Vendas de imóveis sobem 40% em julho, mostram Fipe e Abrainc

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No acumulado do ano, as vendas líquidas somaram 37.571 unidades, aumento de 20,3% frente o mesmo período do ano passado

São Paulo – O mercado imobiliário mostrou expansão nas vendas e nos lançamentos em julho, bem como recuo dos distratos, de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em parceria com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) e divulgada nesta segunda-feira, 18.

A pesquisa mostra que, em julho, as vendas líquidas (já descontados os distratos) totalizaram 5.130 unidades, crescimento de 40% em relação ao mesmo mês do ano passado. Os distratos foram de 2.821 unidades, retração de 35%. Os lançamentos totalizaram 6.628 unidades, um salto de 182%.

Com os dados positivos de julho, o mercado imobiliário mantém a trajetória de recuperação das operações. No acumulado do ano, as vendas líquidas somaram 37.571 unidades, aumento de 20,3% frente o mesmo período do ano passado. Dicionário do mercado imobiliário: Conheça 16 termos super importantes do setor com a Racon Patrocinado 

No acumulado do ano, os distratos atingiram 20.643 unidades, queda de 22,3%, e os lançamentos alcançaram 30.530 unidades, recuo de 3,5%.

No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em junho, as vendas líquidas foram de 63.749 unidades, alta de 11,6%. Os distratos totalizaram 39.790 unidades, baixa de 15,4%, e os lançamentos alcançaram 37.158 unidades, alta de 9,4%.

Os dados da pesquisa abrangem imóveis novos, dos setores residencial, comercial e loteamentos de 20 empresas associadas à Abrainc, com atuação em diversos estados e concentração na região Sudeste.

Fonte: Exame

Bancos reduzem juros do crédito imobiliário e acirram concorrência com a Caixa

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Taxas cobradas pela Caixa deixaram de ser as mais baixas do mercado. Com a queda da Selic, juro médio do financiamento da casa própria caiu para abaixo de 10%.

Com os sucessivos cortes na taxa básica de juros (Selic), o juro para o crédito imobiliário nas linhas mais procuradas está em queda no país. Em muitos bancos, as taxas anuais já recuaram para o patamar de um dígito. Segundo dados do Banco Central, a taxa média para financiamento da casa própria para pessoas físicas caiu 2 pontos percentuais em 1 ano, passando de 11,2% em junho de 2016 para 9,2% em junho deste ano. E, segundo analistas ouvidos pelo G1, a tendência continua de queda.

JURO

Depois do último corte promovido pelo Banco Central no juro básico da economia, atualmente em 9,25% ao ano, Bradesco, Banco do Brasil e Itaú anunciaram reduções nas suas linhas para financiamento da casa própria. O Santander anunciou no começo de julho a diminuição das suas taxas.
Com o movimento, as taxas cobradas pela Caixa Econômica Federal – líder no segmento, com participação de mercado de quase 70% – deixaram de ser as mais baixas do mercado nas linhas com recursos da poupança.
Procurada pelo G1, a Caixa não comentou se estuda uma redução dos juros do crédito imobiliário. Em entrevista à Reuters no começo do mês, o vice-presidente de habitação da Caixa, Nelson Antonio de Souza, descartou repassar neste momento o corte da Selic para as taxas de juros em novos contratos de financiamento imobiliário.
Na quarta-feira (16), a Caixa Econômica Federal anunciou somente a redução do percentual que poderá ser financiado nas linhas para a compra de imóveis novos, de 90% para 80% do valor do imóvel, o que representa, na prática, uma maior restrição para empréstimos, sobretudo para aqueles consumidores com pouca capacidade de poupança.
Veja abaixo as taxas mínimas anunciadas pelos principais bancos para clientes nos empréstimos pelo Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) e pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), com recursos da poupança, e na linha pró-cotista do FGTS:

BANCOS

As taxas de juros variam conforme os diferentes tipos de financiamentos imobiliários. Aqueles realizados pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e pela linha pró-cotista costumam ter as taxas mais baixas, já que são regulados pelo governo e utilizam recursos da caderneta de poupança e do FGTS. O nível e tempo de relacionamento com o banco, valor do imóvel, bem como o perfil e renda do consumidor também costumam influenciar diretamente os juros cobrados.

No Banco do Brasil, linha pró-cotista ainda não esgotou

Subsidiada com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a linha pró-cotista é hoje a que cobra os menores juros para quem não se enquadra nas regras do programa Minha Casa Minha Vida. Mas desde julho a linha está esgotada na Caixa e a previsão é que seja retomada apenas em 2018,
Além da Caixa, o Banco do Brasil é o único que oferece a pró-cotista. E lá a linha continua disponível, com taxa de 9% ao ano + TR, inclusive para não clientes. “Pra que não tem relacionamento com o banco, a linha também está disponível, mas a pessoa vai ter que passar pelo processo de abertura de conta e aprovação de análise de crédito”, afirma o diretor da área de crédito imobiliário do BB, Edson Cardozo, sem revelar o montante ainda disponível.

Para o exercício de 2017, o governo disponibilizou R$ 7,54 bilhões para a linha pró-cotista, sendo R$ 6,1 bilhões o orçamento previsto para a Caixa. Procurado pelo G1, o Ministério das Cidades informou que a proposta orçamentária para 2018 somente será apreciada em outubro pelo Conselho Curador do FGTS.

Aumento da disputa

O Banco do Brasil começou a atuar no segmento de crédito imobiliário em 2009 e ocupa atualmente o posto de segundo banco que mais financia imóveis no país, com participação de cerca de 9%. A carteira de crédito imobiliário do BB cresceu R$ 3 bilhões ou 8% em 1 ano, totalizando em junho R$ 43 bilhões (soma das liberações menos as liquidações).
Embora afirme que a estratégia do BB para o segmento não está baseada em participação de mercado, o banco tem procurado aumentar o tamanho da sua carteira de crédito imobiliário e, segundo Cardozo, a continuidade da trajetória de queda da Selic tende a aumentar a disputa entre os bancos.
“Com a queda da taxa Selic, com certeza vai aumentar o apetite do mercado para o financiamento imobiliário, que tende a liderar o crescimento do crédito da pessoa física no país”, afirma o diretor do BB.
Para Luiz Eduardo Veloso, diretor executivo do Itaú Unibanco, a redução dos juros contribui para estimular a procura por crédito imobiliário e, consequentemente, para uma recuperação do setor. “A expectativa é de um movimento melhor neste segundo semestre devido à redução de taxas, mas ainda muito discreto”, diz. “Enxergamos uma recuperação mais significativa no segundo semestre de 2018, em linha com as perspectivas de geração de empregos e volta de confiança do brasileiro”, completa.

QUEDA

Crédito em queda e demanda ainda fraca

Este é o terceiro ano seguido de queda no volume de crédito concedido para compra e construção de imóveis. O crédito com recursos da poupança para compra e construção de imóveis somou R$ 20,6 bilhões de janeiro a junho, queda de 9,1% em relação ao mesmo período de 2016, segundo a Abecip.
Mantida a previsão atual de queda de 3,5% no ano, os bancos devem conceder R$ 45 bilhões em 2017, o que seria o pior nível desde os R$ 40 bilhões apurados em 2008. Em 2014, último ano de alta, os financiamentos somaram R$ 112,9 bilhões.
Pelo 2º ano consecutivo, os financiamentos com recursos do FGTS têm superado os das linhas com recursos da poupança, totalizando R$ 31 bilhões no 1º semestre, mesmo montante registrado nos primeiros 6 meses do ano passado.

