As cores de 2017

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As principais marcas de tintas apontam as tonalidades que serão tendência no próximo ano. Está aí uma boa desculpa para mudar o astral da casa!

A beleza natural do Brasil serviu de inspiração para a nova coleção da marca americana Colorhouse. A colorista carioca Fabiane Mandarino colaborou na criação de seis novas cores, entre elas, este rosa suave, chamado Bromélia. Apesar da homenagem, a empresa ainda não entrega no país.

O azul-claro fresco Mergulho Sereno é a aposta da Coral. A coleção 2017 da marca conta com outras 44 tonalidades divididas em quatro tendências.

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A mistura do cinza com o marrom deu origem à cor Poised Taupe (SW 6039), da Sherwin-Williams.

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A Lukscolor elegeu como cor do ano um marrom com toques de amarelo queimado, que ganhou o nome de Lizard (LKS 2275).

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Cortina de teatro é o nome da cor escolhida pela Suvinil. O tom, que mistura vermelho e violeta, é o mesmo encontrado na brasilina, um corante extraído do pau-brasil.

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O azul vibrante Arquipélago é a escolha da Eucatex. A marca apresentou outras 20 cores, divididas em quatro grupos.

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Fonte: Revista Casa e Jardim

 

Decoração de Natal pode contar com cores inusitadas e fora do tradicional

Além das tonalidades clássicas, a data permite cores ousadas na composição de ambientes e na decoração das tradicionais árvores de Natal
 (Divulgação/Nardim Junior Home)
(Divulgação/Nardim Junior Home)

Os preparativos para receber a casa para o Natal começam com a decoração de ambientes. A temática permite inovação e criatividade ano após ano, com elementos e cores diferenciadas. Além das tonalidades tradicionais, como o vermelho, verde e dourado, o bordô e o verde limão vão dar destaque a alguns elementos da decoração este ano. continue lendo …

Decorar a casa para o verão deve expressar alegria e amenizar efeitos do calor

Chegada da estação mais vibrante do ano pede decoração colorida e clean, contrastando suavidade com intensidade

(Gui Morelli/Divulgação)
Preparar o lar para a chegada da estação mais quente e vibrante do ano exige alguns cuidados. Os efeitos do calor podem ser amenizados com decoração adequada. A estação é ideal para contrastar tons suaves e cores fortes. Branco, cru, creme e bege, ganham vida se combinados com cores intensas, como o azul, amarelo, verde e vermelho.

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Fabricantes de tintas já propõem tendências que vão ser o tom de 2014

Empresas de tinta começam a definir qual será a cor da decoração para o próximo ano. Tonalidades em azul, verde e acizentado são as maiores apostas
Quarto criado pelo arquiteto Sergio de Oliveira com a cor de 2014 da Sherwin-Williams, chamada exclusive plum (Maria Ines Antich/Divulgação)
Quarto criado pelo arquiteto Sergio de Oliveira com a cor de 2014 da Sherwin-Williams, chamada exclusive plum (Maria Ines Antich/Divulgação)

Assim como no mundo da moda, todos os anos surgem tendências de cores, texturas e estampas na decoração. A dois meses de 2014, algumas empresas já se preparam para antecipar qual será o tom da vez. O escolhido será usado como conceito-chave para a criação de uma paleta de cores. A partir do estudo global de cores Color Futures, a Coral aposta no azul esverdeado, batizado de lagoa particular. A ideia é que a tonalidade una a harmonia natural do verde com a tranquilidade do azul — o que permitirá combinações com verde-menta, esmeralda e nuances de madeira.

Por trás da escolha da Coral está o tema “equilíbrio e desejo de descobrir”. “Os especialistas envolvidos na criação do Colour Futures perceberam um mundo à procura de respostas, o que resultou em uma gama de cores convidativas e excitantes, que inspirará a renovação”, explica Stephanie Kraneveld, Gerente Global de Conhecimento de Cores da Tintas Coral.

