Como o mercado imobiliário vai reagir nos próximos meses

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Após anos de boas vendas e previsões de crescimento, o mercado imobiliário passa por um momento de calmaria para quem olha de fora, apesar de já ter beirado o desespero para quem depende dele. Porém, esta é uma época de fortalecimento. O setor dá sinais de que já não está mais tão fácil encontrar compradores para casas e apartamentos lançados no mercado. O aumento do endividamento da classe C, as taxas de juros mais altas e a baixa oferta de crédito já freiam a antes aquecida demanda. A mudança de cenário tem desafiado as áreas de Marketing das incorporadoras, que apostam em bonificações, brindes e descontos para atrair o comprador e fechar negócios. A estratégia visa facilitar a escolha por um determinado imóvel, dando ao cliente algo de que ele usufrua ao receber as chaves da nova casa.

Essas ações denotam uma preocupação com a estagnação da construção civil. Com a crise econômica no país, vem ocorrendo uma desaceleração nas vendas, tornando a oferta maior do que a procura em determinadas áreas. No período de janeiro de 2016 a janeiro de 2017, inclusive, foram lançados 22.431 apartamentos na capital paulista, em 494 novos empreendimentos. Deste total, 11.602 unidades foram vendidas, ou 52% do total. Assim, o estoque corresponde a 48% de tudo que foi lançado no período, segundo pesquisa feita pela Geoimovel – VivaReal.

Para dar conta de repassar todas as unidades dos empreendimentos, as incorporadoras presenteiam compradores com descontos, abono de impostos e eletrodomésticos, além de realizarem ações para serem lembrados por quem decide comprar um apartamento. A criatividade para atrair interessados já é pensada muito antes de um empreendimento ser lançado.

Para não haver mudança nos preços dos imóveis, os brindes são incluídos nas verbas de Marketing, antes restritas às ações em pontos de venda. Os presentes deixam os compradores mais animados com a decisão e não representam queda nos valores de venda de forma direta. Mesmo assim, regiões como o Rio de Janeiro sofrem com a taxa de vacância – impulsionada pelo fim dos grandes eventos, crise financeira do estado e aumento na taxa de violência. Por outro lado, outras regiões do Brasil passaram a ganhar investimentos no setor, como Nordeste e Sul do Brasil.

Mesmo em um período marcado pela crise econômica e política, as previsões para o ano de 2017 são mais positivas. A estimativa é de que o índice da inflação diminua para 5,07%, as taxas de juros sejam reduzidas e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) fique em 1,3%, de acordo o Banco Central. A inflação, que voltou com força nos últimos anos, foi uma das principais razões para que o mercado imobiliário ficasse retraído. Entretanto, de acordo com as previsões de especialistas em economia, a inflação está em fase de desaceleração, o que permitirá que os negócios voltem a ficar aquecidos. Ela saiu de 10,7% em 2015 para, aproximadamente, 7,2% em 2016, o que mostra que ela vem caindo aos poucos.

Fonte: Terra

Mercado Imobiliário e fundos do setor são apostas de longo prazo para investidores e empreendedores

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O norte-americano Jeffrey Gundlach, PhD e teórico em Matemática pela Universidade de Yale, recentemente afirmou que o investimento nos países emergentes é sim uma boa alternativa em meio à crise atual tanto no Brasil, quanto no exterior.

E ainda há especialistas que digam que os fundos imobiliários são viáveis para quem já está habituado com as oscilações de mercado. Para reforçar tais movimentos que parecem radicais ou de risco, empresas voltadas para internet e soluções B2B mantém suas margens de lucro.

Portais imobiliários que atuam focados em leads qualificados para construtoras e imobiliárias como o Loop imóveis é uma destas startups que em menos de um ano atingiram seu break even, atingem lucro de 10% previsto para o mês e conseguem taxas altas de conversão, em torno de 4%.

Ao que tudo indica não só Gundlach vê com bons olhos uma retomada do setor, afinal gestores que investem em ativos estão pensando a longo prazo, principalmente na demanda reprimida por espaços comerciais, como galpões por exemplo.

