Novo hotel de luxo de São Paulo terá diária de quase R$ 10 mil

5_luxoCelso David do Valle, diretor do Palácio Tangará: obras aceleradas para a inauguração do hotel em maio (Germano Lüders/EXAME Hoje)

Dos prédios que sobem aos casarões que vêm ao chão, o único status permanente da cidade de São Paulo e de seus 12 milhões de habitantes é a própria impermanência. É no bairro do Panamby — uma área emblemática do avanço urbano posta em prática pela iniciativa privada nos início dos anos 1990, e colada à favela de Paraisópolis — que surgirá mais um símbolo da transfiguração infindável da cidade. É o luxuoso hotel Palácio Tangará — situado em um terreno que já teve de tudo: chácara, devaneios de amor de um industrial e de uma nobre alemã, brigas com a prefeitura e um projeto com envolvimento da Previ. A abertura está prevista para maio.

O Palácio Tangará será o primeiro hotel da categoria “luxo premium” da cidade. Serão 141 apartamentos com diárias entre 1.575 e 9.630 reais. EXAME Hoje visitou as obras do local, que seguem em ritmo acelerado, e pôde verificar as facilidades que estarão disponíveis: um moderno centro de fitness, spa, duas piscinas (uma delas no subsolo do hotel), salas de reunião, salão de festas para 530 convidados — que já começou a ser procurado para casamentos — e um espaço exclusivo de entretenimento para crianças.

Na gastronomia, o bar, o lounge bar e o restaurante contarão com a assinatura de Jean-George Vongerichten, dono de 30 restaurantes pelo mundo, sendo o principal deles um estabelecimento com três estrelas no Guia Michelin que leva o seu nome, em Nova York. Para o transporte de hóspedes e convidados, veículos Mercedes-Benz estarão disponíveis — embora também haverá a possibilidade de alugar uma Ferrari ou uma moto Harley-Davidson, por exemplo.

“No final do dia, o típico hóspede corporativo está louco para voltar ao quarto de hotel. O que nós queremos é que os hóspedes estejam loucos para voltar ao hotel e não apenas ao quarto”, afirma Celso David do Valle, diretor geral do Palácio Tangará. Além da possibilidade de tomar um coquetel à beira da piscina ou agendar uma hora de massagem no spa, a aposta no sucesso do empreendimento está em sua localização, cercado pela vegetação nativa do Parque Burle Marx, além da sua linha arquitetônica neoclássica, lembrando, de fato, um palácio. “É uma situação única na cidade. O hóspede se sente praticamente num resort. É um oásis de tranquilidade em São Paulo. Não se ouve um barulho aqui”, diz Valle.

A história da região é uma trajetória comum no desenvolvimento acelerado da cidade, em que sonhos e demolições surgem com a mesma velocidade. O local era uma propriedade, a chácara Tangará, do industrial, playboy e jet setter Baby Pignatari, um membro do clã Matarazzo. Nos anos 1950, Pignatari encomendou a Oscar Niemeyer uma residência para ele e sua segunda esposa. O casamento naufragou e o projeto foi paralisado.

No começo da década de 1960, Pignatari tentou retomar a obra como presente para a sua terceira mulher, a atriz, socialite e princesa alemã Ira von Fürstenberg. Acostumada com as praias do sul da França e os castelos da Baviera, ela se recusou a morar em local que, quando pronto, pareceria mais com uma fazenda do que com um palácio. Do projeto original, sobreviveu apenas o jardim (hoje público) quadriculado de Burle Marx — reformado com o surgimento do parque a partir do acordo entre os criadores do empreendimento imobiliário do Panamby com a prefeitura, nos anos 1990.

A ideia de um hotel no terreno contíguo ao parque data de 1999. Na época, a construtora Birmann e o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, a Previ, se juntaram para abrir um spa de luxo no local. Com os problemas financeiros enfrentados pela construtora, o projeto foi paralisado três anos depois. Sobrou apenas um esqueleto de concreto no local. O gigante neoclássico abandonado fez parte da paisagem do parque até 2013, quando o fundo americano GTIS comprou o terreno e o prédio, decidindo por terminar o projeto do hotel.

Redes do luxo
Apesar do investimento inicial, cujo valor não foi revelado, ser do fundo GTIS, a construção e futura operação do hotel ficará a cargo da Oetker Collection, o braço hoteleiro do conglomerado alemão Oetker — dono, entre outros coisas, de fermento e gelatina em pó e da empresa de transporte marítimo Hamburg Süd. O Tangará será o nono hotel do grupo, o primeiro na América Latina — com exceção de um empreendimento no Caribe. Entre as famosas propriedades da Oetker Collection está o lendário Hotel du Cap-Eden-Roc, na riviera francesa, que abriga celebridades desde os anos 1920 e foi imortalizado pelo escritor F. Scott Fitzgerald no romance Suave é a Noite, de 1934, como o Hotel dos Estrangeiros.

