Conexão em Miami – o que fazer?

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Está indo viajar e tem escala em Miami? Bom, primeiro é preciso saber quanto tempo vai sobrar depois de todo o processo de desembarque e imigração até o próximo voo. Isso porque os bairros vizinhos do Aeroporto Internacional (MIA) oferecem algumas atrações que você pode considerar conhecer, se estiver se perguntando o que fazer em Miami ao invés de ficar plantado no aeroporto por horas. No segundo andar do Terminal E tem um guarda volumes que você pode deixar suas malas e aproveitar seu tempo durante sua conexão em Miami.

Bem ali do lado, tipo cinco minutos, tem a belíssima Blue Lagoon Drive. A área verde na beira do lago de quase 50 mil metros quadrados é uma alternativa para relaxar ao ar livre e alongar o corpo antes de encarar o resto da viagem. Se preferir esticar um pouco mais, os bairros de Coral Gables, Doral e Downtown ficam a menos de 30 minutos do aeroporto. Você pode alugar um carro ou pegar um táxi para um destino específico. De lá, uma ideia interessante pode ser pegar uma bicicleta para rodar pelas ruas ou fazer os tradicionais passeios da Gray Line, naqueles ônibus vermelhos de dois andares que fazem city tour pela cidade e já dá pra ter um gostinho de turismo em Miami.

Ainda saindo do aeroporto, o shopping Dolphin Mall, o Melreese Golf Course e o resort Trump National Doral oferecem serviço gratuito de transporte que você pode aproveitar seja para fazer umas comprinhas, jogar uma partida de golfe ou fazer uma massagem no spa do hotel. E se quiser entrar no clima de “estou de férias em Miami”, planeje visitar a South Beach. A Lincoln Road e a vizinha Española Way concentram uma série de lojas de marcas famosas e várias butiques.

Apesar de parecer entediante, a espera no aeroporto pode ser divertida. A começar pelas peças de arte que estão espalhadas pelos Terminais Norte e Sul. No Terminal D, na área da American Airlines tem diversas opções de restaurantes. Lá também estão a loja do Romero Britto e a livraria Books & Books. O Terminal H/J é famoso pelo Bacardi Bar que serve um mojito delicioso – considerado o drink oficial de Miami, além do Jetsetter Spa, perfeito para você descansar e relaxar antes de seu próximo voo.

Fonte: Embarque na viagem

Apesar dos riscos, cresce busca de brasileiros por imóveis na Flórida

A variação do dólar é o principal problema para quem financia o imóvel ou pretende fazer dele um investimento

A procura de brasileiros por imóveis na Flórida (Estados Unidos) entre janeiro e outubro deste ano foi 30% superior em relação o mesmo período de 2013.

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Adquirir imóvel para morar ou investir requer alguns cuidados

A compra de uma residência deve levar em consideração diversos elementos para que o local escolhido atenda às necessidades dos moradores

 (Monique Renne/CB/D.A Press)

Adquirir um imóvel para morar ou investir não é tarefa simples. Para isso, é preciso analisar diversos fatores, que devem facilitar o dia a dia e proporcionar conforto para o morador. Um dos principais itens é a localização. Com o trânsito conturbado e a rotina cheia de atividades, qualidade da vida pode ser sinônimo de morar em uma área de fácil acesso. Além disso, em Brasília, tecnologia, lazer e conforto são algumas das exigências do público interessado em inovações nos empreendimentos imobiliários. Continue lendo…

60% do processo de compra de imóvel é feito na internet, diz executivo do Google

Gerente de Negócios Imobiliários do Google Brasil, Igor Lima, afirmou que a tendência é que esse percentual aumente ainda mais

O processo de compra de imóveis, que vai desde pesquisar até a compra efetiva, já é feito 60% pela internet e a tendência é que esse percentual aumente ainda mais, de acordo com a previsão do gerente de Negócios Imobiliários do Google Brasil, Igor Lima, apresentada durante sua palestra no V Encontro Brasileiro dos Corretores de Imóveis e no Congresso do Mercado Imobiliário realizado em Foz do Iguaçu, na semana passada.

Na Opinião do executivo, cada vez mais consumidores procuram e compram imóveis pela web, sem a intermediação de um corretor. Só no ano passado, entre 30% e 35% das vendas de imóveis foram efetuadas a partir da internet.

