Segundo estimativa, projeção de crescimento no mercado imobiliário é de 5% a 10% em 2017

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De acordo com o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), a projeção de vendas e lançamentos do mercado imobiliário residencial em 2017 deve crescer entre 5% e 10%. O anúncio foi realizado pelo presidente da entidade, que afirmou que “estamos no fim de um ciclo de baixa e iniciando um ciclo de recuperação”.

Vale destacar que esse cenário de melhora já foi apontado pelo Secovi no final do ano passado, quando a economia apresentou uma melhora e a política uma certa estabilização. Ele garantiu que percebeu que a perspectiva de fato tem se cumprido a partir da queda da inflação e da taxa de juros.

O presidente do Secovi ainda ponderou que esses elementos têm o poder de estimular a comercialização de imóveis nos meses que estão por vir. Contudo, ele também destacou que o setor só voltará a reaquecer, de fato, com a volta da criação de empregos e a recuperação da renda da população – algo esperado apenas para o segundo semestre deste ano.

“As instituições financeiras também começam a vislumbrar um cenário em que não precisarão mais ser tão restritivas na concessão de financiamentos imobiliários. Além disso, o mercado imobiliário está com ofertas para todos os bolsos e, portanto, é um momento favorável ao comprador”, disse o vice-presidente de Imobiliário do Sindicato da Construção (SindusCon-SP), em entrevista à imprensa.

Dessa forma, se a perspectiva a respeito do mercado de fato se cumprir, o setor irá sofrer uma grande virada: afinal de contas, são três anos consecutivos de quedas. O Secovi-SP afirmou que os lançamentos de imóveis residenciais em São Paulo chegaram a 17,6 mil unidades no ano passado, queda de 23,3% em relação às 23,0 mil unidades de 2015. Em 2014, os lançamentos alcançaram 34 mil unidades, e em 2013, 34,2 mil.

A entidade lançou uma publicação que aponta, ainda, as vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo: em 2016, foram 16 mil unidades em 2016, retração de 19,7% frente às 20,1 mil unidades comercializadas em 2015. Já em 2014, as vendas somaram 21,6 mil unidades, e em 2013, 33,3 mil. Com esse resultado, as vendas em 2016 foram as mais baixas da série histórica, que se iniciou em 2004.

“Os imóveis que custam até R$ 500 mil, cujas metragens variam entre 45 e 65 metros quadrados, deverão ser os mais procurados. Vale lembrar que o incentivo gerado pelo aumento do teto do FGTS para compra do imóvel novo movimenta não só o mercado imobiliário, mas a economia como um todo, já que haverá mais mão de obra e serviços contratados”, completou o presidente da entidade, também em entrevista à imprensa. Oportunidade única: Tenha contato com experts do mercado mundial no Superlógica Xperience 2017. Patrocinado

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Fonte: Exame

Mercado imobiliário: compras à vista crescem no primeiro trimestre

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RIO ­- Depois de anos de economia, o advogado Sérgio de Almeida Silva, de 54 anos, decidiu, pela primeira vez, comprar um imóvel como investimento. Buscou, pesquisou, negociou e adquiriu em dezembro um apartamento no Centro. À vista.

— Negociamos por três meses e conseguimos baixar muito o preço, sem explicitarmos que pagaríamos à vista. No final, demos a tacada final informando que teríamos determinado valor e a construtora acabou aceitando — explica ele, que pretende alugar o apartamento.

A exemplo de Sérgio, as construtoras e imobiliárias perceberam o aumento do número de clientes no primeiro trimestre que compraram sem financiamento, atraídos pelos descontos e facilidades aplicados pelas empresas para redução do altíssimo estoque.

Responsável comercial pela incorporadora MDL no Rio e São Paulo, Fernando Trotta diz que a empresa tem registrado bons índices de vendas à vista, em relação aos últimos anos. Segundo ele, no primeiro trimestre de 2017 foi realizado o dobro de transações na modalidade, em comparação ao mesmo período no ano passado. Os números, ele afirma, já estão próximos a patamares de 2013.

— Os juros mais altos do financiamento e o poder de barganha dos consumidores despertaram esse comportamento — avalia ele. — Fora isso, quando as pessoas observam as notícias ruins em torno do cenário econômico, tentam comprar imóveis por antecipação, já que entendem que são moeda forte. Tem muita gente tirando o dinheiro do banco e investindo nestes bens, principalmente nos que já estão prontos.

MAIS DINHEIRO EM CAIXA

Segundo Trotta, os imóveis de dois quartos na faixa de R$ 400 mil a R$ 500 mil lideram as vendas, concentradas em bairros como Madureira, Jacarepaguá, Taquara e Freguesia.

— A gente tem negociado muito. Não estamos de cabeça fechada para as propostas do cliente. Estamos oferecendo até fluxo direto para quem não pode negociar com o banco — relata ele.

Na Brookfield, no ano passado, 8% das compras foram à vista. Enquanto isso, no primeiro trimestre de 2017, este percentual aumentou para 11%. Além disso, a empresa observou que, desde dezembro, os clientes optam por pagar um valor maior de entrada no imóvel.

— A percepção do comprador mudou. Ele agora acredita que o preço dos imóveis atingiu um menor patamar e que este tipo de investimento tende a se valorizar com a queda dos juros e a melhora na economia — explica Frederico Kessler; diretor de Incorporação da Unidade RJ, da Brookfield Incorporações.

Segundo Paulo Pôrto, professor do MBA Gestão de Negócios Imobiliários e da Construção Civil da Fundação Getúlio Vargas, esta tendência existe, embora ainda que não seja algo tão disseminado. Para ele, a liberação das contas inativas do FGTS contribuiu em parte para isso, já que que o dinheiro pode ter sido o impulso que faltava para quem já tinha algum dinheiro guardado para comprar um imóvel. E unir o útil ao agradável no cenário atual está valendo a pena.

