Chu Ming Silveira: A arquiteta por trás do projeto do orelhão

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Os orelhões são parte da paisagem urbana brasileira e sua forma icônica perpetuou-se no imaginário da população. Além de possibilitar a comunicação, o orelhão funcionava como um mobiliário urbano, ou mesmo como referência ou ponto de encontro antes da popularização dos telefones celulares. Seu projeto foi desenvolvido por Chu Ming Silveira, nascida em Xangai e formada em Arquitetura e Urbanismo na FAU-Mackenzie, em São Paulo, no ano de 1964. Em 1966, começou a trabalhar na Companhia Telefônica Brasileira (CTB), em São Paulo, realizando anteprojetos, supervisão e coordenação do desenvolvimento dos projetos de Centrais Telefônicas e Postos de Serviço, além de acompanhamento de obras.

Segundo o memorial descritivo, a principal demanda do projeto era encontrar uma solução em termos de design e acústica para protetores de telefones públicos, que apresentasse uma relação custo-desempenho e que fosse adequada às condições ambientais. Chu Ming inspirou-se na forma do ovo para propor uma estrutura forte, leve, resistente ao sol e à chuva, barata, e com um bom desempenho acústico. Isso porque a maior parte do ruído externo era refletido pela forma, enquanto que os sons produzidos internamente convergiam para o centro do raio de curvatura, localizado logo abaixo do ouvido do usuário médio, minimizando a interferência na comunicação.

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Apesar de o orelhão ter se tornado o formato mais popular, foram desenvolvidos estudos para três classes do problema: solução para ambientes fechados, para ambientes semi-abertos e para ambientes abertos. Para isso foram propostos os “orelhinhas”, as “conchas” e os “orelhões” propriamente ditos, respectivamente. Enquanto os “orelhinhas” contavam com dimensões menores, e eram feitos de acrílico, translúcidos, os orelhões eram mais robustos para suportar condições mais desfavoráveis: aplicação externa, a todo tipo de público. O material também os diferenciava, já que os orelhões eram feitos em fibra de vidro. As conchas, por outro lado, contavam com uma forma mais esférica que os outros dois e eram implantadas em postos de combustível, principalmente. As conchas e os orelhinhas eram fixados diretamente na parede, enquanto os orelhões em postes, permitindo um arranjo com dois ou mais aparelhos com apenas uma estrutura de apoio vertical. Com isso, era possível um aproveitamento de espaço superior às antigas cabines telefônicas, por exemplo, utilizando muito menos material e com uma construção simples.

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O projeto de Chu Ming teve um reconhecimento expressivo na mídia, popularizou-se em todo o território brasileiro e, inclusive, recebeu um texto de Carlos Drummond de Andrade. O orelhão e adaptações do projeto da arquiteta foram exportados para diversos países da América Latina, como Peru, Colômbia, Paraguai, e outros países como Angola, e até mesmo China. Chu Ming faleceu em 1997 e faria 76 anos hoje, dia 04 de abril de 2017. Seus filhos mantêm o acervo sobre o projeto no site orelhao.arq.br/.

Fonte: Arch daily

As três mulheres ‘excepcionais’ que ajudaram a desenhar a paisagem de São Paulo

24_arquiteturaPainel de Aço no Instituto Tomie Ohtake – obra com 45 metros de altura e 10,80 metros de largura.

O paisagismo e a arquitetura brasileiros costumam ser lembrados pelo trabalho de homens como Oscar Niemeyer (1907 – 2012) e Roberto Burle Marx (1909 – 1994). Muitas mulheres, contudo, ajudaram a desenhar prédios, lugares e paisagens mundialmente famosos, como o MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – um dos principais cartões postais da capital paulista.
“As mulheres no Brasil, à semelhança do que ocorreu em toda a América Latina, começam a contribuir mais efetivamente para a arquitetura em torno da década de 1940. Na maior parte das vezes, atuaram em parceria com seus colegas homens, mas essa contribuição é pouco conhecida porque os nomes delas foram omitidos ou desconsiderados na atribuição da autoria dos projetos”, explica a professora do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Ana Gabriela Godinho Lima.

Em São Paulo, maior cidade da América Latina, três mulheres ajudaram a projetar os principais espaços públicos: a arquiteta Lina Bo Bardi, a artista plástica Tomie Ohtake e a urbanista Rosa Kliass.