Com a taxa Selic em 10, 25%, as taxas de crédito de bancos e os empréstimos para a compra de imóveis mantém um certo equilíbrio ainda em junho, pois a sinalização do Banco Central é de que a taxa deve manter sua queda, ainda que moderada.

Os próprios empreendedores acreditam que num segundo semestre positivo para o setor imobiliário: “Já investimos cerca de 500 mil em Tecnologia este ano, e 40% deste montante ou 195 mil em inteligência artificial. Acreditamos que os dados que possuímos hoje, transformados em informações de perfis de futuros compradores serão um ativo essencial para facilitar a venda para construtoras e corretores” explicam os sócios, Luiz Eduardo Perna e Roonie Sang.

Se as startups crescem, elas aquecem a economia, favorecem a cadeia do setor !link imobiliário, criam novas oportunidades de emprego para a onda de corretores autônomos; por outro lado portais verticais trazem um modelo de negócio de sucesso já em voga nos Estados Unidos. Portais internacionais como o Zillow, o australiano REA já atingiram a confiança tanto de seu mercado local como em muitos outros países.

As construtoras terão sua chance de realizar seus lançamentos, queimar seus estoques e movimentar um setor que é capital para empresários, investidores e consumidor final. Só o portal imobiliário Loopimóveis.com impacta 6.5 milhões de pessoas/ usuários e mais de 1700 imobiliárias já cadastradas.

De acordo com os sócios do portal imobiliário, o setor de portais verticais tem muito mais potencial para crescer; somente em 2015 ele atingiu a soma de 400 milhões de faturamento. Analisando o fato de quem há 2 anos atrás a inteligência artificial ainda não havia chegado ao setor, “ queremos manter nossa base de dados sempre atualizada, estaremos focados nos lançamentos e buscamos colaboradores e parceiros cada vez mais profissionais neste segmento”, indicam os sócios da Loop imóveis.

Fonte: Exame

Este é o melhor momento da última década para negociar no mercado imobiliário

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Sinalização de redução de juros, queda no preço dos imóveis e liberação de recursos do FGTS inativo capitalizando clientes são fatores que, somados à perspectiva de retomada da economia, devem impactar positivamente o setor imobiliário.

O governo federal trabalha com a projeção de injeção de R$ 30 bilhões na economia brasileira neste ano com a liberação dos saques do FGTS inativo. A medida deve movimentar 0,5 % do Produto Interno Bruno (PIB) do país. Para o governo, a iniciativa pode levar de forma rápida à redução do endividamento das famílias, contribuindo para a volta do crescimento econômico.

O mercado imobiliário aposta que uma fatia desse capital que chega ao bolso dos brasileiros possa ser investida na compra de imóveis, e vê com otimismo a medida, que somada a outros fatores, pode indicar uma caminho para a saída da crise que ainda afeta o setor.

A mais recente pesquisa sobre o segmento imobiliário do país, realizada pela FIPE – Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, e publicada com exclusividade pela Revista EXAME em maio, traz dados que indicam que esse é o melhor momento da última década para quem esta capitalizado e quer negociar a compra de um imóvel.

A pesquisa analisou preços em 5.600 bairros de 203 cidades brasileiras e constatou que os preços dos imóveis subiram apenas 0,8% em 2016. Em termos reais, os preços caíram 5%. Mesmo assim, as vendas não aumentaram por conta da queda da renda das famílias, os altos juros, dificultando financiamentos, e também pela insegurança econômica, desemprego e medo de perder o posto de trabalho.

Diante do cenário avaliado pela pesquisa, os analistas e representantes do setor imobiliário ouvidos afirmam que agora é a hora certa para negociar. Para muitos, a crise já chegou ao fundo do poço. O próximo passo é a recuperação, o que elevaria os preços dos imóveis.

