Feira de turismo de luxo revela novas tendências para mercado de viagens

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SÃO PAULO -­ Aberta oficialmente na terça­feira, a Travelweek by ILTM, feira de turismo de luxo que acontece no Pavilhão da Bienal, até sexta­feira (28/4) em São Paulo, divulgou uma pesquisa que identifica mudanças nas tendências dos viajantes dessa categoria, cujo mercado mundial cresceu 4% em 2016 atingindo um valor estimado em US$ 1,06 trilhão. Realizada pelo instituto Skift junto a marcas hoteleiras consagradas e hotéis independentes, a enquete mostra que, apesar do crescimento, o aumento na oferta de viagens e experiências diferentes faz com que seja necessário ampliar o leque de produtos e oferecer outros tipos de vivência para os turistas.

Intitulado “Construindo amor e fidelidade pela marca na hotelaria de luxo”, mostra que grandes acontecimentos mundiais, crises políticas e debates ambientais tiveram um efeito na forma como os turistas buscam novas experiências de viagem. Diante disso, sugere que três novas tendências surgirão no mercado de luxo: foco, simplicidade e transformação. Em outras palavras, resume o estudo, os viajantes não querem que escolham o que eles farão; querem um cardápio mais variado de experiências e vivências para ter o que escolher.

— Turismo de luxo não quer dizer apenas dinheiro — resume Simon Mayle, gerente da Travelweek São Paulo. —Tenho amigos que viajaram para o Irã e tiveram uma experiência fascinante. Então, tem a ver também com a vivência e com o intercâmbio cultural.
O relatório Skift mostra que, quando perguntado sobre como as atividades de viagem evoluíram nos últimos 3-5 anos, mais de 60% dos entrevistados afirmaram estar mais interessados em experiências de viagens que lhes dão uma nova perspectiva do mundo do que anteriormente.

Hotéis e grupos hoteleiros estão redefinindo e recriando seus cardápios de produtos e identidades visuais para alinhá-las com as novas tendências. O uruguaio Álvaro Valeriani, vice-presidente regional de vendas e marketing do grupo Hyatt, fez um paralelo com a rede Starbucks, que tem um vasto cardápio de cafés para oferecer aos clientes que fazem fila em suas lojas.

— Estamos fazendo a mesma coisa — explicou ele. — Nós temos várias marcas, que proporcionam experiências diversas para os nossos clientes. Antes, o conceito era diferente. Tínhamos um padrão para tudo, em todos os lugares. Comprávamos o mesmo lençol, da mesma marca, que era igual em todos os nossos hotéis. Hoje, já não é mais assim.

Fonte: O Globo

Segundo estimativa, projeção de crescimento no mercado imobiliário é de 5% a 10% em 2017

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De acordo com o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), a projeção de vendas e lançamentos do mercado imobiliário residencial em 2017 deve crescer entre 5% e 10%. O anúncio foi realizado pelo presidente da entidade, que afirmou que “estamos no fim de um ciclo de baixa e iniciando um ciclo de recuperação”.

Vale destacar que esse cenário de melhora já foi apontado pelo Secovi no final do ano passado, quando a economia apresentou uma melhora e a política uma certa estabilização. Ele garantiu que percebeu que a perspectiva de fato tem se cumprido a partir da queda da inflação e da taxa de juros.

O presidente do Secovi ainda ponderou que esses elementos têm o poder de estimular a comercialização de imóveis nos meses que estão por vir. Contudo, ele também destacou que o setor só voltará a reaquecer, de fato, com a volta da criação de empregos e a recuperação da renda da população – algo esperado apenas para o segundo semestre deste ano.

“As instituições financeiras também começam a vislumbrar um cenário em que não precisarão mais ser tão restritivas na concessão de financiamentos imobiliários. Além disso, o mercado imobiliário está com ofertas para todos os bolsos e, portanto, é um momento favorável ao comprador”, disse o vice-presidente de Imobiliário do Sindicato da Construção (SindusCon-SP), em entrevista à imprensa.

Dessa forma, se a perspectiva a respeito do mercado de fato se cumprir, o setor irá sofrer uma grande virada: afinal de contas, são três anos consecutivos de quedas. O Secovi-SP afirmou que os lançamentos de imóveis residenciais em São Paulo chegaram a 17,6 mil unidades no ano passado, queda de 23,3% em relação às 23,0 mil unidades de 2015. Em 2014, os lançamentos alcançaram 34 mil unidades, e em 2013, 34,2 mil.

A entidade lançou uma publicação que aponta, ainda, as vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo: em 2016, foram 16 mil unidades em 2016, retração de 19,7% frente às 20,1 mil unidades comercializadas em 2015. Já em 2014, as vendas somaram 21,6 mil unidades, e em 2013, 33,3 mil. Com esse resultado, as vendas em 2016 foram as mais baixas da série histórica, que se iniciou em 2004.

“Os imóveis que custam até R$ 500 mil, cujas metragens variam entre 45 e 65 metros quadrados, deverão ser os mais procurados. Vale lembrar que o incentivo gerado pelo aumento do teto do FGTS para compra do imóvel novo movimenta não só o mercado imobiliário, mas a economia como um todo, já que haverá mais mão de obra e serviços contratados”, completou o presidente da entidade, também em entrevista à imprensa. Oportunidade única: Tenha contato com experts do mercado mundial no Superlógica Xperience 2017. Patrocinado

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Fonte: Exame

Mercado imobiliário: compras à vista crescem no primeiro trimestre

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RIO ­- Depois de anos de economia, o advogado Sérgio de Almeida Silva, de 54 anos, decidiu, pela primeira vez, comprar um imóvel como investimento. Buscou, pesquisou, negociou e adquiriu em dezembro um apartamento no Centro. À vista.

