Passeio de trem no Japão pode custar até R$ 30 mil

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Inaugurado no começo de maio, o Shiki-shima é um trem de luxo japonês que oferece viagens pelo custo de R$ 10 mil a R$ 30 mil. Apesar do preço salgado, engana-se quem pensa que o passeio tem pouca procura: o serviço está com lotação esgotada até março do ano que vem.

Projetado pelo designer Ken Kiyoyuki Okuyama, o trem tem capacidade para apenas 34 passageiros e chama a atenção pelo modelo futurista e visão panorâmica. Todas as refeições são preparadas por chefs estrelados. As acomodações são luxuosas, com lareira e banheira. Nada mal, não?

Fonte: Terra

Mercado do luxo já vale quase 5% do PIB. São 9000 milhões

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Foi em outubro do ano passado que Jo Ellison regressou a Portugal, após 15 anos sem visitar o país. A editora de moda do jornal britânico Financial Times veio ver com os próprios olhos os motivos para tanto burburinho. “O mundo inteiro quer visitar Portugal. O renascimento do país nos últimos anos é incrível”, conta em conversa telefónica com o Dinheiro Vivo, dias antes de aterrar em Lisboa, para onde quis trazer a Cimeira do Luxo, que arranca hoje na capital.

Depois de 12 anos a dar a volta ao mundo, os organizadores da FT Business of Luxury, que reúne os principais líderes do setor, quiseram perceber o segredo por trás da ascensão de Portugal como destino de luxo.

“A ideia de fazer o evento em Lisboa surgiu na cimeira do ano passado, em São Francisco, quando conversávamos sobre o incrível renascimento da cidade a nível cultural. E percebemos que todos partilhávamos a perceção de que Portugal, e Lisboa em particular, é hoje um dos melhores sítios para se estar e para aproveitar. Foi considerada pela Condé Nast Traveller como a cidade mais cool do mundo no ano passado, receberam a Web Summit em novembro, têm imensa arquitetura moderna e têm uma gastronomia incrível que está a ganhar popularidade”, sublinha Jo Ellison.

Das palavras aos atos foi um pequeno passo. “Fiz questão que a cimeira deste ano fosse em Portugal”, garante a britânica.

O setor do luxo não está a dar os primeiros passos no país, mas nos últimos cinco anos registou um crescimento sem precedentes. “O segmento não tinha qualquer expressão antes de 2012. Tudo o que está a acontecer hoje vem tudo do movimento do imobiliário, que depois gerou turismo”, explica Helena Amaral Neto, coordenadora dos cursos dedicados ao luxo do ISEG.

Não existem estudos concretos sobre o peso do setor como um todo na economia portuguesa, mas a especialista não tem dificuldade fazer as contas. “Só na componente imobiliária associada aos vistos Gold estamos a falar de 2,7 mil milhões de euros. Se juntarmos o turismo de luxo, o retalho, o setor automóvel, entre outros, chegamos facilmente a um valor de vendas global próximo dos 5% do PIB”, estima a docente. É qualquer coisa como 9000 milhões de euros.

Só no ano passado foram vendidas perto de 7500 casas consideradas de luxo em Portugal, ou seja, 20 imóveis milionários por dia, perto de 6% do total das propriedades vendias. Lisboa, Cascais, Sintra e Algarve estão no topo das preferências dos investidores, na grande maioria estrangeiros.

“Temos condições de luxo que não são comparáveis com qualquer capital europeia. Além de que no setor imobiliário somos muito baratos para o nível que temos. Dois milhões de euros não compram nem um T2 em Londres”, sublinha Helena Amaral Neto, que identifica uma tendência específica que terá vindo para ficar. “Costumo chamar-lhe a quarta invasão francesa”, brinca. É entre os gauleses que o estatuto de residente não habitual, criado em 2010, tem vindo a conquistar mais adeptos.

O regime que oferece uma década de benefícios fiscais atraiu mais de 10 mil estrangeiros em 2016. Um número que deverá triplicar este ano, caso se mantenha o ritmo registado nos dois primeiros meses do ano, em que foram feitos mais de seis mil pedidos. “A grande maioria são franceses e são do segmento alto, que vai alimentar o imobiliário de luxo”.