O Colomix 2014, outro estudo de cores feito pela Sherwin-Williams, teve como inspiração o interesse pelos diferentes elementos e culturas do mundo. A seleção de tons da empresa será composta por quatro categorias: fundamentado (tons quentes e frios de cinza, incluindo branco brilhante e preto profundo); diáfano (bege puro e tons que remetam a cosméticos e pérolas); curiosidade (cores intrigantes e profundas, com um toque etéreo) e intrínseco (baseado na preservação de tradições culturais e de artesanato mediante a recuperação de técnicas de nossos ancestrais). A tecnologia dos dias atuais também teve sua influência na escolha, uma vez que levaram em consideração “moda, eletrônicos, mídias sociais, inovações em novos produtos e a retomada do foco em cultura e tradição”.

Dentro dessa seleção, a exclusive plum, eleita a cor do ano de 2014, estará na categoria curiosidade. Direcionada ao cinza, é, de acordo com Carol Derov, diretora do Color Marketing Group e membro da instituição Color Association of the United States (Caus), um neutro, que pode ser cinza ou roxo, dependendo do contexto. “Essa cor aparece na moda e pode ser usada em móveis residenciais. Ela agrega um elemento de mistério aos matizes das outras coleções”, explica Derov.

Para a Suvinil, a cor do ano que vem será a curaçau blue. O tema criado pela empresa para definir os tons de 2014 recebeu o nome de Voz, para representar o que as cores “falam” sobre um ambiente. No relatório feito para divulgar as tonalidades, a empresa explica que a “voz” das cores “permeia a diversidade de situações do dia a dia, reflete intenções, descreve personalidades, retrata momentos e reforça o estilo da casa”.

Além das tintas, as estampas terão lugar de destaque nos cômodos em 2014. Celaine Refosco, designer têxtil e idealizadora do Orbitato, explica que a combinação de grupos de cores entre si tem sido, a cada ano, o ponto alto da decoração. “O Trends da Heimtextil (maior feira internacional de casa e têxteis) indica uma gama de verdes, com vários pesos, quebrados apenas pela presença de um vermelho adocicado”, enumera. Para o ano que vem, ela aposta que tons amarelos, verdes e azuis terão vida longa, influenciados pela Copa do Mundo no Brasil. Ela explica que o processo de escolha do tom do ano se dá como se fosse um grande “acordo” entre todos os integrantes da cadeia da cor: dos fabricantes de pigmento, passando por fabricantes de materiais, confeccionistas, até o consumidor.

Tendência étnico urbano na paleta de cores criada a partir da cor lagoa particular, eleita como a cor de 2014 pela Coral (Coral/Divulgação)
Tendência étnico urbano na paleta de cores criada a partir da cor lagoa particular, eleita como a cor de 2014 pela Coral (Coral/Divulgação)
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A “curaçau blue”, com tons em verde e azul, foi a cor escolhida pela Suvinil para 2014
Aposta de tendência para 2014 da Orbitato: mistura de cores. Desenhos de Celaine Refosco. Tecidos autoadesivos aplicados em art wall (Orbitato/Divulgação)
Aposta de tendência para 2014 da Orbitato: mistura de cores. Desenhos de Celaine Refosco. Tecidos autoadesivos aplicados em art wall (Orbitato/Divulgação)

A decoração imita a moda

A Pantone ainda não definiu a cor que mais influenciará a decoração em 2014, mas já deu algumas pistas. O relatório Fashion Color Report — Spring 2014 apresentou algumas tendências de tons para a moda da primavera do ano que vem — e há grandes chances de a cor do ano estar entre eles. Na paleta, tons pastéis suaves se equilibram com cores vivas e brilhantes, a fim de resultar em um equilíbrio colorido. A inspiração, de acordo com o relatório, foi a mistura de “flores desabrochando, viagens e mulheres fortes e confiantes”. “Nesta temporada, os consumidores estão procurando um estado de equilíbrio pensativo, emocional e artístico”, declarou Leatrice Eiseman, diretora executiva do Pantone Color Institute, no site oficial da empresa.