“A força plástica da presença das obras de Tomie Ohtake e Lina Bo Bardi em São Paulo, somadas aos projetos paisagísticos de Rosa Kliass, formam um roteiro maravilhoso da história da cidade de São Paulo”, explica Lima.

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Painel da Ladeira da Memória, no Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo.

Além da importância do ponto de vista da arquitetura e urbanismo, a pesquisadora afirma que estas três mulheres e suas obras ajudam a descrever a diversidade cultural de São Paulo.

“Tomie Ohtake, de origem japonesa, nasceu em Quioto em 1913, naturalizou-se brasileira e faleceu em São Paulo em 2015. Lina Bo Bardi, nasceu em Roma em 1914, naturalizou-se brasileira em morreu em São Paulo em 1992. Rosa Grena Kliass, nascida em São Roque e formada em 1955 na FAU – USP, é uma representante da comunidade judaica. As três formam, portanto, um trio que representa muito da história e cultura paulistana”, conta.

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Escultura vermelha e prata da Av Paulista. Em aço carbono, a escultura mede 8,5m de altura e pesa 7 toneladas.

Mulheres “excepcionais”

Lima explica que profissionais que ganharam protagonismo na projeção de construções públicas, como a arquiteta Lima Bo Bardi – que se tornou um marco internacional na arquitetura de museus com a construção do MASP – foram chamadas pela academia como “excepcionais”.

“O papel de ‘arquiteta excepcional’ foi identificado em primeiro lugar pela pesquisadora americana Gwendolyn Wright e dá conta de explicar como essas mulheres, à custa de renúncias pessoais, como a constituição de uma família, ter filhos etc, alcançaram grande projeção e prestígio”.

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Escultura em Aço Carbono em Frente ao Edificio Berrini – projeto de Tomie Ohtake.

A pesquisadora lembra que muitas dessas profissionais “excepcionais” tiveram seu protagonismo ignorado por anos. Um exemplo é a engenheira Carmem Portinho, que ajudou no Projeto do Conjunto Residencial Prefeito Mendes de Moraes, conhecido por “Pedregulho” (1947), e no Museu de Arte Moderna (1952), ambos no Rio de Janeiro. “A autoria de ambos projetos foi atribuída, por muitas décadas, apenas a Affonso Eduardo Reidy. Até hoje é possível encontrar textos recentes que não reconhecem o papel de Portinho na concepção destas duas obras”, informa Lima.

A construção do maior aterro do mundo, o Parque do Flamengo, inaugurado em 1965 no Rio de Janeiro, teve a participação de Maria Carlota Costallat de Macedo Soares que, segundo Lima, também teve seu protagonismo ignorado na arquitetura.

Apesar do pouco reconhecimento na arquitetura das cidades, algumas “excepcionais” conseguiram ter seu protagonismo valorizado: em 1997, uma das obras de Tomie Ohtake dedicadas a homenagear a imigração japonesa no Brasil foi inaugurada pelo próprio imperador japonês Akihito e imperatriz Michiko; em 2016, o conjunto arquitetônico do Sesc Pompeia, na Zona Oeste de São Paulo, projetado por Lina Bo Bardi, foi eleito pelo jornal britânico The Guardian a sexta melhor construção do mundo.

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Conjunto arquitetônico do SESC Pompéia por Lina Bo Bardi.

Roteiro pelas construções de mulheres em São Paulo

A reportagem da BBC Brasil visitou as principais obras públicas de Bo Bardi, Ohtake e Kliass que ajudam a contar a história da cidade de São Paulo no século 20 e montou o roteiro abaixo.

– Construções de Lina Bo Bardi

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A casa em que morou a vida toda, Casa de Vidro, no Morumbi, foi a primeira construção de Lina Bo Bardi.

A italiana Lina Bo Bardi se mudou para o Brasil em 1946, com o final da Segunda Guerra Mundial, à procura de um país onde não se destruía, mas se construía. Tornou-se mundialmente famosa por projetar espaços voltados às artes em São Paulo.

MASP: Construído na década de 1960, Lina projetou o MASP, localizado na Avenida Paulista, a convite do jornalista Assis Chateaubriand. Vários de seus objetos pessoais, como parte da sua biblioteca particular, pertencem hoje ao acervo do museu. O prédio é tombado pelo Iphan.