— Negociamos por três meses e conseguimos baixar muito o preço, sem explicitarmos que pagaríamos à vista. No final, demos a tacada final informando que teríamos determinado valor e a construtora acabou aceitando — explica ele, que pretende alugar o apartamento.

A exemplo de Sérgio, as construtoras e imobiliárias perceberam o aumento do número de clientes no primeiro trimestre que compraram sem financiamento, atraídos pelos descontos e facilidades aplicados pelas empresas para redução do altíssimo estoque.

Responsável comercial pela incorporadora MDL no Rio e São Paulo, Fernando Trotta diz que a empresa tem registrado bons índices de vendas à vista, em relação aos últimos anos. Segundo ele, no primeiro trimestre de 2017 foi realizado o dobro de transações na modalidade, em comparação ao mesmo período no ano passado. Os números, ele afirma, já estão próximos a patamares de 2013.

— Os juros mais altos do financiamento e o poder de barganha dos consumidores despertaram esse comportamento — avalia ele. — Fora isso, quando as pessoas observam as notícias ruins em torno do cenário econômico, tentam comprar imóveis por antecipação, já que entendem que são moeda forte. Tem muita gente tirando o dinheiro do banco e investindo nestes bens, principalmente nos que já estão prontos.

MAIS DINHEIRO EM CAIXA

Segundo Trotta, os imóveis de dois quartos na faixa de R$ 400 mil a R$ 500 mil lideram as vendas, concentradas em bairros como Madureira, Jacarepaguá, Taquara e Freguesia.

— A gente tem negociado muito. Não estamos de cabeça fechada para as propostas do cliente. Estamos oferecendo até fluxo direto para quem não pode negociar com o banco — relata ele.

Na Brookfield, no ano passado, 8% das compras foram à vista. Enquanto isso, no primeiro trimestre de 2017, este percentual aumentou para 11%. Além disso, a empresa observou que, desde dezembro, os clientes optam por pagar um valor maior de entrada no imóvel.

— A percepção do comprador mudou. Ele agora acredita que o preço dos imóveis atingiu um menor patamar e que este tipo de investimento tende a se valorizar com a queda dos juros e a melhora na economia — explica Frederico Kessler; diretor de Incorporação da Unidade RJ, da Brookfield Incorporações.

Segundo Paulo Pôrto, professor do MBA Gestão de Negócios Imobiliários e da Construção Civil da Fundação Getúlio Vargas, esta tendência existe, embora ainda que não seja algo tão disseminado. Para ele, a liberação das contas inativas do FGTS contribuiu em parte para isso, já que que o dinheiro pode ter sido o impulso que faltava para quem já tinha algum dinheiro guardado para comprar um imóvel. E unir o útil ao agradável no cenário atual está valendo a pena.

— Como as incorporadoras estão com estoques altos, as pessoas conseguem fazer ótimos negócios à vista, barganhando descontos nesta modalidade de compra — afirma ele.

GARANTIA DE NEGÓCIO

Mesmo quem ainda não tem o valor integral do imóvel, mas chega perto disso, pode pegar carona neste movimento. Pôrto dá as dicas:

— Quem tem 80% do montante pode tentar negociar o financiamento do valor restante direto com a empresa. Dando uma entrada robusta e optando por parcelamentos mais curtos, de até cinco anos, o cliente pode conseguir taxas de juros de 8% a 9%, que são mais baixas do que as praticadas pelos bancos atualmente, girando em torno de 11%.

Mas ele lembra que, para conseguir essas condições, o cliente vai precisar dar alguma garantia à empresa. Pode ser um terreno, um segundo imóvel ou aquela casa de praia.

O vice-presidente do Sindicato da Habitação do Rio de Janeiro (Secovi-Rio), Leonardo Schneider, diz que as empresas estão se esforçando para “fisgar esses peixes”.

— Com o cenário de instabilidade econômica, as pessoas estão com medo de comprometer a renda com financiamentos. E quem tem dinheiro guardado está aproveitando os descontos — afirma ele. — As construtoras, por sua vez, estão oferecendo mais agilidade para o fechamento do negócio. É o caso de feirões realizados com a presença de cartórios no local e dos brindes na forma de mobiliário e cozinha equipada.

Na Tao Empreendimentos, que tem muitas construções na Zona Norte, também houve crescimento no pagamento à vista. No entanto, na opinião da presidente da empresa, Tanit Galdeano, este aumento tem relação com uma mudança na postura dos futuros compradores:

— Hoje em dia, o consumidor se prepara melhor financeiramente e faz a compra com consciência. Busca na internet, compara, pesquisa e faz um planejamento para comprar à vista ou para dar uma grande entrada. E, assim, o incorporador pode ser mais generoso no desconto.

CAUTELA DE COMPRA

Os enormes condomínios construídos foram o legado olímpico para o mercado imobiliário. Não à toa, Barra e Recreio estão com alto estoque e a possibilidade de barganha para compra à vista é maior nestas regiões. Mario Amorim, diretor geral da Brasil Brokers no Rio, observa que o perfil é de compradores que tenham algum outro patrimônio e estão trocando de posição, saindo de mercados mais maduros para bairros com muita promoção.

— Ele vende um na Zona Sul e pode adquirir dois imóveis à vista nestas outras regiões — cita ele.

A professora da área de finanças da Escola de Negócios PUC­Rio Graziela Fortunato é especialista em mercado imobiliário e explica o quadro que vem se desenhando:

— Como estão com muito estoque, as incorporadoras passaram a oferecer descontos. E isso atraiu o público, porque os preços praticados anteriormente eram muito altos. Mas no mercado financeiro, por outro lado, os juros começam a cair. E quem tem dinheiro investido vai observar isso. Somando esses dois fatores, as pessoas começam a entender que é um bom momento para comprar à vista.

