Como deixar a casa mais aconchegante com plantas

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Em um encontro de blogueiros em Paris, Igor Josifovic, autor do Happy Interior Blog, conheceu Judith de Graff, que comanda o Joelix. Logo de cara, o bate-papo entre os dois rendeu muito mais do que eles poderiam imaginar. Isso porque a dupla descobriu um amor em comum: plantas. Logo surgiu a ideia de criar um espaço para falar sobre o assunto. Assim, em 2013, nasceu o Urban Jungle Bloggers.

No blog, Igor e Judith trazem ideias de decoração com plantas e abordam os vários benefícios de ter verde em casa. Mas não fazem isso sozinhos, o espaço funciona como uma espécie de comunidade onde convidados também escrevem sobre o tema. Tudo que é publicado, no entanto, passa pela curadoria dos dois.

No dia a dia, a distância entre a dupla não atrapalha a dinâmica do site. Igor mora na Alemanha e Judith na França, mas a cumplicidade entre os amigos funciona tão bem que até um livro sobre o assunto eles lançaram. Homônimo ao blog, a obra Urban Jungle (Editora Callwey) aborda os benefícios de viver rodeado de verde.

Toda essa bagagem sobre a vida cercada por plantas foi tema do bate-papo que Casa e Jardim teve com a dupla. Confira abaixo e aproveite as dicas para trazer muito mais verde para dentro de casa. “Além de lindo, deixa o lar mais aconchegante e saudável”, afirma Igor.

Casa e Jardim – Quando surgiu o amor pelas plantas?
Igor Josifovic:
 Plantas têm sido parte da minha vida desde a infância. Meus pais tinham muitas espalhadas pela casa. Quando mudei para o meu próprio apartamento foi natural trazer um pouco de verde. Claro, eu comecei com uma ou duas espécies. Hoje, tenho por volta de 50 plantas distribuídas no meu pequeno apê.

Judith de Graff: A casa da minha família nos anos 1980 era uma verdadeira “floresta urbana”, tinha plantas por todos os lados: nas cadeiras, mesas, janelas… Quando adolescente, eu trabalhei em uma floricultura. Mas a paixão pelo verde só despertou de verdade quando visitei o Jardim Exótico em Mônaco. Eu quis levar a sensação boa daquele lugar para dentro de casa. Foi aí que comecei a ter as minhas próprias plantas e nunca mais parei.

CJ – Desde o nascimento do Urban Jungle Bloggers, o lar de vocês mudou muito?
Igor:
 A sensação é que cada vez tem mais verde. Eu tenho tantas plantas de diferentes tamanhos. Constantemente tenho que doá-las a amigos e familiares.

Judith: Igualmente aqui. Minha casa está totalmente esverdeada. E eu também adoro brincar com vasos. Agora não tenho mais espaço para eles no chão e bancadas, a solução foi apostar em plantas penduradas. Tenho uma espécie de jardim vertical.

CJ – Vocês podem contar um pouco sobre decoração com plantas?
Igor:
 Eu sou um grande fã do estilo de decoração boho. Gosto de misturar elementos étnicos, texturas vintage, cerâmicas artesanais, objetos garimpados em brechós e lembranças de viagens para trazer a minha personalidade ao lar. As plantas são o acompanhamento perfeito para acentuar o estilo de vida boêmio à casa.

Judith: Eu amo ter uma casa iluminada e colorida com um estilo contemporâneo. Para isso, gosto de misturar peças de design com objetos que herdei. Tudo coroado com muitas espécies de plantas espalhadas pelo lar. Uma vez tentei deixá-las todas juntas em um só lugar, mas achei que o resto da casa ficou vazio e sem alma. O verde traz muito mais personalidade para os espaços.

CJ – Qual a sua maior inspiração na hora de escolher as plantas para decorar o lar?
Igor:
 Algumas plantas eu escolho da minha “lista de desejos”, outras eu encontro por acaso nas ruas. Tem aquelas que são lembranças de viagens a outros países, algumas são presentes e tem também as que descubro nas floriculturas locais. O mais importante, na minha opinião, é misturar espécies grandes e pequenas. Eu também gosto das suculentas por conta da folhagem tropical. A dica é imaginar a espécie escolhida na sua casa. Se combinar com o seu estilo e parecer certo: leve!

Judith: Assim como o Igor, eu também tenho a minha “lista de desejos”, mas muitas outras plantas chegam de diferentes locais: floriculturas, presentes de amigos, lembranças de viagens ou até trocas com outros amantes de plantas. Eu também sempre escolho novas espécies pensando em meus três gatos. Elas não podem ser tóxicas ou muito atraentes para eles. Eu adoraria ter plantas frondosas em minha mesa do escritório, mas, com certeza, eles derrubariam e ainda comeriam. Então, preciso mantê-las fora do alcance dos bichanos. Por sorte, eles não se interessam pelas minhas suculentas, que amo, e posso ter quantas quiser.

