais fácil para o investidor. Se ele tiver dinheiro aplicado em ações pode demorar mais porque os bancos veem esse investimento com cautela, já que as ações podem ser vendidas a qualquer momento.

Na hora da compra, o cidadão paga um imposto estadual de 0,3% em média. Já o equivalente em IPTU custa, em média, 2% do valor pago pelo imóvel. Numa compra à vista, prática preferida por 80% dos brasileiros, é necessário um documento de identificação e assinatura de poucos documentos, um processo bastante simples e rápido. Se houver um financiamento o banco exigirá cartas de referência, comprovação de renda e extratos bancários.

A compra de um imóvel nos EUA não garante nenhum direito especial. Estrangeiros em busca do green card estão dispostos a investir montantes a partir de US$ 500 mil em negócios aprovados pelo governo, que gerem empregos a americanos ou residentes permanentes legais, para conseguir o visto EB-5.

(Redação – Agência IN)

Fonte: IN

Com repatriação de recursos, brasileiros optam por investimento em imóveis de luxo

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Executivo do mercado imobiliário de luxo estima que somente em São Paulo R$ 1,2 bi serão investidos em imóveis

Com a anistia concedida através da repatriação, uma parte considerável dos recursos no exterior com destino ao Brasil será aplicada na compra de imóveis de luxo. Alexandre Villas, diretor-presidente da Imóvel A (www.imovela.com.br), butique de imóveis de luxo, prevê que cerca de R$ 1,2 bilhão seja investido no mercado imobiliário somente na cidade de São Paulo.

Outros R$ 25 bilhões devem chegar ao mercado imobiliário de São Paulo, no médio prazo, em aquisição de terrenos, incorporações, fundos imobiliários, imóveis corporativos e outras operações imobiliárias de grande porte. “Já estamos atendendo vários clientes que se preparam para aplicar esse recurso adicional. Esse movimento vai se intensificar nos próximos meses”, afirma Alexandre Villas.

O objetivo principal da repatriação de recursos, é oficializar todos os bens não declarados, pois não será mais possível usar recursos sem origem comprovada em diversos países. “O acordo entre os países, está cada vez mais eficiente quanto ao compartilhamento das movimentações financeiras entre os governos. Isso faz com que mais pessoas busquem seus recursos de fora, injetando no Brasil”, reitera a Drª Ivana Marcon, advogada especialista em Direito Tributário.

Devido ao câmbio favorável para repatriação, a expectativa é de ganhos altos no mercado imobiliário e preços depreciados dos imóveis. Por isso, a concorrência com o mercado financeiro pelos recursos novos não será forte, avalia a advogada. Por conta da esperada queda dos juros, a tendência é a diminuição no rendimento das aplicações financeiras a longo prazo. “O ganho dos imóveis de luxo promete mais do que compensar os tributos e multas da repatriação”, conclui Villas.

Mais informações: Segs

Brasileiro inova com tecnologia de “quebra-cabeça” imobiliário

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Arquiteto e engenheiro Saulo Suassuna Fernandes Filho promete revolucionar o mercado americano de imóveis, começando por Miami.

Imagine brincar de Lego no lar, desmembrando – como um quebra-cabeças – módulos reais no seu imóvel?

Parece um jogo, mas é uma nova realidade imobiliária, batizada como “Molegolar” (Módulos + Ligações moleculares + Lar).

A startup “Molegolar”, criada há um ano, e já com 18 projetos em desenvolvimento no Brasil, promete transformar também o mercado imobiliário americano, começando por Miami.

“Steve Jobs [fundador da Apple] disse que a Apple atingiu todo sucesso simplesmente por reinventar indústrias que estavam ultrapassadas – ele fez isso com a indústria da música; indústria dos filmes e até fotografia. A gente está propondo a reinvenção do apartamento”, diz o criador do conceito, o arquiteto e engenheiro Saulo Suassuna Fernandes Filho, pernambucano de 36 anos, do Grupo Suassuna Fernandes. “A indústria do mercado imobiliário está muito ultrapassada – você não tem novos conceitos – e este conceito [Molegolar] realmente reinventa a indústria imobiliária- não conheço em lugar nenhum nada parecido.”