Ela ressalta que, por ser imprevisível, o mercado financeiro é avaliado a partir de tendências. E uma das hipóteses é que essa queda de juros diminua as taxas praticadas no financiamento também. E com uma possível retomada dessa modalidade de compra, os preços dos imóveis podem voltar a subir.

Para quem enxerga o mercado imobiliário como uma boa opção de investimento, Graziela recomenda cautela nas avaliações.

— Ao apostar num imóvel, o investidor perde a sua liquidez. No mercado financeiro, se precisar do dinheiro, é possível resgatá­-lo com rapidez. Já no imobiliário, isso depende de fatores como a venda do bem — ilustra ela, acrescentando uma última recomendação: — Também não vale a pena aplicar todo o recurso disponível num único tipo de investimento. O melhor é diversificar.

DICAS

Barganha. Para quem está com dinheiro no bolso, o momento é favorável. Mas cuidado: não vale sair comprando o primeiro imóvel que aparecer pela frente. O ideal é pesquisar bastante e pechinchar descontos na hora de fechar o negócio.

Quase lá. Quem não tem o valor global do imóvel também pode se beneficiar do momento, desde que tenha uma boa parte deste montante. Nestes casos, um financiamento direto com a incorporadora pode ser uma alternativa.

Onde buscar. As regiões da cidade com as melhores oportunidades de barganha são a Zona Oeste e a Zona Norte. Na Zona Sul, os consumidores quase não sentirão essas diferenças de preço e negociação.

Brindes. Além dos descontos, há empresas oferecendo benefícios como mobiliário e eletrodomésticos nos apartamentos comprados. Busque a melhor oportunidade.

Eventos. Fique de olho nos eventos do tipo “feirão”. Muitas vezes, as incorporadoras praticam preços menores nestes locais do que nos estandes e decorados. Além disso, têm lançado mão de facilidades como a instalação de cartórios para deixar as transações ainda mais ágeis.

Fonte: O Globo

Como declarar imóveis no Imposto de Renda 2017

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São Paulo – Operações como a compra, venda, doação e posse de imóveis devem ser declaradas no Imposto de Renda 2017.

A posse de imóveis que custem mais do que 300 mil reais, inclusive, é uma das condições que obriga o contribuinte a apresentar a declaração deste ano.

Os imóveis devem ser informados na ficha de “Bens e Direitos” do programa gerador da declaração, com o código específico do bem, de acordo com a definição que consta na escritura do imóvel. Apartamentos, por exemplo, são declarados com o código 11, enquanto casas são declaradas com o código 12 e terrenos com o código 13.

O valor declarado deve ser apenas o que contribuinte efetivamente pagou pelo imóvel até o dia 31 de dezembro de 2016, incluindo o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), se for o caso, assim como os juros do financiamento e a taxa de corretagem paga na compra do imóvel.

Portanto, o contribuinte deve declarar o imóvel sempre pelo seu valor de aquisição, sem atualizar seu preço diante de eventuais valorizações de mercado ou de acordo com a variação de índices de inflação.

Existe apenas uma exceção que permite a alteração do valor do imóvel: a realização de reformas no bem. Se forem realizadas reformas, pinturas e reparos, por exemplo, é possível acrescentar esses custos ao valor do imóvel, desde que eles possam ser comprovados.

Essas despesas devem ser informadas na declaração referente ao ano em que foram realizadas. Caso o contribuinte tenha se esquecido de declará-las no ano correspondente, elas podem ser acrescentadas na declaração daquele ano por meio de uma declaração retificadora.

No campo “Discriminação”, devem ser incluídos os seguintes dados: se o imóvel foi comprado ou doado, a data da compra ou da doação, quem foi o vendedor ou doador (com CNPJ ou CPF), se está quitado e se foi financiado. Neste último caso devem ser incluídas também as seguintes informações: em qual banco foi feito o financiamento, quantas parcelas já foram pagas e quantas restam a pagar.

Imóvel financiado em 2016

Se você financiou a compra do seu imóvel em 2016, a operação deve ser declarada na ficha de Bens e Direitos, e não na ficha de “Dívidas e Ônus Reais”.

Para isso, basta abrir a ficha e clicar em “Novo” no canto inferior direito da tela. Em seguida, selecione o código do bem e o país de localização.

No campo “Discriminação”, além de informar que a compra do imóvel foi financiada, a data da compra e quem foi o vendedor (com seu CNPJ~ou CPF), é preciso informar qual banco concedeu o crédito, além do número de parcelas já pagas e o número de prestações que resta pagar.

Como o imóvel foi comprado no ano passado, no campo “Situação em 31/12/2015” coloque “0,00”. Já no campo “Situação em 31/12/2016” coloque apenas o valor já pago pelo imóvel até a data, que seria a soma entre o valor de entrada, o valor das parcelas pagas no ano e os custos extras, como o ITBI e a corretagem pagos em 2016, bem como eventuais reformas.

Você deve declarar apenas o valor já pago e não o preço total da compra do imóvel porque a Receita está mais interessada em saber se a renda que você irá declarar é compatível com a compra do imóvel do que em saber qual o valor do bem.

Caso você informe no campo “Situação em 31/12/2016” um valor de compra do imóvel de 500 mil reais, por exemplo, sendo que você pagou apenas 150 mil reais em 2015, a Receita Federal pode achar que uma compra de 500 mil reais é incompatível com os salários que você recebeu no ano, o que pode te levar à malha fina.

Imóvel financiado que já foi declarado

Se em 2016 você continuou a pagar as parcelas do financiamento do imóvel, o valor informado deve corresponder apenas ao montante que já foi pago até o ano passado, e não o valor total do bem.

Na coluna “Situação em 31/12/2015”, portanto, informe os valores pagos até essa data e na coluna “Situação em 31/12/2016” inclua os valores pagos até 31/12/2015, somados às prestações pagas em 2016.

