Kobra estabelece novo recorde com maior mural do mundo em São Paulo

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Um dos nomes mais conhecidos da arte de rua atualmente, Eduardo Kobra finaliza em São Paulo os últimos detalhes do maior mural do mundo, um recorde que ele mesmo estabeleceu no ano passado no Rio de Janeiro.

Com 5.742 metros quadrados, a nova obra do artista brasileiro avança sobre a parede de uma fábrica de chocolates na região metropolitana de São Paulo, onde o muralista deixa sua marca há mais de uma década.

O mural inédito, de 30 metros de altura e 200 de largura, reproduz uma cena do processo de colheita do cacau na Amazônia brasileira e olha de frente para uma movimentada estrada que atravessa o município de Itapevi.

Com cores fortes, o artista que saiu da periferia e hoje é reconhecido mundialmente retrata em seu novo projeto um jovem indígena navegando com uma canoa carregada de cacau sobre um rio de chocolate.

“Um fotógrafo fez a documentação no Amazonas e através desse trabalho iconográfico eu cheguei a desenvolver 30 desenhos para chegar ao resultado final”, contou em entrevista à Agência Efe.

Kobra começou a atual obra há um mês e a concluirá nos próximos 15 dias, período no qual terá utilizado um total de 3,2 mil latas de spray e muitos litros de tinta.

O artista enfrentou o desafio de superar seu próprio recorde, já registrado no livro “Guinness World Records”, do que passou a fazer parte em 2016 com o mural “Etnias”, um presente para a cidade do Rio de Janeiro durante os Jogos Olímpicos do ano passado.

Com três mil metros quadrados, “Etnias” chamou a atenção do mundo ao impulsionar a mensagem de paz e união que vem promovendo com diferentes obras em vários países.

Com esse mesmo ideal, Kobra irá em breve ao Malawi, para onde foi convidado pela cantora Madonna para fazer dois murais internos em um hospital, inspirados no ex-líder sul-africano Nelson Mandela. Depois, passará por Espanha, Itália, Alemanha e Portugal.

O rastro de Kobra está por todo o mundo, mas especialmente em São Paulo, onde imortalizou em enormes murais personagens como o piloto Ayrton Senna e o arquiteto Oscar Niemeyer, cujo rosto colorido é visível da Avenida Paulista.

Nas últimas décadas, o artista deu cores à cidade mais populosa do Brasil, uma grande massa de cimento que ganhou o apelido de “cidade cinza”, principalmente após a retirada de grafites e pichações de algumas localidades.

“São Paulo é reconhecida pela diversidade de estilos e talentos, o que a transformou em uma verdadeira galeria ao ar livre reconhecida mundialmente”, ressaltou Kobra, cuja talento emergiu na periferia desta cidade no final da década de 80.

Fonte: Estadão

Prédios vazios: o mercado imobiliário executivo em SP

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Os edifícios corporativos do Rio e de São Paulo nunca estiveram tão vazios. De acordo com a Buildings, o índice de vacância dos prédios de alto padrão fechou 2016 em 23,42% em São Paulo e em 38,33% no Rio.

Isso reflete o descompasso entre a aposta dos investidores e a evolução da atividade econômica do país. Muitos dos prédios ociosos começaram a ser erguidos no começo da década de 2010, quando a economia brasileira ia bem, havia uma demanda crescente novos escritórios, pouca oferta e preços de aluguel em alta.

Como as construções costumam levar de 5 a 6 anos, muitos prédios erguidos em meio à euforia desenfreada do setor imobiliário acabaram ficando prontos em plena recessão. Hoje os donos precisam dar generosos descontos para conseguir inquilinos.

Veja, no link, o ensaio fotográfico do G1 nos prédios corporativos.

Fonte: G1

Novo hotel de luxo de São Paulo terá diária de quase R$ 10 mil

5_luxoCelso David do Valle, diretor do Palácio Tangará: obras aceleradas para a inauguração do hotel em maio (Germano Lüders/EXAME Hoje)

Dos prédios que sobem aos casarões que vêm ao chão, o único status permanente da cidade de São Paulo e de seus 12 milhões de habitantes é a própria impermanência. É no bairro do Panamby — uma área emblemática do avanço urbano posta em prática pela iniciativa privada nos início dos anos 1990, e colada à favela de Paraisópolis — que surgirá mais um símbolo da transfiguração infindável da cidade. É o luxuoso hotel Palácio Tangará — situado em um terreno que já teve de tudo: chácara, devaneios de amor de um industrial e de uma nobre alemã, brigas com a prefeitura e um projeto com envolvimento da Previ. A abertura está prevista para maio.