Um edifício Molegolar dispõe de uma estrutura diferenciada que permite que seus módulos (apartamentos) sejam facilmente incorporados uns aos outros sem as restrições/limitações das edificações do modelo tradicional. Assim, os apartamentos se tornam “desmembráveis”, com plantas desenhadas para fácil reconfiguração.
Saulo acaba de firmar sua primeira parceria internacional com a Integra, uma grande incorporadora de Miami, fundada também por brasileiros. O acordo dá inicio a um estudo para avaliar a legislação local e as regiões mais propícias para a construção desse novo conceito imobiliário.

“Vamos submeter a Molegolar a um processo de ‘destropicalização'”, diz o arquiteto. “Quando você tem uma tecnologia de fora para levar ao Brasil, dizemos que precisamos ‘tropicalizar o produto no Brasil'”.

O processo agora é o inverso, diz ele. “Precisamos adequar o hábito de morar do americano e ver o que a flexibilidade da Molegolar traz de benefícios para ele.”

Saulo retorna a Miami no mês que vem para visitas preliminares às prefeituras de municípios com potencial para desenvolver o primeiro projeto Molegolar nos Estados Unidos. Se tudo correr bem, entre 60 e 90 dias, estará pronto para relatar o estudo aos incorporadores e dar início à obra, que normalmente leva cerca de 24 meses.

Um dos grandes diferenciais da tecnologia Molegolar, diz Saulo, é que o proprietário de uma habitação modular pode optar em morar a vida inteira em um mesmo endereço, com metragem quadrada distinta em relação às suas necessidades e condições financeiras. Em uma fase da vida, um confortável apartamento de quatro quartos pode ser transformado em 2, 3 ou 4 apartamentos menores.

“Geralmente uma pessoa compra um imóvel por causa de um momento de vida: se está casado, solteiro, tem filhos ou não tem. E é uma coisa que tem um prazo de validade relativamente curto”, diz Saulo. “As fases de vida das pessoas vão mudando. Nesse caso, você pode aumentar ou diminuir sua casa, e passar a vida inteira num imóvel.”

A flexibilidade é o segredo do sucesso, diz ele, que descreve uma situação comum para muitas famílias: um casal recém-casado precisa de um apartamento pequeno e compra dois módulos. Nasce o primeiro filho, pode comprar mais um módulo, e acoplar, como se acrescentasse peças de um quebra-cabeça. O filho se casa, e não há mais a necessidade do módulo extra. A família aí reduz novamente o espaço, sem precisar enfrentar uma mudança, altos gastos ou fazer novos investimentos. “Apartamento é coisa do passado”, diz, confiante, o arquiteto que lançou também a “Rede Mundial Molegolar”, que já conta com 24 grandes empresas cadastradas, entre elas, imobiliárias, agências de publicidade, escritórios de advocacia, arquitetura e outras, para trocarem ideias.

O primeiro edifício de “Habitação Modular” no mundo deverá ser entregue no final do ano que vem, no Recife.

No Brasil, os módulos vão de 30 m² – 125 m² e os valores dos imóveis de R$ 180 mil – R$ 1,1 milhão. Nos Estados Unidos, os números ainda não foram definidos. Depende de vários fatores, inclusive o padrão de preço da região onde será construído.

Saulo acredita que o conceito será muito bem recebido nos Estados Unidos, e também uma boa oportunidade para brasileiros querendo comprar um apartamento em Miami para investimento, férias ou mesmo morar, sem incorrer em riscos na mudança de câmbio, situação econômica ou até uma dificuldade de adaptação num novo país.

“É um contrato parcial”, explica. “Se a pessoa perdeu o empregou, diminuiu a renda, etc, ela consegue devolver parte dos módulos; não precisa entregar ou perder sua moradia inteira. Você pode diminuir sua casa, devolvendo uma parte dos módulos”.

É a reinvenção da indústria, diz ele. “Vai revolucionar o mercado imobiliário.”