Enquanto o financiamento durar, esse processo deve ser repetido na declaração até que o imóvel seja quitado. Apenas quando o financiamento acabar o valor a ser declarado pelo imóvel será o total desembolsado ao longo dos anos de financiamento.

No campo discriminação, informe o valor das parcelas pagas em 2016 e das parcelas pagas até o ano anterior.

Imóvel quitado que já foi declarado

Se você já tinha um imóvel quitado antes de 2016 e já o declarava, basta repetir seu valor nas colunas “Situação em 31/12/2015” e “Situação em 31/12/2016”.

O valor informado deve ser o mesmo que consta na escritura e só pode ser alterado se for necessário acrescentar despesas realizadas com reformas no imóvel, gastos com corretagem, juros de financiamento e Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI).

Se o imóvel já era declarado antes de 2016, mas o contribuinte só se lembrou de declarar o valor do ITBI e da corretagem agora, esses custos devem ser incluídos na declaração referente ao ano em que essas despesas aconteceram, por meio de uma declaração retificadora.

Imóvel comprado antes de 2016, mas que não foi declarado

Contribuintes que eram incluídos como dependentes ou que não eram obrigados a entregar a declaração no ano passado e passarão a fazer sua própria declaração neste ano devem informar os imóveis que já faziam parte de seu patrimônio antes de 2016.

O procedimento a ser seguido é o mesmo dos tópicos anteriores, mas, como o imóvel já fazia parte do patrimônio do contribuinte antes de 2016, a coluna “Situação em 31/12/2015” não deve ficar em branco e deve ser preenchida com os valores pagos até então ou com o valor total do imóvel, conforme o caso.

Imóvel em nome de mais de uma pessoa e de casais unidos pelo regime de separação total de bens

Imóveis comprados por mais de uma pessoa ou por casais unidos pelo regime de separação total de bens devem ser declarados por todos os proprietários. O valor informado deve corresponder ao valor pago por cada um, correspondente à sua parte no imóvel.

Se dois irmãos compraram um imóvel em conjunto e cada um possui 50% da propriedade, por exemplo, ambos devem informar nas respectivas declarações o valor proporcional à sua posse.

Imóvel comprado por casais unidos pelo regime de comunhão parcial ou total de bens

Se o casal declara o Imposto de Renda separadamente os imóveis que são considerados bens comuns devem ser informados integralmente na declaração de um dos dois.

Na comunhão parcial, são considerados bens comuns todos aqueles bens pagos durante a união por um dos cônjuges ou por ambos. Já na comunhão total todos os bens são considerados comuns, inclusive aqueles anteriores à união.

Assim, no regime parcial (que é o regime que vigora automaticamente quando nenhum outro é definido por pacto antenupcial) mesmo que os cônjuges declarem o IR separadamente o imóvel entra em apenas uma declaração porque a Receita apura as declarações do casal como se fosse um formulário único.

No campo discriminação, basta informar que o imóvel foi comprado junto com o cônjuge.

Imóveis recebidos por doação

Quem recebeu um imóvel por doação deve informar o bem na ficha “Bens e Direitos” da declaração, descrevendo os dados pessoais do doador, como nome e CPF, no campo “Discriminação”. Para doações recebidas em 2016, o campo referente a 2015 deve ficar em branco e o campo de 2016 deve incluir o valor do imóvel.

O valor do imóvel também deve ser declarado na ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”, na linha “10 -Transferências Patrimoniais – Doações e Heranças”. Nos anos seguintes ao recebimento da doação a informação não deverá mais ser incluída nesta ficha: basta manter as informações incluídas na ficha “Bens e Direitos”.

Já o doador deve informar o imóvel doado na ficha de “Bens e Direitos” e os dados de quem recebeu a doação no campo “Discriminação” na declaração referente ao ano em que fez a doação. Para doações feitas em 2016, o valor que já constava no campo “Situação em 31/12/2015” deve ser mantido e o campo “Situação em 31/12/2016” deve ser deixado em branco.

O doador também deve informar a doação na ficha “Doações Efetuadas”, descrevendo o tipo de imóvel, seu valor e os dados de quem recebeu o bem doado. Nas próximas declarações, o doador já não precisará declarar nenhuma informação referente ao imóvel doado, em nenhuma das duas fichas.

Reformas e melhorias feitas no imóvel

Gastos com reformas e melhorias no imóvel podem ser adicionados ao valor do bem desde que possam ser comprovados.

As benfeitorias realizadas em 2016 devem ser incluídas no campo “Discriminação”, junto com as outras informações sobre o imóvel. A coluna de 2015 deve mostrar o valor do imóvel antes das reformas, e a coluna em 2016 deve registrar o seu valor com o acréscimo do valor das reformas.

Fonte: Exame

O mercado de luxo e o turismo

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No momento, em que as empresas de turismo buscam novos segmentos,para um melhor desempenho econômico, o mercado de luxo pode ser uma solução,se bem trabalhado, sobretudo levando em consideração o novo perfil do milionário que viaja, que cada vez mais deseja passar desapercebido, em função das questões de segurança.

O turista que faz parte de tal mercado quer ter uma experiência diferente daquelas ofertadas por empresas convencionais. Um exemplo hoje é a Emirates, que além de criar um terminal para passageiros de executiva e primeira em Dubai, tem um spa-o primeiro dentro do seu A 380,um serviço de limousine para seus passageiros chegarem e saírem do aeroporto, além de uma sala só para a primeira classe. Devemos entender que a Asia e o Oriente Médio foram se estruturando, de forma profissional, como os mordomos 24 horas no Burj Al Arab, para citar outro exemplo da opulência das viagens ou ainda os apartamentos dentro dos aviões da Eithad. Há uma preocupação muito grande também com a capacitação dos recursos humanos,que devem atender um novo perfil.como escolas voltadas para a gestão dos empreendimentos.