Otair Guimarães, diretor comercial da Leste Realty, empresa que lançou em Ribeirão Preto no final de 2016, em parceria com o Grupo Engep, o empreendimento Quinta dos Ventos, localizado na zona sul da cidade, também avalia que este é o momento ideal para investir no sonho da casa própria.

O Quinta dos Ventos comercializa lotes com metragens a partir de 335 metros quadrados e oferece um padrão inteligente de urbanismo. “Entendemos o momento da economia e oferecemos um produto de qualidade e que cabe no bolso do consumidor. O cliente com condição de investir tem agora o cenário ideal. Os preços ainda estão baixos. Esta é a hora de comprar”, avalia Otair Guimarães.

O empresário ainda analisa como positivas para ao mercado a liberação de recursos do FGTS inativo e a redução de juros, como a taxa Selic. “O setor imobiliário ainda aguarda para avaliar o impacto da liberação desses recursos do FGTS inativo no mercado e também de um corte ainda maior na Selic. Mas a expectativa é positiva. O fato de o trabalhador poder sacar o dinheiro e utilizar naquilo que preferir é bastante interessante. Além disso, a expectativa do trabalhador quitar dívidas pode resultar na queda da inadimplência, que tem impacto na melhoria das condições de financiamento. Fato positivo para o mercado de forma geral”, afirma Otair Guimarães.

Fonte: G1

Setor imobiliário está otimista para 2017 e acredita que a recuperação já começou

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Foi um longo período de recessão e queda nas vendas, mas os empresários ligados ao segmento imobiliário e as pessoas que estão em busca de um novo lar com preços acessíveis finalmente começam a enxergar uma “luz no fim do túnel”. Para eles, 2017 começou bem e deve marcar o início da recuperação do setor.

Este otimismo, de acordo com o presidente da Associação Comercial de Sorocaba (Acso), José Alberto Cépil, tem relação com a melhoria de alguns indicadores econômicos, principalmente a queda da taxa básica de juros (Selic), que sofreu corte de 1%, chegando a 11,25%. “Os financiamentos concedidos pelos bancos para a compra e construção de imóveis no primeiro trimestre deste ano são maiores do que no mesmo período do ano passado. Acreditamos numa melhora gradativa da economia e que se encerre este ciclo de queda”, explica.

Para Guido Cussiol Neto, proprietário de uma imobiliária de Sorocaba (SP), o mercado começa a apresentar recuperação com o aumento da demanda por compras e locações. “As vendas e locações estão boas, com destaque para a procura de imóveis usados. Os lançamentos ainda apresentam baixa, mas, mesmo assim, teve alta de 12%. Se a evolução continuar, teremos uma grande virada a curto e médio prazo”, comenta.

Já José Luiz Gonçalves Atalla, dono de outra empresa de negócios imobiliários da cidade, acredita que a retomada veio mais cedo do que muitos esperavam. “Houve uma procura maior por imóveis usados e as locações também aumentaram. Em março, por exemplo, a procura cresceu 20% em comparação com o mesmo mês de 2016. Os imóveis usados são os mais procurados no momento e, neste ritmo, creio que o mercado será normalizado até o início do ano que vem”.

Fonte: G1

Mercado imobiliário: compras à vista crescem no primeiro trimestre

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RIO ­- Depois de anos de economia, o advogado Sérgio de Almeida Silva, de 54 anos, decidiu, pela primeira vez, comprar um imóvel como investimento. Buscou, pesquisou, negociou e adquiriu em dezembro um apartamento no Centro. À vista.

— Negociamos por três meses e conseguimos baixar muito o preço, sem explicitarmos que pagaríamos à vista. No final, demos a tacada final informando que teríamos determinado valor e a construtora acabou aceitando — explica ele, que pretende alugar o apartamento.

A exemplo de Sérgio, as construtoras e imobiliárias perceberam o aumento do número de clientes no primeiro trimestre que compraram sem financiamento, atraídos pelos descontos e facilidades aplicados pelas empresas para redução do altíssimo estoque.

