Atrasou o condomínio? Nova regra cobra mais rápido e pode tirar sua casa

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Quem tem apartamento próprio ou alugado sabe que todo mês chega o boleto do condomínio. Porém, pode acontecer de o morador não ter dinheiro suficiente para quitar a dívida. O que acontece nesses casos?

Se o morador não pagar o condomínio, ele terá um prazo bancário, geralmente de 30 dias, para quitar a dívida, mas precisará arcar com multa de 2%, juros de 1% ao mês, mais correção pela inflação do período atrasado.

Renato Daniel Tichauer, presidente da Assosíndicos (Associação dos Síndicos de Condomínios Comerciais e Residenciais do Estado de São Paulo), afirma que, em geral, o primeiro passo é a administradora do condomínio entrar em contato com o morador por carta ou através do síndico para verificar se de fato não houve o pagamento.

Se o atraso entra para o segundo mês, a administradora passa o pedido de cobrança para um advogado, que precisa ser contratado pelo condomínio. Se não houver pagamento, o escritório de advocacia já pode entrar com a ação contra o proprietário para exigir o pagamento.

O advogado especialista em direito imobiliário e condominial Rodrigo Karpat diz que não existe um valor mínimo para entrar com um processo, mas é preciso avaliar a dívida. “Por uma taxa de condomínio de R$ 100 não se justifica o ingresso de ação antes de alguns meses de atraso. Já um condomínio de luxo, com cota condominial de R$ 3.000, por exemplo, uma única cota já justifica o ingresso da ação”.

Nova regra deixou cobrança mais rápida

Angélica Arbex, gerente de relacionamento da Lello Condomínios, explica que com o novo CPC (Código de Processo Civil), que entrou em vigor em março de 2016, a cobrança de condomínio ficou mais rápida.

Antes, os processos de cobrança eram feitos em duas fases. Na primeira, era necessário provar que a dívida existia, o que poderia demorar entre dois e três anos, segundo Arbex. Só depois disso é que se pedia a execução da dívida, ou seja, exigia-se o pagamento.

“Desde o ano passado, a primeira fase não existe mais. Deixar de pagar o condomínio passou a ser considerado uma dívida real”, disse a gerente de relacionamento da Lello. Se o condômino não pagar o que foi determinado pelo juiz em três dias, ele terá a penhora online, ou seja, tudo o que está em sua conta bancária é direcionado para o pagamento da dívida. Se não tiver o dinheiro na conta, os bens são penhorados. Nessa fase, o proprietário pode perder o imóvel.

“A penhora do imóvel é o último recurso. O prazo para perder o imóvel dependerá do andamento do processo”, diz o presidente da Assosíndicos.

O advogado especializado em direito imobiliário e cível Alessandro Calistro afirma que se o imóvel for a leilão e a dívida do condomínio for menor, o proprietário receberá a diferença. Ou seja, se ele deve R$ 10 mil de condomínio e o imóvel vale R$ 200 mil, ao ter o bem penhorado, o dono receberá R$ 190 mil de volta.

As administradoras estão tentando resolver a situação sem ter que brigar na Justiça. Esse é um dos motivos apontados pelo Secovi-SP (sindicato das empresas do mercado imobiliário) para a queda de 26,2% nas ações por falta de pagamento de condomínio em janeiro na comparação com dezembro de 2016 na cidade de São Paulo. Em relação ao mesmo mês do ano passado, a redução foi de 10,3%.

Lista de devedores atrasados

Arbex afirma que, em São Paulo, caso o pagamento do condomínio deixe de ser feito, o morador pode ter o nome protestado e ir para a lista de devedores atrasados (inadimplentes).

Segundo ela, é permitido que no boleto seja detalhado quais unidades deixaram de pagar o condomínio, já que é uma prestação de contas para os outros moradores.

Porém, não pode haver divulgação de quem não pagou em lugares públicos. “Não pode colocar a lista de devedores no elevador onde transitam pessoas que são de fora do condomínio”, disse.

Sem votação

O presidente da associação explica que é possível impedir o morador com o condomínio atrasado de votar em assembleias, no caso de ser o proprietário do imóvel. Porém, não aconselha que a proibição ocorra para o uso das áreas comuns, como piscina, por exemplo. “Pode ser considerado proibição do direito de ir e vir. Não é recomendado”.