CJ – Quais são os maiores benefícios de ter plantas em casa?
Igor:
 Nós acreditamos que existem inúmeros benefícios. Primeiro, plantas transformam o lar e trazem vida a qualquer ambiente. Elas também melhoram o clima da casa, já que purificam e umidificam naturalmente o ar. Além disso, o verde tem um efeito relaxante em nossa mente e nos conecta à natureza. E por último, mas não menos importante, plantas transformam para melhor qualquer decoração. Em poucas quantidades ou uma “quase floresta” inteira, o importante é trazê-las para dentro de casa.

CJ – E como elas podem deixar o lar mais aconchegante?
Judith:
 As plantas adicionam, instantaneamente, vida e aconchego a um lar. Verde é, geralmente, a cor que relaxa e eleva a harmonia nos ambientes. Trazer espécies para dentro de casa nos lembra a beleza da natureza, além de deixar a atmosfera quente e confortável. E, principalmente, elas são o elemento perfeito para criar um ambiente de refúgio no lar.

CJ – Vocês afirmam que as plantas também deixam o ambiente mais saudável. Como funciona?
Igor: 
Sim, as plantas deixam o lar mais saudável. Muitos estudos têm revelado que, além de purificarem o ar, elas também removem toxinas. Isso porque umidificam naturalmente os ambientes, o que traz oxigênio fresco. Esse é o processo que deixa nossa casa melhor e mais saudável.

CJ – E quais são as melhores espécies para se ter em casa?
Judith:
 Não existe uma regra. Depende muito do tamanho do lar e do estilo do morador. Uma preocupação a se levar em conta é se tem crianças e animais de estimação, afinal algumas espécies são tóxicas. Se a busca é por plantas que purifiquem o ar, opte por espada-de-São-Jorge, jiboia, babosa, samambaia americana ou clorofito.

CJ – Também podemos levar plantas para o escritório, certo? Qual a melhor espécie?
Igor:
 As plantas melhoram a nossa concentração e criatividade. E também renovam o oxigênio do escritório. Aqui é preciso levar em consideração a luz incidente no espaço. Mas existem algumas espécies bem resistentes. Aposte em espada-de-São-Jorge, aglaonema ou lírio da paz.

CJ – Para finalizar, como podemos decorar com plantas?
Judith:
 1. Crie um minijardim no parapeito de sua janela: combine várias plantas da mesma espécie, por exemplo cactos. Ou faça um mix de plantas de tamanhos e texturas diferentes para criar uma floresta urbana.

2. Faça seu próprio terrário: use uma jarra de vidro e aposte em plantas que amam umidade, como a peperomia, geastrales e outras.

3. Aposte em um jardim vertical. Com tutoriais disponíveis na internet é possível montar os suportes gastando pouco.

4. Uma única planta robusta em um ambiente funciona muito bem. Que tal uma árvore-da-borracha? Ou uma grande euphorbia? Um cacto alto também é uma excelente opção. Para completar, um quadro com uma imagem botânica traz ainda mais charme ao espaço.

5. Vários vasos de plantas. Aqui é um outra opção de faça você mesmo. Que tal desenhar e pintar seus vasinhos? Combine peças vintages com referências modernas.

Fonte: Casa e Jardim

 

 

Três pilares das casas de luxo podem desaparecer em 20 anos

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(Bloomberg) — Algumas amenidades imobiliárias são eternas — uma vista panorâmica para o Central Park, por exemplo, ou um porteiro que sabe quem é seu motorista preferido. Outras, no entanto, podem ser surpreendentemente fugazes: o que hoje parece um must poderia desaparecer dos empreendimentos de amanhã. A seguir, três itens básicos e inesperados do mercado de imóveis de luxo que, segundo projeções de especialistas, poderiam se tornar obsoletos em breve.

O home theater

O mercado de home theater dos EUA chegou a US$ 1,4 bilhão em 2015, um aumento de mais de 50 por cento desde o mesmo período em 2010, segundo a Cedia, associação comercial para empresas de tecnologia doméstica. Claro que já não basta instalar uma tela gigantesca e um projetor digital: os verdadeiros cinéfilos podem construir sua própria sala Imax por US$ 1 milhão e assinar o Prima Cinema, um serviço estilo Netflix para a fatia de 1 por cento que aluga lançamentos por US$ 500.

Mas esse investimento poderia estar com os dias contados, pelo menos de acordo com o arquiteto Duan Tran, da KAA Design. “Nossos clientes estão pedindo ambientes de realidade virtual completamente envolventes porque eles estão muito ocupados e querem uma dose mais elevada de escapismo”, disse Tran em uma entrevista por telefone, de seu escritório em Los Angeles.