Nas linhas de crédito imobiliário com recursos da poupança, a Caixa fechou o semestre com participação de 43%, fatia superior a registrada no consolidado de 2016 (38%), seguida por Bradesco, Itaú, Santander e Bando do Brasil.
Entre os fatores que também podem contribuir para aumentar o crédito imobiliário nos próximos meses estão a melhora dos indicadores de emprego e de confiança de empresários e consumidores, e também a tendência de reversão do movimento de fuga de recursos da caderneta de poupança, que financiam boa parte das linhas oferecidas pelos bancos.
Em julho, os depósitos superaram os saques na caderneta de poupança em R$ 2,33 bilhões, no terceiro mês seguido em que a modalidade registrou entrada líquida de recursos. No acumulado em 7 meses, entretanto, ainda houve saída líquida de R$ 9,95 bilhões da poupança.
Pelas regras atuais, os bancos são obrigados a destinar 65% do total de recursos dos depósitos de poupança para o crédito imobiliário.

BANCOS 2

Momento é bom para comprar?

O presidente da Fenaci (Federação Nacional dos Corretores de Imóveis), Joaquim Ribeiro, avalia que a perspectiva de reduções consecutivas da Selic abre espaço para que os bancos façam novas reduções nas taxas do crédito imobiliário. A média dos analistas de mercado espera uma taxa básica de 7,5% ao ano para o fechamento de 2017.

“Em financiamentos de longo prazo, uma queda de 1 ponto percentual já é muito significativa, mas eu acredito que os juros devem cair mais ainda e que os bancos irão acompanhar a Selic”, afirma.
Para o presidente da Abecip, Gilberto de Abreu Filho, a demanda por crédito imobiliário já dá sinais de reação e a tendência é que os juros acompanhem a taxa básica de juros. “A perspectiva de queda da Selic é uma unanimidade no mercado. Então, na medida em que o custo do dinheiro cai, o banco tem a possibilidade de repassar isso para o consumidor”, afirma.

Para o diretor executivo de estudos e pesquisas econômicas da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, quem tiver um pouco mais paciência e “sangue frio” pode conseguir taxas mais baixas até o final do ano. “Como a tendência é de queda de juros, eu diria espere um pouco, para ter uma noção melhor de mercado e conseguir uma redução que vai influenciar todo o financiamento pelo frente”, diz o analista, lembrando que a taxa contratada é válida para todos os anos de vigência do contrato.
O presidente da Fenaci alerta, entretanto, que com um aumento da procura por imóveis e da atratividade desse tipo de investimento, os preços tendem a voltar a subir.

“Quem tem dinheiro e pode assumir um financiamento, o melhor momento é comprar agora por conta dos preços convidativos e do número ainda alto de ofertas. Quem dita o mercado ainda é a velha lei da oferta e procura”, resume.
O preço médio de venda de imóveis residenciais recuou 0,15% em julho ante junho, na quinta retração mensal consecutiva, acumulando baixa de 0,38% em 2017, segundo pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o portal Zap. Somente no ano passado, os preços tiveram queda real (descontada a inflação) de mais de 5%.

Fonte: G1

 

Casa própria pelo celular é aposta do Santander

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O Santander já oferece o financiamento da casa própria pelo celular. O banco acaba de lançar uma plataforma que permite aos clientes a possibilidade de contratar o crédito imobiliário online, do início ao fim do processo.

Os interessados podem simular, aprovar o crédito, enviar os dados e os documentos necessários pelo celular ou computador. Só será necessário ir à agência no momento da assinatura do contrato, já que é necessário registrar o contrato no Cartório de Imóveis competente. Com isso, estima-se que o prazo médio para a finalização do processo cairá dos atuais 60 dias para apenas 30.

Além disso, os interessados conseguem acompanhar o andamento de cada etapa do contratação – simulação, análise de crédito, análise técnica, contrato e liberação de recursos – pelo Internet Banking ou diretamente no aplicativo do Santander. O cliente será informado, por e-mail ou SMS, se precisa enviar documentos, quais os avanços no processo e o que falta para que o recurso seja liberado mais rapidamente. O sistema ainda permite a conexão entre canais, em qualquer etapa do negócio.

Gilberto Abreu, diretor de Crédito Imobiliário do Santander, explica que é possível iniciar o processo em uma agência, por exemplo, e dar andamento nos canais eletrônicos, de uma forma sempre simples e intuitiva. Esse conceito é conhecido como autoservice, e tende a dar mais fluidez à contratação do crédito, já que o cliente é avisado online dos prazos para o envio da documentação.

Fonte: Mercado Imobiliário

Mercado imobiliário registra alta nas vendas do 1º semestre

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Setor, enfim, fechou seis meses com boa notícia: 32.465 unidades vendidas, aumento de 17,8% frente o mesmo semestre do ano passado.

O mercado imobiliário vem mostrando recuo dos distratos e crescimento nas vendas líquidas ao longo do ano, de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em parceria com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).

A pesquisa mostra que, em junho, as vendas líquidas (já descontados os distratos) totalizaram 7.458 unidades, crescimento de 14,8% em relação ao mesmo mês do ano passado. Os distratos foram de 2.822 unidades, retração de 26,3%. Os lançamentos totalizaram 9.214 unidades em junho, queda de 9,9%.

Com isso, o mercado completou o primeiro semestre com vendas líquidas de 32.465 unidades, aumento de 17,8% frente o mesmo semestre do ano passado. Nesse período, os distratos atingiram 17.785 unidades, queda de 20%, e os lançamentos alcançaram 30.530 unidades, recuo de 3,5%.

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Foto: Nilton Fukuda/Estadão.

Mercado completou o primeiro semestre com vendas líquidas de 32.465 unidades, aumento de 17,8% frente o mesmo semestre do ano passado.

No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em junho, as vendas líquidas foram de 63.749 unidades, alta de 11,6%. Os distratos totalizaram 39.790 unidades, baixa de 15,4%, e os lançamentos alcançaram 68.703 unidades, alta de 2,5%.

Apesar do recuo nos distratos, as vendas líquidas ainda foram menores do que os lançamentos, o que manteve o estoque praticamente estável. No fim de junho, havia 119.997 unidades disponíveis para venda, montante 2,1% maior do que o registrado um ano antes. Considerando o ritmo atual de vendas, seriam precisos 15,2 meses para liquidar esse estoque, segundo pesquisa da Abrainc/Fipe.

Os dados abrangem imóveis novos, dos segmentos residencial, comercial e loteamentos, desenvolvidos por 20 empresas associadas à Abrainc, com atuação concentrada em diversos Estados e concentração na Região Sudeste. Os dados abrangem imóveis novos, dos segmentos residencial, comercial e loteamentos, desenvolvidos por 20 empresas associadas à Abrainc, com atuação concentrada em diversos Estados e concentração na Região Sudeste.

