Vendas de imóveis sobem 40% em julho, mostram Fipe e Abrainc

_MOLDURA_Marcelo_Lara_Wordpress

No acumulado do ano, as vendas líquidas somaram 37.571 unidades, aumento de 20,3% frente o mesmo período do ano passado

São Paulo – O mercado imobiliário mostrou expansão nas vendas e nos lançamentos em julho, bem como recuo dos distratos, de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em parceria com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) e divulgada nesta segunda-feira, 18.

A pesquisa mostra que, em julho, as vendas líquidas (já descontados os distratos) totalizaram 5.130 unidades, crescimento de 40% em relação ao mesmo mês do ano passado. Os distratos foram de 2.821 unidades, retração de 35%. Os lançamentos totalizaram 6.628 unidades, um salto de 182%.

Com os dados positivos de julho, o mercado imobiliário mantém a trajetória de recuperação das operações. No acumulado do ano, as vendas líquidas somaram 37.571 unidades, aumento de 20,3% frente o mesmo período do ano passado. Dicionário do mercado imobiliário: Conheça 16 termos super importantes do setor com a Racon Patrocinado 

No acumulado do ano, os distratos atingiram 20.643 unidades, queda de 22,3%, e os lançamentos alcançaram 30.530 unidades, recuo de 3,5%.

No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em junho, as vendas líquidas foram de 63.749 unidades, alta de 11,6%. Os distratos totalizaram 39.790 unidades, baixa de 15,4%, e os lançamentos alcançaram 37.158 unidades, alta de 9,4%.

Os dados da pesquisa abrangem imóveis novos, dos setores residencial, comercial e loteamentos de 20 empresas associadas à Abrainc, com atuação em diversos estados e concentração na região Sudeste.

Fonte: Exame

Casa própria pelo celular é aposta do Santander

_MOLDURA_Marcelo_Lara_Wordpress

O Santander já oferece o financiamento da casa própria pelo celular. O banco acaba de lançar uma plataforma que permite aos clientes a possibilidade de contratar o crédito imobiliário online, do início ao fim do processo.

Os interessados podem simular, aprovar o crédito, enviar os dados e os documentos necessários pelo celular ou computador. Só será necessário ir à agência no momento da assinatura do contrato, já que é necessário registrar o contrato no Cartório de Imóveis competente. Com isso, estima-se que o prazo médio para a finalização do processo cairá dos atuais 60 dias para apenas 30.

Além disso, os interessados conseguem acompanhar o andamento de cada etapa do contratação – simulação, análise de crédito, análise técnica, contrato e liberação de recursos – pelo Internet Banking ou diretamente no aplicativo do Santander. O cliente será informado, por e-mail ou SMS, se precisa enviar documentos, quais os avanços no processo e o que falta para que o recurso seja liberado mais rapidamente. O sistema ainda permite a conexão entre canais, em qualquer etapa do negócio.

Gilberto Abreu, diretor de Crédito Imobiliário do Santander, explica que é possível iniciar o processo em uma agência, por exemplo, e dar andamento nos canais eletrônicos, de uma forma sempre simples e intuitiva. Esse conceito é conhecido como autoservice, e tende a dar mais fluidez à contratação do crédito, já que o cliente é avisado online dos prazos para o envio da documentação.

Fonte: Mercado Imobiliário

Mercado imobiliário registra alta nas vendas do 1º semestre

_MOLDURA_Marcelo_Lara_Wordpress 22

Setor, enfim, fechou seis meses com boa notícia: 32.465 unidades vendidas, aumento de 17,8% frente o mesmo semestre do ano passado.

O mercado imobiliário vem mostrando recuo dos distratos e crescimento nas vendas líquidas ao longo do ano, de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em parceria com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).

A pesquisa mostra que, em junho, as vendas líquidas (já descontados os distratos) totalizaram 7.458 unidades, crescimento de 14,8% em relação ao mesmo mês do ano passado. Os distratos foram de 2.822 unidades, retração de 26,3%. Os lançamentos totalizaram 9.214 unidades em junho, queda de 9,9%.