Ele conta que esta mudança no comportamento de compra do cliente já foi percebida pelos empresários, mas o setor ainda não se adaptou completamente. Construtoras e incorporadoras ainda não utilizam a internet como ferramenta de atração de clientes, preferindo os meios tradicionais como televisão e impressos. Neste sentido, o gerente do Google Brasil acredita que os corretores de imóveis estão mais antenados com a transformação do mercado, usando mais as redes sociais e ferramentas da internet para auxiliar seu trabalho

Na opinião do executivo, cada vez mais consumidores procuram e compram imóveis pela web, sem a intermediação de um corretor (Divulgação)
Na opinião do executivo, cada vez mais consumidores procuram e compram imóveis pela web, sem a intermediação de um corretor (Divulgação)

“Os empresários já perceberam que isso mudou. Mas o mercado é muito tradicional. Eles vão ter que perceber isso na prática quando afetar os resultados” disse Lima

“Os corretores aprenderam muito mais rápido porque estão na ponta do processo lidando diretamente com o cliente. Eles estão vendo que o cliente chega no stand sabendo de tudo”

O executivo ressalta que, entre cinco ou seis buscas realizadas por brasileiros na internet, apenas cinco são em sites do mercado imobiliário, quatro imóveis são visitados e em somente dois os consumidores ficam interessados, o que significa que “as pessoas buscam muito mais imóveis, mas limitam as visitas.”

Fonte: Info Money – Por Luiza Belloni Veronesi

Governo eleva para R$ 750.000 teto do imóvel financiado pelo FGTS

Antes limite do valor do imóvel era de R$ 500.000. Elevação é discutida há meses pelo governo devido à valorização imobiliária em determinadas regiões
Vista dos prédios da região da Avenida Paulista, São Paulo
Vista dos prédios da região da Avenida Paulista, São Paulo
FGTS: Teto de R$ 750 mil valerá só para SP, RJ, MG e Distrito Federal (Antônio Milena/AE)

O governo decidiu elevar o valor máximo de compra de imóveis com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de 500 mil reais para 750 mil reais nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.

Nos demais estados, o teto passará de 500.000 para 650.000 reais, conforme decisão tomada em reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) nesta segunda-feira.

Essa elevação vinha sendo discutida por entidades do setor imobiliário com o governo há meses. Em julho, a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) havia comentado que esse teto iria subir ainda este ano.

O governo não acredita que a medida impulsione os preços dos imóveis. Isso porque o aumento do teto, em porcentual, é inferior à valorização dos apartamentos e casas no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal desde 2009, ano em que o teto para aquisição de imóveis com uso do FGTS subiu de 350 mil para 500 mil reais. “Não tememos aumento dos preços dos imóveis. Os preços subiram bem fortemente alguns anos atrás e agora estão estabilizados e crescem em ritmo moderado e adequado à economia brasileira”, disse o chefe-adjunto do Departamento de Normas do Banco Central, Júlio Carneiro.

O FGTS foi criado na década de 1960 e consiste em um depósito compulsório do empregador de valor equivalente a 8% do salário de cada funcionário numa conta vinculada ao trabalhador. O dinheiro pode ser resgatado para compra da casa própria ou no caso de demissão sem justa causa.

O CMN manteve a regra que determina que o financiamento não pode ultrapassar 90% do valor do imóvel caso o contrato seja feito pelo Sistema de Amortização Constante (SAC) – que diminui a dívida mais rapidamente no início do contrato. Nas demais modalidades de financiamento, o limite é de 80% do valor do imóvel.

Com essas alterações, o BC avalia que deverá haver uma pequena redução das taxas de financiamento cobradas pelas instituições financeiras que não fazem parte do Sistema Financeiro da Habitação (SFH).  A medida vale a partir de 1º de outubro deste ano e não é retroativa a contratos já assinados no âmbito do SFH.