Fonte: Estadão

O momento é para comprar na planta, usado ou alugar?

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Veja as vantagens e desvantagens de adquirir um imóvel usado, novo ou na planta ou até mesmo avaliar o adiamento do negócio.

Há cerca de um ano, a arquiteta Fabiana Rocha, de 42 anos, decidiu trocar a cobertura em que vivia no Jardim Aeroporto por um espaço maior. Alugar não era uma opção, comprar na planta tampouco. Segundo ela, decorar um imóvel zerado aumentaria em 20% o preço da aquisição, investimento que foi poupado com a escolha de um apartamento usado.

No entanto, com a taxa de juros em um dígito e com previsão de fechar 2017 em 7,5% ao ano, o financiamento não se torna mais atrativo? A resposta, segundo especialistas, é depende.

O crédito imobiliário de fato tende a cair, mas esse tipo de operação deve considerar o risco inerente à compra de algo que ainda não existe, alerta o planejador financeiro Jaques Cohen. “A obra pode atrasar, ser embargada e, na pior das hipóteses, nem ser entregue.”

Ele lembra que as incorporadoras estão enfrentando um alto número de “distratos” – cerca de 50% dos lançamentos de médio e alto padrão foram devolvidos nos últimos 12 meses – pode comprometer a capacidade de entrega das empresas. A projeção de quanto sairão, ao final, as prestações exigidas pelo fluxo de caixa (o que se paga antes da entrega das chaves) é outro ponto que costuma ser ignorado, diz Cohen.

As parcelas são corrigidas mensalmente pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que pode alterar substancialmente o montante final. Foi o que aconteceu com o químico Diego Clemente, de 31 anos, e sua noiva, a analista de sistemas Bárbara Mariza, de 25. O casal assinou o contrato para adquirir na planta um apartamento de 70 m² em Cotia, na Grande São Paulo, há três anos. Na época, o imóvel sairia por R$ 322 mil. A poucos meses do final da obra, o valor já estava estimado em R$ 390 mil.

Eles foram ao stand de vendas do empreendimento, que está com 50% de estoque, dizem, e simularam uma aquisição. Se comprassem hoje uma unidade idêntica, teriam de desembolsar R$ 318 mil. “Eu me senti lesada e exigimos o mesmo desconto”, conta Bárbara.

A empresa se negou, mas após ameaça de distrato por parte dos compradores, concordou em abaixar para R$ 322 mil o preço final. “Acho que se fosse fechar um negócio agora, daria preferência para um imóvel pronto ou usado, porque na planta sempre há surpresas. Internamente, está bem fiel ao que vimos na perspectiva, mas as áreas comuns e os acabamentos estão aquém”, afirma Diego.

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Além de poder avaliar o imóvel já finalizado, quem opta pelo usado tem margem de negociação maior. “A crise econômica colocou os vendedores numa situação menos confortável”, afirma o professor de Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Fábio Gallo.

Diretor de vendas da Imobiliária Lello, Igor Freire diz que os proprietários estão mais flexíveis. “Estão falando sim até para permutas com imóveis menores ou carros como entrada.” Gallo alerta, porém, para os inconvenientes de imóveis antigos, como a necessidade de reformas. Mais: estar atento à documentação da propriedade e sondar se o condomínio precisa de reparos é fundamental.

Aluguel. Se a ideia é comprar um imóvel, mas a mudança não precisa ser imediata, o conselho do professor de Gestão Financeira da PUC-SP Paulo Romaro é esperar. “Assumir uma dívida de longo prazo em meio à crise, com risco de desemprego, pode ser imprudente.” Neste caso, ele diz que o aluguel deve ser considerado.

Cohen aponta, ainda, outra possibilidade: aplicar em papéis do Tesouro a diferença entre o que iria para o financiamento e o valor pago no aluguel. Ao final do período de investimento, a pessoa terá uma boa entrada e um colchão que diminuirá o sufoco gerado por parcelas maiores, como as anuais.

Mas se o comprador estiver com as finanças estáveis, os lançamentos estocados são mais vantajosos.
“Não há os riscos de construção e a taxa de condomínio já tende a estar fixada. A oportunidade é excelente”, avalia Gallo.

A psicóloga Marisa Provetti, de 59 anos, e o marido Elcio Inhe, administrador de 65 anos, conseguiram R$ 200 mil de desconto na compra à vista de uma unidade em estoque. Eles utilizaram suas reservas para fazer o negócio. O apartamento de 150 m², na Vila Mascote, zona sul, saiu por R$ 1,2 milhão.
“Se tivéssemos precisado vender o imóvel onde morávamos para adquirir este, o negócio não seria tão bom, o mercado está desvalorizado, certamente teríamos perdido dinheiro”, afirma Inhe.

O casal tenta há três meses alugar o imóvel anterior, mas não recebeu nenhuma proposta. “Estamos dos dois lados”, diz Marisa. “Conseguimos um preço ótimo pelo novo. Agora, como proprietários, não temos uma solução para o antigo.”

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A psicóloga Marisa Provetti escolheu comprar um apartamento novo estocado e conseguiu R$ 200 mil de desconto
Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Bianca Soares, Especial para O Estado

Fonte: Estadão

Fundos imobiliários se recuperam e sinalizam a retomada do setor

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Após o fraco desempenho entre 2013 e 2015 devido à crise econômica, os fundos de investimento que aplicam recursos no setor imobiliário esboçaram recuperação em 2016 e podem oferecer ganhos mais expressivos aos investidores neste ano.

Com cotas negociadas em Bolsa, esse tipo de aplicação rendeu em média 32,3% no ano passado, conforme o índice Ifix, que reflete o desempenho dos fundos imobiliários mais negociados. Em 2017, acumulam retorno de 10,5% até a sexta­feira passada (12).

A volta dos rendimentos atraentes nesse segmento está diretamente relacionada a sinais recentes de possível retomada da economia, como o ciclo de redução da taxa básica de juros (Selic) iniciado em outubro de 2016.

Na prática, a queda dos juros afetou a rentabilidade das aplicações de renda fixa, levando os poupadores a buscar opções de investimentos mais rentáveis.

Os fundos também reagem à expectativa de uma melhora no mercado imobiliário. Entre os especialistas, o consenso é que o pior momento já passou, mas há desafios a serem enfrentados.

“Após um período de forte queda, a previsão é de estabilização no preço dos imóveis. Mas isso deve acontecer se a crise política não influenciar a recuperação econômica”, afirma o economista Luiz Calado, autor do livro “Imóveis” (Editora Saraiva).

ALTERNATIVA

Com aplicação de recursos em escritórios, shopping centers, agências bancárias, hospitais e hotéis, entre outros empreendimentos, os fundos imobiliários são uma alternativa mais barata para quem deseja investir em imóveis ­ em alguns casos, a aplicação mínima é de apenas R$ 100.

O investidor pode lucrar com a valorização das cotas na Bolsa, processo igual ao de compra e venda de ações. Entretanto, assim como ocorre com as ações, os preços também podem cair.