Teatro Oficina: Além do MASP, Bo Bardi ajudou a construir um dos principais e mais antigos teatros em funcionamentos do Brasil, o Teatro Oficina, no bairro do Bixiga. Amiga do diretor e ator Zé Celso, Lina, que também atuou como designer, ajudou a montar diversos cenários e figurinos do Teatro Oficina.

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A Casa de Vidro – Moradia Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi por Lina Bo Bardi.

Casa de Vidro: A casa em que morou a vida toda, Casa de Vidro, no Morumbi, foi a primeira construção de Lina Bo Bardi, hoje museu dedicado à memória da arquiteta, o Instituto Bardi. A construção, cercada paredes de vidro sem parapeitos, é ícone da arquitetura moderna no Brasil. O jardim de 7.000 m2 da casa foi plantado pela própria Lina, assim como parte dos móveis também foram desenhados pela arquiteta. Construída em 1951, a Casa de Vidro também ajuda contar parte da história cultural do Brasil, pois reunia amigos de Lina como Glauber Rocha.

Conjunto arquitetônico do SESC Pompéia: inaugurado na década de 1980, é outra obra de Lina e tombada pelo Iphan. O prédio apareceu na lista do The Guardian como um dos 10 melhores prédios do mundo.

– Paisagens de Rosa Kliass

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Rosa Kliass, 84 anos, nascida no interior de São Paulo, foi a primeira arquiteta paisagista mulher do Brasil, sendo a criadora da Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas.

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Parque da Junvetude – Utilizando partes do antigo Carandiru – por Rosa Kliass

Na gestão do prefeito Faria Lima (1965-1969), ajudou a organizar o Departamento de Parques e Áreas Verdes da Prefeitura de São Paulo (Depave). Projetou as áreas verdes da Avenida Paulista (1973) e a sinalização das placas da avenida, revitalizou a paisagem do Vale do Anhangabaú (1981), no centro de São Paulo, e transformou a área que abrigava o Complexo Penitenciário do Carandiru em um dos principais parques públicos paulistanos, o Parque da Juventude, na Zona Norte (concluído em 2007).

– Obras de Tomie Otake

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Com esculturas e painéis gigantes, Tomie Ohtake se transformou em ‘ícone múltiplo’, segundo Paulo Miyada

Com esculturas e painéis gigantes, Tomie Ohtake ajudou a narrar a participação dos imigrantes japoneses na formação de São Paulo, mas não somente. Segundo o arquiteto e curador do Instituto Tomie Ohtake, Paulo Miyada, “No campo simbólico, Tomie Ohtake é reconhecida como ícone múltiplo, que contempla, a um só tempo: a singularidade da cultura nipo-brasileira desenvolvida no último século; a importância e ousadia das artistas mulheres na modernidade nacional; e o potencial inventivo de criadores que não cabem na alcunha de ‘jovens'”.

“Relembrar as obras de Tomie Ohtake é uma forma de identificar muitos dos espaços simbólicos que já tinham papel fundamental na vida na metrópole, como o centro histórico de São Paulo e a Avenida Paulista, e outros que ganharam mais e mais importância nesse período, como o Monumento à Imigração Japonesa na Avenida Vinte e Três de Maio e os painéis na linha verde do Metrô”, explica o curador.

Monumento à Imigração Japonesa – Localizado na Avenida 23 de Maio. São quatro faixas de 12 metros de concreto, em formato de ondas, que representam as gerações de japoneses que vieram para o Brasil.

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Monumento à Imigração Japonesa.

Painéis “As Quatro Estações”, localizados no metrô Consolação. Trata-se de um conjunto de quatro painéis de 2 metros por 15,40 metros.

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Painel no metrô Consolação.

Escultura vermelha e prata da Av Paulista – Em aço carbono, a escultura mede 8,5m de altura e pesa 7 toneladas.

24_arquitetura12Escultura vermelha e prata da Av Paulista.

Painel do Edifício Tomie Otake – Obra com 45 metros de altura e 10,80 metros de largura.

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Painel de Aço no Instituto Tomie Ohtake – obra com 45 metros de altura e 10,80 metros de largura.

Fonte: BBC 

Cinco feiras de arquitetura e decoração imperdíveis em 2017

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Quem está na área ou acompanha o mercado de arquitetura e construção, sabe a necessidade de estar constantemente se informando e reciclando conhecimentos. Não existe melhor forma para isso do que investir em feiras e capacitação, além de conteúdos que podem ser acessados na Revista Digital de Arquitetura e Construção. O calendário de 2017 já chega cheio de novidades e você pode conferir uma seleção com cinco feiras imperdíveis este ano.