Fonte: Revista Veja – com agência Reuters

Luxo no mar – Brasil representa 1,5% do crescente mercado de iates de luxo no mundo, onde anualmente são vendidos 1000 unidades

Iates de luxo são verdadeiras casas em alto mar. Alguns medindo mais de 80 pés (24 metros), são considerados megaiates e chegam a ter cinco suítes e são decorados com muito requinte para oferecer todo o conforto a seus ocupantes. Podem ser equipados com televisores de plasma e home theaters, de acordo com o desejo do comprador. Em todo o mundo, são fabricados cerca de 1.000 iates de luxo por ano, com preços que chegam a ultrapassar facilmente R$ 10 milhões e levam de oito a dez meses para ser construídos.
No restrito mercado de vendas de iates de luxo, o Brasil representa aproximadamente 1,5% do consumo mundial. A Itália é maior produtora de iates de luxo do mundo, com 260 unidades, em segundo lugar está os Estados Unidos, com 85. Holanda, Reino Unido e Alemanha ocupam terceiro, quarto e quinto lugares, respectivamente. Para se considerar um iate como sendo de luxo, normalmente, existe uma referencia de preço. Dificilmente um iate de luxo custa menos do que R$ 1 milhão.O iate italiano Azimut de 47 pés (cerca de 15 metros) custa R$ 3 milhões no Brasil e o iate da Sea Ray de 35 péss (11 metros) chega no País por R$ 1,1 milhão.
Divulgação
Spirit Ferretti 88, de 88 pés (26 metros de comprimento) com 4 cabines, 5 banheiros e custa R$ 22 milhões
As principais fabricantes de iates no mundo são as italianas Azimut-Benetti e Ferretti Group. As duas têm parcerias com empresas brasileiras na fabricação de seus barcos. Desde 1996, a empresa náutica brasileira Intermarine mantém um acordo de fabricação sob a licença da Azimut, sendo a única no País a desenvolver os barcos da marca fora da Itália. A empresa de construção de barcos de luxo Ferretti possui uma parceria com a brasileira Spirit, que passou a se chamar Spirit Ferretti em 1992. Assim como a empresa Intermarine é a licenciada exclusiva da Azimut, a Spirit é a única empresa que pode montar as embarcações Ferretti fora da Itália.
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Pilar Rossi, iate de Nelson Piquet, com 100 pés e valor aproximado de R$ 12 milhões
Marco Antonio do Carmo, diretor-executivo da YatchBrasil, empresa que representa no paí­s a americana Sea Ray (EUA) e as italianas Azimut, Benetti e Atlantis informa que, a empresa comercializa 60 iates novos por ano, entre 30 e 60 pés. A demanda Brasileira é estimada em 150 unidades novas por ano. Somente a marca Intermarine é responsável por atender 70% do mercado brasileiro de iates de luxo. A Schaefer produz no Brasil iates de  50 pés que são vendidos por R$ 2,8 milhões. Apesar da crise financeira, a empresa investiu em 2009 cerca de R$ 6 milhões na construção de um centro de usinagem para fabricar novos produtos. O investimento total, a ser concluído em 2010, deve chegar a R$ 15 milhões. Investimentos que demonstram a importância do mercado brasileiro de iates de luxo.

Os principais compradores dos iates de luxo no País são pessoas que têm aumentado seu poder aquisitivo através de investimentos na bolsa de valores. Mas há também celebridades comoLuma de Oliveira, proprietária de um iate de 52 pés (16 metros), Nelson Piquet, que possui um iate de 98 pés (30 metros), Ana Maria Braga, com seu barco de 82 pés (25 metros), e o empresário Eike Batista, que possui uma embarcação de 177 pés (54 metros), onde promove eventos badalados, com direito à vista da cidade do Rio de Janeiro a partir da baía de Guanabara e festa privada com a cantora Madonna. Apesar de o Brasil representar apenas 1,5% no mercado mundial de vendas de iates de luxo, o segmento vem crescendo no País.

Fonte: Portal do luxo

Cozinhas com ilha: uma nova tendência

Quente, acolhedora e receptiva, para muitos, a cozinha pode ser considerada o coração da casa. Para os adeptos a culinária, se torna um refugio, o centro das criações, e nada melhor que um ambiente bem planejado para este cenário.

O conceito de cozinhas com ilha vem sendo cada vez mais aplicados em casas brasileiras, uma tendência com muito charme e elegância. Receber seus amigos e cozinhar ao mesmo tempo fica ainda mais prazeroso.

Inspire-se para seu novo projeto!