No retalho, as atenções estão todas viradas para Oriente. A criação de rotas diretas entre Portugal e China a partir do verão vai potenciar um mercado ainda por explorar. “Os chineses são dos principais consumidores de retalho de luxo da Europa. São turistas que organizam as viagens em função das compras. E compram na Europa porque lá os produtos de luxo custam quase o dobro, por motivos fiscais. Em Portugal temos uma vantagem adicional que é o IVA a 23%. Os clientes chineses podem pedir o reembolso, o que faz com que em Portugal as compras saiam ainda mais baratas”, explica a docente.

No primeiro trimestre do ano, segundo dados da Global Blue, cada cidadão chinês que fez compras em Portugal gastou em média 644 euros. A liderança continua a pertencer aos visitantes angolanos, que representam 38% das compras realizadas por cidadãos que não pertencem ao espaço europeu. Nos primeiros três meses de 2017, as compras tax-free aumentaram 51% face a 2016.

Não é só a venda de bens de luxo que está em alta no país. Aos pouco, Portugal está também a conseguir afirmar-se na produção de nível premium. “Há muitas marcas de luxo que começam a olhar para Portugal como opção para produzir roupa e sapatos. Acredito que em breve poderão competir com Itália, por exemplo”, refere Jo Ellison. A editora do Financial Times afirma ainda compreender a opção de estrelas como Michael Fassbender, Monica Belucci ou Eric Cantona, que recentemente compraram casa no país.

“As pessoas procuram Portugal devido à qualidade de vida. Sabem que vão comer bem, que o tempo vai estar incrível e que têm o mar sempre por perto. É um país que está a ser redescoberto também pelos portugueses. As pessoas reconhecem que o país tem imenso potencial para florescer. E o mercado do luxo está muito atento a isso porque sabe que Portugal não se restringe às lojas de marca para compras, vai muito além. Lisboa é o sítio ideal para se ter a experiência completa de uma vida de luxo. É a combinação perfeita entre o moderno e o tradicional”.

Prova de que Portugal está no epicentro do setor do luxo é a agenda dos próximos meses. No final de junho a capital recebe a INNOCOS Summit, um evento de dois dias dedicado ao setor da cosmética que contará com responsáveis de marcas como Chanel ou Estee Lauder.

Quem também escolheu Lisboa como palco da próxima grande conferência dedicada ao segmento foi o grupo Condé Nast, proprietário de publicações como a Vogue, GQ e Vanity Fair. O evento promete trazer a Portugal mais de 500 participantes entre 18 e 19 de abril do próximo ano.

Helena Amaral Neto destaca outro fator que está a colocar Portugal na rota dos milhões. “O contexto atual favorece-nos. As ameaças terroristas ou a situação política de países como Reino Unido, França ou Brasil tornam Portugal muito atrativo. A questão da segurança, que se calhar às vezes não valorizamos porque damos como adquirido, hoje em dia é um verdadeiro luxo”.

Fonte: Dinheiro Vivo

Feira de turismo de luxo revela novas tendências para mercado de viagens

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SÃO PAULO -­ Aberta oficialmente na terça­feira, a Travelweek by ILTM, feira de turismo de luxo que acontece no Pavilhão da Bienal, até sexta­feira (28/4) em São Paulo, divulgou uma pesquisa que identifica mudanças nas tendências dos viajantes dessa categoria, cujo mercado mundial cresceu 4% em 2016 atingindo um valor estimado em US$ 1,06 trilhão. Realizada pelo instituto Skift junto a marcas hoteleiras consagradas e hotéis independentes, a enquete mostra que, apesar do crescimento, o aumento na oferta de viagens e experiências diferentes faz com que seja necessário ampliar o leque de produtos e oferecer outros tipos de vivência para os turistas.

Intitulado “Construindo amor e fidelidade pela marca na hotelaria de luxo”, mostra que grandes acontecimentos mundiais, crises políticas e debates ambientais tiveram um efeito na forma como os turistas buscam novas experiências de viagem. Diante disso, sugere que três novas tendências surgirão no mercado de luxo: foco, simplicidade e transformação. Em outras palavras, resume o estudo, os viajantes não querem que escolham o que eles farão; querem um cardápio mais variado de experiências e vivências para ter o que escolher.