Com isso, o mercado completou o primeiro semestre com vendas líquidas de 32.465 unidades, aumento de 17,8% frente o mesmo semestre do ano passado. Nesse período, os distratos atingiram 17.785 unidades, queda de 20%, e os lançamentos alcançaram 30.530 unidades, recuo de 3,5%.

1501638068359.jpg

Foto: Nilton Fukuda/Estadão.

Mercado completou o primeiro semestre com vendas líquidas de 32.465 unidades, aumento de 17,8% frente o mesmo semestre do ano passado.

No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em junho, as vendas líquidas foram de 63.749 unidades, alta de 11,6%. Os distratos totalizaram 39.790 unidades, baixa de 15,4%, e os lançamentos alcançaram 68.703 unidades, alta de 2,5%.

Apesar do recuo nos distratos, as vendas líquidas ainda foram menores do que os lançamentos, o que manteve o estoque praticamente estável. No fim de junho, havia 119.997 unidades disponíveis para venda, montante 2,1% maior do que o registrado um ano antes. Considerando o ritmo atual de vendas, seriam precisos 15,2 meses para liquidar esse estoque, segundo pesquisa da Abrainc/Fipe.

Os dados abrangem imóveis novos, dos segmentos residencial, comercial e loteamentos, desenvolvidos por 20 empresas associadas à Abrainc, com atuação concentrada em diversos Estados e concentração na Região Sudeste. Os dados abrangem imóveis novos, dos segmentos residencial, comercial e loteamentos, desenvolvidos por 20 empresas associadas à Abrainc, com atuação concentrada em diversos Estados e concentração na Região Sudeste.

Fonte: Estadão

O momento é para comprar na planta, usado ou alugar?

_MOLDURA_Marcelo_Lara_Wordpress

Veja as vantagens e desvantagens de adquirir um imóvel usado, novo ou na planta ou até mesmo avaliar o adiamento do negócio.

Há cerca de um ano, a arquiteta Fabiana Rocha, de 42 anos, decidiu trocar a cobertura em que vivia no Jardim Aeroporto por um espaço maior. Alugar não era uma opção, comprar na planta tampouco. Segundo ela, decorar um imóvel zerado aumentaria em 20% o preço da aquisição, investimento que foi poupado com a escolha de um apartamento usado.

No entanto, com a taxa de juros em um dígito e com previsão de fechar 2017 em 7,5% ao ano, o financiamento não se torna mais atrativo? A resposta, segundo especialistas, é depende.

O crédito imobiliário de fato tende a cair, mas esse tipo de operação deve considerar o risco inerente à compra de algo que ainda não existe, alerta o planejador financeiro Jaques Cohen. “A obra pode atrasar, ser embargada e, na pior das hipóteses, nem ser entregue.”

Ele lembra que as incorporadoras estão enfrentando um alto número de “distratos” – cerca de 50% dos lançamentos de médio e alto padrão foram devolvidos nos últimos 12 meses – pode comprometer a capacidade de entrega das empresas. A projeção de quanto sairão, ao final, as prestações exigidas pelo fluxo de caixa (o que se paga antes da entrega das chaves) é outro ponto que costuma ser ignorado, diz Cohen.

As parcelas são corrigidas mensalmente pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que pode alterar substancialmente o montante final. Foi o que aconteceu com o químico Diego Clemente, de 31 anos, e sua noiva, a analista de sistemas Bárbara Mariza, de 25. O casal assinou o contrato para adquirir na planta um apartamento de 70 m² em Cotia, na Grande São Paulo, há três anos. Na época, o imóvel sairia por R$ 322 mil. A poucos meses do final da obra, o valor já estava estimado em R$ 390 mil.

Eles foram ao stand de vendas do empreendimento, que está com 50% de estoque, dizem, e simularam uma aquisição. Se comprassem hoje uma unidade idêntica, teriam de desembolsar R$ 318 mil. “Eu me senti lesada e exigimos o mesmo desconto”, conta Bárbara.