Proprietário é responsável

Quando o atraso do pagamento do condomínio é do inquilino, a cobrança vai para o dono do imóvel, segundo Calistro. Ele afirma que, normalmente, o proprietário é avisado pela administradora sobre a falta de pagamento.

O especialista diz ainda que no contrato de locação deve estar detalhado que a partir da data de locação, o inquilino é quem será responsável por pagar água, luz, IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e a taxa condominial, além do valor do aluguel. Se atrasar o pagamento do aluguel, a multa pode chegar a 10% por atraso. Já o boleto do condomínio tem multa de 2%, mais juros e correção.

CPF no boleto

A partir deste ano, os boletos precisarão ter o CPF do dono do imóvel. A medida também vale para os boletos de cobrança do condomínio. No ano passado, de acordo com Arbex, as administradoras pediram para que os moradores fizessem um cadastro. Algumas estipularam um prazo e determinaram que, se não fosse feita a atualização, o dado seria extraído do cadastro de imóvel e o morador teria que arcar com os custos dessa pesquisa. Arbex orienta a quem ainda não fez a atualização a procurar a administradora do prédio ou o síndico.

A medida será implementada aos poucos. Segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), a partir do dia 10 de julho, a regra valerá para boletos com valor igual ou superior a R$ 50 mil. Já a partir de 11 de dezembro, todos os boletos deverão ter o CPF.

Para Walter Tadeu de Faria, diretor-adjunto de Negócios e Operações da Febraban, a mudança facilitará o pagamento das contas vencidas, que poderão ser quitadas em qualquer banco, além de evitar o pagamento duplicado e fraudes.

Fonte: UOL

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Como acho um bom corretor para vender imóvel de R$ 1 milhão?

Resposta por Alex Strotbek*:

Em um primeiro lugar, precisamos entender a figura do corretor de imóveis. Ele é um intermediador: não trabalha com um único lado, mas está entre vendedor e comprador.

No mercado do Rio de Janeiro, por exemplo, que se encontra aquecido, há muitos aventureiros, corretores recém habilitados e com pouca experiência no negócio imobiliário. Esta situação se dá por nos encontrarmos em um momento de “boom” imobiliário, com preços muito altos, o que acaba se tornando um chamariz para novos profissionais.

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Mais precisamente no seu caso, o ideal é buscar as imobiliárias tradicionais na sua microrregião e apresentar seu imóvel, para que estas o cadastrem em seu estoque de imóveis para a venda.

Também é interessante sondar as imobiliárias regionais e bem conceituadas. Mesmo que pequenas, elas farão o trabalho de base, que é anunciar o imóvel tanto por meios eletrônicos (internet) como em jornais de grande circulação, podendo assim gerar mais visitas.

 

clientes-corretor-de-imoveis-portal-cptAs imobiliárias maiores não somente investem na divulgação, mas selecionam melhor seus colaboradores (corretores autônomos), assim como também investem no treinamento constante destes. Além disso, têm melhor infraestrutura e estrutura de pessoal.

 

 

Por último e não menos importante, o bom corretor é aquele que:

Gera confiança e está à disposição;
Conhece o mercado, a região ou microrregião, em termos de preços, tipos de imóveis etc.;
Está bem estabelecido fisicamente, com estrutura para fazer um bom trabalho;
Tem sua habilitação regular junto ao CRECI (Conselho Regional de Corretores de Imóveis), ou seja, é tecnicamente capacitado, conhecendo não somente de vendas, mas também as condições legais mínimas para a venda de um imóvel.

Vale ressaltar que antes de colocar o seu imóvel à venda, o vendedor deve solicitar a avaliação de três corretores, e assim verificar se o preço desejado é também compatível com o que é praticado no mercado. Este já será um bom momento para avaliar o trabalho dos corretores e imobiliárias.

*Alex Strotbek é consultor imobiliário especializado na gestão executiva de novos negócios no mercado imobiliário nacional e internacional. Graduado em Administração de Empresas, Comércio e Contabilidade pela escola de comércio Schweizerische Alpine Schule Davos, na Suíça, possui expertise em contratos imobiliários de compra e venda, permutas física e financeira, incorporações e lançamentos imobiliários e já gerenciou e acompanhou diversas negociações na área – desde o desenvolvimento e planejamento, até a execução das vendas.