Responsável comercial pela incorporadora MDL no Rio e São Paulo, Fernando Trotta diz que a empresa tem registrado bons índices de vendas à vista, em relação aos últimos anos. Segundo ele, no primeiro trimestre de 2017 foi realizado o dobro de transações na modalidade, em comparação ao mesmo período no ano passado. Os números, ele afirma, já estão próximos a patamares de 2013.

— Os juros mais altos do financiamento e o poder de barganha dos consumidores despertaram esse comportamento — avalia ele. — Fora isso, quando as pessoas observam as notícias ruins em torno do cenário econômico, tentam comprar imóveis por antecipação, já que entendem que são moeda forte. Tem muita gente tirando o dinheiro do banco e investindo nestes bens, principalmente nos que já estão prontos.

MAIS DINHEIRO EM CAIXA

Segundo Trotta, os imóveis de dois quartos na faixa de R$ 400 mil a R$ 500 mil lideram as vendas, concentradas em bairros como Madureira, Jacarepaguá, Taquara e Freguesia.

— A gente tem negociado muito. Não estamos de cabeça fechada para as propostas do cliente. Estamos oferecendo até fluxo direto para quem não pode negociar com o banco — relata ele.

Na Brookfield, no ano passado, 8% das compras foram à vista. Enquanto isso, no primeiro trimestre de 2017, este percentual aumentou para 11%. Além disso, a empresa observou que, desde dezembro, os clientes optam por pagar um valor maior de entrada no imóvel.

— A percepção do comprador mudou. Ele agora acredita que o preço dos imóveis atingiu um menor patamar e que este tipo de investimento tende a se valorizar com a queda dos juros e a melhora na economia — explica Frederico Kessler; diretor de Incorporação da Unidade RJ, da Brookfield Incorporações.

Segundo Paulo Pôrto, professor do MBA Gestão de Negócios Imobiliários e da Construção Civil da Fundação Getúlio Vargas, esta tendência existe, embora ainda que não seja algo tão disseminado. Para ele, a liberação das contas inativas do FGTS contribuiu em parte para isso, já que que o dinheiro pode ter sido o impulso que faltava para quem já tinha algum dinheiro guardado para comprar um imóvel. E unir o útil ao agradável no cenário atual está valendo a pena.

— Como as incorporadoras estão com estoques altos, as pessoas conseguem fazer ótimos negócios à vista, barganhando descontos nesta modalidade de compra — afirma ele.

GARANTIA DE NEGÓCIO

Mesmo quem ainda não tem o valor integral do imóvel, mas chega perto disso, pode pegar carona neste movimento. Pôrto dá as dicas:

— Quem tem 80% do montante pode tentar negociar o financiamento do valor restante direto com a empresa. Dando uma entrada robusta e optando por parcelamentos mais curtos, de até cinco anos, o cliente pode conseguir taxas de juros de 8% a 9%, que são mais baixas do que as praticadas pelos bancos atualmente, girando em torno de 11%.

Mas ele lembra que, para conseguir essas condições, o cliente vai precisar dar alguma garantia à empresa. Pode ser um terreno, um segundo imóvel ou aquela casa de praia.

O vice-presidente do Sindicato da Habitação do Rio de Janeiro (Secovi-Rio), Leonardo Schneider, diz que as empresas estão se esforçando para “fisgar esses peixes”.

— Com o cenário de instabilidade econômica, as pessoas estão com medo de comprometer a renda com financiamentos. E quem tem dinheiro guardado está aproveitando os descontos — afirma ele. — As construtoras, por sua vez, estão oferecendo mais agilidade para o fechamento do negócio. É o caso de feirões realizados com a presença de cartórios no local e dos brindes na forma de mobiliário e cozinha equipada.

Na Tao Empreendimentos, que tem muitas construções na Zona Norte, também houve crescimento no pagamento à vista. No entanto, na opinião da presidente da empresa, Tanit Galdeano, este aumento tem relação com uma mudança na postura dos futuros compradores:

— Hoje em dia, o consumidor se prepara melhor financeiramente e faz a compra com consciência. Busca na internet, compara, pesquisa e faz um planejamento para comprar à vista ou para dar uma grande entrada. E, assim, o incorporador pode ser mais generoso no desconto.