Outra vantagem é que muitos fundos oferecem rendimento mensal, isento de Imposto de Renda para pessoa física. “É uma opção de geração de renda com foco na aposentadoria”, diz Mauro Calil, especialista em investimentos do banco Ourinvest.

Para reduzir riscos, especialistas recomendam optar por carteiras diversificadas, compostas por imóveis de diferentes setores e regiões.

Com a crise, muitas empresas reduziram o quadro de funcionários e optaram por espaços menores, levando a um aumento no número de imóveis vagos.

“No Rio de Janeiro, por exemplo, construíram muitos prédios, mas como a economia não teve o ‘boom’ esperado com o pré­sal e a Olimpíada, os imóveis ficaram sem inquilino e, consequentemente, os preços caíram”, afirma André Lassance, da XP Investimentos.

Como os imóveis ficaram relativamente mais baratos, o investidor voltou a prestar atenção nesse investimento, com perspectiva de ganhos no longo prazo, à espera da ercuperação da economia.

VACÂNCIA

O cenário otimista esperado para fundos imobiliários não vale para todas as aplicações. A regra básica é pesquisar a qualidade e a localização do imóvel antes de investir neste tipo de produto.

“Ainda há fundos com alta vacância”, diz Anita Scal, sócia da área de investimentos imobiliários da Rio Bravo.

No caso dos fundos que investem em shoppings, a valorização depende do movimento varejista. Contratos de aluguel têm uma parcela fixa e uma variável, atrelada ao faturamento dos lojistas.

Mas o varejo não tem exibido sinais positivos.

Em março, as vendas caíram pela 24ª vez na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo o IBGE. E, endividados, 25% dos paulistanos não iriam presentear mães neste domingo (15), segundo a FecomercioSP.

Produtos que investem em agências bancárias também merecem atenção redobrada.

Com a tendência de fechamento de agências, o retorno dos fundos imobiliários no segmento pode deixar a desejar, aponta Raul Grego, analista da Eleven Financial.

“O potencial de valorização e pagamento de dividendos no longo prazo é maior para fundos que investem em shoppings e edifícios comerciais”, afirma o analista.

Grego também vê boas oportunidades em prédios comerciais: “Há ativos excessivamente desvalorizados”.

Enquanto o setor vivia seu auge, em 2012, houve excesso de oferta de imóveis, lembra Demetrios Freitas de Araujo, analista da Rio Bravo Investimentos.

Fonte: Folha

Mercado imobiliário: compras à vista crescem no primeiro trimestre

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RIO ­- Depois de anos de economia, o advogado Sérgio de Almeida Silva, de 54 anos, decidiu, pela primeira vez, comprar um imóvel como investimento. Buscou, pesquisou, negociou e adquiriu em dezembro um apartamento no Centro. À vista.

— Negociamos por três meses e conseguimos baixar muito o preço, sem explicitarmos que pagaríamos à vista. No final, demos a tacada final informando que teríamos determinado valor e a construtora acabou aceitando — explica ele, que pretende alugar o apartamento.

A exemplo de Sérgio, as construtoras e imobiliárias perceberam o aumento do número de clientes no primeiro trimestre que compraram sem financiamento, atraídos pelos descontos e facilidades aplicados pelas empresas para redução do altíssimo estoque.

Responsável comercial pela incorporadora MDL no Rio e São Paulo, Fernando Trotta diz que a empresa tem registrado bons índices de vendas à vista, em relação aos últimos anos. Segundo ele, no primeiro trimestre de 2017 foi realizado o dobro de transações na modalidade, em comparação ao mesmo período no ano passado. Os números, ele afirma, já estão próximos a patamares de 2013.

— Os juros mais altos do financiamento e o poder de barganha dos consumidores despertaram esse comportamento — avalia ele. — Fora isso, quando as pessoas observam as notícias ruins em torno do cenário econômico, tentam comprar imóveis por antecipação, já que entendem que são moeda forte. Tem muita gente tirando o dinheiro do banco e investindo nestes bens, principalmente nos que já estão prontos.

MAIS DINHEIRO EM CAIXA

Segundo Trotta, os imóveis de dois quartos na faixa de R$ 400 mil a R$ 500 mil lideram as vendas, concentradas em bairros como Madureira, Jacarepaguá, Taquara e Freguesia.

— A gente tem negociado muito. Não estamos de cabeça fechada para as propostas do cliente. Estamos oferecendo até fluxo direto para quem não pode negociar com o banco — relata ele.

Na Brookfield, no ano passado, 8% das compras foram à vista. Enquanto isso, no primeiro trimestre de 2017, este percentual aumentou para 11%. Além disso, a empresa observou que, desde dezembro, os clientes optam por pagar um valor maior de entrada no imóvel.

— A percepção do comprador mudou. Ele agora acredita que o preço dos imóveis atingiu um menor patamar e que este tipo de investimento tende a se valorizar com a queda dos juros e a melhora na economia — explica Frederico Kessler; diretor de Incorporação da Unidade RJ, da Brookfield Incorporações.

Segundo Paulo Pôrto, professor do MBA Gestão de Negócios Imobiliários e da Construção Civil da Fundação Getúlio Vargas, esta tendência existe, embora ainda que não seja algo tão disseminado. Para ele, a liberação das contas inativas do FGTS contribuiu em parte para isso, já que que o dinheiro pode ter sido o impulso que faltava para quem já tinha algum dinheiro guardado para comprar um imóvel. E unir o útil ao agradável no cenário atual está valendo a pena.

— Como as incorporadoras estão com estoques altos, as pessoas conseguem fazer ótimos negócios à vista, barganhando descontos nesta modalidade de compra — afirma ele.

GARANTIA DE NEGÓCIO

Mesmo quem ainda não tem o valor integral do imóvel, mas chega perto disso, pode pegar carona neste movimento. Pôrto dá as dicas:

— Quem tem 80% do montante pode tentar negociar o financiamento do valor restante direto com a empresa. Dando uma entrada robusta e optando por parcelamentos mais curtos, de até cinco anos, o cliente pode conseguir taxas de juros de 8% a 9%, que são mais baixas do que as praticadas pelos bancos atualmente, girando em torno de 11%.

Mas ele lembra que, para conseguir essas condições, o cliente vai precisar dar alguma garantia à empresa. Pode ser um terreno, um segundo imóvel ou aquela casa de praia.

O vice-presidente do Sindicato da Habitação do Rio de Janeiro (Secovi-Rio), Leonardo Schneider, diz que as empresas estão se esforçando para “fisgar esses peixes”.

— Com o cenário de instabilidade econômica, as pessoas estão com medo de comprometer a renda com financiamentos. E quem tem dinheiro guardado está aproveitando os descontos — afirma ele. — As construtoras, por sua vez, estão oferecendo mais agilidade para o fechamento do negócio. É o caso de feirões realizados com a presença de cartórios no local e dos brindes na forma de mobiliário e cozinha equipada.