O Brasil, por exemplo, está engatinhando na indústria do luxo, no turismo. Temos uma dificuldade muito grande com a qualificação de pessoal, excetuando São Paulo, que já conta inclusive com um MBA em gestão do luxo. Os hotéis e restaurantes do Rio acabam importando gestores ou tendo um tratamento fora dos padrões exigidos pelos valores cobrados. Devo confessar que o Fasano e o Copacabana Palace conseguiram um modelo eficaz de tratamento de tais hospedes.Não devemos confundir milionários com novos ricos que se hospedam em hotéis ou pseudo cantores e artistas vips que querem exigir comportamentos desumanos dos colaboradores, como proibir os funcionários de olhá-los.

A hotelaria foi criando andares exclusivos para atendimento desde o check in até o café da manhã e happy hour para seus clientes preferenciais assim como os cruzeiros voltaram a introduzir o conceito de primeira classe em alguns navios,com tratamento diferenciado. O grande problema é conviver dentro de um mesmo espaço geográfico com dois públicos distintos. Cria-se uma situação incomoda,como por exemplo as cortinas que separam as classes superiores nos aviões ou ainda a utilização dos banheiros privativos em tais classes tarifárias e a espera que desembarquem,antes da econômica. São providências que devem ser inseridas na operação de forma quase que desapercebida pelos demais clientes.

O referido mercado quer criatividade. Busca encontrar experiências gastronômicas de consumo e de compras, compartilhadas com os ricos locais. Não querem fazer parte das estatísticas de milhares de turistas que fazem fila na porta das grandes lojas parisienses, como a Louis Vuiton. O próprio AIRBNB se deu conta de que poderia atender um publico de maior poder aquisitivo e hoje inclui mansões em sua plataforma, com serviços adicionais. O cliente de luxo sabe que não é o preço que faz o luxo mas o luxo,que faz o preço. A prestação de serviço que busca e muitas vezes imaterial seguida de um bom conhecimento da cultura local e suas características. Um tour de compras em Dubai com mulheres nativas ricas permitiu que o mundo entendesse, por exemplo, que há roupas especiais feitas por grandes costureiros como Dior,para as mulheres islâmicas, que escondem parte do corpo, por motivo religioso. O mercado de luxo não pode ser medido apenas pelo fator financeiro,mas sobretudo pela aculturação que deve ser interiorizada por pessoas que viajaram muito e que deveriam ser mais abertas para a diversidade.

Vivemos um novo mundo em que sobrenomes,aparecimento em colunas sociais em demasia foram substituídos por uma sobriedade, capaz de identificar o novo consumidor de luxo.Muito viajado,ele também gosta de negociar valores mas ainda prefere a consultoria de um agente de viagens,na hora das novas descobertas mas que tenha a capacidade de oferecer algo mais relevante do que uma primeira classe ou um hotel de luxo, como um comprometimento com a sustentabilidade criativa,que norteia os novos negócios de turismo.

Imóveis: Melhora no mercado de alto padrão

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Para Jerônimo Neto, 2o vice-presidente do Creci-CE, a tendência é que o mercado imobiliário melhore, principalmente dos de primeira linha. “O que a gente está vendo muito por aí, é as pessoas buscando um financiamento pelo Minha Casa, Minha vida, com imóveis de até R$ 300 mil. O mercado hoje está saturado com esse valor, porque esse tipo de cliente só vai sair do aluguel para um financiamento de 100 mil ou 200 mil, pagando uma parcela de R$ 1.500 a R$ 2.000, por exemplo. Esse recurso vai trazer de volta esse nicho de cliente que quer buscar recurso mais fácil para financiar seu imóvel”.

Júnior Melo, diretor comercial da Normatel Incorporações, conta que ainda é muito cedo para avaliar os impactos desta ação na economia, mas sem mantém otimista em relação ao aquecimento do mercado. “A gente não consegue mensurar o impacto disso ainda, pois não temos ideia do quanto será injetado na economia cearense. É diferente quando a Caixa libera R$ 10 milhões para a construção civil e, desse valor, uma parte vem para o nordeste, por exemplo. Mas nesse momento, que está todo mundo apertado, esse recurso será muito bem-vindo”.

Segundo o diretor, a mudança ainda não alterou o calendário comercial da incorporação, mas ele não descarta medidas de acordo com o potencial da demanda. “A gente já vem percebendo um movimento interessante no comércio, um amento da confiança do consumidor. À medida que fomos vendo uma movimentação mais forte, nada impede que utilizemos ações mais agressivas para atrair o cliente”.

Fonte: O Povo

Qual o melhor bairro para morar?

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O lugar escolhido para morar tem muita influência na qualidade de vida. A escolha deve respeitar critérios definidos antes mesmo de começar a buscar novo imóvel e inclui tanto a negociação de compra como a área que atenda melhor as necessidades diárias. Pensando nisso, o portal imobiliário VivaReal reuniu nove dicas para ajudar a encontrar o melhor bairro para residir. Confira abaixo.

1. Entenda quais são os seus deslocamentos mais frequentes

A rotina determina seu conforto e qualidade de vida em um bairro. Para quem vive em um grande centro urbano, os deslocamentos entre os pontos que precisam ser visitados diariamente são mais ou menos estressantes, conforme as necessidades de enfrentar o trânsito.Por isso, é importante ter em mente como esses deslocamentos são feitos, com qual frequência eles acontecem e em que medida podem ou não ser alterados. Com base nisso, você deve escolher o bairro que melhor se encaixa nessa logística diária. Você também pode levar em conta algumas mudanças, como as sugeridas na próxima dica.