— Como as incorporadoras estão com estoques altos, as pessoas conseguem fazer ótimos negócios à vista, barganhando descontos nesta modalidade de compra — afirma ele.

GARANTIA DE NEGÓCIO

Mesmo quem ainda não tem o valor integral do imóvel, mas chega perto disso, pode pegar carona neste movimento. Pôrto dá as dicas:

— Quem tem 80% do montante pode tentar negociar o financiamento do valor restante direto com a empresa. Dando uma entrada robusta e optando por parcelamentos mais curtos, de até cinco anos, o cliente pode conseguir taxas de juros de 8% a 9%, que são mais baixas do que as praticadas pelos bancos atualmente, girando em torno de 11%.

Mas ele lembra que, para conseguir essas condições, o cliente vai precisar dar alguma garantia à empresa. Pode ser um terreno, um segundo imóvel ou aquela casa de praia.

O vice-presidente do Sindicato da Habitação do Rio de Janeiro (Secovi-Rio), Leonardo Schneider, diz que as empresas estão se esforçando para “fisgar esses peixes”.

— Com o cenário de instabilidade econômica, as pessoas estão com medo de comprometer a renda com financiamentos. E quem tem dinheiro guardado está aproveitando os descontos — afirma ele. — As construtoras, por sua vez, estão oferecendo mais agilidade para o fechamento do negócio. É o caso de feirões realizados com a presença de cartórios no local e dos brindes na forma de mobiliário e cozinha equipada.

Na Tao Empreendimentos, que tem muitas construções na Zona Norte, também houve crescimento no pagamento à vista. No entanto, na opinião da presidente da empresa, Tanit Galdeano, este aumento tem relação com uma mudança na postura dos futuros compradores:

— Hoje em dia, o consumidor se prepara melhor financeiramente e faz a compra com consciência. Busca na internet, compara, pesquisa e faz um planejamento para comprar à vista ou para dar uma grande entrada. E, assim, o incorporador pode ser mais generoso no desconto.

CAUTELA DE COMPRA

Os enormes condomínios construídos foram o legado olímpico para o mercado imobiliário. Não à toa, Barra e Recreio estão com alto estoque e a possibilidade de barganha para compra à vista é maior nestas regiões. Mario Amorim, diretor geral da Brasil Brokers no Rio, observa que o perfil é de compradores que tenham algum outro patrimônio e estão trocando de posição, saindo de mercados mais maduros para bairros com muita promoção.

— Ele vende um na Zona Sul e pode adquirir dois imóveis à vista nestas outras regiões — cita ele.

A professora da área de finanças da Escola de Negócios PUC­Rio Graziela Fortunato é especialista em mercado imobiliário e explica o quadro que vem se desenhando:

— Como estão com muito estoque, as incorporadoras passaram a oferecer descontos. E isso atraiu o público, porque os preços praticados anteriormente eram muito altos. Mas no mercado financeiro, por outro lado, os juros começam a cair. E quem tem dinheiro investido vai observar isso. Somando esses dois fatores, as pessoas começam a entender que é um bom momento para comprar à vista.

Ela ressalta que, por ser imprevisível, o mercado financeiro é avaliado a partir de tendências. E uma das hipóteses é que essa queda de juros diminua as taxas praticadas no financiamento também. E com uma possível retomada dessa modalidade de compra, os preços dos imóveis podem voltar a subir.

Para quem enxerga o mercado imobiliário como uma boa opção de investimento, Graziela recomenda cautela nas avaliações.

— Ao apostar num imóvel, o investidor perde a sua liquidez. No mercado financeiro, se precisar do dinheiro, é possível resgatá­-lo com rapidez. Já no imobiliário, isso depende de fatores como a venda do bem — ilustra ela, acrescentando uma última recomendação: — Também não vale a pena aplicar todo o recurso disponível num único tipo de investimento. O melhor é diversificar.

DICAS

Barganha. Para quem está com dinheiro no bolso, o momento é favorável. Mas cuidado: não vale sair comprando o primeiro imóvel que aparecer pela frente. O ideal é pesquisar bastante e pechinchar descontos na hora de fechar o negócio.

Quase lá. Quem não tem o valor global do imóvel também pode se beneficiar do momento, desde que tenha uma boa parte deste montante. Nestes casos, um financiamento direto com a incorporadora pode ser uma alternativa.

Onde buscar. As regiões da cidade com as melhores oportunidades de barganha são a Zona Oeste e a Zona Norte. Na Zona Sul, os consumidores quase não sentirão essas diferenças de preço e negociação.

Brindes. Além dos descontos, há empresas oferecendo benefícios como mobiliário e eletrodomésticos nos apartamentos comprados. Busque a melhor oportunidade.

Eventos. Fique de olho nos eventos do tipo “feirão”. Muitas vezes, as incorporadoras praticam preços menores nestes locais do que nos estandes e decorados. Além disso, têm lançado mão de facilidades como a instalação de cartórios para deixar as transações ainda mais ágeis.

Fonte: O Globo

Queda na inflação faz mercado imobiliário retomar crescimento em 2017

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Após um ano marcado pela crise econômica e política, as previsões para o ano de 2017 são mais positivas. De acordo o Banco Central, a estimativa é de que o índice da inflação diminua para 5,07%, as taxas de juros sejam reduzidas e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), fique em 1,3%.
A inflação, que voltou com força nos últimos anos, foi uma das principais razões para que o mercado imobiliário ficasse retraído. Entretanto, de acordo com as previsões de especialistas em economia, a inflação está em fase de desaceleração, o que permitirá que os negócios voltem a ficar aquecidos.