ABUP Móvel

A Associação Brasileira de Utilidades e Presentes acontece em três segmentos: ABUP Show, ABUP Móvel e ABUP Têxtil. A feira divulga as novidades do mercado de decoração, presentes, móveis, tecidos e utilidades direcionadas para lojistas e profissionais do ramo. É interessante para decoradores, arquitetos, designers e fornecedores ficarem a par das últimas novidades. Na última edição, levaram muitas peças inspiradas na brasilidade utilizando cerâmica e madeira como matéria-prima, com destaque para stands com móveis estilo retrô.

Quando acontece: 5 a 8 de fevereiro

Onde acontece: Rua Samaritá, 230 – Casa Verde – São Paulo – SP

ABIMAD

Organizada pela Associação Brasileira das Indústrias de Móveis de Alta Decoração, a feira reúne novidades e tendências do setor. Além de fornecedores e lojistas, também conta com a presença de importadores, que trazem mais referências para o setor de decoração e móveis do Brasil.

Quando acontece: 7 a 10 de fevereiro

Onde acontece: Expo Center Norte – Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme – São Paulo – SP

Expo Revestir

Feira especializada em acabamentos, apresenta novidades do setor para projetos de arquitetura, decoração e engenharia. Além dos stands, estão programados, simultaneamente, debates e palestras em um ótimo espaço para networking. A edição de 2017 comemora os 15 anos da feira e do Fórum Internacional de Arquitetura e Construção, ou seja, você não pode perder esse evento, que também é conhecido como a “Fashion Week” do setor.

Quando acontece: 7 a 10 de março

Onde acontece: Transamérica Expo Center – Avenida Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387 – Santo Amaro – São Paulo – SP

FeiconBatimat

Com público composto por engenheiros, decoradores e arquitetos, a feira é o Salão Internacional da Construção. 24 anos de história em uma feira inspiracional, que reúne todos os setores da construção civil e seu mercado.

Quando acontece: 4 a 8 de abril

Onde acontece: São Paulo Expo – Rodovia dos Imigrantes, s/n – Vila Água Funda – São Paulo – SP

XXI Congresso Brasileiro de Arquitetura

Apesar de não ser uma feira, o congresso é parada obrigatória para quem é da área. Além de palestras e debates, servirá como um degrau para o 27º Congresso Mundial da União Internacional dos Arquitetos, que acontecerá em 2020. O evento acontece em Brasília e é apoiado pelo IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil).

Quando acontece: 18 a 21 de abril

Onde acontece: Centro de Convenções Ulysses Guimarães – Setor de Divulgação Cultural – Brasília – DF

Fonte: JEonline

Telhados verdes são uma aposta bonita e sustentável para as casas

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Colorir os centros urbanos de verde parece impossível, mas um projeto de arquitetura que utiliza plantas nas coberturas dos imóveis pode mudar essa realidade. Os chamados telhados verdes são uma forma de trazer a sustentabilidade e o cuidado com o meio ambiente para a casa ou apartamento. Além de alegrarem o cenário predominantemente cinza das cidades, eles auxiliam na drenagem da água da chuva e proporcionam isolamento acústico e térmico.

Os telhados vivos, como também são chamados, podem ser jardins em edifícios com telhado plano ou podem ser uma cobertura de gramíneas em telhados com inclinação. A grande vantagem é o isolamento acústico e térmico. Uma pesquisa realizada na Universidade de São Paulo (USP) mostrou que a diferença de temperatura entre um prédio com telhado verde pode ser até 5°C menor do que um com cobertura de concreto. Além disso, nos edifícios com esse cuidado sustentável, a umidade relativa do ar é cerca de 15% maior.

A drenagem da água das chuvas também é feita por esse jardim no alto das residências, assim como a absorção de poeira e poluição. Com isso, reduz-se a necessidade de escoamento de água e de sistemas de esgoto. Nesse jardim, pode-se plantar pequenas hortas, com alface, brócolis e olerícolas em geral além de se colocar vasos e flores. “É uma maneira de trabalhar uma questão ambiental, com uma visão não tão urbana, além de retomar o contato com a natureza”, explica o engenheiro agrônomo da empresa curitibana Esalgarden, Gustavo Milak.