2. Prefira o bairro que permita deslocamentos menores ou mais fáceis

Suponha que o seu local de trabalho não possa ser alterado, o que provavelmente acontece na maioria dos casos. Isso significa que um bairro mais próximo à empresa ou que tenha boas vias de acesso deve ser mais conveniente do que outro que não apresente essas qualidades. Se for esse o caso, você pode pensar em outras necessidades de deslocamento e até alterar aquelas que forem possíveis. Por exemplo, escolha um bairro que tenha mercados, academias e comércio. A conveniência de ter esses locais ao redor com certeza facilitará sua rotina.

3. Valorize os centros comerciais

Como vimos na dica anterior, a proximidade com relação aos centros comerciais e aos locais de lazer pode ser conveniente para evitar tantos deslocamentos. Se você morar perto de um supermercado, poderá fazer suas compras com maior frequência, na medida da sua necessidade. Assim, se precisar de uma garrafa de vinho ou se o café acabar, talvez você não precise nem tirar o carro da garagem para fazer as compras.Considere o mesmo para bancos, farmácias e outras lojas de produtos e prestadores de serviços. Aliás, vale dizer que, atualmente, os urbanistas percebem que quanto mais os bairros possuem essas conveniências, mais saudável se torna a vida urbana.

4. Observe a infraestrutura

Um bairro autossuficiente é um aspecto muito interessante que merece ser valorizado. Porém, autossuficiência não significa isolamento, o que quer dizer que você também deve prestar atenção na oferta de transporte público para o bairro. Mesmo para quem não utiliza o transporte público, é preciso considerar que outras pessoas podem precisar dela, como ocorre com os empregados domésticos e outros prestadores de serviço e até visitantes.Preste atenção na qualidade da iluminação pública, das vias de acesso e dos demais equipamentos urbanos. Outro aspecto que deve ser valorizado é a presença de parques, jardins e áreas verdes, que não só tornam o lugar mais bonito, como também influenciam na qualidade do ar e do clima local e podem servir como ótimas alternativas de lazer e para a prática de esportes ao ar livre.

5. Fique de olho na vizinhança

Da mesma forma que uma boa vizinhança pode tornar um bairro um ótimo local para se viver, ter vizinhos ruins pode significar um transtorno incontornável. Por isso, é fundamental conhecer bem a vizinhança, observando tanto as pessoas que moram ali, quanto às atividades empresariais que possam ser desenvolvidas na região.Nesse sentido, você deve considerar suas preferências pessoais. Afinal, há quem considere uma boa vizinhança aquela que é tranquila e que respeita os horários e as regras da vida em comunidade. Também há quem prefira as vizinhanças mais agitadas, menos afeitas a padrões de comportamento pré-definidos. Qualquer que seja a sua preferência, procure um bairro que seja adequado ao seu estilo de vida.

6. Atente-se para a qualidade das construções

O conjunto das construções de um bairro define a qualidade de vida ali e diz muito sobre as pessoas que vivem no local. De modo geral, lugares onde as construções são mal conservadas costumam valer menos do que aqueles onde as fachadas são bem cuidadas e os jardins se encontram bem tratados, o que pode até se tornar um atrativo financeiro. Porém, é possível que a vivência diária em um lugar onde as construções não são muito boas seja também menos agradável do que seria nos lugares onde os prédios são mantidos em melhores condições.

7. Caminhe pelas ruas e converse com as pessoas

Uma excelente maneira de conhecer um bairro é caminhando pelas suas ruas. Assim, você não só poderá observar de perto as características da vizinhança, como também poderá conversar com as pessoas sobre o dia a dia do lugar.Tenha a certeza de que uma boa conversa de calçada pode revelar muito mais sobre um bairro do que a melhor descrição de um corretor.

8. Não abra mão da segurança

Atualmente, a segurança é um aspecto que deve ser considerado como essencial. Por isso, preste muita atenção na infraestrutura de segurança que o bairro oferece.Naturalmente, os locais bem iluminados, onde há a presença de câmeras de segurança públicas ou particulares e que contam com policiamento ostensivo, são mais seguros do que outros que não possuem essas características.

9. Faça as visitas em horários alternados

Por fim, para ter certeza de que a sua escolha realmente recairá sobre o melhor bairro para morar, procure visitá-lo em horários diferentes: durante o dia, à noite e, se possível, até na madrugada. Afinal, ao longo do dia as características de um bairro podem mudar bastante. Por exemplo, o que é tranquilo durante o dia pode se tornar bastante movimentado no período noturno, ou vice-versa.

Fonte: ZH Imóveis

 

Especialista dá 5 dicas para quem está procurando imóveis

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Os preços dos imóveis caíram no ano de 2016. Segundo o Índice FipeZap, anunciado no encerramento do ano e que monitora os preços de imóveis de 20 capitais do país, houve uma queda real de 5,48% (descontando a inflação) nos preços do m² por todo o Brasil. Além disso, a inflação vem caindo fortemente. Para quem precisa comprar um imóvel, o cenário está ficando favorável. Porém, muitos são compradores de primeira viagem que não sabem exatamente por onde começar, nem quais os empreendimentos vale a pena investir. Para Mauro Jorge, gerente de vendas de imóveis, o comprador tem que estar atento a cinco itens principais, que devem ser considerados detalhadamente antes de fechar contrato:

1 – Localização
Segundo Mauro, a primeira coisa que o consumidor deve reparar é na localização do empreendimento, que varia conforme o tipo de consumidor. “Para casais que têm filhos, o mais indicado é observar se existem escolas e se o bairro é considerado seguro. Para jovens estudantes, a recomendação é procurar locais próximos a opções de lazer e entretenimento da cidade”. Outro ponto crucial é o transporte. “Se você possui transporte próprio, observe quais as opções de garagem que o empreendimento oferece. Caso dependa do transporte público, veja se existem linhas próximas do seu futuro lar”. Além disso, é importante atentar para comodidades do dia a dia como ir ao supermercados e se existem farmácias e hospitais próximos para emergências.

