Feira de turismo de luxo revela novas tendências para mercado de viagens

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SÃO PAULO -­ Aberta oficialmente na terça­feira, a Travelweek by ILTM, feira de turismo de luxo que acontece no Pavilhão da Bienal, até sexta­feira (28/4) em São Paulo, divulgou uma pesquisa que identifica mudanças nas tendências dos viajantes dessa categoria, cujo mercado mundial cresceu 4% em 2016 atingindo um valor estimado em US$ 1,06 trilhão. Realizada pelo instituto Skift junto a marcas hoteleiras consagradas e hotéis independentes, a enquete mostra que, apesar do crescimento, o aumento na oferta de viagens e experiências diferentes faz com que seja necessário ampliar o leque de produtos e oferecer outros tipos de vivência para os turistas.

Intitulado “Construindo amor e fidelidade pela marca na hotelaria de luxo”, mostra que grandes acontecimentos mundiais, crises políticas e debates ambientais tiveram um efeito na forma como os turistas buscam novas experiências de viagem. Diante disso, sugere que três novas tendências surgirão no mercado de luxo: foco, simplicidade e transformação. Em outras palavras, resume o estudo, os viajantes não querem que escolham o que eles farão; querem um cardápio mais variado de experiências e vivências para ter o que escolher.

— Turismo de luxo não quer dizer apenas dinheiro — resume Simon Mayle, gerente da Travelweek São Paulo. —Tenho amigos que viajaram para o Irã e tiveram uma experiência fascinante. Então, tem a ver também com a vivência e com o intercâmbio cultural.
O relatório Skift mostra que, quando perguntado sobre como as atividades de viagem evoluíram nos últimos 3-5 anos, mais de 60% dos entrevistados afirmaram estar mais interessados em experiências de viagens que lhes dão uma nova perspectiva do mundo do que anteriormente.

Hotéis e grupos hoteleiros estão redefinindo e recriando seus cardápios de produtos e identidades visuais para alinhá-las com as novas tendências. O uruguaio Álvaro Valeriani, vice-presidente regional de vendas e marketing do grupo Hyatt, fez um paralelo com a rede Starbucks, que tem um vasto cardápio de cafés para oferecer aos clientes que fazem fila em suas lojas.

— Estamos fazendo a mesma coisa — explicou ele. — Nós temos várias marcas, que proporcionam experiências diversas para os nossos clientes. Antes, o conceito era diferente. Tínhamos um padrão para tudo, em todos os lugares. Comprávamos o mesmo lençol, da mesma marca, que era igual em todos os nossos hotéis. Hoje, já não é mais assim.

Fonte: O Globo

Após ‘saga’ de quase 20 anos, hotel de luxo abre as portas em parque de SP

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Ao abrir as portas hoje, o Palácio Tangará – hotel que pretende se tornar um novo templo do alto luxo em São Paulo – põe fim a uma saga de quase 20 anos que inclui um sonho frustrado de um empresário ambicioso, brigas entre sócios e uma obra que se tornou um “fantasma” que assombrou o Parque Burle Marx, na zona sul de São Paulo, durante 12 anos. Após ser comprado por um fundo americano e ter a administração assumida por um grupo alemão, o hotel inicia as atividades com um novo desafio: enfrentar a atual crise do setor de hospedagem no País.

O projeto, idealizado pela constutora Birmann, que foi referência no desenvolvimento de edifícios comerciais na capital paulista nos anos 1980 e 1990, foi comprado há quatro anos pelo fundo GTIS – antes, era uma sociedade entre o empresário Rafael Birmann e a Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil).

As obras foram iniciadas em 1998, mas a Birmann entrou em crise em 2000, o que levou à paralisação dos trabalhos em 2001. Uma disputa entre os sócios, aliada à dificuldade em encontrar um novo investidor, deixou a obra parada por mais de uma década. Durante anos, soluções foram buscadas para o projeto – entre os que olharam o ativo esteve a espanhola OHL.