— Turismo de luxo não quer dizer apenas dinheiro — resume Simon Mayle, gerente da Travelweek São Paulo. —Tenho amigos que viajaram para o Irã e tiveram uma experiência fascinante. Então, tem a ver também com a vivência e com o intercâmbio cultural.
O relatório Skift mostra que, quando perguntado sobre como as atividades de viagem evoluíram nos últimos 3-5 anos, mais de 60% dos entrevistados afirmaram estar mais interessados em experiências de viagens que lhes dão uma nova perspectiva do mundo do que anteriormente.

Hotéis e grupos hoteleiros estão redefinindo e recriando seus cardápios de produtos e identidades visuais para alinhá-las com as novas tendências. O uruguaio Álvaro Valeriani, vice-presidente regional de vendas e marketing do grupo Hyatt, fez um paralelo com a rede Starbucks, que tem um vasto cardápio de cafés para oferecer aos clientes que fazem fila em suas lojas.

— Estamos fazendo a mesma coisa — explicou ele. — Nós temos várias marcas, que proporcionam experiências diversas para os nossos clientes. Antes, o conceito era diferente. Tínhamos um padrão para tudo, em todos os lugares. Comprávamos o mesmo lençol, da mesma marca, que era igual em todos os nossos hotéis. Hoje, já não é mais assim.

Fonte: O Globo

Após ‘saga’ de quase 20 anos, hotel de luxo abre as portas em parque de SP

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Ao abrir as portas hoje, o Palácio Tangará – hotel que pretende se tornar um novo templo do alto luxo em São Paulo – põe fim a uma saga de quase 20 anos que inclui um sonho frustrado de um empresário ambicioso, brigas entre sócios e uma obra que se tornou um “fantasma” que assombrou o Parque Burle Marx, na zona sul de São Paulo, durante 12 anos. Após ser comprado por um fundo americano e ter a administração assumida por um grupo alemão, o hotel inicia as atividades com um novo desafio: enfrentar a atual crise do setor de hospedagem no País.

O projeto, idealizado pela constutora Birmann, que foi referência no desenvolvimento de edifícios comerciais na capital paulista nos anos 1980 e 1990, foi comprado há quatro anos pelo fundo GTIS – antes, era uma sociedade entre o empresário Rafael Birmann e a Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil).

As obras foram iniciadas em 1998, mas a Birmann entrou em crise em 2000, o que levou à paralisação dos trabalhos em 2001. Uma disputa entre os sócios, aliada à dificuldade em encontrar um novo investidor, deixou a obra parada por mais de uma década. Durante anos, soluções foram buscadas para o projeto – entre os que olharam o ativo esteve a espanhola OHL.

No entanto, foi o americano GTIS que, em 2013, chegou a um acordo com Birmann. O empresário abriu mão do empreendimento para se livrar de dívidas. Já os 49% que pertenciam à Previ foram comprados por R$ 45 milhões, em acordo separado.

O fundo investiu na conclusão das obras – ainda faltavam 30% dos trabalhos – e fechou acordo de administração com a alemã Oetker Collection, referência em hotéis cinco estrelas. Para dirigir o Tangará, veio o executivo Celso do Valle, que participou do início da operação do Emiliano, em 2001.

Luxo. Segundo Valle, o objetivo da Oetker é entregar um novo conceito de luxo em hotelaria ao mercado paulistano. A diária dos quartos vai variar de R$ 1,6 mil a R$ 38 mil – o menor quarto do Tangará tem 47 metros quadrados e a maior suíte, 530 metros quadrados. “Todos os quartos terão vista para o verde do Parque Burle Marx. Ninguém vai abrir a janela e ver uma parede”, garante Valle.

Os hóspedes ainda contarão com duas piscinas aquecidas (uma delas coberta), academia, spa administrado pela francesa Sisley, bar de drinques e um restaurante com cardápio desenvolvido pelo “chef-celebridade” Jean-Georges Vongerichten, entre outros “mimos”.