Cobre é cada vez mais aplicado na decoração de jardins

Embora as propriedades benéficas do cobre sejam conhecidas desde a antiguidade, o metal não deixa de surpreender e inspirar arquitetos e designers. Depois de conquistar o interior de ambientes, o cobre também encontrou lugar ao ar livre, graças às propriedades inerentes como durabilidade, resistência à corrosão e versatilidade. Estas características fazem com que o metal seja cada vez mais popular entre designers e paisagistas.

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Altamente resistente à corrosão, o cobre é um dos materiais preferidos para estruturas submetidas a condições climáticas difíceis. Telhados ou fachadas de cobre se caracterizam por ter a mesma vida útil que o edifício que está protegendo.

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Esta resistência também faz do cobre a escolha perfeita para os acessórios ao ar livre – calhas, regadores ou duchas que resistem ao tempo. Além disso, mais de 40% do cobre utilizado na atualidade é reciclado e essa característica aumenta sua presença em projetos voltados para a sustentabilidade e meio ambiente.

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Decoração externa, jarras, acessórios de jardim, mobiliário; há uma infinidade de maneiras de usar cobre ao ar livre. Por ser maleável, o metal pode adotar diferentes formas e cores devido à oxidação natural. Avermelhado em seu estado natural, sua aparência e cor podem mudar com o tempo, tornando-se café e logo com tonalidade esverdeada. Assim como as plantas, o cobre muda de acordo com as estações do ano.

Outra vantagem está no uso de vasos em cobre como método complementar ao controle de pragas. O cobre tem propriedade fungicida e bactericida. Em contato com o metal, fungos e bactérias morrem em até duas horas. Esta propriedade faz com que o cobre seja um dos materiais preferidos dos designers na escolha de suportes, telas de proteção, discos que impedem o crescimento de musgo e moldes como pedras decorativas, entre outros.

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A vistoria de imóveis deve ser feita antes da entrega das chaves para evitar situações desagradáveis

Mudar-se para um imóvel próprio ou alugado requer uma ação cautelosa para evitar transtornos que possam causar prejuízos aos futuros moradores. Afinal, é preciso conferir se o que foi negociado condiz com o que está sendo entregue. Por isso, a vistoria cuidadosa é fundamental. Especialistas do setor imobiliário recomendam, se possível, que o trabalho seja realizado por profissionais de áreas diversas, como engenheiro civil, arquiteto, eletricista e até mesmo bombeiro hidráulico.

O corretor da RE/MAX Futuro Breno Rosa ressalta que a vistoria é importante para examinar o acabamento, as instalações e a construção em geral. “Verificar tudo antes garante uma decisão mais acertada e sem problemas no futuro. O comprador deve pedir uma visita ao imóvel objeto da compra pelo menos 24 horas antes de lavrar a escritura pública de compra e venda”, orienta.

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Todos os aspectos do imóvel devem ser averiguados, como destaca Breno Rosa. Isso vai desde os materiais que compõem o memorial descritivo (o que foi acordado) até os aspectos estruturais, como paredes e tetos. “Além disso, deve-se estar atento aos pormenores inerentes à construção, como defeitos que possam estar aparentemente visíveis, como rachaduras nos tetos e paredes e até mesmo deformações na estrutura. É preciso exigir que o laudo da vistoria esteja pronto e que seja entregue ao comprador, antes de lavrar a escritura”, informa.

O advogado especialista em direito imobiliário e presidente do Instituto Brasileiro de Estudos Imobiliários (Ibei), Fernando Augusto Cardoso de Magalhães, confirma a necessidade de recorrer a um profissional habilitado para auxiliar nesse tipo de inspeção. “O Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias (Ibape/MG) tem uma lista de profissionais especializados em vistorias de bens imóveis”, indica.

Segundo ele, no laudo de vistoria serão descritas, detalhadamente, as condições do imóvel. “Paredes, portas, revestimentos, metais e louças do banheiro e da cozinha; a qualidade dos materiais utilizados na construção, se estão de acordo com o memorial descritivo ofertado (venda de imóvel na planta), e de todos os itens instalados, como gabinete de cozinha, lustres e boxe de banheiro”, detalha Magalhães.

Checklist

O laudo deve ser assinado pelas partes, locador e locatário ou promitente vendedor e promitente comprador, como acrescenta o presidente do Ibei. “Para não haver dúvidas quanto à qualificação boa ou regular do estado de conservação, por exemplo, anexe ao laudo fotos do imóvel”, orienta.