CAUTELA DE COMPRA

Os enormes condomínios construídos foram o legado olímpico para o mercado imobiliário. Não à toa, Barra e Recreio estão com alto estoque e a possibilidade de barganha para compra à vista é maior nestas regiões. Mario Amorim, diretor geral da Brasil Brokers no Rio, observa que o perfil é de compradores que tenham algum outro patrimônio e estão trocando de posição, saindo de mercados mais maduros para bairros com muita promoção.

— Ele vende um na Zona Sul e pode adquirir dois imóveis à vista nestas outras regiões — cita ele.

A professora da área de finanças da Escola de Negócios PUC­Rio Graziela Fortunato é especialista em mercado imobiliário e explica o quadro que vem se desenhando:

— Como estão com muito estoque, as incorporadoras passaram a oferecer descontos. E isso atraiu o público, porque os preços praticados anteriormente eram muito altos. Mas no mercado financeiro, por outro lado, os juros começam a cair. E quem tem dinheiro investido vai observar isso. Somando esses dois fatores, as pessoas começam a entender que é um bom momento para comprar à vista.

Ela ressalta que, por ser imprevisível, o mercado financeiro é avaliado a partir de tendências. E uma das hipóteses é que essa queda de juros diminua as taxas praticadas no financiamento também. E com uma possível retomada dessa modalidade de compra, os preços dos imóveis podem voltar a subir.

Para quem enxerga o mercado imobiliário como uma boa opção de investimento, Graziela recomenda cautela nas avaliações.

— Ao apostar num imóvel, o investidor perde a sua liquidez. No mercado financeiro, se precisar do dinheiro, é possível resgatá­-lo com rapidez. Já no imobiliário, isso depende de fatores como a venda do bem — ilustra ela, acrescentando uma última recomendação: — Também não vale a pena aplicar todo o recurso disponível num único tipo de investimento. O melhor é diversificar.

DICAS

Barganha. Para quem está com dinheiro no bolso, o momento é favorável. Mas cuidado: não vale sair comprando o primeiro imóvel que aparecer pela frente. O ideal é pesquisar bastante e pechinchar descontos na hora de fechar o negócio.

Quase lá. Quem não tem o valor global do imóvel também pode se beneficiar do momento, desde que tenha uma boa parte deste montante. Nestes casos, um financiamento direto com a incorporadora pode ser uma alternativa.

Onde buscar. As regiões da cidade com as melhores oportunidades de barganha são a Zona Oeste e a Zona Norte. Na Zona Sul, os consumidores quase não sentirão essas diferenças de preço e negociação.

Brindes. Além dos descontos, há empresas oferecendo benefícios como mobiliário e eletrodomésticos nos apartamentos comprados. Busque a melhor oportunidade.

Eventos. Fique de olho nos eventos do tipo “feirão”. Muitas vezes, as incorporadoras praticam preços menores nestes locais do que nos estandes e decorados. Além disso, têm lançado mão de facilidades como a instalação de cartórios para deixar as transações ainda mais ágeis.

Fonte: O Globo

Queda na inflação faz mercado imobiliário retomar crescimento em 2017

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Após um ano marcado pela crise econômica e política, as previsões para o ano de 2017 são mais positivas. De acordo o Banco Central, a estimativa é de que o índice da inflação diminua para 5,07%, as taxas de juros sejam reduzidas e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), fique em 1,3%.
A inflação, que voltou com força nos últimos anos, foi uma das principais razões para que o mercado imobiliário ficasse retraído. Entretanto, de acordo com as previsões de especialistas em economia, a inflação está em fase de desaceleração, o que permitirá que os negócios voltem a ficar aquecidos.