Para se diferenciar no segmento de luxo – onde enfrentará a concorrência de rivais como Emiliano, Fasano e Unique –, o Palácio Tangará pretende atrair o público paulistano para suas instalações. A meta é que o restaurante, o spa, o bar de drinques e adega possam ser usados por quem não estiver hospedado no hotel. Outra aposta é um espaço de eventos que comporta até 400 pessoas – e já tem 15 casamentos fechados para os próximos meses.

Desafios. Após quase 20 anos em “gestação”, o Palácio Tangará chega não só no meio de uma crise econômica, mas também em um dos piores momentos recentes para o setor hoteleiro. Mesmo em São Paulo, mercado considerado “blindado” pelo turismo de negócios, houve um recuo de 20% em três anos, segundo Diogo Canteras, sócio-diretor da consultoria Hotel Invest. Hoje, segundo a consultoria, a taxa de ocupação dos hotéis em todas as capitais brasileiras está abaixo de 60% – o ponto de equilíbrio médio do setor é de 70%.

Além disso, segundo o consultor, o fator localização também pode pesar contra o Tangará. O bairro do Panamby, onde fica o hotel, costuma registrar engarrafamentos pela manhã – o que pode prejudicar o trajeto de altos executivos a seus locais de trabalho. Embora se trate de um projeto ambicioso, Canteras lembra ainda que há outras marcas consolidadas no segmento luxo na cidade. E a concorrência está prestes a ficar ainda mais pesada, já que a rede Four Seasons tem estreia marcada em São Paulo para 2018.

Fonte: Estadão

Genebra, a cidade do luxo onde uma casa chega a custar 65.500 euros por m2

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A Suíça é o país com mais ricos do mundo, o que se reflete no mercado imobiliário. No centro financeiro da cidade de Genebra uma casa chega a custar 65.500 euros por m2, segundo a imobiliária de luxo Engel & Völkers. No segundo lugar do ranking das cidades mais caras do país encontram-se Zurique e Zug, onde os preços atingem os 28.000 euros por m2.

De acordo com a mediadora alemã, a Rue des Granges, em Genebra, é a zona mais cara do país, sendo que os valores praticados (os já referidos 65.500 euros por m2) são muito mais elevados face aos verificados em Cologny ou Bellevue, onde um imóvel custa 42.000 euros por m2 e 33.000 euros por m2, respetivamente.

Já em Lucerna os preços da habitação rondam os 17.000 euros por m2, um pouco mais que em Basileia (13.000 euros por m2). Estas são as cidades suíças mais económicas para comprar casa, conclui a Engel & Völkers.

Fonte: Idealista

Virtuoso divulga estudo sobre mercado de viagens de luxo no Brasil

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O Virtuoso, empresa líder em conectar viajantes que buscam experiências de luxo com consultores em mais de 40 países, divulgou um levantamento sobre o mercado brasileiro feito em parceria com agências ligadas ao selo. Quase 100% dos entrevistados confirmaram que a crise política e econômica do País afetou de modo negativo as viagens de seus clientes.

No entanto, 38% dos entrevistados afirmaram que o volume de vendas em suas agências, em 2016, superou o ano anterior, em média de 5% a 10%. E outros 80% afirmaram que as vendas em janeiro deste ano superaram na mesma margem (5% a 10%) o mesmo período em 2016. Entre os destinos preferidos, as agências Virtuoso apontam a África do Sul, Japão e Portugal como emergentes, enquanto Estados Unidos e Itália seguem como os favoritos para viagens em família.

A importância dos consultores Segundo o estudo, a crise a que o País atravessa não está impedindo os viajantes de continuarem planejando suas viagens com o auxílio das agências e consultores em um mercado que continua a crescer. Cerca de metade das agências contrataram novos consultores para as equipes em 2016. Para estes, são oferecidos treinamentos especializados com foco nas técnicas de vendas, no conhecimento dos produtos e no tratamento com clientes de alto poder aquisitivo. Entre os maiores desafios encontrados pelas agências estão encontrar consultores qualificados, conquistar novos clientes e lidar com a competitividade da internet.