O administrador Felipe Franco, que comprou um imóvel na planta na Região Oeste de Belo Horizonte, destaca a importância de se preocupar com a vistoria. “Por se tratar de um bem de altíssimo valor, torna-se importante que, no recebimento das chaves, sejam verificado todos os itens, como rede hidráulica, elétrica até a análise do piso, por exemplo se a água escorre para o ralo, entre outros.”

De acordo com ele, é sempre bom que, antes de assinar o termo de recebimentos das chaves do imóvel, o proprietário faça essa vistoria. “Se possível, acompanhado de algum engenheiro ou técnico que tenha conhecimentos em construção civil. No meu caso, tive o auxílio da minha mulher, que é engenheira civil”, conta Franco.
Todo cuidado é pouco
Para evitar cair na armadilha, é importante apurar a origem do problema, que pode ser anterior à ocupação do imóvel

Quando uma vistoria detalhada não é feita quando o imóvel está sendo entregue para o novo ocupante, seja ele locatário ou adquirente, nem sempre uma perícia conseguirá apurar a origem do vício da construção e, consequentemente, a responsabilidade do causador do problema, como alerta o sócio da Moura Tavares, Figueiredo Moreira e Campos Advogados e especialista em direito civil Ricardo Gorgulho. “Em algumas situações, um perito engenheiro poderá precisar que determinado vício decorre de fato anterior à ocupação do imóvel, mas em outros casos essa prova não será possível, dificultando a defesa dos direitos da parte prejudicada.”

Gorgulho explica que o locador responde pelos vícios ou defeitos anteriores à locação, embora o locatário seja responsável pela manutenção e conservação do bem. “Salvo se o problema decorre de um vício estrutural para o qual não concorreu. Da mesma forma, o construtor responderá pela solidez, segurança e construção do edifício, mas não será responsável por eventuais mudanças feitas no imóvel pelo adquirente, que não tiveram o seu conhecimento.”

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O corretor da RE/MAX Futuro Breno Rosa lembra que é preciso examinar acabamento, instalações e a construção em geral. Jennifer Conde, também consultora da RE/MAX Futuro, diz que, caso a vistoria não tenha sido feita em um imóvel adquirido na planta e sejam constatadas falhas e defeitos, eles devem ser informados imediatamente à construtora, para que ela possa reconhecer e autorizar a reparação do imóvel, dentro do prazo preestabelecido.

De acordo com Jennifer, no caso de imóveis na planta existe uma carência de seis meses para que sejam identificados pequenos vícios da construção e a construtora fica disponível para atender as necessidades dos atuais proprietários, desde que devidamente comprovados. Seis meses após a entrega das chaves, a situação fica mais delicada, sendo estudada caso a caso pela construtora, por uma empresa responsável pelo pós-venda ou por ambas”, adverte.

O presidente do Instituto Brasileiro de Estudos Imobiliários (Ibei), Fernando Augusto Cardoso de Magalhães, explica que na entrega do imóvel vendido na planta, a vistoria é feita na presença do promitente comprador (consumidor) com um representante legal da promitente vendedora (construtora/incorporadora), para atestar que o imóvel está atendendo as especificações e qualidades de materiais prometidas no memorial descritivo, que deve acompanhar todo contrato de promessa de venda e compra de imóvel em construção ou vendido na planta.”

No caso da aquisição de imóveis usados, a vistoria também é importante, como destaca Magalhães, pois será por meiodela que o comprador poderá verificar o real estado de conservação e manutenção das instalações elétricas e hidráulicas do imóvel, bem como do condomínio que o integra, a fim de que o comprador não seja surpreendido com despesas extraordinárias no condomínio.

Em se tratando de locação, o presidente do Ibei diz que o termo de vistoria será realizado pelo locador ou seu representante. No documento, que deverá integrar o contrato de locação, deve constar o estado de conservação e demais itens instalados (armários, gabinete de cozinha, lustres e boxe de banheiro etc). “Caso o inquilino, quando do recebimento do imóvel, detecte problemas como rachaduras, manchas, vazamentos ou elétricos, poderá fazer novo anexo ao contrato e exigir a assinatura do locador. Se ele se negar a assinar o documento, poderá ser notificado via cartório para constituir prova das condições originais do bem imóvel”, diz Magalhães.