“Fazia tempo que São Paulo merecia e precisava de um hotel de luxo como o Palácio Tangará. Algo que tenha história e extremo bom gosto”, afirma Carlos Bernardo, professor do curso de Hotelaria da Universidade Anhembi Morumbi. Segundo Bernardo, os hotéis de São Paulo classificado como upscale — Fasano, Emiliano e Unique — embora sejam hotéis de altíssimo padrão, não atendem ao gostos de uma parcela mais refinada e exigente de clientes. “Não se trata apenas de sheiks árabes e chefes de estado, mas empresários muito bem-sucedidos que, em vez de irem ao exterior para fecharem seus negócios, poderão fazer seus negócios por aqui”, diz.

Outras grandes redes internacionais também perceberam que havia uma demanda reprimida por hotéis de “luxo premium” em São Paulo. A Rosewood Hotels, por exemplo, deve inaugurar em 2019 um hotel com 150 quartos na Cidade Matarazzo — o projeto de 1,5 bilhão de reais de requalificação do antigo hospital próximo da Avenida Paulista. A arquitetura será do vencedor do prêmio Pritzker Jean Nouvel e decoração do badalado designer Philippe Starck. Antes disso, em 2018, será a vez da rede canadense Four Seasons abrir sua unidade em São Paulo, em uma nova região de prédios comerciais criada pela Odebrecht e chamada de Parque da Cidade.

“A chegada dessas novas redes também mostra que é importante não descuidar de um público que preza pela qualidade do serviço”, diz Bernardo. Segundo o professor de hotelaria, as inaugurações recentes no mercado brasileiro tinham uma preocupação em demasia com estadas de baixo custo e em como atrair a geração Y.

Mas os números mostram que é possível crescer no setor dos super-ricos. Segundo a consultoria Zion Market, especializada em hotelaria, o setor de hotéis de luxo deve se expandir no mundo nos próximos anos. A projeção é que o mercado cresça de 158 bilhões de dólares em 2016 para 194 bilhões em 2021. O motivo para o crescimento, segundo a empresa, é que o estilo de vida dos países mais ricos tende a aumentar nos países emergentes, pressionando a necessidade de hotéis de luxo para férias e reuniões de negócio.

Apesar de futuros concorrentes, o diretor geral do Tangará acredita que há espaço para todos na cidade de São Paulo, que se firmará de vez com um destino tanto de estrangeiros como dos endinheirados brasileiros. O Brasil tem 155.000 milionários e 64.500 estão na cidade — sendo 950 deles com uma fortuna superior a 30 milhões de dólares, segundo a consultoria Knight Frank Research.

Com clientes desse nível socieconômico, a preocupação mesmo é, por enquanto, com a experiência que será oferecida quando o hotel abrir. “O bem-estar não é o algodão egípcio no lençol, o travesseiro de pluma de ganso ou o Jean-George comandando nossa gastronomia. O momento da verdade está em propiciar uma experiência única ao hóspede”, diz Valle. Só que com um pressão adicional no caso de hotéis como o Tangará: “não ser uma experiência boa, é péssimo. Nota 7 não é para este empreendimento”. Ainda mais com uma conta que pode passar de 9.000 reais.

Fonte: Exame

Primeiro hotel de luxo de Havana abrirá as portas este ano

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RIO ­- O embargo econômico dos Estados Unidos ainda está de pé, mas o mercado de luxo parece estar se consolidando em Cuba. O primeiro hotel de luxo da capital Havana deve abrir as portas ainda em 2017, administrado pelo grupo suíço Kiempinski.

Batizado de Gran Hotel Manzana Kempinski La Habana, o cinco estrelas terá 246 quartos e funcionará em um prédio histórico, no centro antigo da capital cubana. O edifício La Manzana de Gómez começou a ser construído em 1890 e só foi concluído na década de 1910, quando se tornou o primeiro centro comercial do país, com mais de 500 lojas e escritórios espalhados por cinco pavimentos.

A fachada original e diversos aspectos arquetetônicos do prédio foram mantidos, como o pé-direito alto nos quartos e suítes. A decoração das habitações segue uma pleta com tons de branco e cinza, mas também toques com cores mais vibrantes, já que se trata de um hotel no Caribe. A suíte presidencial terá 1.600 metros quadrados.