Benefícios de um mundo conectado
Para o Virtuoso, a internet e a tecnologia também são ferramentas que facilitam a colaboração global e aumentam a força e a visibilidade das agências Virtuoso. O poder de compra de uma agência na Austrália, que reserva uma grande quantidade de viagens para Bali, acaba beneficiando uma agência Virtuoso no México, que compra muito menos, mas cujos clientes terão os mesmos benefícios exclusivos reservados aos clientes da rede. “Este é o grande valor de uma rede como Virtuoso, para nossas agências e parceiros, e principalmente para o cliente. A tecnologia permite a todos estarem conectados uns aos outros”, explica Matthew D. Upchurch, CEO do Virtuoso.

A diferença no entanto, reside na conexão humana, no aconselhamento personalizado em uma viagem absolutamente segura e sob medida, e nos privilégios exclusivos para os clientes, impossíveis de se conseguir em uma reserva on-line e só obtidos com a assessoria de um consultor Virtuoso.

O efeito Trump
Ainda segundo o estudo, a nova política de imigração dos Estados Unidos não está afetando os brasileiros que seguem ao país em viagens de alto padrão. Sobre este tema, Upchurch destaca a importância da indústria turística em um nível global, não apenas pelo aspecto econômico, que tem se mostrado cada vez mais relevante, mas como uma força para o bem do mundo e da integração entre os povos.

Serviço
virtuoso.com

* Legenda da foto: Matthew D.Upchurch, CEO Virtuoso/arquivo HN/Hugo Massahiro Okada

Fonte: Hôtelier News

Novo hotel de luxo de São Paulo terá diária de quase R$ 10 mil

5_luxoCelso David do Valle, diretor do Palácio Tangará: obras aceleradas para a inauguração do hotel em maio (Germano Lüders/EXAME Hoje)

Dos prédios que sobem aos casarões que vêm ao chão, o único status permanente da cidade de São Paulo e de seus 12 milhões de habitantes é a própria impermanência. É no bairro do Panamby — uma área emblemática do avanço urbano posta em prática pela iniciativa privada nos início dos anos 1990, e colada à favela de Paraisópolis — que surgirá mais um símbolo da transfiguração infindável da cidade. É o luxuoso hotel Palácio Tangará — situado em um terreno que já teve de tudo: chácara, devaneios de amor de um industrial e de uma nobre alemã, brigas com a prefeitura e um projeto com envolvimento da Previ. A abertura está prevista para maio.

O Palácio Tangará será o primeiro hotel da categoria “luxo premium” da cidade. Serão 141 apartamentos com diárias entre 1.575 e 9.630 reais. EXAME Hoje visitou as obras do local, que seguem em ritmo acelerado, e pôde verificar as facilidades que estarão disponíveis: um moderno centro de fitness, spa, duas piscinas (uma delas no subsolo do hotel), salas de reunião, salão de festas para 530 convidados — que já começou a ser procurado para casamentos — e um espaço exclusivo de entretenimento para crianças.

Na gastronomia, o bar, o lounge bar e o restaurante contarão com a assinatura de Jean-George Vongerichten, dono de 30 restaurantes pelo mundo, sendo o principal deles um estabelecimento com três estrelas no Guia Michelin que leva o seu nome, em Nova York. Para o transporte de hóspedes e convidados, veículos Mercedes-Benz estarão disponíveis — embora também haverá a possibilidade de alugar uma Ferrari ou uma moto Harley-Davidson, por exemplo.

“No final do dia, o típico hóspede corporativo está louco para voltar ao quarto de hotel. O que nós queremos é que os hóspedes estejam loucos para voltar ao hotel e não apenas ao quarto”, afirma Celso David do Valle, diretor geral do Palácio Tangará. Além da possibilidade de tomar um coquetel à beira da piscina ou agendar uma hora de massagem no spa, a aposta no sucesso do empreendimento está em sua localização, cercado pela vegetação nativa do Parque Burle Marx, além da sua linha arquitetônica neoclássica, lembrando, de fato, um palácio. “É uma situação única na cidade. O hóspede se sente praticamente num resort. É um oásis de tranquilidade em São Paulo. Não se ouve um barulho aqui”, diz Valle.