A empresa se negou, mas após ameaça de distrato por parte dos compradores, concordou em abaixar para R$ 322 mil o preço final. “Acho que se fosse fechar um negócio agora, daria preferência para um imóvel pronto ou usado, porque na planta sempre há surpresas. Internamente, está bem fiel ao que vimos na perspectiva, mas as áreas comuns e os acabamentos estão aquém”, afirma Diego.

jornal

Além de poder avaliar o imóvel já finalizado, quem opta pelo usado tem margem de negociação maior. “A crise econômica colocou os vendedores numa situação menos confortável”, afirma o professor de Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Fábio Gallo.

Diretor de vendas da Imobiliária Lello, Igor Freire diz que os proprietários estão mais flexíveis. “Estão falando sim até para permutas com imóveis menores ou carros como entrada.” Gallo alerta, porém, para os inconvenientes de imóveis antigos, como a necessidade de reformas. Mais: estar atento à documentação da propriedade e sondar se o condomínio precisa de reparos é fundamental.

Aluguel. Se a ideia é comprar um imóvel, mas a mudança não precisa ser imediata, o conselho do professor de Gestão Financeira da PUC-SP Paulo Romaro é esperar. “Assumir uma dívida de longo prazo em meio à crise, com risco de desemprego, pode ser imprudente.” Neste caso, ele diz que o aluguel deve ser considerado.

Cohen aponta, ainda, outra possibilidade: aplicar em papéis do Tesouro a diferença entre o que iria para o financiamento e o valor pago no aluguel. Ao final do período de investimento, a pessoa terá uma boa entrada e um colchão que diminuirá o sufoco gerado por parcelas maiores, como as anuais.

Mas se o comprador estiver com as finanças estáveis, os lançamentos estocados são mais vantajosos.
“Não há os riscos de construção e a taxa de condomínio já tende a estar fixada. A oportunidade é excelente”, avalia Gallo.

A psicóloga Marisa Provetti, de 59 anos, e o marido Elcio Inhe, administrador de 65 anos, conseguiram R$ 200 mil de desconto na compra à vista de uma unidade em estoque. Eles utilizaram suas reservas para fazer o negócio. O apartamento de 150 m², na Vila Mascote, zona sul, saiu por R$ 1,2 milhão.
“Se tivéssemos precisado vender o imóvel onde morávamos para adquirir este, o negócio não seria tão bom, o mercado está desvalorizado, certamente teríamos perdido dinheiro”, afirma Inhe.

O casal tenta há três meses alugar o imóvel anterior, mas não recebeu nenhuma proposta. “Estamos dos dois lados”, diz Marisa. “Conseguimos um preço ótimo pelo novo. Agora, como proprietários, não temos uma solução para o antigo.”

marisa

A psicóloga Marisa Provetti escolheu comprar um apartamento novo estocado e conseguiu R$ 200 mil de desconto
Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Bianca Soares, Especial para O Estado

Fonte: Estadão

Como fazer um bom negócio no mercado imobiliário

final

Em tempos de crise, baixa rentabilidade do mercado financeiro, e risco em novos negócios, a aquisição de um imóvel pode ser uma boa alternativa, especialmente pelos preços baixos, e solidez do investimento.

Quem pensa em comprar um imóvel para investir deve ter em mente, em primeiro lugar, que se trata de um negócio com o objetivo de lucro. Ou seja, não se trata da realização de um sonho e, por isso mesmo, os objetivos e anseios pessoais não podem ser levados em consideração na hora de fechar o negócio.

De acordo com o consultor jurídico da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH), Lúcio Delfino, neste caso, a compra é destinada ao mercado. “Logo, o perfil do imóvel deve ser o mais comercial e ‘genérico’ possível, de forma que um número maior de pessoas (futuros adquirentes ou locatários) possa se interessar. Cabe até mesmo deixar algumas partes sem acabamento ou arremate final, a ser feito no gosto e necessidade do futuro ocupante.”