A inflação brasileira saiu de 10,7% em 2015 para, aproximadamente, 7,2% em 2016, o que mostra que ela vem caindo, aos poucos. O presidente do Banco Central também informou que tentará atingir uma meta central de inflação de 4,5% estipulada para o próximo ano.

Diante das expectativas otimistas, o Governo Federal está aprovando medidas positivas que atingem diversos segmentos da economia brasileira. O setor imobiliário é um deles. No dia 16 de fevereiro, o Ministério do Planejamento anunciou que o Conselho Monetário Nacional (CMN) aumentou o valor para compra de imóveis usando recursos do FGTS.

No Rio de Janeiro, em São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, o teto para compra de imóveis usando recursos do FGTS era de R$ 950 mil. Em outras regiões, o valor máximo era de R$ 800 mil. Agora, o valor atual é de R$ 1,5 milhão e deve movimentar especialmente os negócios relacionados a imóveis de alto padrão.

Em 2017, os economistas preveem que o desemprego também irá ceder, o que certamente influenciará positivamente o mercado imobiliário. Com uma economia mais estável, o mercado imobiliário volta a se movimentar, já que os consumidores voltam a ter crédito disponível.
De acordo com especialistas também haverá uma retomada no crescimento da área de construção civil que consequentemente irá favorecer o setor imobiliário, uma vez que os preços mais baratos dos materiais e da mão de obra reduzirão os custos, incentivando lançamentos e também tornando o valor dos imóveis mais acessíveis para uma parcela maior da população.

A recuperação do mercado imobiliário também está diretamente relacionada ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), visto que é esse índice que acompanha o comportamento da economia brasileira, assim como mostra todos os bens e serviços feitos no Brasil. O Banco Central acredita num cenário satisfatório durante o ano 2017. A instituição prospecta um crescimento de 1,3% nos próximos meses.

De acordo com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), a expectativa é de que a economia brasileira terá um crescimento satisfatório em 2017. Desta forma, o fundo estima um avanço de 0,5% no PIB, contra uma projeção de crescimento nula feita nos dois últimos levantamentos do órgão.

Como tudo indica, esse ano será marcado pelo retorno das atividades do mercado imobiliário. A época também será favorável para quem deseja adquirir um empreendimento residencial. Segundo especialistas, os que desejam comprar a casa própria devem buscar orientações e o auxílio de imobiliárias especializadas. A Construtora Planeta , por exemplo, atua no mercado imobiliário desde 1998 com experiência e foco em empreendimentos residenciais. A empresa é reconhecida no mercado imobiliário pela excelente qualidade de seus empreendimentos e cumprimento rigoroso dos prazos de entrega.

De acordo com especialistas, esse será o ano para o mercado imobiliário retomar o seu crescimento. A queda da inflação será o grande responsável por esse momento que também trará ótimas oportunidades para a aquisição de empreendimentos residenciais.

Fonte: Dino

Mercado imobiliário apresenta estabilidade, aponta Radar Abrainc-Fipe

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SÃO PAULO ­- Mercado imobiliário apresenta estabilidade, aponta Radar Abrainc-Fipe As condições do mercado imobiliário ficaram estáveis em novembro de 2016 na comparação com outubro, segundo o Radar Abrainc­Fipe. A nota média do indicador no mês foi de 2,4 pontos, com leve queda de 0,1 ponto.

Na comparação anual, houve queda de 0,8% na média geral.

Calculado pela Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) e pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o levantamento tem pontuação de zero a dez, conforme as condições sejam consideradas de desfavoráveis a favoráveis. Atualizado mensalmente, o Radar Abrainc­Fipe apresenta dados de lançamentos, vendas, entregas, oferta final e distratos para o mercado primário de imóveis residenciais e comerciais.

Em novembro, houve melhora no indicador de crédito imobiliário, enquanto os referentes à demanda e ao ambiente do setor pioraram. Já o indicador de ambiente macroeconômico não apresentou variação.

A dimensão ambiente macro teve nota de 2 pontos, a de crédito imobiliário, de 2,3 pontos, a de demanda, de 1 ponto e a de ambiente do setor, de 4,4 pontos.