A história da região é uma trajetória comum no desenvolvimento acelerado da cidade, em que sonhos e demolições surgem com a mesma velocidade. O local era uma propriedade, a chácara Tangará, do industrial, playboy e jet setter Baby Pignatari, um membro do clã Matarazzo. Nos anos 1950, Pignatari encomendou a Oscar Niemeyer uma residência para ele e sua segunda esposa. O casamento naufragou e o projeto foi paralisado.

No começo da década de 1960, Pignatari tentou retomar a obra como presente para a sua terceira mulher, a atriz, socialite e princesa alemã Ira von Fürstenberg. Acostumada com as praias do sul da França e os castelos da Baviera, ela se recusou a morar em local que, quando pronto, pareceria mais com uma fazenda do que com um palácio. Do projeto original, sobreviveu apenas o jardim (hoje público) quadriculado de Burle Marx — reformado com o surgimento do parque a partir do acordo entre os criadores do empreendimento imobiliário do Panamby com a prefeitura, nos anos 1990.

A ideia de um hotel no terreno contíguo ao parque data de 1999. Na época, a construtora Birmann e o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, a Previ, se juntaram para abrir um spa de luxo no local. Com os problemas financeiros enfrentados pela construtora, o projeto foi paralisado três anos depois. Sobrou apenas um esqueleto de concreto no local. O gigante neoclássico abandonado fez parte da paisagem do parque até 2013, quando o fundo americano GTIS comprou o terreno e o prédio, decidindo por terminar o projeto do hotel.

Redes do luxo
Apesar do investimento inicial, cujo valor não foi revelado, ser do fundo GTIS, a construção e futura operação do hotel ficará a cargo da Oetker Collection, o braço hoteleiro do conglomerado alemão Oetker — dono, entre outros coisas, de fermento e gelatina em pó e da empresa de transporte marítimo Hamburg Süd. O Tangará será o nono hotel do grupo, o primeiro na América Latina — com exceção de um empreendimento no Caribe. Entre as famosas propriedades da Oetker Collection está o lendário Hotel du Cap-Eden-Roc, na riviera francesa, que abriga celebridades desde os anos 1920 e foi imortalizado pelo escritor F. Scott Fitzgerald no romance Suave é a Noite, de 1934, como o Hotel dos Estrangeiros.

“Fazia tempo que São Paulo merecia e precisava de um hotel de luxo como o Palácio Tangará. Algo que tenha história e extremo bom gosto”, afirma Carlos Bernardo, professor do curso de Hotelaria da Universidade Anhembi Morumbi. Segundo Bernardo, os hotéis de São Paulo classificado como upscale — Fasano, Emiliano e Unique — embora sejam hotéis de altíssimo padrão, não atendem ao gostos de uma parcela mais refinada e exigente de clientes. “Não se trata apenas de sheiks árabes e chefes de estado, mas empresários muito bem-sucedidos que, em vez de irem ao exterior para fecharem seus negócios, poderão fazer seus negócios por aqui”, diz.

Outras grandes redes internacionais também perceberam que havia uma demanda reprimida por hotéis de “luxo premium” em São Paulo. A Rosewood Hotels, por exemplo, deve inaugurar em 2019 um hotel com 150 quartos na Cidade Matarazzo — o projeto de 1,5 bilhão de reais de requalificação do antigo hospital próximo da Avenida Paulista. A arquitetura será do vencedor do prêmio Pritzker Jean Nouvel e decoração do badalado designer Philippe Starck. Antes disso, em 2018, será a vez da rede canadense Four Seasons abrir sua unidade em São Paulo, em uma nova região de prédios comerciais criada pela Odebrecht e chamada de Parque da Cidade.

“A chegada dessas novas redes também mostra que é importante não descuidar de um público que preza pela qualidade do serviço”, diz Bernardo. Segundo o professor de hotelaria, as inaugurações recentes no mercado brasileiro tinham uma preocupação em demasia com estadas de baixo custo e em como atrair a geração Y.