A inflação brasileira saiu de 10,7% em 2015 para, aproximadamente, 7,2% em 2016, o que mostra que ela vem caindo, aos poucos. O presidente do Banco Central também informou que tentará atingir uma meta central de inflação de 4,5% estipulada para o próximo ano.

Diante das expectativas otimistas, o Governo Federal está aprovando medidas positivas que atingem diversos segmentos da economia brasileira. O setor imobiliário é um deles. No dia 16 de fevereiro, o Ministério do Planejamento anunciou que o Conselho Monetário Nacional (CMN) aumentou o valor para compra de imóveis usando recursos do FGTS.

No Rio de Janeiro, em São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, o teto para compra de imóveis usando recursos do FGTS era de R$ 950 mil. Em outras regiões, o valor máximo era de R$ 800 mil. Agora, o valor atual é de R$ 1,5 milhão e deve movimentar especialmente os negócios relacionados a imóveis de alto padrão.

Em 2017, os economistas preveem que o desemprego também irá ceder, o que certamente influenciará positivamente o mercado imobiliário. Com uma economia mais estável, o mercado imobiliário volta a se movimentar, já que os consumidores voltam a ter crédito disponível.
De acordo com especialistas também haverá uma retomada no crescimento da área de construção civil que consequentemente irá favorecer o setor imobiliário, uma vez que os preços mais baratos dos materiais e da mão de obra reduzirão os custos, incentivando lançamentos e também tornando o valor dos imóveis mais acessíveis para uma parcela maior da população.

A recuperação do mercado imobiliário também está diretamente relacionada ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), visto que é esse índice que acompanha o comportamento da economia brasileira, assim como mostra todos os bens e serviços feitos no Brasil. O Banco Central acredita num cenário satisfatório durante o ano 2017. A instituição prospecta um crescimento de 1,3% nos próximos meses.

De acordo com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), a expectativa é de que a economia brasileira terá um crescimento satisfatório em 2017. Desta forma, o fundo estima um avanço de 0,5% no PIB, contra uma projeção de crescimento nula feita nos dois últimos levantamentos do órgão.

Como tudo indica, esse ano será marcado pelo retorno das atividades do mercado imobiliário. A época também será favorável para quem deseja adquirir um empreendimento residencial. Segundo especialistas, os que desejam comprar a casa própria devem buscar orientações e o auxílio de imobiliárias especializadas. A Construtora Planeta , por exemplo, atua no mercado imobiliário desde 1998 com experiência e foco em empreendimentos residenciais. A empresa é reconhecida no mercado imobiliário pela excelente qualidade de seus empreendimentos e cumprimento rigoroso dos prazos de entrega.

De acordo com especialistas, esse será o ano para o mercado imobiliário retomar o seu crescimento. A queda da inflação será o grande responsável por esse momento que também trará ótimas oportunidades para a aquisição de empreendimentos residenciais.

Fonte: Dino

Com uso do FGTS, financiar imóvel de até R$ 1,5 milhão ficará mais barato

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A decisão do governo de elevar o teto de financiamento de imóveis com uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para R$ 1,5 milhão, em vigor a partir desta segunda-feira, 20, deve trazer algum alívio às incorporadoras, construtoras e consumidores, sobretudo os de classe média e alta. Mas, para especialistas, a medida não tem potencial para destravar de vez o mercado imobiliário e reinjetar ânimo na construção civil.

A economia para o consumidor mais endinheirado que está em busca da casa própria chega a R$ 250 mil ao final de um financiamento, segundo uma simulação elaborada pelo consultor Marcelo Prata, fundador do site Canal do Crédito. A parcela inicial, por exemplo, fica R$ 1.185,44 mais barata.

Já a taxa de juros pode ser 1,5 ponto porcentual menor entre o regime anterior e as novas regras. O efeito prático da redução no custo do empréstimo, contudo, deve ser maior. O cálculo utiliza a chamada taxa balcão, para quem não tem nenhum relacionamento com o banco.

A resolução aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) na semana passada permite não só o enquadramento no Sistema Financeiro da Habitação (SFH), como já era permitido desde setembro do ano passado, mas inclui também o uso dos recursos do FGTS na compra.

Antes, imóveis a partir de R$ 800 mil ou R$ 950 mil, a depender da região do País, estavam de fora dessa combinação de utilização de dinheiro do Fundo e crédito subsidiado.

“A crise no setor imobiliário é muito mais por falta de confiança dos consumidores e do alto nível de desemprego do que pelos juros em nível elevado. Logo, o incentivo de uso do FGTS tem mais peso”, afirma Prata. Segundo o analista, a prova disso é que não houve recuperação no mercado quando a primeira autorização, que não incluía o FGTS, foi decidida.

A alteração só engloba empreendimentos novos e terá validade até 31 de dezembro deste ano, quando o governo vai reavaliar se mantém o estímulo por mais tempo.

Por excluir o mercado de usados, a medida pode ter efeito reduzido na economia, na avaliação do pesquisador da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Eduardo Zylberstajn. “O proprietário de uma unidade usada poderia utilizar a nova regra para partir para um novo”, afirma. “A medida é endereçada às construtoras e só resolve parte do problema, que são os estoques altos”, avalia Prata, do Canal do Crédito.

De todo modo, Zylberstajn acredita que uma parcela da população deve ser beneficiada com a medida. “Desamarra um pouco o FGTS. Quem tem um valor considerável preso no FGTS a uma remuneração baixa agora pode destiná-lo à entrada de um imóvel”, afirma.