“Se na época da crise de 2008 tivesse a Molegolar, as pessoas que perderam a renda completamente poderiam ter reduzido seu apartamento, quitado quantos módulos fossem possíveis e devolvido o restante para o banco, mas as pessoas não tinham como pagar a parcela, ficaram inadimplentes e os bancos tomaram suas casas e ficaram com aqueles imóveis parados, e os moradores no meio da rua. Descapitalizou os bancos e desestruturou todo o sistema financeiro, fora o impacto social”, diz. “Se houvesse a Molegolar em 2008, a crise não teria acontecido, ou poderia ter tido um final menos infeliz com a Molegolar. Reinventaria a história.”
Fonte: Estadão

Brasil aparece com destaque no mercado de turismo de luxo

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Hospedagens sofisticadas, excelência de serviços, experiências diferenciadas e altas cifras. Estas são as principais características do turismo de luxo, segmento que vem apresentando um crescimento significativo nos últimos anos. De acordo com dados divulgados no ano passado pela ITB Berlim e IPK International, o segmento obteve entre 2011 e 2015 um crescimento de 48%. Levantamentos da Organização Mundial de Turismo (OMT) e da International Luxury Travel Market (ILTM) apontam que o turismo de luxo representa 3% do total de turistas no mundo. Em contrapartida o nicho é responsável por 25% de toda a receita gerada pelo turismo no planeta.

O interesse nas altas cifras fizeram com que a Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) firmasse em 2009 uma parceria com a Brazilian Luxury Travel Association (BLTA), associação reúne os mais exclusivos hotéis, resorts, pousadas e operadoras, para a promoção do turismo de luxo no país. A medida vem dando resultado. O Brasil ocupa a quarta posição na lista de maiores receptores de turismo de luxo, atrás apenas de Estados Unidos, Alemanha e Argentina.

“Estamos tendo bons resultados. Por meio de ações cooperadas organizamos roadshows promovendo o Brasil como destino de luxo em cidades como Nova Iorque, Chicago, Paris e Londres. Além disso participamos de feiras do calendário da Embratur, o que possibilita uma boa exposição”, explica Guilherme Padilha, presidente da BLTA. Com base em dados do anuário de 2013 da associação, o segmento gerou uma receita bruta de aproximadamente 633 milhões aos hotéis de luxo.

De acordo com o mesmo levantamento, 51% dos turistas de luxo são decorrentes de viagens de trabalho e negócio, seguido por turismo e lazer (29%) e eventos e congressos (16%). “Esses turistas tem um gasto médio diário de R$1 mil a R$1,2 mil”, destaca. Padilha ainda salienta que que os números apresentam um equilíbrio entre o mercado nacional e o estrangeiro. “O número de turistas nacionais e estrangeiros são de 50%-50%. Por conta do câmbio tivemos um grande aumento no número de turistas nacionais em 2015, mas em 2016 o número voltou a se equilibrar”, completa.

De acordo com Carlos Ferreirinha, fundador e presidente da MCF Consultoria, esta opção do brasileiro por destinos nacionais deve se manter no próximo ano. “Os destinos nacionais têm tudo para garantir expressiva dominância ou alternância na preferência. Os brasileiros que viajavam muito reduziram o ritmo e com isso optaram para experiências domésticas”, afirma.

O especialista ainda destaca que o mercado de luxo nacional pode despontar ainda mais por aliar qualidade a hospitalidade. “Atualmente alguns destinos brasileiros estão alinhados à excelência internacional. Fasano, Emiliano e Unique no urbano, além de Ponta dos Ganchos, Kenoa e Nannai, que são fascinantes. Temos cordialidade e simpatia de sobra. Temos que organizar mais em processos”, salienta.

BRASILEIROS NO EXTERIOR
Para especialistas do setor o Brasil tem papel de destaque neste crescimento. De acordo com a BLTA, o turista brasileiro está entre os que mais gasta no que diz respeito ao turismo de luxo. “Esta balança é desequilibrada, pois o Brasil é um dos mercados emissores de turistas de luxo para o mundo. Estamos entre os que mais gastam fora, o que significa um valor muito maior do que o mercado nacional arrecada com o turismo de luxo”, explica Guilherme Padilha.

Entre os principais destinos visitados pelos Brasileiros estão Itália, França, Estados Unidos, África do Sul, Portugal, Peru, Chile, Tailândia e Austrália.

A importância do turista brasileiro para o segmento também é observada pelo vice-presidente de Vendas global da Small Luxury Hotels of the World (SLH), Jeffrey Sirota, que aponta que a instabilidade econômica no país afetou o mercado internacional, principalmente em destinos dos EUA. “O mercado brasileiro afeta muito o mercado global em termos de turistas. Nós percebemos, por exemplo, que as viagens para os Estados Unidos reduziram, por conta do câmbio. Cidades como Nova Iorque e Miami apresentaram queda”, relata.