Se forem constatadas falhas e os responsáveis não se manifestarem para resolver o problema, a orientação do advogado Ricardo Gorgulho é que a parte prejudicada procure um advogado a fim de propor a ação cabível. “Muitas vezes é aconselhado o ajuizamento de ação cautelar de vistoria, antes do ajuizamento de ação de indenização contra o causador do dano.”

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Vistoria

– Na planta: quando da entrega do imóvel, é feita na presença do promitente comprador com um representante legal da construtora/incorporadora para atestar que o imóvel atende as especificações e qualidades de materiais prometidas no memorial descritivo, que deve acompanhar o contrato de promessa de compra e venda do imóvel em construção ou vendido na planta.– Usado: deve-se verificar o real estado de conservação e manutenção das instalações elétricas e hidráulicas do imóvel, bem como do condomínio que ele integra, caso o imóvel seja um apartamento. Isso evita que o comprador seja surpreendido com despesas extraordinárias na taxa condominial.– Alugado: o termo de vistoria, que deverá integrar o contrato de locação, será realizado pelo locador ou seu representante, informando o estado de conservação e demais itens instalados. Caso o inquilino, quando do recebimento do imóvel, detecte problemas, poderá fazer novo anexo ao contrato e exigir a assinatura do locador. Se ele se negar a assinar o documento, poderá ser notificado via cartório.

Paredes com volumes criam efeitos surpreendentes na decoração

O uso da estética de relevos e volumes é a nova aposta do mercado de acabamentos e as grandes marcas de revestimentos nacionais e internacionais já investem nessa tendência. Os formatos geométricos e muitos arabescos ganharam lugar especial entre as novidades apontadas por feiras e eventos nessa área. A novidade garante uma sensação de que vai sair da parede e se misturar ao ambiente.

A engenheira civil especialista em decoração Izabel Souki diz que os volumes atraem olhares porque revelam um espaço que transmite uma terceira dimensão. “O uso desse tipo de revestimento é muito comum em ambientes comerciais, pois, além de trazer uma ideia diferente da parede lisa, emassada e pintada, oferece sensação de movimento. Esse movimento, com relevo e profundidade, acabou chegando aos projetos residenciais”, informa.

Os diferencias desse tipo de revestimento são, além das tramas que eles oferecem, os formatos orgânicos, geométricos e muitos arabescos. “Alguns revestimentos podem trazer uma perspectiva 3D ou ainda chamar a atenção por mostrar curvas sinuosas. Outra diferença do revestimento com volume é a presença da textura”, revela Izabel.

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A designer de interiores Fabiana Visacro observa que o revestimento de parede vem se valorizando a cada dia. E as técnicas dimensionais demonstram isso. “Elas criam uma sensação de fluidez na parede, fazendo com que o revestimento participe mais do ambiente, saltando às nossas vistas”, conta. Para a profissional, o diferencial desse tipo de revestimento é sua imponência. “Pois ele deixa de ser algo chapado ao olhar humano e passa a ser ressaltado pela iluminação. Com ele, é possível brincar com o volume e com as sombras. O volume faz com que o ambiente fique, ao mesmo tempo, sofisticado e impactante”, diz Fabiana.

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A criação da técnica de uma percepção em 3D, como se o revestimento estivesse se integrando ao ambiente e ao espaço, é destacada pela arquiteta da loja especializada em acabamentos Bel Lar Maristela Broilo. “Trata-se de revestimentos que chamam a atenção devido aos altos e baixos relevos e, por isso, é necessário escolher ambientes que permitam que eles ganhem destaque e combinem com os demais componentes da decoração”, destaca.

LUZ E SOMBRA

Apesar de não serem uma novidade, Maristela diz que esse tipo de revestimento tem ficado cada vez mais em evidência. “Os volumes sempre foram utilizados em áreas externas, mas, nos últimos anos, invadiram todos os ambientes”, conta. A arquiteta diz que o efeito de luz e de sombra e a possibilidade de dar movimento às paredes são muito bem-vindos em salas de jantar e estar, hall, fachadas, muros, banheiros e espaço gourmet.

Os relevos estão presentes em peças de madeira e cerâmica, porcelanatos, cimentícios e vários tipos de pedras, como os mármores, pedra são tomé, ardósia, entre outras. “Também porcelanas, resinas e até mesmo placas de concreto. Entre os destaques, é possível ressaltar as placas produzidas com madeira reflorestada, que investem no volume por meio de chapas de MDF entalhadas”, acrescenta Izabel Souki.