2 – Incidência solar
Numa cidade de clima quente como Teresina, é essencial pensar em como o sol afeta a região. “Observe qual o lado do nascer e do pôr do sol e prefira aqueles que possuem sombra na parte mais quente do dia”, diz Mauro. Além de proporcionar mais conforto para a família, receber sol pela manhã ajuda a evitar o acúmulo de umidade nas paredes e em alguns casos, a formação de infiltrações no imóvel.

3 – Segurança

A dica é sempre dar um passeio pelo bairro do empreendimento desejado antes de começar as negociações. Verifique se as ruas são bem iluminadas, se existe policiamento ou casos de atividades suspeitas próximas à região. Procure visitá-lo em diferentes horas do dia e converse com moradores do prédio ou da região. Caso o local apresente condições que não sejam favoráveis a sua rotina, procure outras opções junto ao seu corretor.

4 – Priorize o conforto
Ter em mente o conforto é essencial na escolha de um novo lar. Sempre tenham muito claro quais são as suas reais necessidades, como o tamanho da cozinha, sala para receber os amigos e quantos quartos o local possui. Defina suas prioridades e quais espaços da casa são mais importantes para você e invista nisso.

5 – Longo prazo
Mauro ressalta ainda a importância de pensar a longo prazo. “Faça projeções e não pense apenas no agora. Num investimento grande como é a compra de um imóvel, as suas necessidades podem variar conforme o tempo passe. Caso pense em ter filhos, escolha locais com mais de um quarto, por exemplo”, afirma. “Além disso, procure especialistas no mercado como corretores credenciados para ajudá-lo a fazer a melhor escolha”, finaliza.

Fonte: Cidade Verde

Saiba como identificar as fases do mercado imobiliário e o melhor período para comprar

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Depois de sofrer com a crise econômica em 2016, o mercado imobiliário finalmente tomou uma direção positiva. Mas, devido a esse caráter imprevisível, é preciso compreender cada uma de suas fases para determinar qual o melhor período para comprar um imóvel, sem cair em armadilhas. Para a advogada Joyce Bahiense, da empresa especializada em regularização de imóveis MR Consultoria, 2017 e 2018 são os anos ideiais para quem deseja e tem condições de investir ou de comprar um imóvel para morar. Veja quais são as fases do mercado imobiliário e como saber quando investir na casa própria:

Expansão

Joyce explica que a fase de expansão é marcada pelo encarecimento dos preços dos imóveis e início de aumento das ofertas:

– É quando as construtoras, com incentivos financeiros, dão início aos investimentos no setor, aumentando o número de lançamentos e a concorrência no mercado. Com estoque ainda alto, existem boas ofertas.

Boom imobiliário

Segundo a consultora, em um contexto de economia aquecida, mercado de trabalho estável, incentivo para o crédito e consequente baixa dos juros, o Brasil passou pela fase do boom imobiliário entre 2008 e 2013, período de expectativas pelos grandes eventos que o país receberia (Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos Rio 2016).

Excesso de oferta

Em seguida, foi a vez do excesso de oferta, quando os preços dos imóveis se estabilizaram. Embora o contexto ainda seja caracterizado por otimismo com relação à economia, o número de imóveis vagos aumentou e a construção desacelerou.

– As construtoras ficam com um número elevado de empreendimentos para serem entregues, gerando um estoque maior. O crédito para novas construções também diminui e o endividamento aumenta – destaca Joyce, acrescentando que esta fase ocorreu a partir de 2013, quando a economia começou a dar sinais de desaquecimento e, principalmente, em 2015, ao se comportar como uma curva descendente.

Recessão

Em 2016, o país viveu a fase de recessão, com queda nos preços dos imóveis, enquanto a oferta continuava a crescer. Com o intuito de alavancar a economia, ainda no ano passado começaram a ser promovidos incentivos para as linhas de crédito, estimulando, portanto, a expansão do setor.

– Foi uma tentativa de reaquecer o mercado, porém esbarramos nas taxas de juros elevadas – diz Joyce.