Instalação

Para quem quer optar por esse projeto, é necessário muito estudo. Para casas e edifícios já construídos, a ajuda de um engenheiro é essencial, já que deve ser observada a capacidade da laje de suportar a estrutura. “Hoje o que muitos fazem é trocar o telhado por uma laje para produzir hortas e ter um jardim, mas é importante verificar quanto a estrutura comporta de peso, para evitar rachaduras na casa”, destaca o engenheiro agrônomo. Com a aprovação de um engenheiro em mãos, o proprietário precisa seguir algumas dicas. Para locais com laje, ela deve ser impermeabilizada, para impedir vazamentos e infiltrações.

Fonte: Bonde

Casa sustentável é feita de papelão e dura 100 anos

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É isso mesmo o que você leu. Essa casa é feita de papelão e não se desfaz com a chuva. Aliás, ela não se desfaz por nada e é capaz de durar 100 anos! Os criadores são integrantes do estúdio de design holandês Fiction Factor. Batizada de Wikkel House, o lar é construído em apenas 24 horas e tem 50 anos de garantia.

Você deve estar se perguntando: “Mas como é que ela dura tanto tempo e sobrevive às mudanças climáticas sendo de papelão?”. A responsável por tudo isso, segundo os desenvolvedores, é uma supercola que é aplicada em todas as camadas e, depois, a casa é revestida de madeira ou outro material à escolha do cliente.

Optar pela casa de papelão é três vezes mais sustentável do que escolher uma tradicional de alvenaria. Além disso, ela é mais barata. Custa cerca de 25 mil euros, aproximadamente R$ 90 mil. E sabe o que mais? Ela é construída em blocos e, por isso, pode ser desmontada, transportada e se adaptar ao tamanho que você quiser.

O imóvel funciona perfeitamente, com instalações hidráulicas e elétricas. Você pode também customizar o interior, que é todo de madeira, com cores, estampas ou como preferir. Atualmente existem 12 unidades construídas, todas na Europa. Na verdade, ela pode ser o que você quiser: uma casa de praia, uma cabana no interior, um escritório ou o lar da sua família.

Confira as fotos abaixo:

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O segredo para o papelão não se desfazer com as mudanças climáticas é uma supercola aplicada em todas as camadas  (Foto: Divulgação/Wikkel House)

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Depois de receber a supercola, a casa é revestida de madeira ou outro material à escolha do cliente (Foto: Divulgação/Wikkel House)

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A casa pode ser construída em qualquer lugar: praia, campo ou cidade (Foto: Divulgação/Wikkel House)

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O imóvel é capaz de receber instalações elétricas e hidráulicas (Foto: Divulgação/Wikkel House)

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Além de ser três vezes mais sustentável que uma casa de alvenaria comum, a Wikkel House sai por cerca de R$ 90 mil (Foto: Divulgação/Wikkel House).

 

Fonte: Revista Casa e Jardim

Arquitetura com personalidade para todos os tamanhos

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É possível desenvolver um ambiente moderno, multifuncional e cheio de personalidade, mesmo com apartamentos e casas cada vez menores. A ideia fica evidente no projeto assinado pelos arquitetos Diogo Luz e José Guilherme Carceles, da Casa 100 Arquitetura, para o apartamento de 65 m² localizado em São Paulo, batizado de Poledance.

Projetado para um jovem advogado, solteiro e que gosta de receber amigos, a morada surpreende pela sua multifuncionalidade e design de interiores. Com todo o desenho de marcenaria desenvolvida pelos arquitetos, a proposta do projeto foi criar um ambiente amplo e que atendesse todas as necessidades do cliente. Os móveis baixos que contornam toda a sala, foram pensados para servir de bancos, apoios ou mesa.

“O cliente queria um espaço para dar festas e receber os amigos. Quando perguntamos o que ele queria no projeto, ele respondeu ‘Quero um Poledance’. Por isso o nome. A partir disto, criamos um ambiente leve, mutável, multifuncional, contemporâneo, urbano e livre“, conta o arquiteto Diogo Luz.

Além de pensar no design e no uso dos espaços, Diogo e José Guilherme desenvolveram um projeto luminotécnico com luz indireta na sanca de gesso, que possui duas funções: a iluminação comum do dia a dia ou a colorida para festas. Por estarem sobre a sanca, elas não aparecem, deixando o espaço mais agradável.