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Há empresas que apostam até mesmo na criação de produtos que aliam beleza à sustentabilidade. Foi pensando em atender essa demanda que a Hunter Douglas desenvolveu o wovin wall, sistema tridimensional, que também tem propriedades acústicas, como conta a arquiteta Ana Paula Taneze Borges de Oliveira. “Disponível em várias espessuras – de 1,6mm a 25mm –, os painéis podem se tornar revestimentos de paredes, divisórias, biombos ou até mesmo portas de correr entre um cômodo e outro.

Ana Paula conta, ainda, que os módulos de wovin wall foram desenvolvidos para utilização em ambientes internos, podem ser aplicados em paredes e forros, e têm diversas possibilidades de acabamentos. “Como painéis translúcidos da Linha Varia 3form ou acabamentos em laminados sólidos, metalizados e madeirados”, diz.

MOVIMENTO EM EQUILÍBRIO

Harmonia com o restante da decoração é essencial para que os revestimentos tenham o destaque que merecem. Com alguns cuidados, eles podem ser usados em vários ambientes

Sofisticados e bonitos, é praticamente impossível ficar indiferente aos revestimentos tridimensionais. Mas como literalmente saltam aos olhos, é imprescindível empregá-los em harmonia com o restante da decoração. Considerados esses aspectos, eles podem ser utilizados em diversos locais, como explica a designer de interiores Laura Santos. “Desde paredes externas até internas, em salas, corredores, escadas, espaços gourmet e banheiros. Tudo vai depender do impacto e do conceito do ambiente.”

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Na hora de empregá-los, o ideal é estudar qual o efeito a ser buscado por meio do revestimento, como indica Laura. “Ele pode causar a sensação de aconchego (os mais foscos) ou sofisticação (brilhantes). Revestimentos em pedras naturais, como o mármore, a madrepérola ou os compósitos, são os mais valorizados. A escolha desses fará com que o ambiente também se valorize”, diz.

Segundo Izabel Souki, os revestimentos em 3D podem ser utilizados em qualquer ambiente, desde que bem projetados. “Ou seja, a especificação do material por um profissional leva em consideração a funcionalidade, a estética e a praticidade do revestimento. Por exemplo: quando assentado em área molhada, o revestimento deve ser específico para uso em locais com umidade ou contato com água, mesmo que seja um material que apresente volume.”

A engenheira reforça que o revestimento ou qualquer material de acabamento devem ser escolhidos e especificados dentro da proposta de um projeto. “Esse conceito deve levar em consideração questões práticas, como permeabilidade, espessura do material, durabilidade, assim como questões estéticas, que apresentarão cores, sensações e preferências dos usuários do espaço”, explica Izabel.

Arquiteta da Bel Lar, Maristela Broilo conta que há modelos para todos os espaços. “Para áreas internas, como hall, sala de estar e jantar, banheiro, home theater, quartos, cozinha, loja, escritório, e também em áreas externas, como fachadas, espaço gourmet e muros. Para escolher e utilizar as peças, deve haver harmonia com o ambiente e com os outros elementos utilizados. Os volumes, em geral, chamam muito a atenção e devem ser usados com critério.”

SEM RISCO 

Segundo a arquiteta, deve-se ter sempre em mente que o revestimento será o centro das atenções e o restante da decoração não pode competir com ele, evitando o risco de ficar pesado e cansativo. Assim, Maristela indica o uso harmônico com acabamentos mais neutros, para que o revestimento tenha destaque. “Recomendo o uso de cores em tons pastéis, como concreto, nude e moca, em ambientes em que o revestimento não será o maior destaque.”

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Os volumes são encontrados também coloridos, em mosaicos e desenhos geométricos, e podem ter a possibilidade de receber pintura para ornar com os demais elementos da decoração. “Caso a atenção seja voltada somente para o revestimento, poderá vir em cores mais fortes, como os tons prata e turquesa, e quentes, como os tons terrosos e até dourados”, informa.

Ao escolher os móveis para compor essa decoração, o conselho de Fabiana Visacro é que se opte pelos que tenham design mais limpo e sem textura. “Deixe realçar apenas a textura e o volume do revestimento. Se ele for fosco, você pode optar por móveis com brilho, como a laca. Mas, se tiver brilho, o ideal é utilizar o tom fosco nos móveis. Dessa forma, tudo se equilibrará sem brigar visualmente e nem pesar.”