CRESCIMENTO
As expectativas para o mercado de luxo apontam para um crescimento nos próximos anos. o estudo Shaping the Future of Luxury Travel (Construindo o Futuro das Viagens de Luxo), da Amadeus, o qual afirma que nos próximos dez anos o setor deve crescer em torno de 6,2%. De acordo com a Virtuoso, rede especializada no mercado de viagens de luxo, alguns destinos surgem como emergentes na lista de interesse, como a Região da Indochina (Vietnã, Camboja e Myanmar), países da Escandinávia, Portugal, Tailândia, Rússia, Peru, Japão, China, África do Sul e Tanzânia.

PRINCIPAIS HOTÉIS DE LUXO
O site TripAdvisor listou recentemente uma lista com os 25 principais hotéis de luxo do Brasil e do exterior, com base na avaliação dos turistas. As lista, denominada “Travellers Choice 2016”, conta com grandes marcas famosas, como Unique, Hilton e Grand Hyatt. Confira os dez primeiros de cada uma:

TOP 10: HOTÉIS DE LUXO NO BRASIL
1) Ponta dos Ganchos Exclusive Resort – Santa Catarina
2) Sait Andrews Gramado – Rio Grande do Sul
3) Belmond Hotel das Cataratas – Paraná
4) Miramar Hotel by Windsor – Rio de Janeiro
5) Belmond Copacabana Palace – Rio de Janeiro
6) UXUA Casa Hotel & Spa Trancoso – Bahia
7) Hotel Unique – São Paulo
8) Felissimo Exclusive Hotel – Santa Catarina
9) Grand Hyatt – São Paulo
10) Hilton Barra – Rio de Janeiro

TOP 10: HOTÉIS DE LUXO NO MUDO
1) Nayara Springs – Costa Rica
2) Gili Lankanfushi Maldives – Ilhas Maldivas
3) Golden Woll Hotel – República Tcheca
4) Cocoa Island by COMO – Ilhas Maldivas
5) La Maison Arabe – Marrocos
6) The Oberoi Vanyavilas – Índia
7) The Privilege Floor Lotus Blanc – Camboja
8) Ponta dos Ganchos Exclusive Resort – Brasil
9) Hotel The Serras – Espanha
10) Saffire Freycient – Austrália

Fonte: Mercado&Eventos

8 perguntas que você precisa fazer antes de viajar para Miami

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Está planejando aquela viagem dos sonhos para Miami e não sabe por onde começar?

Miami é uma grande e bela cidade. Sem contar os arredores, como Orlando, Fort Lauderdale e a Ilha de Key West, onde tem muitos pontos turísticos e passeios imperdíveis, dentro da própria cidade existem bairros e lugares que você não vai querer perder. Apesar de ficar conhecida como cidade das compras, devido aos preços superconvidativos de vários tipos de produtos, existem muitas opções de lazer e hospedagem em Miami que atendem o gosto e necessidade daqueles turistas que querem se divertir na viagem de férias, de preferência sem gastar muito.

Neste post vamos tirar algumas das dúvidas mais frequentes, além de lhe dar dicas e sugestões do que fazer em Miami para aproveitar melhor sua estadia na cidade mais latina da América do Norte!

Quanto custam, em média, as passagens para Miami?

Fatores como companhia área, data e local de embarque, e quantidades de escalas podem afetar consideravelmente o preço das passagens. Por exemplo, no dia 1º de dezembro, uma passagem área com saída de São Paulo e com destino a Miami custará, em média, R$1.956 + taxas de embarque. Outras datas e outros pontos de saída podem ter custos maiores ou menores, por isso é importante pesquisar bastante, e com o máximo de antecedência possível pois a proximidade entre o dia da compra e o dia da viagem também pode interferir no preço final.

Consigo comprar as passagens para Miami usando as milhas do cartão?

Sim, é possível comprar passagens aérea usando o programa de milhagem do cartão, mas é necessário ter ao menos 20 mil pontos para resgatar em passagens para América do Norte em classe econômica.

Como fazer a imigração em Miami?