No entanto, foi o americano GTIS que, em 2013, chegou a um acordo com Birmann. O empresário abriu mão do empreendimento para se livrar de dívidas. Já os 49% que pertenciam à Previ foram comprados por R$ 45 milhões, em acordo separado.

O fundo investiu na conclusão das obras – ainda faltavam 30% dos trabalhos – e fechou acordo de administração com a alemã Oetker Collection, referência em hotéis cinco estrelas. Para dirigir o Tangará, veio o executivo Celso do Valle, que participou do início da operação do Emiliano, em 2001.

Luxo. Segundo Valle, o objetivo da Oetker é entregar um novo conceito de luxo em hotelaria ao mercado paulistano. A diária dos quartos vai variar de R$ 1,6 mil a R$ 38 mil – o menor quarto do Tangará tem 47 metros quadrados e a maior suíte, 530 metros quadrados. “Todos os quartos terão vista para o verde do Parque Burle Marx. Ninguém vai abrir a janela e ver uma parede”, garante Valle.

Os hóspedes ainda contarão com duas piscinas aquecidas (uma delas coberta), academia, spa administrado pela francesa Sisley, bar de drinques e um restaurante com cardápio desenvolvido pelo “chef-celebridade” Jean-Georges Vongerichten, entre outros “mimos”.

Para se diferenciar no segmento de luxo – onde enfrentará a concorrência de rivais como Emiliano, Fasano e Unique –, o Palácio Tangará pretende atrair o público paulistano para suas instalações. A meta é que o restaurante, o spa, o bar de drinques e adega possam ser usados por quem não estiver hospedado no hotel. Outra aposta é um espaço de eventos que comporta até 400 pessoas – e já tem 15 casamentos fechados para os próximos meses.

Desafios. Após quase 20 anos em “gestação”, o Palácio Tangará chega não só no meio de uma crise econômica, mas também em um dos piores momentos recentes para o setor hoteleiro. Mesmo em São Paulo, mercado considerado “blindado” pelo turismo de negócios, houve um recuo de 20% em três anos, segundo Diogo Canteras, sócio-diretor da consultoria Hotel Invest. Hoje, segundo a consultoria, a taxa de ocupação dos hotéis em todas as capitais brasileiras está abaixo de 60% – o ponto de equilíbrio médio do setor é de 70%.

Além disso, segundo o consultor, o fator localização também pode pesar contra o Tangará. O bairro do Panamby, onde fica o hotel, costuma registrar engarrafamentos pela manhã – o que pode prejudicar o trajeto de altos executivos a seus locais de trabalho. Embora se trate de um projeto ambicioso, Canteras lembra ainda que há outras marcas consolidadas no segmento luxo na cidade. E a concorrência está prestes a ficar ainda mais pesada, já que a rede Four Seasons tem estreia marcada em São Paulo para 2018.

Fonte: Estadão

Imóveis: Melhora no mercado de alto padrão

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Para Jerônimo Neto, 2o vice-presidente do Creci-CE, a tendência é que o mercado imobiliário melhore, principalmente dos de primeira linha. “O que a gente está vendo muito por aí, é as pessoas buscando um financiamento pelo Minha Casa, Minha vida, com imóveis de até R$ 300 mil. O mercado hoje está saturado com esse valor, porque esse tipo de cliente só vai sair do aluguel para um financiamento de 100 mil ou 200 mil, pagando uma parcela de R$ 1.500 a R$ 2.000, por exemplo. Esse recurso vai trazer de volta esse nicho de cliente que quer buscar recurso mais fácil para financiar seu imóvel”.

Júnior Melo, diretor comercial da Normatel Incorporações, conta que ainda é muito cedo para avaliar os impactos desta ação na economia, mas sem mantém otimista em relação ao aquecimento do mercado. “A gente não consegue mensurar o impacto disso ainda, pois não temos ideia do quanto será injetado na economia cearense. É diferente quando a Caixa libera R$ 10 milhões para a construção civil e, desse valor, uma parte vem para o nordeste, por exemplo. Mas nesse momento, que está todo mundo apertado, esse recurso será muito bem-vindo”.