Fonte: www.artezanalnet.com.br

Como acho um bom corretor para vender imóvel de R$ 1 milhão?

Resposta por Alex Strotbek*:

Em um primeiro lugar, precisamos entender a figura do corretor de imóveis. Ele é um intermediador: não trabalha com um único lado, mas está entre vendedor e comprador.

No mercado do Rio de Janeiro, por exemplo, que se encontra aquecido, há muitos aventureiros, corretores recém habilitados e com pouca experiência no negócio imobiliário. Esta situação se dá por nos encontrarmos em um momento de “boom” imobiliário, com preços muito altos, o que acaba se tornando um chamariz para novos profissionais.

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Mais precisamente no seu caso, o ideal é buscar as imobiliárias tradicionais na sua microrregião e apresentar seu imóvel, para que estas o cadastrem em seu estoque de imóveis para a venda.

Também é interessante sondar as imobiliárias regionais e bem conceituadas. Mesmo que pequenas, elas farão o trabalho de base, que é anunciar o imóvel tanto por meios eletrônicos (internet) como em jornais de grande circulação, podendo assim gerar mais visitas.

 

clientes-corretor-de-imoveis-portal-cptAs imobiliárias maiores não somente investem na divulgação, mas selecionam melhor seus colaboradores (corretores autônomos), assim como também investem no treinamento constante destes. Além disso, têm melhor infraestrutura e estrutura de pessoal.

 

 

Por último e não menos importante, o bom corretor é aquele que:

Gera confiança e está à disposição;
Conhece o mercado, a região ou microrregião, em termos de preços, tipos de imóveis etc.;
Está bem estabelecido fisicamente, com estrutura para fazer um bom trabalho;
Tem sua habilitação regular junto ao CRECI (Conselho Regional de Corretores de Imóveis), ou seja, é tecnicamente capacitado, conhecendo não somente de vendas, mas também as condições legais mínimas para a venda de um imóvel.

Vale ressaltar que antes de colocar o seu imóvel à venda, o vendedor deve solicitar a avaliação de três corretores, e assim verificar se o preço desejado é também compatível com o que é praticado no mercado. Este já será um bom momento para avaliar o trabalho dos corretores e imobiliárias.

*Alex Strotbek é consultor imobiliário especializado na gestão executiva de novos negócios no mercado imobiliário nacional e internacional. Graduado em Administração de Empresas, Comércio e Contabilidade pela escola de comércio Schweizerische Alpine Schule Davos, na Suíça, possui expertise em contratos imobiliários de compra e venda, permutas física e financeira, incorporações e lançamentos imobiliários e já gerenciou e acompanhou diversas negociações na área – desde o desenvolvimento e planejamento, até a execução das vendas.

Cobre é cada vez mais aplicado na decoração de jardins

Embora as propriedades benéficas do cobre sejam conhecidas desde a antiguidade, o metal não deixa de surpreender e inspirar arquitetos e designers. Depois de conquistar o interior de ambientes, o cobre também encontrou lugar ao ar livre, graças às propriedades inerentes como durabilidade, resistência à corrosão e versatilidade. Estas características fazem com que o metal seja cada vez mais popular entre designers e paisagistas.

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Altamente resistente à corrosão, o cobre é um dos materiais preferidos para estruturas submetidas a condições climáticas difíceis. Telhados ou fachadas de cobre se caracterizam por ter a mesma vida útil que o edifício que está protegendo.

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Esta resistência também faz do cobre a escolha perfeita para os acessórios ao ar livre – calhas, regadores ou duchas que resistem ao tempo. Além disso, mais de 40% do cobre utilizado na atualidade é reciclado e essa característica aumenta sua presença em projetos voltados para a sustentabilidade e meio ambiente.

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Decoração externa, jarras, acessórios de jardim, mobiliário; há uma infinidade de maneiras de usar cobre ao ar livre. Por ser maleável, o metal pode adotar diferentes formas e cores devido à oxidação natural. Avermelhado em seu estado natural, sua aparência e cor podem mudar com o tempo, tornando-se café e logo com tonalidade esverdeada. Assim como as plantas, o cobre muda de acordo com as estações do ano.