Na Tao Empreendimentos, que tem muitas construções na Zona Norte, também houve crescimento no pagamento à vista. No entanto, na opinião da presidente da empresa, Tanit Galdeano, este aumento tem relação com uma mudança na postura dos futuros compradores:

— Hoje em dia, o consumidor se prepara melhor financeiramente e faz a compra com consciência. Busca na internet, compara, pesquisa e faz um planejamento para comprar à vista ou para dar uma grande entrada. E, assim, o incorporador pode ser mais generoso no desconto.

CAUTELA DE COMPRA

Os enormes condomínios construídos foram o legado olímpico para o mercado imobiliário. Não à toa, Barra e Recreio estão com alto estoque e a possibilidade de barganha para compra à vista é maior nestas regiões. Mario Amorim, diretor geral da Brasil Brokers no Rio, observa que o perfil é de compradores que tenham algum outro patrimônio e estão trocando de posição, saindo de mercados mais maduros para bairros com muita promoção.

— Ele vende um na Zona Sul e pode adquirir dois imóveis à vista nestas outras regiões — cita ele.

A professora da área de finanças da Escola de Negócios PUC­Rio Graziela Fortunato é especialista em mercado imobiliário e explica o quadro que vem se desenhando:

— Como estão com muito estoque, as incorporadoras passaram a oferecer descontos. E isso atraiu o público, porque os preços praticados anteriormente eram muito altos. Mas no mercado financeiro, por outro lado, os juros começam a cair. E quem tem dinheiro investido vai observar isso. Somando esses dois fatores, as pessoas começam a entender que é um bom momento para comprar à vista.

Ela ressalta que, por ser imprevisível, o mercado financeiro é avaliado a partir de tendências. E uma das hipóteses é que essa queda de juros diminua as taxas praticadas no financiamento também. E com uma possível retomada dessa modalidade de compra, os preços dos imóveis podem voltar a subir.

Para quem enxerga o mercado imobiliário como uma boa opção de investimento, Graziela recomenda cautela nas avaliações.

— Ao apostar num imóvel, o investidor perde a sua liquidez. No mercado financeiro, se precisar do dinheiro, é possível resgatá­-lo com rapidez. Já no imobiliário, isso depende de fatores como a venda do bem — ilustra ela, acrescentando uma última recomendação: — Também não vale a pena aplicar todo o recurso disponível num único tipo de investimento. O melhor é diversificar.

DICAS

Barganha. Para quem está com dinheiro no bolso, o momento é favorável. Mas cuidado: não vale sair comprando o primeiro imóvel que aparecer pela frente. O ideal é pesquisar bastante e pechinchar descontos na hora de fechar o negócio.

Quase lá. Quem não tem o valor global do imóvel também pode se beneficiar do momento, desde que tenha uma boa parte deste montante. Nestes casos, um financiamento direto com a incorporadora pode ser uma alternativa.

Onde buscar. As regiões da cidade com as melhores oportunidades de barganha são a Zona Oeste e a Zona Norte. Na Zona Sul, os consumidores quase não sentirão essas diferenças de preço e negociação.

Brindes. Além dos descontos, há empresas oferecendo benefícios como mobiliário e eletrodomésticos nos apartamentos comprados. Busque a melhor oportunidade.

Eventos. Fique de olho nos eventos do tipo “feirão”. Muitas vezes, as incorporadoras praticam preços menores nestes locais do que nos estandes e decorados. Além disso, têm lançado mão de facilidades como a instalação de cartórios para deixar as transações ainda mais ágeis.

Fonte: O Globo

Secovi-SP reitera projeção de crescimento de 5% a 10% no mercado imobiliário

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O presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Flávio Amary, reiterou nesta terça-feira, 14, a projeção de crescimento de 5% a 10% nas vendas e nos lançamentos do mercado imobiliário residencial da capital paulista em 2017. “Estamos no fim de um ciclo de baixa e iniciando um ciclo de recuperação”, afirmou, durante entrevista à imprensa.

A perspectiva de crescimento neste ano já vinha sendo citada pelo sindicato desde o fim de 2016, em meio aos primeiros sinais de melhora do quadro econômico nacional e estabilização política. Nesta terça, Amary afirmou que esse ambiente de melhora tem se confirmado, com manutenção na trajetória de queda da inflação e da taxa de juros, elementos que devem estimular a comercialização de imóveis daqui para frente. Por outro lado, ele destacou que o setor só voltará a reaquecer, de fato, com a volta da criação de empregos e a recuperação da renda da população, o que é esperado apenas para o segundo semestre deste ano.

Se a projeção de crescimento do mercado imobiliário em 2017 for confirmada, representará uma virada para o setor, que diminuiu de tamanho por três anos consecutivos. De acordo com dados publicados hoje pelo Secovi-SP, os lançamentos de imóveis residenciais em São Paulo somaram 17,6 mil unidades em 2016, queda de 23,3% em relação às 23,0 mil unidades de 2015. Em 2014, os lançamentos atingiram 34,0 mil unidades, e em 2013, 34,2 mil.

Já as vendas de imóveis residenciais novos na capital paulista totalizaram 16,0 mil unidades em 2016, retração de 19,7% frente às 20,1 mil unidades comercializadas em 2015. Em 2014, as vendas somaram 21,6 mil unidades, e em 2013, 33,3 mil. Com esse resultado, as vendas em 2016 foram as mais baixas da série histórica, com início em 2004.

O economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, observou que os níveis de comercialização chegaram a um nível muito abaixo da média, o que indica que há uma grande demanda reprimida. “É justamente essa demanda que voltará a reaquecer o mercado em algum momento futuro”, explicou.

Petrucci acrescentou que o sindicato cogita elevar, em junho, a projeção de crescimento no mercado imobiliário ao longo do ano, dependendo do ritmo de recuperação da economia brasileira, mas frisou que não espera nova retração no setor. “Nos meses anteriores, nós considerávamos a possibilidade de rever essa projeção para baixo, dado o nível elevado de incertezas. Agora, se mudarmos a projeção, é mais provável que seja para cima. Seguramente, o fundo do poço foi o ano passado.”

Fonte: Isto É

Imóveis: Melhora no mercado de alto padrão

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Para Jerônimo Neto, 2o vice-presidente do Creci-CE, a tendência é que o mercado imobiliário melhore, principalmente dos de primeira linha. “O que a gente está vendo muito por aí, é as pessoas buscando um financiamento pelo Minha Casa, Minha vida, com imóveis de até R$ 300 mil. O mercado hoje está saturado com esse valor, porque esse tipo de cliente só vai sair do aluguel para um financiamento de 100 mil ou 200 mil, pagando uma parcela de R$ 1.500 a R$ 2.000, por exemplo. Esse recurso vai trazer de volta esse nicho de cliente que quer buscar recurso mais fácil para financiar seu imóvel”.

Júnior Melo, diretor comercial da Normatel Incorporações, conta que ainda é muito cedo para avaliar os impactos desta ação na economia, mas sem mantém otimista em relação ao aquecimento do mercado. “A gente não consegue mensurar o impacto disso ainda, pois não temos ideia do quanto será injetado na economia cearense. É diferente quando a Caixa libera R$ 10 milhões para a construção civil e, desse valor, uma parte vem para o nordeste, por exemplo. Mas nesse momento, que está todo mundo apertado, esse recurso será muito bem-vindo”.