Feita essa primeira observação, o investidor deve ter em mente a finalidade do imóvel, isto é, locação ou revenda. Embora cada negócio tenha suas peculiaridades, em ambos os casos, o comprador deve verificar se existe demanda de mercado para aquela unidade. “E, logicamente, se o valor da futura locação ou venda representará lucro, comparado ao investimento realizado. No caso do aluguel, os custos com IPTU e contribuição condominial influenciam o valor final da locação mensal e, por isso mesmo, devem ser levados em consideração”, explica Delfino.

Segundo o consultor jurídico da ABMH, uma vez escolhido o imóvel e sua finalidade, é hora de verificar os detalhes da negociação, especialmente no que se refere à documentação e ao estado em que se encontra. “O acompanhamento de um advogado e perito em engenharia é vital para que a negociação se concretize sem surpresas que possa comprometer a lucratividade da operação, aqui vale o ditado: É melhor prevenir que remediar.”

Quando se trata de imóvel já construído (novo ou usado), é necessário ter em mente qual será o custo para deixá-lo pronto para a comercialização ou locação (reformas, acabamentos, entre outros). “Incluindo o custo da documentação (escritura ou equivalente, e registro) e dos tributos (ITBI), entre outros”, indica Delfino.

Quando a unidade ainda está em construção, é necessário levar em conta o tempo da obra e prazo para entrega das chaves. Até lá, o investidor não terá lucro sobre o capital já investido. Além disso, deixará de ganhar a remuneração paga por eventual aplicação financeira. “Embora pareça um detalhe, ao longo de dois ou três anos essa remuneração pode representar um quarto do capital investido (25%). Assim, é preciso verificar se a expectativa de valorização é real e também se essa valorização supera o percentual da remuneração do mercado financeiro. Dependendo do caso, é melhor deixar o dinheiro aplicado e adquirir a unidade quando estiver pronta”, aconselha.

Por último, existe a possibilidade de adquirir uma unidade em leilão ou com a documentação “enrolada” (mas passível de regularização). “Nesses casos, o acompanhamento de um advogado especialista no assunto é ainda mais importante. Sem essa assessoria, o lucro pode se transformar em prejuízo. No mais, a ABMH disponibiliza um Manual com todos os cuidados inerentes à compra e venda de imóvel, e presta consultoria jurídica gratuita aos interessados”, finaliza Lúcio Delfino.

(Redação – Agência IN)

Fonte: Investimentos e Notícias

Onde o preço dos imóveis à venda mais caiu e subiu em SP

24_mercado-imob

São Paulo – O mercado imobiliário está a favor de consumidores em São Paulo. Em um ano, até outubro, o valor médio caiu 1%, sem comparar com a inflação. É um bom momento para fechar negócios com desconto. Para guiar a compra do maior bem material da sua vida, vale observar em que bairros os preços mais caíram e subiram.

A pedido de EXAME.com, o portal imobiliário VivaReal comparou a variação de preço dos imóveis em cada bairro de São Paulo, entre outubro de 2015 e outubro deste ano. O site elegeu os 10 bairros que tiveram o maior aumento de preço nesse período, e também os 10 que tiveram a maior queda.

O bairro Raposo Tavares, na zona Oeste de São Paulo, ficou em primeiro lugar no ranking de queda nos preços. Por lá, os imóveis à venda se desvalorizaram 21% em um ano. O bairro mais nobre da lista é o Jardim das Acácias, no distrito Morumbi, onde os preços caíram 8% no mesmo período.

O bairro Jardim Matarazzo, na zona Leste, lidera a lista dos maiores aumentos de preço, com a exorbitante valorização de 47% em um ano. O bairro mais nobre da lista é o Parque Colonial, no distrito de São Mateus, também na zona Leste, onde a elevação foi de 12%.