Segundo o diretor, a mudança ainda não alterou o calendário comercial da incorporação, mas ele não descarta medidas de acordo com o potencial da demanda. “A gente já vem percebendo um movimento interessante no comércio, um amento da confiança do consumidor. À medida que fomos vendo uma movimentação mais forte, nada impede que utilizemos ações mais agressivas para atrair o cliente”.

Fonte: O Povo

Restaurant Week. Os menus de luxo a 20 euros estão de volta (e trazem novidades)

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Eis que chegaram as semanas mais aguardadas pelos amantes do bem-comer. A nova edição da Restaurant Week volta a trazer menus especiais em mais de cem restaurantes que participam no evento, que decorre até dia 12 de março.

“Esta é uma forma de democratizar o acesso a restaurantes ditos de luxo”, explica Sérgio Sequeira, responsável pelo The Fork em Portugal, empresa responsável pela organização do evento. Assim, durante duas semanas, pelo valor fixo de 20 euros, os clientes têm direito a um menu elaborado pelos restaurantes e que engloba sempre uma entrada, um prato principal e uma sobremesa (exceção feita às bebidas, que são pagas à parte).

A edição de 2016 já tinha deixado de ser exclusiva de Lisboa e Porto, mas este ano conta com a participação de restaurantes de 20 cidades distribuídas pelos distritos de Lisboa, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Évora, Beja, Faro e Funchal. Ao contemplar mais cidades, o evento conta também com uma lista de restaurantes alargada que conta com 20 novas entradas. É o caso do Delfina e do Café Portugal, em Lisboa, o LSD no Porto ou o Vila Tamariz no Estoril.

A lista de espaços aderentes pode ser consultada através do site ou aplicação do The Fork, plataformas que também devem ser usadas para fazer reservas.

Existem dois períodos para fazer a reserva: o primeiro decorreu até dia 1 de março e foi reservado a clientes Millennium, que para usufruir desta prioridade apenas tiveram de fazer o pagamento com o cartão do banco. Para os restantes, as marcações podem ser feitas para a semana entre 2 e 12 de março.

O evento tem tido um crescimento constante e, segundo dados da organização, no ano passado chegou perto dos 30 mil clientes. “A componente solidária chama muita gente”, acredita Sérgio Sequeira. Isto porque, por cada menu de 20 euros, um euro é doado a instituições de solidariedade. A Acreditar, que ajuda as famílias de crianças com cancro, e a Casa Mimar, um centro temporário de acolhimento de crianças em perigo, foram as escolhidas deste ano.

Fonte: Sol.sapo

Três pilares das casas de luxo podem desaparecer em 20 anos

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(Bloomberg) — Algumas amenidades imobiliárias são eternas — uma vista panorâmica para o Central Park, por exemplo, ou um porteiro que sabe quem é seu motorista preferido. Outras, no entanto, podem ser surpreendentemente fugazes: o que hoje parece um must poderia desaparecer dos empreendimentos de amanhã. A seguir, três itens básicos e inesperados do mercado de imóveis de luxo que, segundo projeções de especialistas, poderiam se tornar obsoletos em breve.

O home theater

O mercado de home theater dos EUA chegou a US$ 1,4 bilhão em 2015, um aumento de mais de 50 por cento desde o mesmo período em 2010, segundo a Cedia, associação comercial para empresas de tecnologia doméstica. Claro que já não basta instalar uma tela gigantesca e um projetor digital: os verdadeiros cinéfilos podem construir sua própria sala Imax por US$ 1 milhão e assinar o Prima Cinema, um serviço estilo Netflix para a fatia de 1 por cento que aluga lançamentos por US$ 500.

Mas esse investimento poderia estar com os dias contados, pelo menos de acordo com o arquiteto Duan Tran, da KAA Design. “Nossos clientes estão pedindo ambientes de realidade virtual completamente envolventes porque eles estão muito ocupados e querem uma dose mais elevada de escapismo”, disse Tran em uma entrevista por telefone, de seu escritório em Los Angeles.