Para o presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Flávio Amary, a elevação do teto servirá mais como um empurrão ao setor, mas não será suficiente para produzir alguma pressão de alta nos preços. “Quem tiver recursos para se antecipar neste momento de baixa pode ter benefícios na negociação”, diz.

Um estudo conduzido pela Secretaria de Planejamento e Assuntos Econômicos (Seplan), do Ministério do Planejamento, mostra que a medida vai gerar um impacto de R$ 4,9 bilhões na economia brasileiro neste ano. O reflexo no Produto Interno Bruto (PIB) deve ser de 0,07 ponto porcentual.

Nas contas da Seplan, a iniciativa poderá resultar em um acréscimo anual de R$ 490 milhões nos saques do FGTS. Esses recursos possibilitariam a venda de quatro mil unidades, mostra a projeção. “A medida vai contribuir para retomada do crescimento”, destaca nota do governo.

Amary, do Secovi-SP, é mais otimista e diz que o impacto da medida pode ir além do previsto. “Acredito que a medida deve ser vista num contexto mais amplo. O setor de decoração, por exemplo, deve ser beneficiado com o acréscimo de venda de imóveis novos”, destaca.

O executivo acredita que o atual ciclo negativo do segmento deve estar perto do fim. “Se confirmadas as expectativas de retomada de atividade no fim do ano, o setor deve melhorar as vendas e lançamentos”, afirma. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: IstoÉ

Secovi-SP reitera projeção de crescimento de 5% a 10% no mercado imobiliário

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O presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Flávio Amary, reiterou nesta terça-feira, 14, a projeção de crescimento de 5% a 10% nas vendas e nos lançamentos do mercado imobiliário residencial da capital paulista em 2017. “Estamos no fim de um ciclo de baixa e iniciando um ciclo de recuperação”, afirmou, durante entrevista à imprensa.

A perspectiva de crescimento neste ano já vinha sendo citada pelo sindicato desde o fim de 2016, em meio aos primeiros sinais de melhora do quadro econômico nacional e estabilização política. Nesta terça, Amary afirmou que esse ambiente de melhora tem se confirmado, com manutenção na trajetória de queda da inflação e da taxa de juros, elementos que devem estimular a comercialização de imóveis daqui para frente. Por outro lado, ele destacou que o setor só voltará a reaquecer, de fato, com a volta da criação de empregos e a recuperação da renda da população, o que é esperado apenas para o segundo semestre deste ano.

Se a projeção de crescimento do mercado imobiliário em 2017 for confirmada, representará uma virada para o setor, que diminuiu de tamanho por três anos consecutivos. De acordo com dados publicados hoje pelo Secovi-SP, os lançamentos de imóveis residenciais em São Paulo somaram 17,6 mil unidades em 2016, queda de 23,3% em relação às 23,0 mil unidades de 2015. Em 2014, os lançamentos atingiram 34,0 mil unidades, e em 2013, 34,2 mil.

Já as vendas de imóveis residenciais novos na capital paulista totalizaram 16,0 mil unidades em 2016, retração de 19,7% frente às 20,1 mil unidades comercializadas em 2015. Em 2014, as vendas somaram 21,6 mil unidades, e em 2013, 33,3 mil. Com esse resultado, as vendas em 2016 foram as mais baixas da série histórica, com início em 2004.

O economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, observou que os níveis de comercialização chegaram a um nível muito abaixo da média, o que indica que há uma grande demanda reprimida. “É justamente essa demanda que voltará a reaquecer o mercado em algum momento futuro”, explicou.

Petrucci acrescentou que o sindicato cogita elevar, em junho, a projeção de crescimento no mercado imobiliário ao longo do ano, dependendo do ritmo de recuperação da economia brasileira, mas frisou que não espera nova retração no setor. “Nos meses anteriores, nós considerávamos a possibilidade de rever essa projeção para baixo, dado o nível elevado de incertezas. Agora, se mudarmos a projeção, é mais provável que seja para cima. Seguramente, o fundo do poço foi o ano passado.”