A seguir, veja a lista completa dos bairros onde o comportamento dos preços dos imóveis à venda está em queda, a favor dos consumidores:

Bairro Onde fica Queda em um ano (%) Preço do metro quadrado em outubro (R$)
1. Raposo Tavares Raposo Tavares (Zona Oeste) 21 4.182
2. Vila Paulista Jabaquara (Zona Sul) 20 5.072
3. Vila Moraes Saúde (Zona Sul) 10 5.009
4. São Mateus São Mateus (Zona Leste) 9 3.406
5. Capela do Socorro Capela do Socorro (Zona Sul) 8 5.238
6. Jardim Petrópolis Campo Belo (Zona Sul) 8 6.444
7. Parque São Lucas São Lucas (Zona Leste) 8 4.600
8. Vila Zat Pirituba (Zona Norte) 8 3.913
9. Jardim das Acácias Morumbi (Zona Sul) 8 8.307
10. Vila Sabrina Vila Medeiros (Zona Norte) 7 4.250

Confira o ranking dos bairros de São Paulo com o os maiores aumentos de preço em um ano:

Bairro Onde fica Aumento em um ano (%) Preço do metro quadrado em outubro (R$)
1. Jardim Matarazzo Ermelino Matarazzo (Zona Leste) 47 4.717
2. Conjunto Residencial Vista Verde Pirituba (Zona Norte) 16 4.727
3. Vila Rio Branco Água Rasa (Zona Leste) 16 3.620
4. Jardim Peri Cachoeirinha (Zona Norte) 15 4.246
5. Vila Nova Alba Rio Pequeno (Zona Oeste) 15 5.000
6. Parque Vitória Tucuruvi (Zona Norte) 14 4.641
7. Jardim Leonor Mendes de Barros Tucuruvi (Zona Norte) 13 4.871
8. Parque São Jorge Tatuapé (Zona Leste) 13 6.458
9. Parque Colonial São Mateus (Zona Leste) 12 11.214
10. Vila Diva Água Rasa (Zona Leste) 12 4.859

Fonte: Exame

Empresas brasileiras dominam mercado de imóveis nos Estados Unidos

16_mb

Após o estouro da bolha do mercado imobiliário americano, o mundo viu os preços dos imóveis no centro do sonho capitalista despencar. Algumas unidades tiveram redução de, até, 60%. O sonho do brasileiro de passar as férias perto da Disney ficou possível. Era mais barato ter uma casa em Miami ou Orlando do que em São Paulo e Rio de Janeiro. Enquanto no país a crise e a inflação fazia com que os números em aluguéis tivessem queda em mais de 5%, os preços nos Estados Unidos ficaram estáveis. Além do consumidor final, muitas empresas enxergaram antecipadamente um nicho de mercado, especializaram-se e conquistaram o mercado com os seguintes fatores: A forma de lidar com questões contratuais, já que é possível uma mudança no contrato caso o pagamento em um aluguel não ocorra – algo que não é possível no Brasil – e também a questão cultural, pois um comprador brasileiro prefere ser atendido por um corretor também brasileiro.

Seguro na rentabilidade, os investidores brasileiros visam o mercado americano pela segurança da economia. A busca por imóveis tem o foco de aumentar seu campo de atuação no mercado financeiro. No Brasil em meio à crise, os números são baixos, mas nos Estados Unidos – mais precisamente no litoral americano – a procura é alta por aluguéis e compras, alguns podem ser adquiridos pelo custo de US$ 130 mil e US$ 178 mil. Esta atitude financeira foi determinante para algumas empresas conseguirem atuar na ligação entre a América do Sul e a América do Norte, inclusive na área de câmbio. As transações entre os dois países chegam a mais de mil anualmente, com o montante ultrapassando valores de US$ 50 milhões de dólares, só no último ano.