Na cobertura, um terraço e uma piscina terão vista para La Habana Vieja, o centro histórico e colonial da cidade. Entre os marcos nos arredores estão o Edifício Bacardi, o Museu Nacional de Belas Artes e o bar La Floridita ­ um dos preferidos de Ernest Hemingway nos tempos pré­ revolução e dos turistas na atualidade. O Capitólio, O Grande Teatro de Havana e o Paseo del Prado também ficam por perto.

O novo hotel também terá um spa, três restaurantes, um bar no lobby, um lounge para fumar charutos e ­ talvez o maior luxo que se pode encontrar em Cuba ­ internet gratuita em todos os quartos.

Fonte: O Globo

Os 10 hotéis para pets mais luxuosos dos EUA

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As acomodações para cães e gatos chegam a oferecer luxos como transporte em Ferrari, máscaras de lama e camas queen-size.

São Paulo – A vida de alguns animais de estimação são motivos de verdadeira inveja para nós. Nesta seleção, confira os dez hotéis mais luxuosos dos EUA voltados para cachorros e gatos.

1. Dpet hotels

Dpet hotels, de Los Angeles, tem suítes com TV de 65 polegadas, Netflix, menu a la carte e lençóis de luxo. Os pets podem ser buscados na residencia e levados para o hotel em carros luxuosos como Ferrari, Lamborghini, Bentley, Porsche ou Rolls Royce.

2. Fitdog Sports Club

Os cachorros que ficarem no Fitdog Sports Club em Santa Monica, são levados para praias e trilhas do sul da Califórnia. As acomodações garantem camas refrescantes para pets peludos, cabelereiro e mini bar.

3. Olde Towne Pet Resort

O Olde Towne Pet Resort, localizado em Washington, inclui um spa com tratamentos em banho de lama e máscaras de blueberry e uma piscina aquecida. O resort ainda oferece suites de 50m², com opção de seleção de imagens e sons familiares ao seu bichinho de estimação.

4. Best Friends Pet Care

Localizado no Walt Disney World, o Best Friends Pet Care oferece acesso ilimitado aos cachorros no parquet e suites luxuosas. Histórias não vão faltar, já que os funcionários irão ler antes de seu pet dormir.

5. The Barkley

Cada suíte no The Barkley, na California, oferece serviço de camareira, além de música suave e televisões. O prédio ocupa uma área de 4.600m².

6. Chateau Poochie

Na Flórida, o Chateau Poochie, disponibiliza agrados como música clássica, acompanhamento por webcam, aromaterapia e pratos gourmets preparados por um chef.

7. Wag Hotels

Os pets que se hospedarem no Wag Hotels, na Califórnia, são mimados com luxos como música e filmes customizados, encontros por vídeo com os donos, acesso à praia Wag Kiki e histórias antes de dormir.

8. Paradise Ranch Pet Resort

Para um cachorro verdadeiramente aventureiro, a escolha certa é o Paradise Ranch Pet Resort, em Los Angeles. Eles são separados pelo seu tamanho e temperament, e alternados em parques luxuosos e divertidos (inclusive um com cachoeira!)

9. Posh Pet Hotel

Com 103 quartos, o Posh Pet Hotel, na Florida, aceita cães e gatos. Os mimos oferecidos são televisões de 42 polegadas, cama queen-size de espuma, vistas panorâmicas e acesso 24 horas à webcam.

10. Pooch Hotel

Com mais de 10 unidades nos EUA, o Pooch Hotel oferece corridas em esteiras, piscinas e cochilos confortáveis. Os quartos possuem luz natural e portas de vidro.

Fonte: Exame

 

Lições do mercado para a hotelaria de luxo em 2017

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A recessão econômica atravessada pelo Brasil atingiu diversos segmentos do Turismo. Um deles, no entanto, não sofreu alterações tão drásticas assim: o mercado de luxo. Globalmente, a tendência é similar, de manutenção do consumo e enfoque cada vez mais voltado para as experiências.

O portal Skift promoveu uma discussão sobre quais são os desafios e oportunidades dos players da hotelaria de luxo para 2017. Conversando com CEOs, executivos e gerentes de hoteis, o veículo trouxe um panorama valioso para o mercado brasileiro.

A atual definição de “luxo”
Para o CEO do grupo Viceroy Hotel, Bill Walshe, “em nosso mundo, luxo é carregado de individualidade. Nós evitamos ao máximo replicações. A importância estética em design no luxo é a ainda incrivelmente importante por que as pessoas querem ser inspiradas”.