Fonte: Extra

Crise aumenta número de permutas no mercado imobiliário

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A crise econômico impulsionou uma velha prática de mercado, mas pouco usada no setor imobiliário: a permuta. “As pessoas continuam com vontade de mudar de imóvel, mas, em tempos difíceis, preferem preservar o dinheiro guardado no banco ou simplesmente não tem caixa para investir em uma casa nova”, afirma o diretor comercial da imobiliária Coelho da Fonseca, André Souyoltgis. É nesse cenário que esse tipo de transação ganha espaço.
De acordo com ele, de 2015 até agora, o número de permuta de imóveis cresceu em razão da crise. “2016 foi o ano com o maior número de trocas em dez anos. Fizemos 2,5 vezes mais permutas em 2016 do que em 2015”, diz Souyoltgis, sem no entanto revelar os números dessas negociações.
O negócio ficou tão em alta que a imobiliária Lello precisou criar um campo de busca novo em seu site. “Em agosto, com o número crescente de pedidos, decidimos inserir a opção ‘permuta’ no portal. Assim, quem procura uma casa nova para comprar já consegue saber quais vendedores aceitam outro imóvel em troca”, explica o diretor de vendas da Lello, Igor Freire. “Os proprietários estão mais flexíveis, porque sabem que se não aceitarem um imóvel menor como parte do pagamento, podem ficar muito tempo esperando pelo comprador perfeito”, afirma.
Fernando Araujo Carneiro, de 33 anos, foi um dos que se beneficiaram com a maleabilidade dos vendedores. O eletricista queria sair do apartamento de dois quartos, sala e cozinha para morar em uma casa maior. Chegou a colocar seu imóvel à venda, mas ninguém queria pagar o valor que ele considerava ideal.
Junto com a imobiliária, resolveu apostar na permuta. Encontrou um proprietário que não estava conseguindo vender a casa de R$ 500 mil. “Ele decidiu aceitar meu apartamento e meu carro em troca, porque pelo menos teria uma parte do dinheiro em mãos. Era melhor do que esperar mais tempo pela venda tradicional”, diz Carneiro.
O eletricista ainda obteve um financiamento imobiliário de R$ 200 mil para pagar o restante do valor. “Para a minha família foi excelente. Queríamos mudar para uma casa melhor, com mais quartos e outras facilidades, mas não tínhamos dinheiro nem crédito para isso. A permuta possibilitou a realização do sonho”, conta.
Dificuldades. Nem sempre, porém, é fácil combinar a compra e venda dessa forma. Apesar de a crise ter facilitado a permuta, compradores, vendedores e corretores podem enfrentar alguns percalços no processo.
“É difícil encontrar dois clientes que tenham desejos conciliáveis. O proprietário do imóvel de valor mais baixo precisa achar um outro dono que aceite aquela casa ou apartamento como está”, diz Freire. A dica para a permuta dar certo é aceitar uma depreciação do valor de mercado. “Assim, o vendedor sabe que vai conseguir ganhar alguma coisa quando vender o apartamento que aceitou como parte de pagamento.”
Segundo o CEO da Imobiliária Mirantte, Luiz Carlos Kechichian, ele incentiva seus funcionários a conhecerem muito bem seus clientes. “Às vezes, um comprador precisa ir para uma casa maior, em um bairro mais afastado da cidade, porque a mãe ou a sogra vai se mudar para a residência dele. Então, o corretor pode oferecer a permuta para uma família, que ele saiba que deseja migrar para um apartamento pequeno porque os filhos saíram de casa, por exemplo.”
Motivos. Além da crise e de necessidades pessoais específicas, outras razões que fazem os clientes aceitarem as permutas são a vontade de se livrar de altas taxas condominiais ou IPTU. “Se o vendedor está com dificuldade de achar um comprador que pague em dinheiro a quantia total, é melhor aceitar a troca por um apartamento menor e gastar menos com condomínio e manutenção”, diz Freire.
As permutas – que, na verdade, funcionam como uma compra e venda dupla – são interessantes para as imobiliárias, porque garantem o pagamento de duas comissões, em cima do valor dos dois imóveis. “Por isso, é interessante que corretores se empenhem para realizar esse tipo de negócio”, diz Kechichian.
No entanto, é exatamente a comissão duplicada que pode atrapalhar algumas negociações. Como a pessoa que oferece um imóvel de menor valor como pagamento é, normalmente, a compradora, ela acredita que só a outra ponta é quem deve pagar comissão. “Ela não entende que, na verdade, também está vendendo o imóvel dela, e por isso, deve pagar pela intermediação imobiliária”, diz Freire.
Para convencer os clientes, vale explicar que a permuta também tem vantagens tributárias. “Se a troca é feita entre imóveis de valores iguais, não há cobrança em cima do ganho de capital no imposto de renda; ou então só serão pagos o ganho de capital em cima da diferença entre os dois imóveis”, diz o advogado especialista em direito imobiliário, José Guilherme Siqueira Dias. Veja outras vantagens no quadro acima.

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 Velocidade para os dois
Quando um vendedor aceita permuta na negociação, ele pode se livrar mais rápido do imóvel. O mesmo vale para o comprador, que não precisa vender o bem antes de fazer nova aquisição.

Dinheiro no banco
Em vez de esperar muito tempo para vender um apartamento e continuar pagando condomínio e IPTU, por exemplo, o proprietário pode aceitar um imóvel de menor valor. Dessa forma, garante pelo menos uma parte em dinheiro e diminui os gastos com manutenção.

Imposto de renda
Com a permuta, o vendedor só tem ganho de capital em cima da diferença entre um imóvel e outro. Caso seja uma troca “taco a taco”, não há cobrança de imposto de renda em cima da venda.

Duas desvantagens
Vendedor e comprador têm de concordar com a troca; e encontrar a combinação perfeita pode levar tempo. Além disso, é preciso que as duas pontas paguem a comissão da imobiliária.

Operação pode incluir outros bens

A troca de dois imóveis é o tipo de permuta mais comum nas imobiliárias. Mas outros itens também são aceitos – ou pelo menos oferecidos – como parte do pagamento. É o caso de automóveis e motos. “Quando o carro corresponde a uma parte pequena do valor total, os vendedores acabam aceitando”, diz o diretor de vendas da imobiliária Lello, Igor Freire. “É uma prática bem comum nas concessionárias: dar o carro usado como parcela do automóvel novo. Por isso, é comum acontecer na permuta imobiliária também”, diz o diretor comercial da Coelho da Fonseca, André Souyoltgis. O eletricista Fernando Carneiro ofereceu seu Chevrolet Onix 2014 como parte do pagamento do novo sobrado em Itaquera. “Precisava complementar o valor do apartamento, mas não poderia ser em dinheiro porque não conseguiria todo o financiamento pelo banco.” Souyoltgis, diz que é comum os clientes oferecem gado, joias, quadros, esculturas ou outras obras de arte e até avião. “Não são ofertas comuns, mas acontece. E tem gente que aceita.” Segundo o CEO da Imobiliária Mirantte, Luiz Carlos Kechichian, antigamente até linha telefônica era ofertada na compra de um imóvel. “Hoje, as tentativas mais inusitadas são de barras de ouro e títulos do Tesouro, mas é bem difícil dar certo uma permuta dessa.” No entanto, quando a troca envolve o uso desses bens para pagar um imóvel (em vez de imóvel por imóvel) as imobiliárias não podem cobrar comissão. “Como não é considerado intermediação imobiliária, não há comissão.”

Fonte: Estadão