Outra vantagem está no uso de vasos em cobre como método complementar ao controle de pragas. O cobre tem propriedade fungicida e bactericida. Em contato com o metal, fungos e bactérias morrem em até duas horas. Esta propriedade faz com que o cobre seja um dos materiais preferidos dos designers na escolha de suportes, telas de proteção, discos que impedem o crescimento de musgo e moldes como pedras decorativas, entre outros.

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A vistoria de imóveis deve ser feita antes da entrega das chaves para evitar situações desagradáveis

Mudar-se para um imóvel próprio ou alugado requer uma ação cautelosa para evitar transtornos que possam causar prejuízos aos futuros moradores. Afinal, é preciso conferir se o que foi negociado condiz com o que está sendo entregue. Por isso, a vistoria cuidadosa é fundamental. Especialistas do setor imobiliário recomendam, se possível, que o trabalho seja realizado por profissionais de áreas diversas, como engenheiro civil, arquiteto, eletricista e até mesmo bombeiro hidráulico.

O corretor da RE/MAX Futuro Breno Rosa ressalta que a vistoria é importante para examinar o acabamento, as instalações e a construção em geral. “Verificar tudo antes garante uma decisão mais acertada e sem problemas no futuro. O comprador deve pedir uma visita ao imóvel objeto da compra pelo menos 24 horas antes de lavrar a escritura pública de compra e venda”, orienta.

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Todos os aspectos do imóvel devem ser averiguados, como destaca Breno Rosa. Isso vai desde os materiais que compõem o memorial descritivo (o que foi acordado) até os aspectos estruturais, como paredes e tetos. “Além disso, deve-se estar atento aos pormenores inerentes à construção, como defeitos que possam estar aparentemente visíveis, como rachaduras nos tetos e paredes e até mesmo deformações na estrutura. É preciso exigir que o laudo da vistoria esteja pronto e que seja entregue ao comprador, antes de lavrar a escritura”, informa.

O advogado especialista em direito imobiliário e presidente do Instituto Brasileiro de Estudos Imobiliários (Ibei), Fernando Augusto Cardoso de Magalhães, confirma a necessidade de recorrer a um profissional habilitado para auxiliar nesse tipo de inspeção. “O Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias (Ibape/MG) tem uma lista de profissionais especializados em vistorias de bens imóveis”, indica.

Segundo ele, no laudo de vistoria serão descritas, detalhadamente, as condições do imóvel. “Paredes, portas, revestimentos, metais e louças do banheiro e da cozinha; a qualidade dos materiais utilizados na construção, se estão de acordo com o memorial descritivo ofertado (venda de imóvel na planta), e de todos os itens instalados, como gabinete de cozinha, lustres e boxe de banheiro”, detalha Magalhães.

Checklist

O laudo deve ser assinado pelas partes, locador e locatário ou promitente vendedor e promitente comprador, como acrescenta o presidente do Ibei. “Para não haver dúvidas quanto à qualificação boa ou regular do estado de conservação, por exemplo, anexe ao laudo fotos do imóvel”, orienta.

O administrador Felipe Franco, que comprou um imóvel na planta na Região Oeste de Belo Horizonte, destaca a importância de se preocupar com a vistoria. “Por se tratar de um bem de altíssimo valor, torna-se importante que, no recebimento das chaves, sejam verificado todos os itens, como rede hidráulica, elétrica até a análise do piso, por exemplo se a água escorre para o ralo, entre outros.”

De acordo com ele, é sempre bom que, antes de assinar o termo de recebimentos das chaves do imóvel, o proprietário faça essa vistoria. “Se possível, acompanhado de algum engenheiro ou técnico que tenha conhecimentos em construção civil. No meu caso, tive o auxílio da minha mulher, que é engenheira civil”, conta Franco.
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Para evitar cair na armadilha, é importante apurar a origem do problema, que pode ser anterior à ocupação do imóvel

Quando uma vistoria detalhada não é feita quando o imóvel está sendo entregue para o novo ocupante, seja ele locatário ou adquirente, nem sempre uma perícia conseguirá apurar a origem do vício da construção e, consequentemente, a responsabilidade do causador do problema, como alerta o sócio da Moura Tavares, Figueiredo Moreira e Campos Advogados e especialista em direito civil Ricardo Gorgulho. “Em algumas situações, um perito engenheiro poderá precisar que determinado vício decorre de fato anterior à ocupação do imóvel, mas em outros casos essa prova não será possível, dificultando a defesa dos direitos da parte prejudicada.”