Manter uma marca de luxo
“Há toda uma nova geração de consumidores de luxo que se hospedaram em hotéis luxuosos com seus pais e tiveram essa experiência. Eles são mais inteligentes que a geração anterior porque eles já viram tanto e realmente querem uma cultura de bons serviços”, afirmou o cofundador e diretor de Criação do Pendry Hotels, Mike Fuertsman.

O chefe executivo de Marketing e Vendas do The Ritz-Carlton, Ed French, acredita que “o desafio para nós é garantir a preservação da nossa marca. Mantê-la relevante para o consumidor de hoje, ao global, ao mais jovem e velhos”.

Demandas do consumidor
“Algo que não mudou e nunca mudará é o valor”, disse Walshe. “Não está relacionado a preço. Você pode pagar US$ 200 ou US$ 2 mil por um quarto de hotel, mas os hóspedes continuarão buscando valor. Eles querem ser entretidos, surpreendidos, estimulados. O viajante de luxo não tem tolerância para a mediocridade, e eles possuem uma tolerância baixíssima ao tédio.”

Autenticidade + experiência = exclusividade
“Autenticidade pode ser entregue de várias maneiras, desde um cardápio com alterações frequentes até manter uma relação próxima com pescadores locais”, afirma Walshe. “Esta é uma autêntica expressão para algo ‘fresco’. É real e as pessoas sentem que fazem parte do destino visitado, e que estamos fazendo um esforço para ser mais criativo”, conclui.

Fonte: Panrotas

 

Hotel caverna na África envolve os visitantes com proposta rústica

As acomodações instaladas dentro de formações rochosas levam o hóspede a experimentar momentos no melhor estilo da Idade da Pedra

Recortados pela encosta da montanha, os quartos são rodeados por pinturas rupestres datadas de 6 mil anos (Divulgação/Kagga Kamma Nature Reserve)
Recortados pela encosta da montanha, os quartos são rodeados por pinturas rupestres datadas de 6 mil anos (Divulgação/Kagga Kamma Nature Reserve)

Para quem tem curiosidade em saber, empiricamente, como é a vida dos Flintstones, uma boa pedida é visitar esse hotel na África do Sul. Aninhado entre as rochas da bela região de Cederberg Mountains, as acomodações únicas instaladas dentro de cavernas carregam o clima da época pré-histórica, claro, em diálogo com as melhores comodidades da era moderna.  Continue lendo…

Com inauguração prevista para dia 6 de maio, o Shangri-La at The Shard, em Londres, terá diárias de US$ 750 a US$ 32 mil

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Estamos na margem sul do Tâmisa, em Londres, e não dos Himalaias. Ainda assim, a vista não deixa de ser linda. Quando o hotel Shangri-La for aberto nos 18 andares do prédio mais alto da Europa Ocidental, será uma tentativa de trazer acomodações de um estilo asiático para viajantes de negócios em uma capital financeira ocidental. Continue lendo…

Rede de hotéis Four Seasons terá avião próprio

Exclusivo para atender hóspedes de roteiros especiais, o Boeing 757 terá apenas 52 assentos
Boeing 757 do Four Seasons terá apenas 52 assentos. Foto: Divulgação
Boeing 757 do Four Seasons terá apenas 52 assentos. Foto: Divulgação

Com hotéis nos cinco continentes, a rede Four Seasons decidiu inovar e mostrar que seu premiado serviço cinco estrelas também pode fazer bonito nos ares. Para isso, transformou um Boeing 757 em um verdadeiro hotel exclusivo, com apenas 52 poltronas totalmente reclináveis, que fará a conexão entre as propriedades da rede para hóspedes especiais. Continue lendo…

Propriedade na Polinésia Francesa terá conforto e luxo responsável
O atol de Tetiaroa, a 48 km do Tahiti, na Polinésia Francesa, foi comprado por Marlon Brando na década de 60. Foto: Divulgação
O atol de Tetiaroa, a 48 km do Tahiti, na Polinésia Francesa, foi comprado por Marlon Brando na década de 60. Foto: Divulgação

Dez anos após a morte de Marlon Brando, o atol de Tetiaroa, uma reserva ecológica pertencente ao ator, a 48 km do Tahiti, na Polinésia Francesa, será finalmente reaberto em julho como resort de luxo, o The Brando. O local paradisíaco, composto por 12 ilhotas em torno de uma lagoa de quase 5 km, protegida por um grande recife de corais, foi refúgio do astro de “O Poderoso Chefão” desde a década de 60, quando se deparou com sua beleza ao procurar locações para as filmagens de “O Grande Motim”. Continue lendo…