O único indicador que melhorou foi o de ambiente macro. As dimensões de crédito imobiliário, demanda e ambiente do setor apresentaram notas menores do que as de novembro do ano passado.

(Chiara Quintão | Valor)

Fonte: Valor Econômico

Preço dos imóveis deve cair ao menor nível em 2017

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São Paulo – Apesar de o cenário político e econômico do país não permitir traçar uma previsão clara sobre qual será o desempenho do mercado de imóveis para o ano que vem, em um ponto os especialistas concordam: após uma queda real de 6,25% nos últimos 12 meses, os preços de casas e apartamentos tendem a ficar estáveis em 2017.

No ano que vem, o mercado deve atingir o fundo do poço quando se fala de preços, segundo João da Rocha Lima, professor do Núcleo de Real State da Poli-USP. “Considerando um cenário no qual a economia comece a se recuperar devagar, e a inflação caia, os preços devem ficar estáveis até voltarem a subir”. Além disso, as construtoras já estão com margens bastante apertadas para diminuir preços, diz Lima. “Não há espaço para mais quedas”.

Apesar de ainda não haver no horizonte a previsão de um aumento de renda dos consumidores para incentivar a compra da casa, a expectativa de Flavio Amary, presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), é de que ao menos o nível de desemprego pare de piorar no ano que vem. Nesse cenário, o executivo aponta que empresas preferem deixar os preços estáveis e aguardar uma retomada da economia.

Estoque ainda é problema

A exceção nesse cenário são empresas que ainda têm estoque de imóveis prontos e precisam de dinheiro. “Essas construtoras querem se livrar dessas unidades o quanto antes. Como consequência, cobrarão preços mais atrativos por elas”, diz Lima. Amary concorda, ainda que, assinala, há menos empresas nessa posição agora do que nos últimos anos.

Apesar de não serem divulgados dados confiáveis sobre o tamanho do estoque de imóveis prontos, que geram mais custos para as empresas, Lima acredita que o problema ainda não foi resolvido por conta de um aumento no cancelamento dos contratos já firmados, que acaba fazendo com que o estoque de imóveis volte a aumentar. No acumulado deste ano até outubro, foram distratadas 37.702 unidades, 33% das unidades entregues pelas construtoras no período.

Geralmente, os contratos de imóveis na planta são cancelados porque o mutuário não consegue financiamento bancário no momento da entrega das chaves, seja porque ficou desempregado ou porque os bancos aumentaram as exigências frente a um aumento na inadimplência e do desemprego.

“Há quem diga que, para cada imóvel vendido, dois contratos são cancelados. Esse problema deve ser solucionado até o final do primeiro semestre de 2017, quando a economia deve começar a melhorar. Mas não temos dados precisos sobre isso”.

Fonte: Exame

Corretores veem aquecimento em 2017

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O mercado imobiliário já começa a apresentar sinais de reação na economia. Além de lançamentos estarem acontecendo, especialistas do setor afirmam que 2017 deverá começar aquecido. Pelo menos essa é a opinião de corretores de imóveis, referendada pelo presidente da Associação dos Corretores e Empresas Imobiliárias de Sorocaba (Aceiso), Harley Mena. Com essa perspectiva positiva para esse setor da economia — importante para o desenvolvimento do País –, hoje se comemora o Dia do Corretor de Imóveis, 27 de agosto.

Harley Mena observa que o mercado imobiliário acompanha o ritmo da economia e que os preços estão sofrendo um alinhamento real. “Tivemos por quatro anos preços fora da realidade, mas estamos sentindo uma melhora nos últimos três meses. As pessoas estão acreditando mais no País e voltando a aplicar”, diz ele.

A profissão de corretor de imóveis é regulamentada há 38 anos pela Lei Federal 6.530, de 12 de maio de 1978. Esse profissional pode estar nas imobiliárias, construtoras ou como autônomo, isto é, sem vínculo algum com empresas, transformando-se num legítimo consultor imobiliário.