A suíte principal

Suítes enormes já foram o maior troféu de uma casa luxuosa, mas incorporações recentes vêm substituindo esses quartos sem paredes, estilo loft, por um complexo de câmaras privadas, montadas ao redor de um espaço menor e mais aconchegante que abriga apenas a cama. Roy Kim, da Douglas Elliman, usa como exemplo o Park Grove de Miami, projetado por Rem Koolhas. “Você verá uma antessala, como um estúdio ou uma biblioteca, além de um grande closed e um banheiro que parece um spa”, disse Kim em entrevista por telefone, da Califórnia. “As pessoas já não querem entrar sem cerimônia em uma suíte principal e ver a cama — criar privacidade nunca foi tão importante.”

Cozinhas de revista

De acordo com Jonah Disend, fundador da empresa de inovação Redscout, cozinhas complexas que ocupam um lugar central, assim como as suítes principais, são outra das amenidades que estão na lista das espécies em extinção nas casas de alto nível. Em parte, isso se deve a que os serviços de entrega como Blue Apron ou Amazon Prime Now vão minimizar a necessidade de armazenar qualquer coisa além do indispensável, junto com novas amenidades como cozinha centralizada e catering dentro de um empreendimento imobiliário. Um exemplo é o 432 Park Avenue, de Rafael Viñoly, onde Shaun Hergatt, chef premiado com estrelas Michelin, vai comandar um restaurante exclusivo para os moradores, oferecendo o suprassumo das comidas de luxo para levar.

Fonte: UOL

Saiba tudo sobre o novo momento do Turismo de luxo

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O conceito de luxo mudou no Turismo. Tendências vêm e vão, e agora o momento é totalmente das experiências, do sentido, da lealdade e até do amor. A última edição da ILTM Cannes mostrou que a riqueza dos tempos antigos não faz mais parte do universo das viagens de alto padrão. Expositores e compradores brasileiros estiveram presentes na feira mais importante do segmento, na França, e o Jornal PANROTAS dessa semana aponta que experiências são essas que os players do luxo tanto têm procurado para seus clientes.

Por falar em experiências e em luxo, o JP 1.251 também traz um lindíssimo roteiro de vinho no Vale do Colchagua. O enoturismo nunca sai de moda, e o Chile, tão perto e com boa conexão aérea, é um destino perfeito para apreciar belas paisagens e curtir, no sentido completo, um bom vinho. Desde a história da bebida à sua fabricação, veja o que o Vale do Colchagua oferece de melhor em termos de vinhos, paisagens e cultura.

Também nesta edição:

– CVC de R$ 9 bilhões: como foi 2016 para o grupo, que comprou a Experimento nos últimos dias de 2016;

– MSC Cruzeiros já de olho na temporada 2017/2018; Armadora promete novidades;

– Verão na Argentina: confira as principais dicas para curtir o calor do destino;

– Entrevista com o ministro do Turismo, Marx Beltrão;

– A movimentação de mercado no Surface, PANROTAS Corporativo e muito mais.
O JP 1.251 começa a circular nessa semana nas principais operadoras e agências de viagens de todo o Brasil, mas você pode acompanhar a versão digital completa abaixo. Boa leitura.

 

Fonte: PANROTAS

Gaoli Beach Couture estréia sua loja online

Gaoli online loja
Gaoli online loja

Seguindo uma tendência mundial do varejo de luxo, a multimarcas carioca Gaoli Beach Couturenão fez diferente e inaugurou seu e-commerce. Agora, suas cobiçadas peças de marcas badaladas como Sinesia KarolEric Javits e Thierry Lasry estão disponíveis para os que curtem comprar com a facilidade e rapidez em apenas um clique.