Fonte: Isto É

Crise aumenta número de permutas no mercado imobiliário

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A crise econômico impulsionou uma velha prática de mercado, mas pouco usada no setor imobiliário: a permuta. “As pessoas continuam com vontade de mudar de imóvel, mas, em tempos difíceis, preferem preservar o dinheiro guardado no banco ou simplesmente não tem caixa para investir em uma casa nova”, afirma o diretor comercial da imobiliária Coelho da Fonseca, André Souyoltgis. É nesse cenário que esse tipo de transação ganha espaço.
De acordo com ele, de 2015 até agora, o número de permuta de imóveis cresceu em razão da crise. “2016 foi o ano com o maior número de trocas em dez anos. Fizemos 2,5 vezes mais permutas em 2016 do que em 2015”, diz Souyoltgis, sem no entanto revelar os números dessas negociações.
O negócio ficou tão em alta que a imobiliária Lello precisou criar um campo de busca novo em seu site. “Em agosto, com o número crescente de pedidos, decidimos inserir a opção ‘permuta’ no portal. Assim, quem procura uma casa nova para comprar já consegue saber quais vendedores aceitam outro imóvel em troca”, explica o diretor de vendas da Lello, Igor Freire. “Os proprietários estão mais flexíveis, porque sabem que se não aceitarem um imóvel menor como parte do pagamento, podem ficar muito tempo esperando pelo comprador perfeito”, afirma.
Fernando Araujo Carneiro, de 33 anos, foi um dos que se beneficiaram com a maleabilidade dos vendedores. O eletricista queria sair do apartamento de dois quartos, sala e cozinha para morar em uma casa maior. Chegou a colocar seu imóvel à venda, mas ninguém queria pagar o valor que ele considerava ideal.
Junto com a imobiliária, resolveu apostar na permuta. Encontrou um proprietário que não estava conseguindo vender a casa de R$ 500 mil. “Ele decidiu aceitar meu apartamento e meu carro em troca, porque pelo menos teria uma parte do dinheiro em mãos. Era melhor do que esperar mais tempo pela venda tradicional”, diz Carneiro.
O eletricista ainda obteve um financiamento imobiliário de R$ 200 mil para pagar o restante do valor. “Para a minha família foi excelente. Queríamos mudar para uma casa melhor, com mais quartos e outras facilidades, mas não tínhamos dinheiro nem crédito para isso. A permuta possibilitou a realização do sonho”, conta.
Dificuldades. Nem sempre, porém, é fácil combinar a compra e venda dessa forma. Apesar de a crise ter facilitado a permuta, compradores, vendedores e corretores podem enfrentar alguns percalços no processo.
“É difícil encontrar dois clientes que tenham desejos conciliáveis. O proprietário do imóvel de valor mais baixo precisa achar um outro dono que aceite aquela casa ou apartamento como está”, diz Freire. A dica para a permuta dar certo é aceitar uma depreciação do valor de mercado. “Assim, o vendedor sabe que vai conseguir ganhar alguma coisa quando vender o apartamento que aceitou como parte de pagamento.”
Segundo o CEO da Imobiliária Mirantte, Luiz Carlos Kechichian, ele incentiva seus funcionários a conhecerem muito bem seus clientes. “Às vezes, um comprador precisa ir para uma casa maior, em um bairro mais afastado da cidade, porque a mãe ou a sogra vai se mudar para a residência dele. Então, o corretor pode oferecer a permuta para uma família, que ele saiba que deseja migrar para um apartamento pequeno porque os filhos saíram de casa, por exemplo.”
Motivos. Além da crise e de necessidades pessoais específicas, outras razões que fazem os clientes aceitarem as permutas são a vontade de se livrar de altas taxas condominiais ou IPTU. “Se o vendedor está com dificuldade de achar um comprador que pague em dinheiro a quantia total, é melhor aceitar a troca por um apartamento menor e gastar menos com condomínio e manutenção”, diz Freire.
As permutas – que, na verdade, funcionam como uma compra e venda dupla – são interessantes para as imobiliárias, porque garantem o pagamento de duas comissões, em cima do valor dos dois imóveis. “Por isso, é interessante que corretores se empenhem para realizar esse tipo de negócio”, diz Kechichian.
No entanto, é exatamente a comissão duplicada que pode atrapalhar algumas negociações. Como a pessoa que oferece um imóvel de menor valor como pagamento é, normalmente, a compradora, ela acredita que só a outra ponta é quem deve pagar comissão. “Ela não entende que, na verdade, também está vendendo o imóvel dela, e por isso, deve pagar pela intermediação imobiliária”, diz Freire.
Para convencer os clientes, vale explicar que a permuta também tem vantagens tributárias. “Se a troca é feita entre imóveis de valores iguais, não há cobrança em cima do ganho de capital no imposto de renda; ou então só serão pagos o ganho de capital em cima da diferença entre os dois imóveis”, diz o advogado especialista em direito imobiliário, José Guilherme Siqueira Dias. Veja outras vantagens no quadro acima.

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 Velocidade para os dois
Quando um vendedor aceita permuta na negociação, ele pode se livrar mais rápido do imóvel. O mesmo vale para o comprador, que não precisa vender o bem antes de fazer nova aquisição.

Dinheiro no banco
Em vez de esperar muito tempo para vender um apartamento e continuar pagando condomínio e IPTU, por exemplo, o proprietário pode aceitar um imóvel de menor valor. Dessa forma, garante pelo menos uma parte em dinheiro e diminui os gastos com manutenção.

Imposto de renda
Com a permuta, o vendedor só tem ganho de capital em cima da diferença entre um imóvel e outro. Caso seja uma troca “taco a taco”, não há cobrança de imposto de renda em cima da venda.

Duas desvantagens
Vendedor e comprador têm de concordar com a troca; e encontrar a combinação perfeita pode levar tempo. Além disso, é preciso que as duas pontas paguem a comissão da imobiliária.

Operação pode incluir outros bens

A troca de dois imóveis é o tipo de permuta mais comum nas imobiliárias. Mas outros itens também são aceitos – ou pelo menos oferecidos – como parte do pagamento. É o caso de automóveis e motos. “Quando o carro corresponde a uma parte pequena do valor total, os vendedores acabam aceitando”, diz o diretor de vendas da imobiliária Lello, Igor Freire. “É uma prática bem comum nas concessionárias: dar o carro usado como parcela do automóvel novo. Por isso, é comum acontecer na permuta imobiliária também”, diz o diretor comercial da Coelho da Fonseca, André Souyoltgis. O eletricista Fernando Carneiro ofereceu seu Chevrolet Onix 2014 como parte do pagamento do novo sobrado em Itaquera. “Precisava complementar o valor do apartamento, mas não poderia ser em dinheiro porque não conseguiria todo o financiamento pelo banco.” Souyoltgis, diz que é comum os clientes oferecem gado, joias, quadros, esculturas ou outras obras de arte e até avião. “Não são ofertas comuns, mas acontece. E tem gente que aceita.” Segundo o CEO da Imobiliária Mirantte, Luiz Carlos Kechichian, antigamente até linha telefônica era ofertada na compra de um imóvel. “Hoje, as tentativas mais inusitadas são de barras de ouro e títulos do Tesouro, mas é bem difícil dar certo uma permuta dessa.” No entanto, quando a troca envolve o uso desses bens para pagar um imóvel (em vez de imóvel por imóvel) as imobiliárias não podem cobrar comissão. “Como não é considerado intermediação imobiliária, não há comissão.”