Mas os números mostram que é possível crescer no setor dos super-ricos. Segundo a consultoria Zion Market, especializada em hotelaria, o setor de hotéis de luxo deve se expandir no mundo nos próximos anos. A projeção é que o mercado cresça de 158 bilhões de dólares em 2016 para 194 bilhões em 2021. O motivo para o crescimento, segundo a empresa, é que o estilo de vida dos países mais ricos tende a aumentar nos países emergentes, pressionando a necessidade de hotéis de luxo para férias e reuniões de negócio.

Apesar de futuros concorrentes, o diretor geral do Tangará acredita que há espaço para todos na cidade de São Paulo, que se firmará de vez com um destino tanto de estrangeiros como dos endinheirados brasileiros. O Brasil tem 155.000 milionários e 64.500 estão na cidade — sendo 950 deles com uma fortuna superior a 30 milhões de dólares, segundo a consultoria Knight Frank Research.

Com clientes desse nível socieconômico, a preocupação mesmo é, por enquanto, com a experiência que será oferecida quando o hotel abrir. “O bem-estar não é o algodão egípcio no lençol, o travesseiro de pluma de ganso ou o Jean-George comandando nossa gastronomia. O momento da verdade está em propiciar uma experiência única ao hóspede”, diz Valle. Só que com um pressão adicional no caso de hotéis como o Tangará: “não ser uma experiência boa, é péssimo. Nota 7 não é para este empreendimento”. Ainda mais com uma conta que pode passar de 9.000 reais.

Fonte: Exame

O mercado de luxo e o turismo

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No momento, em que as empresas de turismo buscam novos segmentos,para um melhor desempenho econômico, o mercado de luxo pode ser uma solução,se bem trabalhado, sobretudo levando em consideração o novo perfil do milionário que viaja, que cada vez mais deseja passar desapercebido, em função das questões de segurança.

O turista que faz parte de tal mercado quer ter uma experiência diferente daquelas ofertadas por empresas convencionais. Um exemplo hoje é a Emirates, que além de criar um terminal para passageiros de executiva e primeira em Dubai, tem um spa-o primeiro dentro do seu A 380,um serviço de limousine para seus passageiros chegarem e saírem do aeroporto, além de uma sala só para a primeira classe. Devemos entender que a Asia e o Oriente Médio foram se estruturando, de forma profissional, como os mordomos 24 horas no Burj Al Arab, para citar outro exemplo da opulência das viagens ou ainda os apartamentos dentro dos aviões da Eithad. Há uma preocupação muito grande também com a capacitação dos recursos humanos,que devem atender um novo perfil.como escolas voltadas para a gestão dos empreendimentos.

O Brasil, por exemplo, está engatinhando na indústria do luxo, no turismo. Temos uma dificuldade muito grande com a qualificação de pessoal, excetuando São Paulo, que já conta inclusive com um MBA em gestão do luxo. Os hotéis e restaurantes do Rio acabam importando gestores ou tendo um tratamento fora dos padrões exigidos pelos valores cobrados. Devo confessar que o Fasano e o Copacabana Palace conseguiram um modelo eficaz de tratamento de tais hospedes.Não devemos confundir milionários com novos ricos que se hospedam em hotéis ou pseudo cantores e artistas vips que querem exigir comportamentos desumanos dos colaboradores, como proibir os funcionários de olhá-los.

A hotelaria foi criando andares exclusivos para atendimento desde o check in até o café da manhã e happy hour para seus clientes preferenciais assim como os cruzeiros voltaram a introduzir o conceito de primeira classe em alguns navios,com tratamento diferenciado. O grande problema é conviver dentro de um mesmo espaço geográfico com dois públicos distintos. Cria-se uma situação incomoda,como por exemplo as cortinas que separam as classes superiores nos aviões ou ainda a utilização dos banheiros privativos em tais classes tarifárias e a espera que desembarquem,antes da econômica. São providências que devem ser inseridas na operação de forma quase que desapercebida pelos demais clientes.