Atualmente, muitas imobiliárias nos EUA são comandadas por brasileiros. Empresários visionários perceberam antes de todos o que ocorreria no futuro próximo e se anteciparam. Hoje, colhem os frutos do investimento. A assessoria de câmbio FB Capital, líder de mercado no envio de remessas de câmbio para a compra de imóveis nos Estados Unidos, soube explorar bem o mercado. Seu sócio, Fernando Bergallo, atua nesse segmento desde 2006, época na qual as assessorias de câmbio não percebiam o potencial de tal segmento, por se tratar de operações de valores não expressivos quando comparados a operações de importação e exportação, por exemplo. “Especializamo-nos em atender a um público que exige atenção rápida e personalizada. Temos dois clientes que demandam que a operação aconteça de forma rápida e segura: o comprador do imóvel e o corretor que precisa finalizar a venda. Ambos são igualmente importantes”, explica Bergallo.

Hoje, a FB Capital domina grande parte do mercado e possui parceria com dezenas de corretores e escritórios de advocacia. “Nós não vendemos serviço de assessoria de câmbio. Nós vendemos credibilidade. Este é nosso maior ativo”, ressalta Bergallo. Os exemplos estão no depoimento do cliente. “A FB Capital me assessorou de forma muito eficiente, reduzindo o prazo do processo burocrático para o envio de uma remessa para o exterior e me dando toda a orientação do pós venda. Na informação de como devo declarar o valor no imposto de renda entre outras regularidades que são exigidas pela legislação brasileira de câmbio e tributária.”, diz o cliente da área jurídica que está expandindo seus negócios. Em 2016, a empresa intermediou mais de US$ 50 milhões no segmento de imóveis. Foram mais de 1.200 operações para seus mais de 700 clientes. Com a recuperação da economia brasileira e a provável queda da cotação da moeda americana, o ano de 2017 deve ser ainda melhor. A assessoria tem como meta crescer 50%, com a realização de US$ 75 milhões de volume e 1.600 operações.

Fonte: Exame

Corretores veem aquecimento em 2017

03_corretor

O mercado imobiliário já começa a apresentar sinais de reação na economia. Além de lançamentos estarem acontecendo, especialistas do setor afirmam que 2017 deverá começar aquecido. Pelo menos essa é a opinião de corretores de imóveis, referendada pelo presidente da Associação dos Corretores e Empresas Imobiliárias de Sorocaba (Aceiso), Harley Mena. Com essa perspectiva positiva para esse setor da economia — importante para o desenvolvimento do País –, hoje se comemora o Dia do Corretor de Imóveis, 27 de agosto.

Harley Mena observa que o mercado imobiliário acompanha o ritmo da economia e que os preços estão sofrendo um alinhamento real. “Tivemos por quatro anos preços fora da realidade, mas estamos sentindo uma melhora nos últimos três meses. As pessoas estão acreditando mais no País e voltando a aplicar”, diz ele.

A profissão de corretor de imóveis é regulamentada há 38 anos pela Lei Federal 6.530, de 12 de maio de 1978. Esse profissional pode estar nas imobiliárias, construtoras ou como autônomo, isto é, sem vínculo algum com empresas, transformando-se num legítimo consultor imobiliário.

2 mil

A associação dirigida por Mena completou neste ano 23 anos de existência. Entre os mais de dois mil corretores em Sorocaba, Votorantim e cidades circunvizinhas, pelo menos 380 são sócios da Aceiso. Segundo ele, é importante essa sociedade, pois, além de fortalecer o segmento, garante aos associados uma série de benefícios e vantagens para atuar no mercado.

Para ser corretor de imóveis, não é necessário ser formado em um curso de nível superior, porém o candidato tem de fazer por cerca de oito meses um curso específico, chamado de curso técnico de Transações Imobiliárias.

Após esse curso, é submetido a uma avaliação para obter o registro profissional de trabalho do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP). “Aliás, orientamos que toda pessoa que precisar consultar um profissional, deve pedir a ele que apresente o registro no Creci, a fim de garantir que o corretor está legalizado”, aconselha Mena.

Fonte: Jornal Cruzeiro

Edifício de luxo mais alto de NY oferece descontos milionários

03_luxo

Aqueles que compraram apartamento na ultraluxuosa torre mais alta de Manhattan receberam descontos milionários, um sinal dos tempos nesse mercado inundado de residências caras.