O Palácio Tangará será o primeiro hotel da categoria “luxo premium” da cidade. Serão 141 apartamentos com diárias entre 1.575 e 9.630 reais. EXAME Hoje visitou as obras do local, que seguem em ritmo acelerado, e pôde verificar as facilidades que estarão disponíveis: um moderno centro de fitness, spa, duas piscinas (uma delas no subsolo do hotel), salas de reunião, salão de festas para 530 convidados — que já começou a ser procurado para casamentos — e um espaço exclusivo de entretenimento para crianças.

Na gastronomia, o bar, o lounge bar e o restaurante contarão com a assinatura de Jean-George Vongerichten, dono de 30 restaurantes pelo mundo, sendo o principal deles um estabelecimento com três estrelas no Guia Michelin que leva o seu nome, em Nova York. Para o transporte de hóspedes e convidados, veículos Mercedes-Benz estarão disponíveis — embora também haverá a possibilidade de alugar uma Ferrari ou uma moto Harley-Davidson, por exemplo.

“No final do dia, o típico hóspede corporativo está louco para voltar ao quarto de hotel. O que nós queremos é que os hóspedes estejam loucos para voltar ao hotel e não apenas ao quarto”, afirma Celso David do Valle, diretor geral do Palácio Tangará. Além da possibilidade de tomar um coquetel à beira da piscina ou agendar uma hora de massagem no spa, a aposta no sucesso do empreendimento está em sua localização, cercado pela vegetação nativa do Parque Burle Marx, além da sua linha arquitetônica neoclássica, lembrando, de fato, um palácio. “É uma situação única na cidade. O hóspede se sente praticamente num resort. É um oásis de tranquilidade em São Paulo. Não se ouve um barulho aqui”, diz Valle.

A história da região é uma trajetória comum no desenvolvimento acelerado da cidade, em que sonhos e demolições surgem com a mesma velocidade. O local era uma propriedade, a chácara Tangará, do industrial, playboy e jet setter Baby Pignatari, um membro do clã Matarazzo. Nos anos 1950, Pignatari encomendou a Oscar Niemeyer uma residência para ele e sua segunda esposa. O casamento naufragou e o projeto foi paralisado.

No começo da década de 1960, Pignatari tentou retomar a obra como presente para a sua terceira mulher, a atriz, socialite e princesa alemã Ira von Fürstenberg. Acostumada com as praias do sul da França e os castelos da Baviera, ela se recusou a morar em local que, quando pronto, pareceria mais com uma fazenda do que com um palácio. Do projeto original, sobreviveu apenas o jardim (hoje público) quadriculado de Burle Marx — reformado com o surgimento do parque a partir do acordo entre os criadores do empreendimento imobiliário do Panamby com a prefeitura, nos anos 1990.

A ideia de um hotel no terreno contíguo ao parque data de 1999. Na época, a construtora Birmann e o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, a Previ, se juntaram para abrir um spa de luxo no local. Com os problemas financeiros enfrentados pela construtora, o projeto foi paralisado três anos depois. Sobrou apenas um esqueleto de concreto no local. O gigante neoclássico abandonado fez parte da paisagem do parque até 2013, quando o fundo americano GTIS comprou o terreno e o prédio, decidindo por terminar o projeto do hotel.

Redes do luxo
Apesar do investimento inicial, cujo valor não foi revelado, ser do fundo GTIS, a construção e futura operação do hotel ficará a cargo da Oetker Collection, o braço hoteleiro do conglomerado alemão Oetker — dono, entre outros coisas, de fermento e gelatina em pó e da empresa de transporte marítimo Hamburg Süd. O Tangará será o nono hotel do grupo, o primeiro na América Latina — com exceção de um empreendimento no Caribe. Entre as famosas propriedades da Oetker Collection está o lendário Hotel du Cap-Eden-Roc, na riviera francesa, que abriga celebridades desde os anos 1920 e foi imortalizado pelo escritor F. Scott Fitzgerald no romance Suave é a Noite, de 1934, como o Hotel dos Estrangeiros.

“Fazia tempo que São Paulo merecia e precisava de um hotel de luxo como o Palácio Tangará. Algo que tenha história e extremo bom gosto”, afirma Carlos Bernardo, professor do curso de Hotelaria da Universidade Anhembi Morumbi. Segundo Bernardo, os hotéis de São Paulo classificado como upscale — Fasano, Emiliano e Unique — embora sejam hotéis de altíssimo padrão, não atendem ao gostos de uma parcela mais refinada e exigente de clientes. “Não se trata apenas de sheiks árabes e chefes de estado, mas empresários muito bem-sucedidos que, em vez de irem ao exterior para fecharem seus negócios, poderão fazer seus negócios por aqui”, diz.