Segundo o diretor, a mudança ainda não alterou o calendário comercial da incorporação, mas ele não descarta medidas de acordo com o potencial da demanda. “A gente já vem percebendo um movimento interessante no comércio, um amento da confiança do consumidor. À medida que fomos vendo uma movimentação mais forte, nada impede que utilizemos ações mais agressivas para atrair o cliente”.

Fonte: O Povo

A casa própria não é mais o sonho do brasileiro? Entenda as mudanças do mercado imobiliário

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CEO da empresa que criou o “seguro fiança grátis” comenta o momento e as perspectivas para o Brasil neste mercado.

SÃO PAULO – Para muitos brasileiros que vivem de aluguel (/assuntos/aluguel), esta deixou de ser a única opção e passou a ser uma escolha puramente matemática. Para Gabriel Braga, CEO e co-fundador da Quinto Andar, realmente vivemos no país um momento em que vale mais, financeiramente, a pena alugar do que comprar um imóvel.

Sua empresa organiza anúncios de aluguel e oferece “seguro fiança grátis” aos locatários, tornando-se, ela própria, a garantia para o proprietário. Segundo essa visão, ela foi criada em um período oportuno. Ao mesmo tempo, o CEO acredita que a proposta não deve deixar de ser relevante depois da saída da crise, por uma questão de mudança de mentalidade.

“É uma parte de uma mudança econômica, uma parte de mudança cultural das pessoas darem um peso maior para facilidade de acesso, para flexibilidade que isso traz para ela do que a necessidade de segurança de ter um ativo fixo ali”, disse o empreendedor, em entrevista ao Podcast Rio Bravo. Confira a íntegra abaixo.

Conte para a gente um pouco do insight inicial para criar a Quinto Andar. Como surgiu a empresa?

A motivação inicial para criar o Quinto Andar é basicamente do problema em si que é o aluguel no Brasil hoje. Algo que tanto eu como o André, meu sócio, a gente vivenciou do nosso lado pessoal. Eu vim de BH para São Paulo em 2006 e morei em alguns apartamentos aqui, sempre foi algo muito trabalhoso. É difícil de achar as informações que você quer online, então você gasta muito tempo visitando imóveis errados. Depois que você acha um imóvel, você tem que conseguir um fiador, e eu não tinha familiar nenhum aqui em São Paulo, então eu tive que lutar para conseguir isso. Então você tem que pagar um seguro-fiança que era muito caro e acaba inviabilizando o processo.

 Em 2006, esse seguro-fiança ainda era muito caro ou já era muito caro?

Já era muito caro. E ainda é muito caro. Enfim, isso foi em 2006, passou um tempo e em 2012 estávamos eu e o André fazendo MBA nos Estados Unidos e a gente estava discutindo sobre isso e aí ele também tinha passado por experiências muito frustrantes, e daí surgiu a ideia do Quinto Andar. A gente falou: ‘Por que que precisa ser tão burocrático, tão ineficiente, o processo de alugar um imóvel, sendo que a gente deveria ter muito mais flexibilidade, facilidade de mudar e o estilo de vida das pessoas está se modernizando?’. A minha mãe ficou 30 anos no mesmo imóvel, mas eu já morei em ‘N’ lugares diferentes, dentro de São Paulo mesmo. Às vezes você muda de escritório, você quer mudar, então deveria ser mais fácil isso. Aí nasceu a motivação por simplificar esse processo e não passa além do que a gente tinha visto em outros lugares do mundo, inclusive Estados Unidos, Europa, tudo. Porque não era basicamente simplificar a busca, a pesquisa do imóvel e trazer informações online. Era simplificar todas as etapas: a busca, as visitas, a transação em si e depois a locação, o período que você fica no imóvel, a administração do serviço que você tem de suporte durante esse período. E daí nasceu a Quinto Andar, uma plataforma que simplifica e facilita isso do começo ao fim.

Especificamente para o nosso ouvinte ter em mente o funcionamento, como é que a Quinto Andar se estabelece para o usuário – para quem quer fazer a locação – e também para quem quer oferecer o imóvel?

Do ponto de vista do inquilino que vai mudar para o imóvel, começa tudo na busca do imóvel. Então você está vindo para São Paulo e você quer um novo apartamento. Normalmente você tentaria procurar online, mas você gastaria muito tempo fazendo isso, porque as informações não são tão confiáveis ou atualizadas, tem muito imóvel duplicado, os filtros você não consegue selecionar direito, as fotos não te trazem muita informação, então você acaba disparando um tanto de e-mails para corretores, que também não têm uma ferramenta boa para pesquisar em um banco de dados e você e o corretor acabam perdendo muito tempo visitando um tanto de imóveis que não são aquilo que você quer. E aí, depois desse processo, você vai ter uma negociação que acaba tendo um intermediário nessa negociação entre você e o proprietário, você não sabe se a conversa está indo exatamente nas palavras e tudo que você quis e, como eu falei, depois você vai ter que enfrentar o problema das garantias, locatícios, fiador, seguro-fiança…. Além disso, você ainda vai ter que ir ao cartório para assinar o contrato físico, que cada apartamento é um contrato diferente.

Então do ponto de vista do inquilino, ele entra no site do Quinto Andar e pesquisa com muito mais nível de detalhes do que ele teria hoje nas outras opções que tem na internet. Então tudo que você tentaria explicar para um corretor te ajudar a pesquisar, você vai conseguir pesquisar sozinho. Isso pode ser dez horas da noite, pode ser domingo, pode ser qualquer horário, de qualquer lugar, do seu celular. Acaba sendo um serviço que está disponível 24 horas por dia, sete dias por semana. Você vai pesquisar os imóveis que a gente tem no mapa, que é o único que tem no Brasil. Então você vê as localizações no mapa para não perder tempo.

Você consegue ter filtros específicos, por exemplo, eu quero perto do metrô, independente do nome do bairro. E aí, na medida em que você vê fotos profissionais sobre aqueles imóveis, as 40 fotos que mostram todos os detalhes, o objetivo não é só ficar mais bonito, mais agradável para o usuário, mas mais transparente. Ele vê todos os detalhes e não perder tempo visitando imóvel que não vai atender à necessidade dele. E aí você gostou de um imóvel, em vez mandar um email, de tentar telefonar e ficar nesse vaivém, só funcionar nas horas comerciais, você clica no botão e escolhe um horário para agendar a visita online imediatamente.

De novo: pode ser 10 horas da noite, pode ser duas horas da manhã. O horário que você quiser procurar, você resolve esse problema imediatamente, você agenda e vai encontrar com um corretor credenciado pelo Quinto Andar no imóvel. E aí, uma analogia com a Uber. Esse corretor tem um aplicativo nosso. Tem horários em que ele está disponível, nosso sistema faz essa alocação de corretor para cada visita e o próprio usuário dá um review para esse corretor e, se ele gosta do corretor, ele vai dar cinco estrelas, aquele corretor vai conseguir mais clientes. Se ele por acaso não gosta do corretor, ele vai dar o feedback para o corretor, e aí a gente consegue automaticamente selecionar os melhores corretores do mercado. E na fase de negociação, você negocia diretamente com o proprietário nas suas palavras e, depois de ser aprovado em crédito, você consegue alugar sem a necessidade de uma garantia locatícia. O que é isso? A gente criou o seguro-fiança grátis.