A suíte principal

Suítes enormes já foram o maior troféu de uma casa luxuosa, mas incorporações recentes vêm substituindo esses quartos sem paredes, estilo loft, por um complexo de câmaras privadas, montadas ao redor de um espaço menor e mais aconchegante que abriga apenas a cama. Roy Kim, da Douglas Elliman, usa como exemplo o Park Grove de Miami, projetado por Rem Koolhas. “Você verá uma antessala, como um estúdio ou uma biblioteca, além de um grande closed e um banheiro que parece um spa”, disse Kim em entrevista por telefone, da Califórnia. “As pessoas já não querem entrar sem cerimônia em uma suíte principal e ver a cama — criar privacidade nunca foi tão importante.”

Cozinhas de revista

De acordo com Jonah Disend, fundador da empresa de inovação Redscout, cozinhas complexas que ocupam um lugar central, assim como as suítes principais, são outra das amenidades que estão na lista das espécies em extinção nas casas de alto nível. Em parte, isso se deve a que os serviços de entrega como Blue Apron ou Amazon Prime Now vão minimizar a necessidade de armazenar qualquer coisa além do indispensável, junto com novas amenidades como cozinha centralizada e catering dentro de um empreendimento imobiliário. Um exemplo é o 432 Park Avenue, de Rafael Viñoly, onde Shaun Hergatt, chef premiado com estrelas Michelin, vai comandar um restaurante exclusivo para os moradores, oferecendo o suprassumo das comidas de luxo para levar.

Fonte: UOL

Empresas brasileiras dominam mercado de imóveis nos Estados Unidos

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Após o estouro da bolha do mercado imobiliário americano, o mundo viu os preços dos imóveis no centro do sonho capitalista despencar. Algumas unidades tiveram redução de, até, 60%. O sonho do brasileiro de passar as férias perto da Disney ficou possível. Era mais barato ter uma casa em Miami ou Orlando do que em São Paulo e Rio de Janeiro. Enquanto no país a crise e a inflação fazia com que os números em aluguéis tivessem queda em mais de 5%, os preços nos Estados Unidos ficaram estáveis. Além do consumidor final, muitas empresas enxergaram antecipadamente um nicho de mercado, especializaram-se e conquistaram o mercado com os seguintes fatores: A forma de lidar com questões contratuais, já que é possível uma mudança no contrato caso o pagamento em um aluguel não ocorra – algo que não é possível no Brasil – e também a questão cultural, pois um comprador brasileiro prefere ser atendido por um corretor também brasileiro.

Seguro na rentabilidade, os investidores brasileiros visam o mercado americano pela segurança da economia. A busca por imóveis tem o foco de aumentar seu campo de atuação no mercado financeiro. No Brasil em meio à crise, os números são baixos, mas nos Estados Unidos – mais precisamente no litoral americano – a procura é alta por aluguéis e compras, alguns podem ser adquiridos pelo custo de US$ 130 mil e US$ 178 mil. Esta atitude financeira foi determinante para algumas empresas conseguirem atuar na ligação entre a América do Sul e a América do Norte, inclusive na área de câmbio. As transações entre os dois países chegam a mais de mil anualmente, com o montante ultrapassando valores de US$ 50 milhões de dólares, só no último ano.

Atualmente, muitas imobiliárias nos EUA são comandadas por brasileiros. Empresários visionários perceberam antes de todos o que ocorreria no futuro próximo e se anteciparam. Hoje, colhem os frutos do investimento. A assessoria de câmbio FB Capital, líder de mercado no envio de remessas de câmbio para a compra de imóveis nos Estados Unidos, soube explorar bem o mercado. Seu sócio, Fernando Bergallo, atua nesse segmento desde 2006, época na qual as assessorias de câmbio não percebiam o potencial de tal segmento, por se tratar de operações de valores não expressivos quando comparados a operações de importação e exportação, por exemplo. “Especializamo-nos em atender a um público que exige atenção rápida e personalizada. Temos dois clientes que demandam que a operação aconteça de forma rápida e segura: o comprador do imóvel e o corretor que precisa finalizar a venda. Ambos são igualmente importantes”, explica Bergallo.