Outras grandes redes internacionais também perceberam que havia uma demanda reprimida por hotéis de “luxo premium” em São Paulo. A Rosewood Hotels, por exemplo, deve inaugurar em 2019 um hotel com 150 quartos na Cidade Matarazzo — o projeto de 1,5 bilhão de reais de requalificação do antigo hospital próximo da Avenida Paulista. A arquitetura será do vencedor do prêmio Pritzker Jean Nouvel e decoração do badalado designer Philippe Starck. Antes disso, em 2018, será a vez da rede canadense Four Seasons abrir sua unidade em São Paulo, em uma nova região de prédios comerciais criada pela Odebrecht e chamada de Parque da Cidade.

“A chegada dessas novas redes também mostra que é importante não descuidar de um público que preza pela qualidade do serviço”, diz Bernardo. Segundo o professor de hotelaria, as inaugurações recentes no mercado brasileiro tinham uma preocupação em demasia com estadas de baixo custo e em como atrair a geração Y.

Mas os números mostram que é possível crescer no setor dos super-ricos. Segundo a consultoria Zion Market, especializada em hotelaria, o setor de hotéis de luxo deve se expandir no mundo nos próximos anos. A projeção é que o mercado cresça de 158 bilhões de dólares em 2016 para 194 bilhões em 2021. O motivo para o crescimento, segundo a empresa, é que o estilo de vida dos países mais ricos tende a aumentar nos países emergentes, pressionando a necessidade de hotéis de luxo para férias e reuniões de negócio.

Apesar de futuros concorrentes, o diretor geral do Tangará acredita que há espaço para todos na cidade de São Paulo, que se firmará de vez com um destino tanto de estrangeiros como dos endinheirados brasileiros. O Brasil tem 155.000 milionários e 64.500 estão na cidade — sendo 950 deles com uma fortuna superior a 30 milhões de dólares, segundo a consultoria Knight Frank Research.

Com clientes desse nível socieconômico, a preocupação mesmo é, por enquanto, com a experiência que será oferecida quando o hotel abrir. “O bem-estar não é o algodão egípcio no lençol, o travesseiro de pluma de ganso ou o Jean-George comandando nossa gastronomia. O momento da verdade está em propiciar uma experiência única ao hóspede”, diz Valle. Só que com um pressão adicional no caso de hotéis como o Tangará: “não ser uma experiência boa, é péssimo. Nota 7 não é para este empreendimento”. Ainda mais com uma conta que pode passar de 9.000 reais.

Fonte: Exame

Vendas de imóveis residenciais crescem 23,3% em setembro, diz Secovi-SP

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O mercado imobiliário na capital paulista teve melhora no mês de setembro, com crescimento das vendas e dos lançamentos, de acordo com pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 10, pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP).

As vendas de imóveis residenciais novos em setembro de 2016 chegaram a 1.717 unidades, crescimento de 59,3% em relação a agosto e expansão de 23,3% ante setembro de 2015. No acumulado deste ano, porém, as vendas totalizaram 10.817 unidades, volume 21% inferior ao total vendido no mesmo período do ano passado.

Os lançamentos de imóveis residenciais em setembro atingiram 2.165 unidades, volume 83,9% superior a agosto e 66,9% maior do que em igual mês de 2015. De janeiro a setembro, os lançamentos totalizaram 10.172 unidades, queda de 27,9% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.

Com isso, a velocidade das vendas (relação entre a quantidade de unidades comercializadas e o total de unidades recém-lançadas e no estoque) foi de 6,6% em setembro, mostrando aceleração frente aos 4,2% de agosto. O desempenho também foi melhor do que em setembro de 2015, quando foi de 5,0%.

O estoque de unidades residenciais (na planta, em obras e recém entregues) encerrou o mês de setembro em 24.426 unidades, redução de 6,8% frente a setembro de 2015.

Os resultados de lançamentos e vendas em setembro foram os segundos maiores no ano, de acordo com pesquisa do Secovi-SP, e correspondem às expectativas de mudança na conjuntura econômica do País. No entanto, o sindicato ainda não confirma que há uma recuperação, de fato.

“Apesar dos resultados positivos, não classificamos a melhora como reação, pois os resultados do acumulado do ano ainda estão abaixo dos índices registrados em 2015, tanto nos lançamentos como nas vendas. Acreditamos que o mercado vai reagir de forma mais gradual, ao longo dos próximos meses”, avalia o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, em nota distribuída à imprensa.

Para o presidente da entidade, Flavio Amary, o aumento nas vendas e nos lançamentos registrado em setembro significa um novo ânimo. Por outro lado, reivindica continuidade da redução da taxa de juros, para que o setor imobiliário retome suas atividades aos patamares normais.

Fonte: Em

Venda de imóveis novos em São Paulo cai 27,4% em março

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Cerca de 1,2 mil unidades habitacionais foram vendidas em março, ante 1,7 mil no mesmo mês do ano passado. As vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo caíram 27,4% em março na comparação com o mesmo mês do ano passado, mas avançaram 73,1% sobre fevereiro, informou o sindicato da habitação (Secovi-SP).

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