Fonte: Estadão

Preço dos imóveis deve cair ao menor nível em 2017

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São Paulo – Apesar de o cenário político e econômico do país não permitir traçar uma previsão clara sobre qual será o desempenho do mercado de imóveis para o ano que vem, em um ponto os especialistas concordam: após uma queda real de 6,25% nos últimos 12 meses, os preços de casas e apartamentos tendem a ficar estáveis em 2017.

No ano que vem, o mercado deve atingir o fundo do poço quando se fala de preços, segundo João da Rocha Lima, professor do Núcleo de Real State da Poli-USP. “Considerando um cenário no qual a economia comece a se recuperar devagar, e a inflação caia, os preços devem ficar estáveis até voltarem a subir”. Além disso, as construtoras já estão com margens bastante apertadas para diminuir preços, diz Lima. “Não há espaço para mais quedas”.

Apesar de ainda não haver no horizonte a previsão de um aumento de renda dos consumidores para incentivar a compra da casa, a expectativa de Flavio Amary, presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), é de que ao menos o nível de desemprego pare de piorar no ano que vem. Nesse cenário, o executivo aponta que empresas preferem deixar os preços estáveis e aguardar uma retomada da economia.

Estoque ainda é problema

A exceção nesse cenário são empresas que ainda têm estoque de imóveis prontos e precisam de dinheiro. “Essas construtoras querem se livrar dessas unidades o quanto antes. Como consequência, cobrarão preços mais atrativos por elas”, diz Lima. Amary concorda, ainda que, assinala, há menos empresas nessa posição agora do que nos últimos anos.

Apesar de não serem divulgados dados confiáveis sobre o tamanho do estoque de imóveis prontos, que geram mais custos para as empresas, Lima acredita que o problema ainda não foi resolvido por conta de um aumento no cancelamento dos contratos já firmados, que acaba fazendo com que o estoque de imóveis volte a aumentar. No acumulado deste ano até outubro, foram distratadas 37.702 unidades, 33% das unidades entregues pelas construtoras no período.

Geralmente, os contratos de imóveis na planta são cancelados porque o mutuário não consegue financiamento bancário no momento da entrega das chaves, seja porque ficou desempregado ou porque os bancos aumentaram as exigências frente a um aumento na inadimplência e do desemprego.

“Há quem diga que, para cada imóvel vendido, dois contratos são cancelados. Esse problema deve ser solucionado até o final do primeiro semestre de 2017, quando a economia deve começar a melhorar. Mas não temos dados precisos sobre isso”.

Fonte: Exame

Índice mostra recuperação para a compra de imóveis

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As medidas anunciadas pelo governo federal no final de 2016 para tentar ativar o mercado imobiliário no País tiveram uma ressalva da Alphaplan Inteligência em Pesquisas. O diretor da empresa, Tiago Dias, adverte que o que vai ajudar a impulsionar mesmo o setor não é só mais prazo em financiamentos, que foi incluído no rol de anúncios. “A melhor medida para ampliar o volume de concessões de crédito imobiliário seria a redução dos juros, que teria efeito em toda a cadeia do setor”, previne Dias, mestre em Economia Aplicada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), que comanda a apuração do Índice de Expectativa do Mercado Imobiliário (Iemi), em parceria com entidades do setor de construção, corretores e de venda. Pelo Iemi, formado pela avaliação de incorporadores, construtores, imobiliárias, corretores e consumidores de imóveis em Porto Alegre, algo começa a mudar. O índice apurado até novembro para 12 meses aponta que as expectativas começam a virar para uma recuperação, o que poderia motivar quem tem investimento no mercado financeiro a migrar para imóveis.
Jornal do Comércio – Como evoluiu o indicador em 12 meses?

Tiago Dias
– Em 12 meses (até novembro de 2016), o índice variou positivamente em 32,5%. O Iemi chegou a 112,1 pontos, o que indica uma recuperação importante na expectativa do setor em Porto Alegre.
JC – É uma boa hora para comprar imóvel?

Dias –
Uma boa hora de comprar principalmente para o cliente final que tenha uma poupança guardada. As taxas de juros estão altas; e, por outro lado, os preços dos imóveis estão atrativos, assim como as condições de compra que as incorporadoras estão praticando para atrair os consumidores.

JC – O que está determinando essa condição?

Dias –
A taxa de juros alta faz com que o investidor prefira manter seus recursos investidos no mercado financeiro, nos bancos ou em títulos do governo. O cliente também pode ter seus recursos rendendo com essas taxas mais altas, mas, por outro lado, tem neste momento uma oportunidade de negociar melhor tanto preço quanto condições de compra de seu imóvel de moradia, o que faz deste um momento especial para o consumidor.

JC – Os preços já baixaram o suficiente ou vão baixar mais?

Dias –
Os preços se mantêm em um crescimento menor do que os últimos anos. Não há uma piora eminente do mercado. O pior da crise já passou, e agora é um momento de estabilização e preparação.

JC – Fala-se que Porto Alegre tem baixo estoque de imóveis novos. Isso é real? E qual é o efeito para o mercado?

Dias –
Porto Alegre não tem uma relação de estoque sobre oferta em um nível crítico. Há, sim, espaços para lançamentos em nichos de mercado, como, por exemplo, saúde. Isso comprova que há segmentos ainda não explorados no mercado. O importante neste momento é as empresas se munirem de informações, de pesquisas e de estudos que permitam encontrar e explorar estes nichos de maneira correta.