EM SINTONIA COM O ESTILO

O mais aconselhável é, na hora de escolher um acabamento, principalmente um revestimento que tem volume, inseri-lo dentro de um ambiente como um todo, pensando em cores, luz, espaço e funcionalidade, leiaute, entre outros, como indica Izabel Souki. “Na arquitetura de ambientes tudo é possível, desde que seja dentro do contexto do projeto.”

Para valorizar ainda mais o revestimento tridimensional, um recurso que pode surtir grandes efeitos é a iluminação, como aponta Izabel. “Se queremos destacar o revestimento com volume, a iluminação pode ser projetada de forma que essa superfície seja mostrada com luz geral, ou então trabalhar a superfície com efeitos de luz e sombra. Tudo dependerá de como o espaço como um todo será tratado e projetado.”

Mas antes de optar pelo revestimento, a engenheira alerta que os acabamentos são grandes responsáveis pela elevação do custo de uma obra, o que torna necessário pensar na disponibilidade de investimentos financeiros na hora de escolher. “Existem no mercado inúmeras possibilidades para acabamentos. Assim, se o desejo é economizar, a escolha do material deve ser ainda mais analisada e pensada dentro de um projeto, já que é possível usar a criatividade e conhecimentos a favor da economia.”

De qualquer forma, Izabel Souki aconselha que o consumidor faça uma pesquisa antes de comprar. “Os valores desses materiais variam conforme a região, tipo de revestimento e a loja em que for adquirido. As variações podem ser grandes, de R$ 70 a R$ 2 mil o metro quadrado, dependendo do material escolhido.” No caso do wovin wall, sistema que consiste em uma grelha metálica que pode ser fixada em qualquer superfície interna vertical ou horizontal, a arquiteta Ana Paula de Oliveira diz que o valor aproximado do produto é entre R$ 600 e R$ 1,2 mil o metro quadrado.

Outro ponto que pode ser considerado como muito importante antes de escolher o revestimento 3D é sua durabilidade. “Para isso, é necessário avaliar alguns pontos. Primeiro, o tipo de material do qual o revestimento é feito. Por exemplo: azulejos ou porcelanatos com texturas tendem a ser mais duráveis do que os revestimentos de papéis de parede, que apresentam textura e volume”, conta Izabel Souki.

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CAE amplia casos de falta justificada ao trabalho

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A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, nesta terça-feira, 4, em votação simbólica, projeto de lei que permite ao empregado se ausentar do trabalho sem prejuízo salarial em pelo menos quatro novas hipóteses não previstas atualmente na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

A primeira delas é o não comparecimento ao trabalho por até trinta dias em um ano para acompanhar o filho menor de 12 anos em tratamento médico. Essa ausência do trabalhador tem de ser justificada por perícia médica em que ateste a necessidade de assistência direta dele justamente no horário de trabalho.

A mesma proposta garante ao trabalhador deixar de ir ao emprego por até sete dias, a cada doze meses, por motivo de doença do cônjuge ou companheiro, dos pais, padrasto ou madrasta e enteado, ou dependente que viva às suas expensas e conste de seu registro, mediante comprovação médica.

A terceira possibilidade é garantir ao trabalhador não comparecer ao trabalho sem nenhum desconto no salário para acompanhar pessoa com deficiência por até sete dias em um ano. Por último, é se ausentar, por um dia, a cada seis meses, para participar das reuniões escolares dos filhos, mediante comprovação de comparecimento à escola.

Designado na própria reunião como relator da matéria, o líder do governo no Congresso, senador José Pimentel (PT-CE), deu parecer a favor das quatro mudanças, desde que todas elas tenham a aprovação em convenções ou acordos coletivos. “A presença dessas garantias nos acordos e convenções coletivas de trabalho, além de ser uma importante conquista do movimento sindical, tende a se tornar referência e se disseminar nos processos de negociação coletiva e, portanto, devem ser incentivadas, por meio de lei”, prevê o texto.

A proposta, que reúne em um só texto quatro projetos separados, seguirá para apreciação nas comissões de Educação, de Direitos Humanos e de Assuntos Sociais. Nessa última, ela tramitará em caráter terminativo, ou seja, se aprovada por lá e não houver recurso, terá de seguir para análise da Câmara dos Deputados.