Hoje, a FB Capital domina grande parte do mercado e possui parceria com dezenas de corretores e escritórios de advocacia. “Nós não vendemos serviço de assessoria de câmbio. Nós vendemos credibilidade. Este é nosso maior ativo”, ressalta Bergallo. Os exemplos estão no depoimento do cliente. “A FB Capital me assessorou de forma muito eficiente, reduzindo o prazo do processo burocrático para o envio de uma remessa para o exterior e me dando toda a orientação do pós venda. Na informação de como devo declarar o valor no imposto de renda entre outras regularidades que são exigidas pela legislação brasileira de câmbio e tributária.”, diz o cliente da área jurídica que está expandindo seus negócios. Em 2016, a empresa intermediou mais de US$ 50 milhões no segmento de imóveis. Foram mais de 1.200 operações para seus mais de 700 clientes. Com a recuperação da economia brasileira e a provável queda da cotação da moeda americana, o ano de 2017 deve ser ainda melhor. A assessoria tem como meta crescer 50%, com a realização de US$ 75 milhões de volume e 1.600 operações.

Fonte: Exame

Tudo sobre a greenery, cor que será tendência de decoração nos casamentos de 2017

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A Pantone lançou internacionalmente a cor anunciada para 2017: Greenery.  Segundo a design especialista em cor e fundadora da Academia da Cor e Design Fabiane Mandarino, a tonalidade escolhida é um verde bem aquecido e carregado de amarelo.

“Esse verde escolhido nos remete ao verde da folhagem e evoca toda a vitalidade da natureza e nos convida a respirar fundo e está ligada a nossa necessidade de explorar novas possibilidades, experimentar e reinventar. A escolha remete a sensação de relaxamento, saúde, frescor e renovação”, comenta a expert.

Por isso, nos casamentos do ano que vem, a cor vai predominar.

“A tendência botânica começou a surgir do meio do ano de 2016 para o final. Muito com o foco na decoração com  combinações como verde e cinza ou branco. A cor escolhida como tendência para 2017 é harmônica, uma ótima aposta para casas que querem investir em casamentos e festas ao ar livre ou na praia”, afirma a assessora de eventos Fabiana Pinheiro, da Bem Assessorados.

Fonte: Caras

Tecidos ganham novas funções e transformam a decoração de casa; confira dicas

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Entre a tinta e o papel de parede há um mundo colorido e listrado. A decoração moderna tem usado a matéria-prima têxtil para transformar ambientes e móveis em artefatos únicos, com a cara do dono. E que, muitas vezes, ajudam a quebrar a frieza do concreto, recurso quase unânime nos projetos contemporâneos de arquitetura.

Até pouco tempo relegados aos forros de sofá, tecidos começam a assumir diferentes funções. “São mais acessíveis e as pessoas estão mais abertas a imaginar combinações de estampas como contraste à neutralidade do ambiente”, diz a arquiteta Giuliana Savioli, do escritório de arquitetura e decoração Studio 011.

O mercado oferece uma infinidade de tramas, como algodão e couro -que pode ser usada em suportes de cadeiras ou forros de luminárias. As mais baratas são encontradas no centro de São Paulo, nas regiões do Brás e do Bom Retiro, por uma média de R$ 50 o metro de tecido estampado. Esse valor pode chegar a R$ 1.500 se for de uma grife famosa, como as americanas Ralph Lauren e Diane Von Furstenberg.

“O mais importante é saber que o tecido tem de estar visualmente equilibrado com o ambiente. Se a parede for revestida, o mobiliário tem de estar neutro”, diz Savioli.

Erro crasso é revestir todos os cantos da casa com estampas e cores diferentes. “Essa mistura só vale para as almofadas”, afirma Melina Romano, do escritório de arquitetura que leva seu nome.

Segundo ela, as pessoas buscam funcionalidade -e não só beleza- quando pensam em decorar a casa com têxteis. “Há tecidos impermeabilizantes e outros que oferecem proteção para o calor”, explica.

“Se for usar nas paredes, é importante que um especialista aplique, porque, assim como os papéis de parede, pode acontecer de a base ficar amassada e as extremidades assimétricas”, diz Romano.

Além de servirem a muitas finalidades, diferentemente dos papéis de parede, um dos maiores ganhos dos tecidos é a sensação de conforto que proporcionam. Por isso, especialistas recomendam que sejam aplicados em locais como lavabos e detalhes do quarto de dormir, geralmente mais neutros.

“Imagine também como substituto de estruturas, como no paspatur do quadro”, sugere Giuliana. O que não pode é usar as tramas em banheiros do dia dia e nem em cozinhas, por juntarem resíduos e liberarem odores desagradáveis.

PAREDES

A regra é equilibrar a quantidade de informações. Se o têxtil tiver estampas, a composição fica melhor com móveis sem cores chamativas. Com tecidos neutros, aposte em objetos de tons mais vibrantes.

MÓVEL

Estruturas de cadeiras, abajures e bases de mesas podem receber tecidos. Na hora de combinar, observe se a trama não destoa do objeto.

QUADROS

Tecidos que contam alguma história podem ser expostos em molduras -mas evite as extravagantes, já que a atenção tem de ser da trama.

Mais informações: Folha de São Paulo