O balcão da cozinha foi desenhado com um fecho “toque”, ficando maior conforme o desejo do morador. E para fazer o papel da mesa de jantar foi usado um quadro grafitado, que quando não está sendo utilizado, está pendurado na parede. Um pendente foi instalado sobre o balcão, coroando o ambiente.

Fonte: NH

Um passeio pela Budapeste ultramoderna

5 edifícios e espaços com arquitetura contemporânea

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É fácil encontrar quase qualquer estilo arquitetônico europeu em Budapeste, uma cidade cuja ocupação remonta há 2100 anos. Descobrir prédios contemporâneos exige um pouco mais de esforço. Muitos húngaros olham com desconfiança os projetos pós-modernos criados para sua capital. Mesmo assim, arquitetos criam projetos futuristas, mas que ajudam a lembrar o dramático passado do país. Conheça alguns na galeria abaixo.

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Sede da seguradora ING, por Erick van Egeraat. O prédio tem uma fachada composta por materiais como vidro e madeira arranjados de forma caótica. Seus três volumes têm colunas diagonais e parecem prestes a tombar. Estão conectados por halls transparentes e cordões de aço, que atam simbolicamente o conjunto. Tanta ousadia contrasta fortemente com os vizinhos, prédios modernistas e Art Nouveau. Turistas e moradores aprovaram; van Egeraat ganhou reconhecimento internacional.

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Linha 4 do Metrô, por PALATIUM, Sporaarchitects, Tamás Komoróczky e Gelesz & Lenzsér. Talvez o melhor da nova arquitetura da cidade esteja nesse trajeto abaixo da terra, fruto de um concurso que procurou projetos contemporâneos. Na estação Fővám, pesadas vigas de concreto se cruzam em um mosaico; em Móricz Zsigmond, retângulos de cores fortes decoram as plataformas. Já Bikás Park (foto) tem um domo geodésico de vidro na entrada.

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Memorial 1956, por i-ypszilon group. O conjunto celebra a revolução húngara, quando o povo derrubou os líderes comunistas e expulsou o exército soviético do país. O movimento começou como uma revolta de estudantes e triunfou por 11 dias, mas terminou em um banho de sangue, com 2500 nacionais mortos e 200 mil refugiados. O memorial em formato triangular fica na praça Felvonulás, onde manifestantes derrubaram a estátua de Stalin. Inicialmente dispersos, os postes se tornam mais próximos e mais altos até formar um sólido de aço inox de 8 m de altura. Esse volume “quebra” o chão da praça.

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Casa do Terror, por Attila F. Kovács, János Sándor e Kálmán Újszászy. Os governos nazista e comunista usaram esse prédio de apartamentos como escritório, prisão e centro de tortura. Em 2002, o edifício foi transformado em um museu que conta a conturbada história da Hungria no século 20 e lembra as vítimas da tortura. A pintura cinza na fachada faz menção aos uniformes dos soldados. E uma fita metálica na cobertura projeta a palavra “terror” no exterior – mas também permite entrever o céu.

Sede da seguradora ING, por Erick van Egeraat. O prédio tem uma fachada composta por materiais como vidro e madeira arranjados de forma caótica. Seus três volumes têm colunas diagonais e parecem prestes a tombar. Estão conectados por halls transparentes e cordões de aço, que atam simbolicamente o conjunto. Tanta ousadia contrasta fortemente com os vizinhos, prédios modernistas e Art Nouveau. Turistas e moradores aprovaram; van Egeraat ganhou reconhecimento internacional.
Sede da seguradora ING, por Erick van Egeraat. O prédio tem uma fachada composta por materiais como vidro e madeira arranjados de forma caótica. Seus três volumes têm colunas diagonais e parecem prestes a tombar. Estão conectados por halls transparentes e cordões de aço, que atam simbolicamente o conjunto. Tanta ousadia contrasta fortemente com os vizinhos, prédios modernistas e Art Nouveau. Turistas e moradores aprovaram; van Egeraat ganhou reconhecimento internacional.

Palácio de Artes, por Zoboki-Demeter e Arquitetos Associados. Localizado próximo à margem do Danúbio, esse prédio abriga uma sala de concertos, um teatro de dança e um museu. Os usos foram distribuídos em salas com formatos diferentes, mas os públicos compartilham os mesmos corredores e escadas. A cortina de vidro e a colunata na fachada unificam o edifício e lhe dão um ar solene.

Fonte: Casa Abril