JC – Há oferta de crédito e para as faixas que movem o mercado?

Dias –
O crédito está restrito nos bancos, e a taxa, ainda muito alta para ser minimamente atrativa. A política monetária precisará, gradualmente, reduzir os juros para estimular investimentos produtivos e novos negócios na economia.

JC – Como as medidas anunciadas no final de 2016 pelo governo repercutiram no mercado de imóveis?

Dias –
A ampliação dos prazos dos financiamentos tenta elevar o volume de concessão de créditos aos consumidores. Uma vez ampliando o prazo, a parcela se reduziria, e os consumidores optariam pela compra dos imóveis. Tudo isso vai contra o censo comum em épocas de crise, em que os consumidores, diante das incertezas frente à manutenção do seu trabalho, rendimentos e futuros investimentos, acabam por não comprometer sua renda. A melhor medida para ampliar o volume de concessões de crédito imobiliário seria a redução dos juros, que teria efeito em toda a cadeia do setor, ampliando a oferta e os lançamentos por parte dos empresários incentivando novos investimentos. Já os consumidores que conseguem acessar taxas mais reduzidas não necessitam de um comprometimento maior de sua renda.

Cresce no País o número de moradias retomadas por falta de pagamento

A busca pela moradia própria se transformou em pesadelo para milhares de brasileiros neste ano. Até o início de dezembro, a Caixa Econômica Federal colocou à venda – por meio de leilões, concorrências públicas ou venda direta – 8.626 imóveis retomados por falta de pagamento do financiamento, 16% a mais que no ano passado.
O aumento no número de unidades ofertadas pelo banco, que detém quase 70% de todo o financiamento imobiliário do País e 4,35 milhões de contratos ativos, não é por acaso. Desde 2012, o total de imóveis retomados por inadimplência pela Caixa cresce. Os dados mais recentes mostram que, entre 2014 e o ano passado, a recuperação de propriedades aumentou 53,8%.
É uma reação em cadeia, explica Miguel Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da Anefac, que reúne executivos de finanças. Crise e desemprego minaram o potencial de renda do brasileiro e reduziram sua capacidade de manter as contas em dia. Sem recursos, ele começa a atrasar as parcelas da casa por um, dois, três meses, até não poder mais negociar com o banco. “Grande parte dos mutuários aderiu ao financiamento imobiliário aproveitando o momento de facilidade de crédito no período pré-crise. Só que os contratos são longos, podem durar 35 anos, e a recessão pegou todos de surpresa no meio do caminho. A retomada de imóveis pode crescer mais, pois o cenário que nos levou a isso não foi dissipado.”
“Para o banco, a retomada é uma dor de cabeça. Ele tem de arcar com custos como condomínio e IPTU, e manter uma estrutura interna para lidar com esses imóveis. O importante é entender que a compra do imóvel não é para todo mundo. Embora dentro do limite de 30% da renda, a prestação fica muito mais alta do que se pagava de aluguel”, diz Marcelo Prata, do Canal do Crédito, que compara produtos financeiros.
Quando detectada a incapacidade de pagamento, o morador pode tentar vender o imóvel, negociando com o banco a transferência da dívida, ainda que abaixo do preço de mercado, para evitar problemas maiores. Ainda que seja a moradia da família, o imóvel financiado pode ser retomado e vendido pelo banco. Na maioria dos casos, o banco notifica o mutuário após o primeiro mês sem pagamento, e o processo de retomada do imóvel ocorre quando o atraso passa de 90 dias.
Nesse intervalo, o mutuário pode tentar diluir as parcelas em atraso aumentando as próximas mensalidades, ou estender o tempo de financiamento, caso o contrato não seja no prazo máximo permitido pelo banco. “Em muitos casos, o banco aceita negociar com o inadimplente uma vez, mas fecha as portas de negociação caso ele fique em atraso de novo”, afirma Tathiana Cromwell, da Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências (Amspa).
A lei diz que o mutuário pode receber a diferença entre o valor de retomada e o preço de venda do imóvel a terceiros. Se o morador deve R$ 100 mil ao banco e o bem foi leiloado por R$ 200 mil, ele quita a dívida e recebe os R$ 100 mil restantes. Segundo a Caixa, o percentual de imóveis retomados pela instituição em 2015 equivale a 0,3% do total em carteira. Além disso, “as medidas legais de retomada do bem, previstas em contrato, apenas são adotadas após o esgotamento da negociação entre o banco e o cliente”.

Corretores veem aquecimento em 2017

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O mercado imobiliário já começa a apresentar sinais de reação na economia. Além de lançamentos estarem acontecendo, especialistas do setor afirmam que 2017 deverá começar aquecido. Pelo menos essa é a opinião de corretores de imóveis, referendada pelo presidente da Associação dos Corretores e Empresas Imobiliárias de Sorocaba (Aceiso), Harley Mena. Com essa perspectiva positiva para esse setor da economia — importante para o desenvolvimento do País –, hoje se comemora o Dia do Corretor de Imóveis, 27 de agosto.

Harley Mena observa que o mercado imobiliário acompanha o ritmo da economia e que os preços estão sofrendo um alinhamento real. “Tivemos por quatro anos preços fora da realidade, mas estamos sentindo uma melhora nos últimos três meses. As pessoas estão acreditando mais no País e voltando a aplicar”, diz ele.

A profissão de corretor de imóveis é regulamentada há 38 anos pela Lei Federal 6.530, de 12 de maio de 1978. Esse profissional pode estar nas imobiliárias, construtoras ou como autônomo, isto é, sem vínculo algum com empresas, transformando-se num legítimo consultor imobiliário.