No número 432 da Avenida Park, os compradores que assinaram contrato e concluíram aquisições neste ano conseguiram reduções médias de 10% no valor, segundo análise da empresa de avaliações imobiliárias Miller Samuel.

Em uma das grandes transações mais recentes a serem fechadas, uma cobertura no 88º andar foi vendida por US$ 60,9 milhões, com desconto de 20% e relação ao valor inicialmente buscado pelos construtores, mostram registros municipais de propriedades tornados públicos em 2 de dezembro.

Com o surgimento de uma série de novos projetos de luxo no horizonte da cidade, as incorporadoras dos edifícios que chegaram ao mercado mais cedo estão fechando negócios para se desfazerem das unidades antes que a concorrência se torne mais acirrada.

As vendas no 432 Park, uma torre de 426 metros localizada na Rua 57, perto da Park Avenue, começaram em 2012, quando o edifício era apenas uma ideia no papel. Agora, com a construção concluída, as aquisições podem ser fechadas e os construtores estão ressaltando isso, juntamente com os cortes nos preços, como forma de selar acordos com compradores que contam com muitas alternativas.

“Acho uma jogada inteligente”, disse Jonathan Miller, presidente da Miller Samuel. “É um reconhecimento do produto que está chegando depois desse.”

Cobertura de Sanders

A cobertura de US$ 60,9 milhões foi adquirida por Lewis Sanders, o ex-CEO da Alliance Bernstein Holding. O preço pago por ele pelo apartamento de 748 metros quadrados foi inferior aos US$ 76,5 milhões buscados inicialmente pelas incorporadoras Macklowe Properties e CIM Group.

Uma enxurrada de apartamentos de luxo está chegando ao mercado em Manhattan justamente em um momento em que o interesse dos investidores está diminuindo.

A expectativa era de que mais de 3.500 unidades recém-construídas seriam listadas para venda neste ano, segundo estimativa de setembro da corretora Corcoran Sunshine Marketing Group. Mais da metade delas é considerada de luxo ou precificada em mais de US$ 2.400 o pé quadrado (US$ 25.833 o metro quadrado).

Sanders, atualmente CEO da Sanders Capital, não deu retorno a uma mensagem telefônica em busca de comentário sobre a compra, pela qual assinou contrato em maio. Joey Arak, porta-voz do edifício, disse que a Macklowe Properties prefere não comentar as vendas do 432 Park.

A torre, cujo recorde de altura acabará sendo quebrado por outros dois edifícios que estão sendo erguidos nas proximidades, também vendeu sua unidade mais alta com desconto.

A compra de uma cobertura que ocupa todo o 96º andar foi fechada por US$ 87,7 milhões em setembro, mostram registros públicos. Ela havia sido listada para venda por US$ 95 milhões.

Essa transação foi uma das nove do 432 Park nas quais o comprador assinou contrato neste ano e recebeu desconto, segundo registros municipais das vendas concluídas.

Fonte: UOL

Brasileiros inovam e empreendem nos EUA

19_mercadodeluxo

Empreender nem sempre é fácil. Transformar uma ideia em algo concreto não é simples e exige esforço. O empreendedorismo está muito relacionado à inovação, onde o objetivo é criar algo novo e único ou inovar em algum setor que já existe.

A brasileira Mariana Valentim, fundadora da Cochic, está há mais de 10 anos na Flórida, e sempre trabalhou com eventos para a comunidade brasileira e norte-americana no sul da Flórida, servindo uma variedade de produtos típicos da cozinha brasileira. Após perceber a aceitação de petiscos brasileiros em solo americano, principalmente a coxinha, surgiu a ideia de profissionalizar o negócio e criar a Cochic – uma empresa que produz coxinhas gourmet de diferentes sabores para delivery e eventos em geral.

“A ideia foi criar uma nova linha gourmet do tão famoso aperitivo brasileiro no mercado americano”, enfatiza.