O seguro-fiança sempre foi a melhor garantia para o proprietário, porque é uma seguradora por trás, é uma coisa confiável, previsível, você não vai ter que ter um fiador pessoa física que você vai ter que sair cobrando atrás. Mas, por outro lado, ele era muito caro, o que inviabilizava a negociação. Então quando a gente fez o seguro-fiança grátis, ele ficou bom para o proprietário e muito bom para o inquilino também. E aí você consegue alugar assim, e você assina o contrato eletronicamente sem precisar ir a um cartório. Depois que você se muda, a gente vai te dar toda assistência enquanto você estiver lá. Do lado do proprietário, ele também tem a conveniência de controlar todo esse processo e estar atualizado sobre o que está acontecendo através do celular dele. Então, em vez de ficar um monte de corretor ligando, incomodando o tempo inteiro, ele controla ali. “O seu apartamento ainda está disponível para visitas? Sim ou não”, “Você aceita essa proposta? Sim ou não”, e tudo operando através do smartphone dele. Mas fundamentalmente a gente muda a dinâmica de agilidade para ocupar o imóvel dele e dá segurança em trazer um bom inquilino, e ele vai ter previsibilidade de que vai receber o aluguel no dia combinado, não importa o que acontecer.

Como a gente é a única solução do mercado desenhada para o problema de aluguel, o aluguel – costumo falar – é o patinho feio do mercado imobiliário, ele sempre é um inside business, alguma coisa que não é o foco principal das empresas que atendem esse mercado, a gente não. A gente falou: “olha esse problema e como eu desenho a melhor solução para isso”. E aí, juntando essas facilidades que tem para o inquilino, a gente acaba atraindo um volume muito grande de inquilinos, o que dá muito mais agilidade na ocupação dos imóveis para o proprietário. Significa dinheiro  mais rápido. O imóvel parado vai ser prejuízo para ele. Mas também o proprietário não quer dor de cabeça, então se a gente simplesmente ocupa o imóvel, pode ser que ele teria… Ele vai ficar com o pé atrás ou com uma dor de cabeça de eventualmente ter um inquilino inadimplente. Por isso a gente tem a garantia, que dá para ele a certeza de que ele vai receber o aluguel no dia combinado. Se o inquilino não pagar, a gente adianta para ele e a gente vai cobrar do inquilino.

Qual é o tamanho do risco para a Quinto Andar nesse trâmite em ocupar esse espaço que antes era do seguro-fiança?

A gente tem um seguro, então a gente é um facilitador desse processo, mas existe uma seguradora por trás que dá toda solidez necessária para esse negócio. Então não existe uma apólice de seguro para cada contrato de locação. A diferença básica é que a gente assume esse custo do prêmio do seguro em si e a gente não cobra isso nem do inquilino nem do proprietário.

A remuneração pelo nosso serviço é exatamente a mesma que as imobiliárias tradicionais cobram. Então a gente basicamente herdou o mesmo modelo que o mercado já está acostumado a funcionar. Só que como a gente não tem uma série de custos que as imobiliárias têm, por exemplo eu não tenho loja física, a agilidade com que a gente consegue  ocupar os imóveis é muito maior, então a minha taxa de conversão é muito melhor, o corretor é muito mais produtivo, uma série de processos internos são muito automatizados ou totalmente self-service para o cliente, então a estrutura de custo acaba sendo diferente e a gente costuma falar aqui que a gente pega o economics do negócio e fala: onde realmente tem valor para o cliente? E a gente vê que a garantia tem muito valor para o proprietário, mas ela pode ser muito onerosa para o inquilino. Se a gente conseguisse reduzir o preço dessa garantia ou como a gente fez, fazer com que ela ficasse grátis, seria o melhor dos mundos para os dois lados, e foi isso que a gente fez.

O Brasil é um país onde a compra da casa própria ainda é um sonho de muita gente. Vocês percebem o perl dos clientes de vocês principalmente nas grandes cidades  mudando nesse sentido?

Com certeza. Esse é um ponto muito interessante. De fato, o aluguel é uma necessidade para muita gente. Muitos inquilinos precisam morar de aluguel, os proprietários recebem aquilo ali. E aí, dentro dessa necessidade, é aquilo: “Eu tenho que fazer isso, mas é extremamente burocrático, mas eu não tenho outra opção, vou fazer”.

Mas o que a gente vem vendo, na verdade, é as pessoas, por opção, querendo alugar. E às vezes a pessoa teria condição de comprar o imóvel, ela fala: “Não, eu já fiz a minha conta aqui, e hoje vale mais a pena eu deixar o dinheiro aplicado no banco e alugar o imóvel, e vai sobrar dinheiro”.

De fato, vale a pena?

Nesse momento, sim, mas tem oscilações econômicas, depende da taxa de juros, da taxa de financiamento, da rentabilidade das aplicações que ele vai ter. Enfim, isso pode oscilar de tempos em tempos, mas a princípio faz sentido. Mas a sua pergunta é mais no sentido da mudança cultural das pessoas, o que acho mais interessante.

Como eu falei no início, a minha mãe ficou 30 anos no mesmo lugar, ainda está lá, eu acho que não vai sair. Mas o que a gente vê da população mais jovem é uma mobilidade muito maior. Então dentro da cidade de São Paulo, se você trabalha perto da Faria Lima, você quer morar perto da Faria Lima. Se você vem para a Paulista, provavelmente você vai tentar mudar de lá, porque você não quer ficar tanto tempo no trânsito. Ou você muda de necessidades, você é solteiro e quer morar em um apartamento pequenininho, que não vai te dar muito trabalho, e daí você casa e tudo, e você não quer imobilizar aquele dinheiro ou você vai precisar de um apartamento diferente. Ou você muda de cidade para estudar, para trabalhar, e isso acontece muito mais frequente hoje em dia do que há dez, 20, 30 anos atrás. E daqui para frente a gente acha que isso vai, na verdade, até acelerar.

É uma parte de uma mudança econômica, uma parte de mudança cultural das pessoas darem um peso maior para facilidade de acesso, para flexibilidade que isso traz para ela do que a necessidade de segurança de ter um ativo fixo ali, “eu tenho a minha casa própria”. Não, “eu tenho dinheiro no banco, eu prefiro gastar com viagem ou com estudo, investir em alguma outra coisa, mas eu não preciso dessa impressão de segurança de ter a casa própria”. É uma outra analogia que eu faço também com a Uber. Até pouco tempo atrás, era um sonho ter um carro, o adolescente queria ter um carro. Hoje em dia você pergunta para os adolescentes, eles vão dizer que vão de Uber. E ele não está preocupado em ter o carro mais.

Mas isso só aconteceu, só virou a chavinha na cabeça das pessoas, quando de fato tinha uma solução melhor e mais barata do que ter um carro. Enquanto não tem uma inovação tecnológica, enquanto o empreendedorismo não oferece de fato uma solução, isso não muda. No processo atual onde o aluguel é super burocrático, tem que ter o fiador, pagar muito caro pelo seguro-fiança e tem todos os desdobramentos disso, às vezes realmente é mais fácil você ficar quieto em um lugar só. Eu acho que quando a gente simplifica isso, a gente vai ver mudanças no comportamento das pessoas, como a gente já tem visto.