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A associação dirigida por Mena completou neste ano 23 anos de existência. Entre os mais de dois mil corretores em Sorocaba, Votorantim e cidades circunvizinhas, pelo menos 380 são sócios da Aceiso. Segundo ele, é importante essa sociedade, pois, além de fortalecer o segmento, garante aos associados uma série de benefícios e vantagens para atuar no mercado.

Para ser corretor de imóveis, não é necessário ser formado em um curso de nível superior, porém o candidato tem de fazer por cerca de oito meses um curso específico, chamado de curso técnico de Transações Imobiliárias.

Após esse curso, é submetido a uma avaliação para obter o registro profissional de trabalho do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP). “Aliás, orientamos que toda pessoa que precisar consultar um profissional, deve pedir a ele que apresente o registro no Creci, a fim de garantir que o corretor está legalizado”, aconselha Mena.

Fonte: Jornal Cruzeiro

Mercado de imóveis residenciais apresenta sinais de melhora

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Movimentação do mercado nos últimos meses deixa especialistas otimistas.

Com as mudanças no cenário econômico e a expectativa que agora se torna realidade do início da queda na taxa básica de juros, o mercado imobiliário residencial dá sinais de uma retomada. De acordo com o índice FipeZap, foi registrada alta de 0,12% entre agosto e setembro – maior avanço em 4 meses. O índice mede o preço de imóveis em 20 cidades brasileiras. Tal crescimento deixou empresários do ramo imobiliário otimistas. “O número de propostas recebidas no mês setembro foi 22 % maior que a média mensal do ano e as propostas estão sendo fechadas”, diz Tárik Faraj, sócio da TRK Imóveis, imobiliária especializada na compra e venda de imóveis de luxo em Brasília.

Além do índice FipeZap, outros sinais colaboram para o otimismo no setor. Entre eles, o alívio da inflação, que favorece a redução de juros e a queda da Selic. O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu baixar os juros básicos da economia de 14,25% para 14% ao ano, um corte de 0,25 ponto percentual. A redução é a primeira da taxa Selic em quatro anos “Com a queda progressiva que se espera da taxa Selic, a rentabilidade da renda fixa e dos Títulos do Tesouro tendem a diminuir, isto está fazendo com que os investidores conservadores voltem a olhar para os imóveis.”, explica Rafael Roda, sócio da TRK Imóveis. É possível perceber ainda o aumento na divulgação de vagas para corretores de imóveis em imobiliárias e incorporadoras, o que confirma a expectativa de recuperação do setor.

O mercado residencial é, historicamente, o primeiro a se recuperar.

O mercado de imóveis para fins de moradia, segundo Tárik, é sempre o primeiro a dar sinais de melhora. “Muitos compradores deste tipo de imóvel estavam esperando uma melhor definição da política econômica para realizarem a compra das suas residências”, afirma Tárik. O mercado residencial é considerado o “gênero de primeira necessidade” de todo o mercado imobiliário. Com um déficit de aproximadamente 6,2 milhões de moradia no Brasil, é compreensível que este seja o termômetro inicial do setor em momentos como o que se vive atualmente.

Período ideal para aquisição de novos imóveis

O cenário dos preços dos imóveis nas principais cidades do Brasil tem sido de estagnação ou queda nos últimos anos. Para o comprador, a recomendação é de estar bastante atento aos preços ofertados para não ser surpreendido com preços mais altos. Com os indicadores começando a dar sinais positivos e empresas do setor constatando um maior número de negociações, é possível que este seja o momento ideal para se beneficiar do menor preço do imóvel. “Há alguns meses, os compradores que estavam com a reserva para a compra do imóvel no banco nem cogitavam deixar de ganhar a rentabilidade oferecida pelas instituições. Hoje, muitos já perceberam que se continuarem com o dinheiro aplicado, podem até ganhar por mais alguns meses com os juros, mas vão encontrar imóveis mais caros quando forem realizar a compra”, explica Faraj.

Fonte: Terra