Fonte: Lugar Certo

Novos usos para a cor na arquitetura

Contemporâneos inserem tons de forma original
Brandhorst Museum, 2009, Munique, projeto de Sauerbruch Hutton (Foto: Annette Kislin)
Brandhorst Museum, 2009, Munique, projeto de Sauerbruch Hutton cuja fachada ostenta 23 matizes diferentes, distribuídos em 36 mil bastões verticais de cerâmica vitrificada

O uso da cor na arquitetura não é exatamente uma novidade. Mas arquitetos contemporâneos vêm encontrando maneiras cada vez mais originais de inseri-las nos projetos.

Apesar dos exemplos ainda isolados, a arquitetura atual tem abraçado as cores vibrantes sem preconceito, como a francesa Emmanuelle Moureaux, criadora de um conceito batizado de shikiri. A expressão, que vem da fusão de dois ideogramas japoneses, significa dividir espaços usando cores. “Esse princípio permeia meus trabalhos”, afirma a arquiteta, conhecida pela atmosfera lúdica dos projetos que assina para clientes tão diferentes entre si como as agências do Banco Sugamo Shinkin e as lojas Issey Miyake. Outros nomes relevantes nessa onda colorida são os dos escritórios Sauerbruch Hutton, de Berlim, e oKOZ, de Paris, que ilustram esta matéria.

Quem mais se destacou pelo uso de uma paleta vibrante na arquitetura do século 20 foi o mexicano Luis Barragán (1902-1988). Ao introduzir as cores da cultura popular do país natal em seus projetos, o ganhador do prêmio Pritzker de 1980 quebrou o rigor da arquitetura moderna – como mostra sua residência, construída em 1948 na Cidade do México, Patrimônio da Humanidade (Unesco) desde 2004, e hoje transformada em museu. “No Brasil, foram os azulejos azuis e brancos de Portinari que permitiram o uso da cor na nossa primeira grande obra modernista, o Ministério da Educação e Cultura, atual Edifício Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro, prédio de 1945. Mas a primeira proposta marcante do estilo é o Masp, de 1968, com o vermelho que Lina Bo Bardi escolheu para os quatro pilotis [eles, no entanto, foram coloridos apenas em 1990]”, explica o crítico de arquitetura André Corrêa do Lago.

A herança modernista privilegiou o branco ou o tom natural dos materiais aparentes, mas há exceções, como Vilanova Artigas (1915-1985). “Para ele, a cor desempenhava um papel estruturador do espaço, indo além do meramente decorativo”, pontua a filha do arquiteto, a historiadora Rosa Artigas. Adepto do azul, do vermelho e do amarelo, Artigas elegeu essas tonalidades para obras como o Edifício Louveira, de 1946, em São Paulo. Outro exemplo é a Casa Bettega, em Curitiba, de 1951, que possui o exterior inteiramente pintado de vermelho.

Centro de Esportes e Lazer de St. Cloud na França, 2010, projeto do escritório KOZ (Foto: divulgação)
Centro de Esportes e Lazer de St. Cloud na França, 2010, do escritório KOZ, com fachada principal de painéis laminados de vidro, que varia do verde ao vermelho
Centro de Esportes e Lazer de St. Cloud na França, 2010, projeto do escritório KOZ (Foto: divulgação)
Centro de Esportes e Lazer de St. Cloud na França, 2010, projeto mais colorido do escritório KOZ
Agência Ekoda do Banco Sugamo Shinkin, no Japão, 2012, projeto de Emmanuelle Moureaux (Foto: divulgação)
Agência Ekoda do Banco Sugamo Shinkin, no Japão, 2012, projeto de Emmanuelle Moureaux que usa seis cores básicas – amarelo, rosa, marrom, verde, azul e roxo – em quatro tons cada, do escuro ao claro
Edifício João Moura em São Paulo, 2010, projeto de Nitsche Arquitetos Associados (Foto: Leonardo Finotti)
Edifício João Moura em São Paulo, 2010, projeto Nitsche Arquitetos Associados, que tem na fachada painéis laminados em verde e azul

Fonte: Casa Vogue – Por Cynthia Garcia