Falando ainda dessa questão geracional, existe um perl do cliente da Quinto Andar? É possível falar nisso ou ainda é prematuro, na sua avaliação?

É muito interessante, porque ele não é um perfil demográfico. Em geral, os inquilinos são mais novos, faz sentido isso e aqui tem uma parcela maior disso, mas o que a gente observa é que é muito mais uma questão comportamental do que demográfica, de idade, socioeconômica, alguma coisa assim. Tem muitos proprietários que às vezes são mais velhos, mas eles valorizam muito a conveniência de controlar o negócio no celular. E às vezes eles estão superocupados no dia a dia e não querem uma interrupção durante o horário comercial, de pessoas ligando para ele, que é o modelo antigo de funcionar. E se ele controla tudo pelo telefone, mas sem falar com ninguém, ele vê isso de maneira muito conveniente. E aí se ele é um proprietário disposto a usar um celular para controlar várias coisas da vida dele, ele é o nosso cliente, independentemente da idade, da classe econômica. A mesma coisa a gente vê com inquilinos. A gente tem todos os tipos. Tem pessoas que estão indo para a faculdade, estão alugando pela primeira vez, tem pessoas que alugam várias vezes, tem famílias, tem estrangeiros que vêm para o Brasil, mas essencialmente essas pessoas que estão dispostas a usar um smartphone para simpliᗤ�car a vida e acreditam num modelo mais fuído.

Existe algum tipo de resistência por se tratar de uma startup e não necessariamente uma imobiliária mais tradicional? Vocês enfrentam isso?

Isso é natural, né? Tem sempre aquelas pessoas que adoram novidade e estavam muito frustradas com o modelo antigo e estão mais dispostas a experimentar primeiro, e tem aquelas que esperam um pouquinho mais para ver isso. Então a gente viu isso ao longo da evolução do Quinto Andar. A gente começou em 2013, e a gente fez um teste na cidade de Campinas. Então no começo éramos eu e o André, meu sócio, a gente ligando para os clientes, comecei conversando com eles, até porque a gente queria aprender. E aí eles ficavam: “Onde é o escritório?”, “Quero ir aí para tomar café com vocês”. Eu falei: “Pode vir, mas o que isso vai mudar?”. Mas era compreensível.

E ao longo do tempo isso foi melhorando e melhora muito rápido. Hoje a gente vê a receptividade das pessoas. Na verdade, inverteu. Faz muito menos importância onde é o nosso escritório, se ele já conversou pessoalmente com a gente, se ele tomou um cafezinho, se ele foi com a minha cara ou não do que o que os nossos clientes estão falando. Então, se você tem um amigo que foi inquilino ou proprietário pelo Quinto Andar e ele te conta uma experiência boa, é algo que vai fazer você abrir a cabeça e tentar entrar. Ou a própria imprensa, o tanto que já tem se falado do Quinto Andar e a exposição que a gente tem na mídia, a gente tem algo a zelar. Então isso tem contribuído para as pessoas abraçarem a ideia. Mas o que eu acho mais interessante é… A intensidade que as pessoas têm recebido mostra para a gente o tão doloroso que é o aluguel. É algo tão burocrático e que irrita tantas pessoas que o feedback que a gente recebe das pessoas, comentários no Facebook ou às vezes no email, e a gente circula aqui internamente, é algo que motiva muito a gente. A gente vê as pessoas traumatizadas com o modelo tradicional e quando descobrem algo pensado para elas, de gente como elas querendo de maneira genuína simplificar a vida, o feedback é muito interessante. A gente tem visto as pessoas muito abertas abraçando a causa, incentivando, chamando a gente para ir para outras cidades em que a gente ainda não atua. Isso tem sido muito gratificante.

Por se tratar de uma startup que lança mão da tecnologia para acontecer, vocês tendem a encontrar um teto no tocante à adesão de possíveis clientes de outras cidades além de São Paulo?

Eu acho que o mercado é muito grande. O mercado é muito fragmentado hoje em dia, mas a nossa estimativa é que o aluguel no Brasil, só residencial, movimenta mais de R$ 200 milhões por ano. Então, é um mercado enorme que tem espaço para muita gente. Embora a gente ache que a parcela que vai fazer isso online…. Igual hoje em dia, a parcela que começa o processo online, que faz a busca online em vez de usar um classificado de jornal – 99% das pessoas vão fazer isso -, eu acho que é uma questão de tempo que uma parcela bem significativa disso vai estar disposta a fazer a busca, agendamento, negociação, a transação e a administração tudo online. Simplesmente porque é mais conveniente a forma como o mundo vai evoluir. Não é só a gente que está fazendo isso. Ele vai fazer isso com o banco dele, ele vai fazer isso com outras coisas na vida dele, para chamar um táxi, para chamar tudo, é algo que está ficando cada vez mais presente no dia a dia das pessoas. Mas eu acho também que o mercado tem pessoas que preferem outras coisas. Então vai ter o cliente que prefere uma boutique, que prefere um atendimento pessoal de tomar o cafezinho. Eu acho que isso não vai necessariamente deixar de existir.

De acordo com especialistas, o ano de 2017 será bastante peculiar em termos de recuperação econômica. Que soluções têm sido apresentadas por vocês para que a Quinto Andar continue a crescer?

Obviamente mais interessante quando o país está crescendo, e todo mundo quer ver o Brasil crescendo, mas a gente tem, embora o mercado imobiliário de venda de imóveis tenha sofrido uma paralisação, o mercado de locação tem se movimentado. Então do mesmo jeito que tem oferta de imóveis que ficaram prontos e estão ficando disponíveis para locação agora, quanto pessoas que às vezes estão postergando o plano de compra ou até mudando de ideia mesmo definitivamente e decidindo alugar. Então a gente tem visto um volume crescente. A empresa vem crescendo de 20% a 30% ao mês. A gente parece que não tem sentido a crise. O que a gente vê é um pouco de efeito no preço do aluguel, que de fato não subiu ou reduziu em relação aos anos, mas o volume continua acontecendo. Então eu acho que no nosso caso, felizmente a gente não tem tido muito problema, mas a gente conseguir trabalhar bastante para expandir e dar conta de atender os clientes mantendo a qualidade.

Em quais outras cidades que vocês pretendem entrar em 2017, tendo em vista que vocês sempre mencionam que esta é uma etapa seguinte no plano de avanço da Quinto Andar?

Sim. A gente ainda está definindo o cronograma exato de quais cidades que a gente vai e em que momento, mas naturalmente a demanda pelo aluguel está nos grandes centros urbanos e a gente tem recebido pedidos de ir para várias partes do Brasil de várias cidades. Então a gente está fazendo um estudo mais aprofundado das características específicas de cada lugar, mas naturalmente são as maiores cidades do Brasil e a gente espera começar essa expansão ainda o quanto antes, nos próximos meses.

Fonte: InfoMoney