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Chocolate vira peça de luxo em loja conceito da Kopenhagen

Kopenhagen Oscar Freire Flagship fachada
Kopenhagen Oscar Freire Flagship fachada

A marca Kopenhagen abriu a primeira loja conceito – flagship store – no Brasil há cerca de três semanas, comemorando seus 85 anos. O novo espaço fica na esquina das ruas Oscar Freire e Bela Cintra, nos Jardins, em São Paulo, onde funcionou durante anos a sorveteria Häagen-Dazs. A escolha da Oscar Freire foi estratégica para a marca, não apenas por ser um dos endereços mais badalados da cidade e vizinha de grifes como Antonio Bernardo, Schutz e Bang & Olufsen, mas, principalmente, porque sua primeira fábrica funcionou nesta rua.

Por ser uma loja conceito, ali os consumidores podem encontrar todos os produtos da marca, além de presentes e itens especiais. A Linha Gifts Luxo Kopenhagen, por exemplo, foi criada com exclusividade para esse novo espaço, e traz uma coleção de produtos como baleiros, vasos, porta-objetos, bomboniéres e porta jóia. A Kopenhagen fez ainda parcerias com marcas Premium para formar sua carta de bebidas, combinação perfeita para acompanhar a degustação de chocolates. Para os apaixonados pela confeitaria francesa, ali pode-se deliciar macarons de sabores como Nha Benta e Lajotinha. Esta é a única loja da marca onde seus clientes encontram frutinhas de marzipan, um dos primeiros doces comercializados por Anna e David Kopenhagen, fundadores da empresa que nasceu em 1928.

Com projeto da LLAD Arquitetura, a loja possui inovações tecnológicas como um painel de LED interno e com visualização externa para toda a esquina, exibindo imagens de produtos e campanhas da Kopenhagen. Além da preocupação com a arquitetura diferenciada, a marca escolheu a dedo inclusive a vestimenta da equipe, cujos uniformes foram assinados pelo estilista Lorenzo Merlino.

Apesar de não ser considerada marca de luxo, a Kopenhagen tem em seu DNA atributos como tradição, história e alta qualidade na fabricação dos produtos, além de política de distribuição, precificação e comunicação seletivas, podendo ser considerada uma marca Premium brasileira que atende ao consumidor de produtos de luxo, tanto quanto outros consumidores, também. A abertura de sua flagship dá mais ênfase à estratégia da marca, que não é somente comercializar chocolates, mas, sim, tratar chocolates como presentes e proporcionar aos clientes experiências e sensações no ponto de venda. A marca investiu também em estratégias de Marketing Sensorial, com aromatizador de ambiente com cheiro de chocolate e sistema de som que interage com os clientes instigando-os a provar suas criações tentadoras.

Difícil será resistir!

Kopenhagen presentes

Fonte: Infinite Luxury – Por Ricardo Ojeda Marins | Artigo publicado no Blog do Milton Jung (Rádio CBN)

Marcas de luxo aderem ao e-commerce

Louis Vuitton Loja Virtual

O e-commerce no segmento do luxo ganha cada vez mais relevância. Hoje, são evidentes e inúmeras as oportunidades para esse mercado na internet. Apesar de ter uma demanda bem maior nos Estados Unidos e Europa, o Brasil vem aumentando sua presença online com diversas marcas nacionais aderindo a esse formato.

Nos Estados Unidos e Europa, grifes como Ralph Lauren, Tiffany&Co., Louis Vuitton, Gucci, Prada, Armani e outras, há alguns anos, aderiram ao comércio eletrônico e vêm obtendo êxito. A Ralph Lauren, além do mercado americano, já possui loja online em nove países da Europa, Japão e, em breve, atenderá também a Coréia.

No Brasil, o e-commerce se amplia em segmentos como moda e acessórios, decoração e homeware. A Trousseau, especializada em homeware, por exemplo, tem mix de produtos oferecidos na internet que apresenta o mesmo requinte de suas lojas físicas. Pode-se comprar desde um sabonete à sua luxuosa linha de lençóis em algodão egípcio. A renomada boutiqueMares Guia, loja multimarcas que reúne moda feminina de grifes de luxo, também possui ambiente de compras online, onde pode-se encontrar peças como saias, casacos ou, até mesmo, vestidos para festas.