Ao pousar no aeroporto de Miami, é preciso passar pelos agentes de imigração e pela alfândega, mesmo antes de pegar suas malas. Além de ter o visto americano no passaporte, o governo quer ter certeza que você não pretende morar ilegalmente no país. Neste momento, leve em mãos o passaporte com visto americano e o formulário 6059B (azul) preenchido. Se o seu inglês não é dos melhores, não se preocupe, todos os agentes sabem falar espanhol. Outra boa dica é contar com um serviço especializado em turismo receptivo em Miami para brasileiros.

Qual o melhor endereço de hospedagem em Miami?

O ideal é que você trace uma rota de passeios e escolha uma hospedagem que esteja próxima aos lugares que deseja conhecer.

Se for ficar em Miami Beach, tenha como referência a Lincoln Road, uma região que além de super bem localizada, com lojas e restaurantes, também é bastante movimentada tanto de dia quanto de noite. As áreas mais agitadas de Miami Beach estão na parte Sul, e a região mais calma fica ao Norte.

Downtown Miami é uma região comercial, cheia de hotéis de grandes redes. Essa é a área mais econômica de Miami e está a 15 minutos de carro de South Beach. Utilizando um serviço de transfer em Miami , o tempo é o mesmo, e você não se preocupa com estacionamento, trânsito e ainda conta com a experiência de uma equipe especializada em Miami com dicas especiais.

O melhor tipo de hospedagem é aquele que atende todas as suas necessidades. As opções de hotéis em Miami variam muito e há inúmeras alternativas para todos gostos e bolsos, com diárias a partir de R$ 250,00.

Onde comer e qual o preço de bons restaurantes de Miami?

Se planeja uma noite especial, conheça o The Capital Grille. Com ambiente de churrascaria, o restaurante é muito bem recomendado por sites como TripAdvisor. Mas se prefere economizar e mesmo assim quer um ambiente aconchegante e com ar americano vá ao Five Guys, considerado um dos melhores Fast Foods de Miami.

Opções mais saudáveis também podem ser encontradas. O Edge Steak & Bar, por exemplo, é um maravilhoso restaurante com opção de pratos sem glúten.

A média de gasto por refeição em Miami depende do local onde vai comer: você pode pagar desde U$ 10 a U$ 200 o prato. Considerando refeições com valores mais em conta, é possível comer bem em Miami gastando entre $30 a $50 por pessoa, por dia. Em Ocean Drive, fique atento às placas dos restaurantes, pois sempre é possível encontrar boas ofertas.

Quantos dias devo ficar em Miami?

A cidade é excelente tanto para roteiros de um final de semana quanto de uma semana inteira. Para conhecer bem e com calma, o ideal é que se fique pelo menos uma semana inteira e que divida os passeios por dias.

Onde devo ir em Miami?

Miami Beach é a parada mais obrigatória em Miami para qualquer turista, a parte mais agitada e badalada e onde ficam as melhores praias, hotéis, bares, restaurantes e baladas, e também uma das mais bonitas. A principal avenida de Miami Beach é a Ocean Drive, um dos principais cartões postais da cidade, com inúmeros bares e restaurantes, muita gente bonita e animada, sem falar que fica de frente para a praia e tem uma vista incrível.

Falando em praia, em Miami praticamente não faz frio, então é possível aproveitar a praia durante quase todo ano. Miami Beach está entre as praias mais conhecidas do mundo, com águas azuis contornadas pelo branco da areia e por prédios luxuosos. South Beach, que fica entre a 1st e 25th street, tem tudo o que o turista precisa e é lá que você vai acabar passando boa parte do tempo. Mas as praias localizadas em Mid Beach e North Beach também são imperdíveis.

Mas se você também quer fazer compras em Miami (como quase todo mundo), a cidade tem várias opões de lojas e outlets com preços convidativos. Se se prefere não sair de Miami Beach e se não precisa economizar, pode escolher entre a Lincoln Road e a Collins Avenue, onde há algumas das lojas mais badaladas da cidade.

A verdade é que Miami tem muitas opções de passeios, lazer, diversão e, é claro, compras. Antes de viajar, pesquise bem para planejar tudo. Acompanhe sempre nossas dicas de Miami aqui no blog. Contar com uma empresa especializada em turismo receptivo e transfer que pode te levar para os melhores lugares e dar as melhores dicas de Miami , também é uma excelente ideia.

Fonte: Terra