O referido mercado quer criatividade. Busca encontrar experiências gastronômicas de consumo e de compras, compartilhadas com os ricos locais. Não querem fazer parte das estatísticas de milhares de turistas que fazem fila na porta das grandes lojas parisienses, como a Louis Vuiton. O próprio AIRBNB se deu conta de que poderia atender um publico de maior poder aquisitivo e hoje inclui mansões em sua plataforma, com serviços adicionais. O cliente de luxo sabe que não é o preço que faz o luxo mas o luxo,que faz o preço. A prestação de serviço que busca e muitas vezes imaterial seguida de um bom conhecimento da cultura local e suas características. Um tour de compras em Dubai com mulheres nativas ricas permitiu que o mundo entendesse, por exemplo, que há roupas especiais feitas por grandes costureiros como Dior,para as mulheres islâmicas, que escondem parte do corpo, por motivo religioso. O mercado de luxo não pode ser medido apenas pelo fator financeiro,mas sobretudo pela aculturação que deve ser interiorizada por pessoas que viajaram muito e que deveriam ser mais abertas para a diversidade.

Vivemos um novo mundo em que sobrenomes,aparecimento em colunas sociais em demasia foram substituídos por uma sobriedade, capaz de identificar o novo consumidor de luxo.Muito viajado,ele também gosta de negociar valores mas ainda prefere a consultoria de um agente de viagens,na hora das novas descobertas mas que tenha a capacidade de oferecer algo mais relevante do que uma primeira classe ou um hotel de luxo, como um comprometimento com a sustentabilidade criativa,que norteia os novos negócios de turismo.

Imóveis: Melhora no mercado de alto padrão

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Para Jerônimo Neto, 2o vice-presidente do Creci-CE, a tendência é que o mercado imobiliário melhore, principalmente dos de primeira linha. “O que a gente está vendo muito por aí, é as pessoas buscando um financiamento pelo Minha Casa, Minha vida, com imóveis de até R$ 300 mil. O mercado hoje está saturado com esse valor, porque esse tipo de cliente só vai sair do aluguel para um financiamento de 100 mil ou 200 mil, pagando uma parcela de R$ 1.500 a R$ 2.000, por exemplo. Esse recurso vai trazer de volta esse nicho de cliente que quer buscar recurso mais fácil para financiar seu imóvel”.

Júnior Melo, diretor comercial da Normatel Incorporações, conta que ainda é muito cedo para avaliar os impactos desta ação na economia, mas sem mantém otimista em relação ao aquecimento do mercado. “A gente não consegue mensurar o impacto disso ainda, pois não temos ideia do quanto será injetado na economia cearense. É diferente quando a Caixa libera R$ 10 milhões para a construção civil e, desse valor, uma parte vem para o nordeste, por exemplo. Mas nesse momento, que está todo mundo apertado, esse recurso será muito bem-vindo”.

Segundo o diretor, a mudança ainda não alterou o calendário comercial da incorporação, mas ele não descarta medidas de acordo com o potencial da demanda. “A gente já vem percebendo um movimento interessante no comércio, um amento da confiança do consumidor. À medida que fomos vendo uma movimentação mais forte, nada impede que utilizemos ações mais agressivas para atrair o cliente”.

Fonte: O Povo

Demanda por hospedagem de luxo cresceu 25% no Brasil

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Dados da Expedia apontam que a demanda por hospedagem de luxo está em ascensão no Brasil. Em comparação com 2015, as reservas feitas através do site em hospedagens classificadas com quatro e cinco estrelas cresceu 25% no País.

A maior parte das reservas comercializadas pela OTA foram para Rio de Janeiro, São Paulo e Foz do Iguaçu, mas a Expedia destaca que a Praia do Forte, na Bahia, registrou o dobro de demanda em 2016.

A maioria das reservas ainda é feita pelo público nacional, que cresceu 55% em 2016, quando comparado com o ano anterior. Entre os viajantes internacionais, turistas dos Estados Unidos correspondem a quase 50% da demanda. No Rio de Janeiro, eles são responsáveis por um terço das reservas totais, que contabilizam brasileiros e estrangeiros.

Os argentinos estão crescendo neste segmento, com aumento de 70% no número de viagens de luxo ao País em relação a 2015.

A Expedia aponta Brasília como o local ideal para crescimento desse mercado. A diária em um hotel cinco estrelas na cidade teve valor médio de R$ 346 em 2016, cerca de 40% menos do que outras regiões do País.

Fonte: Patriotas