Boutique Daslu, um ícone no segmento do luxo no Brasil, desde os tempos áureos sob o comando de Eliana Tranchesi já apostava no comércio digital. Sua loja online disponibiliza itens da Daslu Casa, linha de homeware da grife, além de peças de roupa feminina, masculina, teen e bebê. De olho no público masculino, a grife Sergio K. também tem na internet peças-chave de suas coleções, como as cobiçadas pólos, camisas e sapatos da grife.

No site da dinamarquesa Bang&Olufsen, referência na produção de televisores, sistemas de som, caixas acústicas e produtos multimídia pode-se encontrar produtos como aparelhos de som, caixas acústicas e acessórios da marca. Admiradoras dos icônicos sapatos da grife Schutz também podem vivenciar experiências adquirindo seus produtos online. Sapatos, sandálias e bolsas estão entre os itens comercializados ali. Já o segmento de joias não ficou de fora. Grifes exclusivas comoSilvia FurmanovichJack Vartanian e Carla Amorim também proporcionam a seus clientes online algumas peças de suas coleções.

O segmento de beleza e cosméticos é fortemente presente na internet. A Sephora, maior rede de produtos de beleza do mundo e que desde 2010 adquiriu o portal brasileiro Sacks, aposta na venda de produtos de beleza das melhores e mais desejadas marcas do mundo, como Chanel, Dior, Salvatore Ferragamo e outras, além de uma marca própria, a Sephora Collection. Também forte no segmento, o website ShopLuxo, que pertence à rede de lojas Suil, composta por Calèche, Vent Vert e Suil Parfumerie, aposta na venda de cosméticos de grifes desejadas.

Com uma proposta mais exclusiva, o site Umimo tem foco no mercado do luxo e premium, e une elegância e beleza com produtos de marcas prestigiosas. A prestigiosa grife Chanel já está no e-commerce brasileiro, disponibilizando a seus clientes itens de sua linha de beleza, como maquiagens, perfumes masculinos e femininos, esmaltes e outros.

O e-commerce de luxo no Brasil recebeu, em agosto deste ano, uma grife tentadora: a francesaLouis Vuitton, uma das mais desejadas e copiadas do mundo. Disponível para todo o país, a loja online da grife oferece produtos das linhas feminina e masculina de desejados acessórios, como suas icônicas bolsas, malas de viagem, óculos, cintos, lenços, relógios e sapatos. A LV online é uma forma de atender a seus consumidores residentes de cidades que ainda não possuem loja física da marca, além de poderem comprar produtos, por exemplo, para presentear alguém, o que online certamente lhes proporcionará uma economia de tempo. Afinal, ter tempo tornou-se um dos principais objetos de luxo do mundo contemporâneo.

Muitas marcas de luxo temiam que a venda pela internet afetasse sua aura de exclusividade, além de certo receio em provocar uma possível banalização das mesmas. No entanto, existe uma demanda do próprio consumidor pelos endereços eletrônicos das marcas de luxo. Para as marcas o maior desafio é, no mundo digital, oferecer a seu consumidor todo o luxo e experiência de compra já oferecidas em suas lojas físicas. É imprescindível investir em tecnologia, logística e uma comunicação eficaz entre a loja online e seu cliente. Um layout simples e elegante aliado a um atendimento de qualidade e agilidade de entrega certamente colaborarão para o sucesso da marca na internet. Os produtos de luxo já trazem em si o alto valor agregado, porém a percepção deste também é fortalecida no momento de experiência da compra. Vale lembrar que muitos consumidores utilizam a loja digital para se atualizar das novidades e conhecer peças de coleções novas, podendo decidir efetuar a compra pela internet ou até mesmo ir a uma loja da grife.

Fonte: Por Ricardo Ojeda Marins | Artigo publicado no Blog do Milton Jung (Rádio CBN)