A Cochic Gourmet foi lançada ao público em setembro de 2016, em um grande evento em Boca Raton. A empresa trouxe ao mercado a novidade de coxinhas servidas em copinhos, em variados sabores: frango, presunto e queijo, milho e queijo, queijo, kielbasa, nutella e doce de leite.

Com preços acessíveis (1 copo, $6; 2 copos, $10 dólares), o produto logo fez sucesso e a barraca da Cochic teve fila de consumidores interessados em provar as delícias.

Sobre empreender nos EUA, Rafael Silva, marido e sócio de Mariana no empreendimento, destaca que não foi tão fácil passar pela parte burocrática para legalizar o negócio e colocar a ideia em prática na América.

“Talvez seja mais difícil do que no Brasil, tendo em vista o rigor maior para se conseguir licenças. Nem tudo é permitido aqui, como por exemplo, vender alimentos na rua. A fiscalização é mais rigorosa, tem multas se você não atua sob a lei, mas depois de tudo resolvido, o retorno também é garantido”, declara.

Além de trabalhar com delivery nas áreas de Deerfield Beach, Boca Raton e Pompano, e atuar em eventos, a ideia do casal de empreendedores é expandir o negócio e abrir uma loja física até o fim do ano em Deerfield Beach.

Água de coco: da caixinha para a garrafinha
Os brasileiros Mário Cebrian e Mário Caldas também inovaram e trouxeram para o sul da Flórida a água de coco vendida em carrinhos e servida in natura. Os empresários e sócios contam que a criação da Only Miami surgiu após idas e vindas aos Estados Unidos, onde perceberam que havia apenas a água de coco em caixinhas nos supermercados. “Desde a época que fiz high school através de um intercâmbio, em 1992, percebi que os americanos em geral consomem água de coco somente em caixinhas e isso me intrigava”, conta.

Mesmo na Flórida, um estado com grande quantidade de coqueiros, perceberam que a fruta era pouco ou raramente consumida ao natural e em sua maioria jogada fora.

“As empresas preferem comercializar a água de coco em caixinha, que fica na prateleira do supermercado por dois anos. Isso não é bom, a água de coco dessa forma não é natural, não faz bem pra saúde”, declara Cebrian.

Como a Flórida tem um clima quente e pela dificuldade em encontrar água de coco fresca e geladinha, servida no próprio coco ou em copos, como geralmente se vê no Brasil, os sócios decidiram trabalhar a ideia e, após pesquisarem sobre a viabilidade do projeto, resolveram trazer um carrinho do Brasil.

No entanto, para poder usá-lo em solo americano, foi preciso adaptá-lo conforme as instruções do Departamento de Agricultura da Flórida e fazerem cursos, até que em 2015 conseguiram a aprovação e começaram a comercializar o coco na praia de Sunny Isles.

“Foi o primeiro carrinho de água de coco licenciado e autorizado para vender em área livre, na praia ou na rua, em todo o estado”, conta.

Hoje, após passadas as etapas de implantação e aceitabilidade, o negócio está em expansão e a empresa conta com três carrinhos e quatro funcionários.

Questionados sobre como é empreender nos EUA, os sócios concordam que a parte burocrática de documentação e fiscalização é mais rigorosa que no Brasil. A Only Miami recebeu recentemente o selo de qualidade “Fresh from Florida” do Departamento de Agricultura estadual, um certificado para produtos locais, frescos e naturais.

A Only Miami comercializa a água de coco na praia em garrafinhas ou no próprio coco in natura, por $6 dólares, em alguns pontos de Sunny Isles, mas também participa de eventos pelas cidades da Flórida. “Temos recebido convite para participar de eventos de hospitais, academias e outros locais que promovem a saúde, uma vez que trabalhamos com um produto focado no bem-estar e na vida saudável. Esse é o nosso diferencial”, relata.

Cebrian conta ainda que estão à procura de parceiros para levar o negócio a outros pontos do estado e pretendem expandir ainda mais, com propostas para franquias para o primeiro trimestre de 2017.

Fonte: Gazeta News