2 mil

A associação dirigida por Mena completou neste ano 23 anos de existência. Entre os mais de dois mil corretores em Sorocaba, Votorantim e cidades circunvizinhas, pelo menos 380 são sócios da Aceiso. Segundo ele, é importante essa sociedade, pois, além de fortalecer o segmento, garante aos associados uma série de benefícios e vantagens para atuar no mercado.

Para ser corretor de imóveis, não é necessário ser formado em um curso de nível superior, porém o candidato tem de fazer por cerca de oito meses um curso específico, chamado de curso técnico de Transações Imobiliárias.

Após esse curso, é submetido a uma avaliação para obter o registro profissional de trabalho do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP). “Aliás, orientamos que toda pessoa que precisar consultar um profissional, deve pedir a ele que apresente o registro no Creci, a fim de garantir que o corretor está legalizado”, aconselha Mena.

Fonte: Jornal Cruzeiro

Melhora no preço e crédito ajudarão na compra da casa

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A perspectiva de que a economia brasileira vai trilhar um caminho de estabilização no ano que vem deve injetar algum ânimo no mercado imobiliário.

Para especialistas e profissionais da área, mais consumidores podem voltar a fazer planos para comprar um imóvel.

Dois fatores vão pesar a favor de quem está em busca da casa própria: os preços devem continuar relativamente estáveis e o custo do crédito deve baratear por causa da redução da taxa de juros.

Os dois lados da equação – compradores e corretores/imobiliárias – estão com expectativas semelhantes sobre o rumo dos negócios em 2017, segundo uma pesquisa do portal imobiliário VivaReal obtida com exclusividade pelo Estado.

Praticamente o mesmo porcentual nos dois grupos (58% e 59%) projeta um aumento da flexibilização das negociações no ano que vem, o que pode se traduzir em mais descontos no valor de venda dos empreendimentos.

Para 76% dos consumidores, o preço do metro quadrado está muito elevado, impressão compartilhada por 51% da ponta vendedora.

“Em outras épocas, a percepção dos corretores em relação à necessidade dessa flexibilização era bem menor, mas a queda da procura forçou essa postura”, afirma Lucas Vargas, presidente do VivaReal.

No lado do crédito, uma projeção da Abecip, associação das instituições financeiras que emprestam com recursos da poupança, aponta que a possível aceleração no corte dos juros pelo Banco Central vai tornar mais baratos os financiamentos e estimular o mercado.

A estimativa mais otimista mostra um aumento de 11% nas concessões, para R$ 50 bilhões. Neste ano, a projeção é que o mercado encerre com R$ 45 bilhões liberados para compra e construção de imóveis, segundo Gilberto Abreu, presidente da Abecip. O volume representa uma queda de mais de 60% ante o praticado em 2015.

Duas medidas recentes foram tomadas para tentar desafogar o crédito. O teto máximo do Sistema de Financiamento Habitacional (SFH), que dá acesso a juros menores, foi elevado de R$ 750 mil para R$ 950 mil no Distrito Federal e Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Nos demais Estados, o limite foi de R$ 650 mil a R$ 800 mil. Os limites estavam inalterados desde 2013.

Também foi permitido o financiamento de imóveis de até R$ 1,5 milhão pelo SFH, mas a medida foi limitada a um ano de duração e também não prevê o uso do FGTS para compor o valor de entrada do imóvel ou abater o financiamento.

Nas contas do coordenador do Núcleo de Real Estate da USP, João da Rocha Lima Jr., tanto o aumento do teto do SFH como a ligeira melhora da demanda dos consumidores não devem ser suficientes para provocar grande pressão no preço dos imóveis.

Segundo ele, com uma projeção de alta de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017, o valor do metro quadrado pode ter apenas uma leve alta.

A opinião é compartilhada pelo pesquisador Eduardo Zylberstajn, coordenador do índice de preços FipeZap.

“Talvez os preços terminem 2017 com um viés um pouco maior de alta, mas ainda perdendo para a inflação”, afirma. “Existe uma demanda constante por moradia apesar de todos os problemas da economia. Não é que os anos dourados voltarão, mas pode ser um ano mais positivo”, completa.

Três indicadores do mercado mostram que o preço dos imóveis ficou praticamente parado e variando menos do que a inflação em 2016. Na Abecip, o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial, recém-lançado, mostra recuo médio de 2,3% em nove regiões do País.

Outros dois indicadores, o FipeZap, do site Zap e da Fipe, e DMI, ligado à plataforma VivaReal, mostram avanço de 0,45% e 1,45%, respectivamente, em 2016. Estas pesquisas são baseadas em anúncios na internet. Mesmo que os resultados pareçam divergentes, eles caminham, na verdade, para a mesma direção (leia mais na pág. ao lado).

Aluguel

O horizonte de retomada do mercado imobiliário é um alerta para quem ainda depende do aluguel. Tradicionalmente, o mercado de locação de imóveis tende a mudar seus preços mais rápido do que o de venda.

“Nos sinais iniciais de retomada, o aluguel volta a subir”, diz Vargas, do VivaReal.

No atual ciclo, isso foi benéfico para o consumidor porque os preços de aluguel caíram antes do valor de venda começar a ceder. Mas, quando a situação se inverter, quem está à procura de uma unidade para locar vai sentir esse efeito primeiro.

Dados do VivaReal mostram que a zona sul da cidade de São Paulo lidera em ofertas de locação de até R$ 2 mil. São mais de 14 mil unidades disponíveis em bairros como Morumbi, Jardim Marajoara e Vila Andrade, a maioria entre 50 e 70 metros quadrados.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Exame