Gorgulho explica que o locador responde pelos vícios ou defeitos anteriores à locação, embora o locatário seja responsável pela manutenção e conservação do bem. “Salvo se o problema decorre de um vício estrutural para o qual não concorreu. Da mesma forma, o construtor responderá pela solidez, segurança e construção do edifício, mas não será responsável por eventuais mudanças feitas no imóvel pelo adquirente, que não tiveram o seu conhecimento.”

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O corretor da RE/MAX Futuro Breno Rosa lembra que é preciso examinar acabamento, instalações e a construção em geral. Jennifer Conde, também consultora da RE/MAX Futuro, diz que, caso a vistoria não tenha sido feita em um imóvel adquirido na planta e sejam constatadas falhas e defeitos, eles devem ser informados imediatamente à construtora, para que ela possa reconhecer e autorizar a reparação do imóvel, dentro do prazo preestabelecido.

De acordo com Jennifer, no caso de imóveis na planta existe uma carência de seis meses para que sejam identificados pequenos vícios da construção e a construtora fica disponível para atender as necessidades dos atuais proprietários, desde que devidamente comprovados. Seis meses após a entrega das chaves, a situação fica mais delicada, sendo estudada caso a caso pela construtora, por uma empresa responsável pelo pós-venda ou por ambas”, adverte.

O presidente do Instituto Brasileiro de Estudos Imobiliários (Ibei), Fernando Augusto Cardoso de Magalhães, explica que na entrega do imóvel vendido na planta, a vistoria é feita na presença do promitente comprador (consumidor) com um representante legal da promitente vendedora (construtora/incorporadora), para atestar que o imóvel está atendendo as especificações e qualidades de materiais prometidas no memorial descritivo, que deve acompanhar todo contrato de promessa de venda e compra de imóvel em construção ou vendido na planta.”

No caso da aquisição de imóveis usados, a vistoria também é importante, como destaca Magalhães, pois será por meiodela que o comprador poderá verificar o real estado de conservação e manutenção das instalações elétricas e hidráulicas do imóvel, bem como do condomínio que o integra, a fim de que o comprador não seja surpreendido com despesas extraordinárias no condomínio.

Em se tratando de locação, o presidente do Ibei diz que o termo de vistoria será realizado pelo locador ou seu representante. No documento, que deverá integrar o contrato de locação, deve constar o estado de conservação e demais itens instalados (armários, gabinete de cozinha, lustres e boxe de banheiro etc). “Caso o inquilino, quando do recebimento do imóvel, detecte problemas como rachaduras, manchas, vazamentos ou elétricos, poderá fazer novo anexo ao contrato e exigir a assinatura do locador. Se ele se negar a assinar o documento, poderá ser notificado via cartório para constituir prova das condições originais do bem imóvel”, diz Magalhães.

Se forem constatadas falhas e os responsáveis não se manifestarem para resolver o problema, a orientação do advogado Ricardo Gorgulho é que a parte prejudicada procure um advogado a fim de propor a ação cabível. “Muitas vezes é aconselhado o ajuizamento de ação cautelar de vistoria, antes do ajuizamento de ação de indenização contra o causador do dano.”

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Vistoria

– Na planta: quando da entrega do imóvel, é feita na presença do promitente comprador com um representante legal da construtora/incorporadora para atestar que o imóvel atende as especificações e qualidades de materiais prometidas no memorial descritivo, que deve acompanhar o contrato de promessa de compra e venda do imóvel em construção ou vendido na planta.– Usado: deve-se verificar o real estado de conservação e manutenção das instalações elétricas e hidráulicas do imóvel, bem como do condomínio que ele integra, caso o imóvel seja um apartamento. Isso evita que o comprador seja surpreendido com despesas extraordinárias na taxa condominial.– Alugado: o termo de vistoria, que deverá integrar o contrato de locação, será realizado pelo locador ou seu representante, informando o estado de conservação e demais itens instalados. Caso o inquilino, quando do recebimento do imóvel, detecte problemas, poderá fazer novo anexo ao contrato e exigir a assinatura do locador. Se ele se negar a assinar o documento, poderá ser notificado via cartório.